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Tenho constatado também muita ansiedade relacionada ao excesso de informações disponíveis nos mais variados meios de comunicação. Por causa disso, as mães, mesmo sem querer, são invadidas por informações até mesmo contraditórias relacionadas à gravidez, parto, e cuidados com o bebê. Algumas chegam até a ficar confusas sobre a forma de proceder nos casos que merecem maior atenção. Um exemplo disso são as opiniões divergentes sobre preparar ou não o seio para o aleitamento ainda durante a gravidez.

Sabe-se que o estresse e a ansiedade fazem com que a glândula suprarrenal libere na corrente sanguínea quantidades elevadas de hormônios, como adrenalina e cortisol. Estudos nos mostram que, com o aumento desses hormônios, pode ocorrer uma queda das funções orgânicas, como perda da resistência imunológica, deixando o organismo mais vulnerável às doenças, como infecções e inflamações. É possível que outros sintomas, como diminuição ou aumento da pressão arterial, problemas cardíacos, diabetes e lesões de pele, também decorrentes do estresse e ansiedade acometam não só a mãe, mas também o bebê e, nos casos mais graves, até provoquem trabalho de parto prematuro, prejudiquem o crescimento do bebê e causem até sofrimento fetal.

As dificuldades, bem como os imprevistos que fazem parte da vida de qualquer pessoa, talvez tenham um peso maior no equilíbrio emocional da gestante. Todavia, nesses casos, o importante é manter a calma e tentar confiar nos cuidados médicos que ela está recebendo no pré-natal. O apoio familiar é fundamental para a mulher nesse momento, pois contribui bastante para tornar seu dia a dia mais seguro e tranqüilo.

Buscar orientações sobre como ela deverá proceder quando o bebê nascer também pode amenizar a ansiedade da mãe, pois o universo dela gira em torno do bebê e é muito importante que se prepare para recebê-lo serena e naturalmente. É possível que esse preparo contribua muito para sua tranqüilidade e proporcione ao bebê um bom início.

No entanto, é importante que ela tente observar se a ansiedade ou o estresse está prejudicando seu cotidiano ou causando desconfortos físicos e emocionais. Caso isso aconteça, é importante que a gestante não hesite em procurar ajuda, seja de um psicólogo ou até mesmo do próprio obstetra que a acompanha. A avaliação do quadro deve ser feita com cautela e cuidado, a fim de que ela seja orientada da melhor forma possível em relação ao tratamento que poderá ser feito, seja ele psicoterapêutico, medicamentoso ou uma combinação dos dois.

Sabemos que a gravidez deve ser bem acompanhada para que o bebê nasça em condições saudáveis. Entretanto, o ambiente que o receberá é restrito no começo à mãe e ao que a envolve. Se ela não estiver bem, o bebê certamente captará isso e seu início de vida talvez seja prejudicado – justamente o período em que suas necessidades devem ser atendidas com serenidade. Do contrário, se esse ambiente não estiver em equilíbrio, ou seja, se a mãe não estiver bem, esse início poderá interferir na saúde psíquica do bebê, o que também se refletirá em sua saúde física.
Fonte: Cynthia Boscovich, psicóloga clínica, psicanalista


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A suplementação só é necessária em gestantes que já apresentam deficiência de algum nutriente. No entanto, se a grávida tiver uma alimentação saudável, o que, infelizmente, nem todas têm, não são necessários suplementos adicionais. A médica Suzete Motta explica que as exceções são o ferro, o ácido fólico e o cálcio. O magnésio também pode ser importante, porque muitas mulheres sofrem de deficiência desse mineral durante a gravidez, o que causa câimbras nas pernas. Caso seja necessário para o bebê, também pode tomar vitamina B12 ou vitamina B6.

“Há sim um aumento das necessidades nutricionais da mulher para a formação dos componentes da gestação, mas normalmente todos esses nutrientes podem ser obtidos através da própria alimentação. A gestante precisa ter um cardápio balanceado, que forneça todos os nutrientes necessários para que o bebê se desenvolva e a gravidez seja segura”, aconselha.

Veja a função de cada micronutriente especificamente durante a gravidez:

Vitamina A

Importante para o crescimento e para o desenvolvimento do feto. A sua deficiência no organismo pode causar defeitos congênitos, morte fetal, parto prematuro, retardo de crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer e contribuir para uma baixa reserva do nutriente no recém-nascido. “Se consumida excesso também pode ser prejudicial, podendo provocar malformações fetais atribuídas a alterações no metabolismo do DNA”, alerta Motta.

Vitamina C

Segundo a médica, ainda não há dados suficientes que comprovem sua importância específica durante a gestação, mas a vitamina C é um antioxidante, promove a síntese de hormônios, ajuda na cicatrização das feridas e na absorção do ferro da dieta. Sua deficiência provoca maior risco de infecções, ruptura prematura de membrana, parto prematuro e eclâmpsia.

Vitamina D

Tem a função de regular o metabolismo do cálcio e do fósforo, necessários ao bom desenvolvimento dos sistemas nervoso, muscular e imunológico. “Essa vitamina pode ser adquirida através da dieta ou sintetizada na pele através de uma reação catalisada pela radiação”, explica.

Ácido Fólico

Atua como coenzima no metabolismo de aminoácidos, na síntese de DNA e RNA, é vital para a divisão celular e síntese protéica. Suzete Motta afirma que a sua deficiência provoca maior chance de deslocamento de placenta, nascimento precoce, morte neonatal, baixo peso ao nascer, prematuridade, anemia megaloblástica e defeitos no tubo neural. A recomendação de ácido fólico em grávidas é de 600 mcg.

Ferro
Reduz o nascimento de bebês prematuros e com baixo peso, reduz o risco de morte materna no parto e no pós-parto imediato, melhora a resistência às infecções; melhora a capacidade de aprendizagem da criança e é fundamental para o crescimento saudável. Sua deficiência provoca anemia ferropriva, que está associada à maior risco de mortalidade materna, menor resistência aos sangramentos do parto e puerpério, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
“A OMS recomenda que todas as gestantes, independente da presença de deficiências dietéticas ou bioquímicas, devem receber dose profilática de ferro na quantidade de 30 a 40 mg durante todo o terceiro trimestre”, diz a especialista.

Cálcio
Importante na garantia da formação de estrutura óssea e dentária do feto. Sua deficiência no organismo durante a gestação e especialmente no período de amamentação pode levar à retirada do cálcio dos ossos da mãe para suprir as necessidades de formação do feto e para a produção de leite. “Se o bebê diminuir as reservas de cálcio da mãe, ela pode ter futuramente osteoporose, perdas de dentes e cáries”, alerta.

Suplemento certo para cada fase

Antes de engravidar: Ácido Fólico (1mg/dia)

Primeiro trimestre: Ácido Fólico (1mg/dia) e Vitamina B6 (30mg/dia)

Segundo trimestre: Ferro (45 a 60mg/dia), Cálcio (100 a 150 mg/dia) e

Magnésio (200mg/dia)

Terceiro trimestre: Ferro (45 a 60mg/dia) e Ômega 3 (500mg/dia)
Fonte – Dra. Suzete Motta (CRM-SP 93004) médica com formação em medicina esportiva.


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Sim, eu aconselho que faça coleta do segundo filho.Minha opinião é baseado em algumas evidências científicas:

1. A tendência mundial na área de transplante de células-tronco é a utilização da própria célula-tronco do indivíduo(autólogo), pois é uma terapia em que não é necessário utilizar altas doses de imunossupressores que eleva a mortalidade do procedimento. São realizados, por ano, 30.000 transplantes autólogos e 15.000 transplantes alogênicos (de um indivíduo para outro).

2. Na área de engenharia de tecidos, todos os trabalhos que participo no Hospital das Clínicas da FMUSP, que inclui a colocação tópica de células-tronco no coração (INCOR) e na medula espinhal (Instituto de Ortopedia), usam a própria célula-tronco do indivíduo devido o risco de rejeição.

3. Na leucemia mielóide aguda, doença em que a evolução é dramática, é possível a utilização do sangue do irmão para obtenção de um efeito anti-leucemia bastante potente. É interessante ressaltar que a resposta deste tipo de transplante é muito melhor quando usamos o sangue de cordão compatível da própria família (irmão) do que provindo de fonte pública (banco público de cordão).

4. Em virtude do número limitado de células-tronco contido no sangue de cordão umbilical, principalmente quando o paciente possui peso superior a 50 Kg, a literatura têm avaliado a possibilidade de utilizar dois produtos coletados compatíveis (habitualmente familiares) num único transplante. Jamais o aconselhamento de coleta de múltiplos filhos é feito no meu serviço de forma sentimental ou ilógica, abomino algumas colocações comerciais, como: “a chance de usar o cordão é de 1 para cada dois indivíduos, você imagina com dois filhos!!!…” “se fez para o primeiro filho deve ser feito para o segundo, o segundo sempre é um coitado…” “se o primeiro ficar doente, a chance do segundo é altíssima…” Assim, termino declarando que a chance de dois filhos necessitarem do próprio sangue de cordão umbilical é muito baixa, mas nós nunca sabemos qual deles irá necessitar inicialmente.


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Com hemorragia visível: uma quantidade de sangue é expelida pela vagina e a gestante sente forte dor ou contração uterina. Ocorre em aproximadamente 80% dos casos.

Com hemorragia invisível: não há sangramento visível e o único sintoma é a forte dor ou contração uterina.

O problema pode ser ocasionado em função de um traumatismo abdominal, porém a existência de um cordão umbilical curto que exerça tração sobre a placenta também provoca o problema. Em mulheres com outros filhos, mais de 40 anos, fumantes, com hipertensão, diabetes ou doenças renais crónicas a incidência pode aumentar.

O deslocamento prematuro da placenta pode ser perigoso para o feto e para a mãe. Isso porque reduz a área de troca sanguínea pelo qual o feto recebe oxigênio e nutrientes. E se o deslocamento for total, pode provocar óbito ao feto. Já para a mãe, o risco refere-se à hemorragia que, pode ser intensa, colocando sua vida em risco.

Não há prevenção, mas o diagnóstico precoce pode evitar complicações. Se o sangramento for leve, a gestante deve fazer repouso absoluto. E assim que o sangramento cessar poderá até voltar a andar, sem fazer esforço.
No caso de o sangramento ser intenso, pode ser preciso realizar necessária transfusão de sangue. E opta-se pela cesariana, pois o parto normal pode fazer com que a placenta se desprenda antecipadamente impedindo o fornecimento de oxigênio ao feto.

O pré-natal é a maneira mais eficaz para uma gestação saudável. Isso evita riscos para mãe e para o bebê.

Fonte- Ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho


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Uma pesquisa feita por instituições brasileiras e americanas, em parceria com o Ministério da Saúde, constatou que 12% das mortes causadas pelo câncer de mama no Brasil poderiam ser evitadas caso as mulheres praticassem atividades físicas regularmente. Não é pouca coisa!

Os cientistas começaram enumerando as vítimas desse tumor no nosso país entre 1990 a 2015. Depois, cruzaram esses números com os índices de sedentarismo do país e com outras pesquisas que mostram qual a probabilidade de uma pessoa que faz exercício ter câncer de mama, versus outra que é inativa.

Daí veio a conclusão: se todas as brasileiras ao menos caminhassem meia hora por dia, cinco vezes na semana, uma a cada dez mortes por câncer de mama não teria ocorrido no país. Em 2015, por exemplo, isso representaria 2. 075 vidas poupadas.

Além disso, a análise concluiu que 6,5% dos óbitos por essa doença são atribuídos ao consumo de bebidas alcoólicas, ao sobrepeso e a uma dieta rica em açúcar. O impacto é menor do que o do sedentarismo, porém bastante significativo.

“A adoção de um estilo de vida equilibrado evitaria 39% das mortes por doença crônica, que respondem por 76% dos falecimentos no Brasil, sendo a promoção da saúde uma política com baixo custo e com grande impacto populacional”, corrobora Fátima Marinho, diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, do Ministério da Saúde, em nota.

Como as atividades físicas ajudam a prevenir o câncer de mama

No geral, realizar 150 minutos de exercícios por semana ajuda a turbinar a imunidade e amenizar a inflamação do organismo. E isso, por si só, já ajudaria a afastar essa encrenca.

Entretanto, no estudo mencionado acima, os experts citam outras pesquisas que atribuem à atividade física um papel no controle da produção de hormônios femininos, também ligados ao tumor de mama.

Ora, o estrogênio é capaz de estimular a multiplicação de células nas mamas. Se uma dessas é defeituosa, portanto, o excesso desse hormônio facilita sua replicação, dando início a um câncer no local.

Uma vez que fazer academia, pedalar, jogar bola e por aí vai mantém a concentração de estrogênio em níveis mais adequados, o risco da doença cai. Além disso, uma vida ativa diminui a produção de leptina, outra substância liberada no corpo e que, em largas doses, tem sido associada ao câncer na pós-menopausa.

Brasileiras precisam ficar em estado de alerta

A edição de 2017 da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostra que 13,9% das mulheres das capitais brasileiras são completamente sedentárias no tempo de lazer. Fora isso, 51,3% se mexe menos do que deveria.

Isso significa que mais da metade da população feminina do país não alcança o equivalente a pelo menos 150 minutos de exercícios moderados ou 75 minutos de atividades vigorosas por semana.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de mama é o segundo mais comum no sexo feminino, ficando atrás apenas do de pele não-melanoma. Ele corresponde a cerca de 28% dos casos a cada ano. Até o fim de 2018, são esperados 59 700 novos episódios.

Fonte: Revista Saúde


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Projeto de pesquisa desenvolve novo método para preservar o fígado humano para transplante

Os cientistas estenderam bastante a quantidade de tempo que os fígados humanos podem ser armazenados para transplante, modificando um protocolo anterior para aumentar a viabilidade dos fígados de ratos. Anteriormente, os fígados humanos eram viáveis apenas por uma média de nove horas, mas o novo método de preservação mantém o tecido hepático por até 27 horas, dando aos médicos e pacientes de transplante um prazo muito mais longo para trabalhar.

A pesquisa é apoiada pelo Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia (NIBIB) e pelo Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK), ambos parte dos Institutos Nacionais de Saúde.

Como um recipiente de vidro quebrado pela água congelada, quando as células congelam, elas geralmente sofrem danos irreparáveis. Como as células humanas são especialmente sensíveis, os fígados dos doadores são armazenados acima de zero a 4 graus Celsius. Como resultado, os médicos normalmente podem preservar apenas o fígado humano por nove horas antes que as chances de um transplante bem-sucedido diminuam drasticamente. Esse curto período de tempo torna mais difícil, e às vezes impossível, levar os órgãos a pacientes compatíveis localizados mais distantes.

“A entrega de órgãos viáveis aos receptores correspondentes dentro da janela de viabilidade pode ser o aspecto mais desafiador do transplante de órgãos”, disse Seila Selimovic, diretora do programa Engineered Tissues do NIBIB. “Ao dar mais tempo a médicos e pacientes, essa pesquisa poderá afetar um dia milhares de pacientes que estão esperando por transplantes de fígado”.

O primeiro passo foi limitar o contato do líquido de armazenamento ao ar. Quando super-resfriados, os fígados são submersos na solução protetora de super-resfriamento. Os pesquisadores descobriram que o risco de formação de cristais de gelo aumentou muito em áreas onde a solução estava em contato com o ar. Para eliminar esse risco, os cientistas removeram o ar da bolsa de solução de armazenamento antes do super-resfriamento, eliminando efetivamente a chance de nucleação espontânea de gelo na superfície do órgão.

Em seguida, os pesquisadores incluíram dois ingredientes adicionais na solução protetora para ajudar a proteger os hepatócitos. O primeiro aditivo, a trealose, ajuda a proteger a célula e a estabilizar as membranas celulares. O segundo, glicerol, suporta as propriedades protetoras do composto de glicose 3-OMG adicionado nas experiências anteriores. Ambos os aditivos têm sido utilizados na preservação criogênica de células em laboratório, mas não na preservação de órgãos para transplante.

Enquanto os pesquisadores ainda não implantaram um fígado preservado usando esse novo método em seres humanos, os padrões tradicionais de avaliação da viabilidade hepática indicam que esse processo não afetará negativamente o órgão.

Fonte: Journal Science Daily


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Estar com a carteira de vacinação e o pré-natal em dia são as melhores formas de cuidar da sua saúde e a do seu bebê

Se as doenças infecciosas já são naturalmente motivo para preocupação, durante a gravidez, elas tendem a trazer ainda mais tensão. A hepatite é uma delas.

Mas afinal, qual é a diferença entre os tipos A, B e C? Como acontece a transmissão? E quais são riscos para mãe e bebê? Pode tomar vacina? Para responder a todas as dúvidas, conversamos com um especialista no assunto.

A hepatite é uma inflamação do fígado (“ite”: inflamação e “hepato”: fígado) e os tipos mais comuns são: A, B e C. Apesar de todos serem vírus, um é diferente do outro, segundo o infectologista Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Entenda:

Hepatite A: É infecciosa, causada por um vírus transmitido pela ingestão de alimentos ou água contaminados. “Sua duração é de 30 dias, em média, sendo que quase todas as pessoas com o problema têm a cura total dentro desse período. Pode-se dizer que ela é a mais “benigna” dos três tipos”, diz o especialista.

Hepatite B: É a mais grave das três e pode se tornar crônica. Transmitida pela transfusão de sangue ou contato com agulhas contaminadas, ela aumenta as chances de câncer no fígado.

Hepatite C: Também é transmitida por agulhas contaminadas e transfusão de sangue. “Existe uma discussão se há ou não a contaminação via oral. Mas, se existirem, os casos são raros”, diz o infectologista. É o tipo que está em evidência, justamente porque ao contrário da A e B, não conta com vacina.

Quando tomar a vacina contra hepatite?

As vacinas contra a hepatite A e B fazem parte do calendário oficial infantil e, portanto, estão disponíveis no SUS. A vacina para o vírus A deve ser aplicada em crianças de 15 meses a 5 anos incompletos. Já a da hepatite B é dada em quatro doses: ao nascer, aos 2,4 e 6 meses. Vale se certificar, antes de engravidar se as suas vacinas estão em dia. Caso não tenha tomado, elas serão dadas ainda na gestação, podendo se estender ao pós-parto.

Quais são os sintomas da hepatite?

A icterícia (acúmulo de bilirrubina no sangue) é o sintoma mais conhecido da hepatite, podendo deixar os olhos e a pele amarelados. Fezes claras e urina escura também são indicadores da doença.

Os riscos da hepatite na gravidez

O grande medo das grávidas é que a inflamação comprometa a saúde do bebê. Em geral, os riscos para o feto são limitados, já que a hepatite não atravessa a barreira placentária. Também não há riscos de malformações, abortos ou partos prematuros por conta da doença. No caso da hepatite B, a que mais acomete as grávidas, a infecção pode passar de mãe para filho, que desenvolverá a infecção hepática crônica”, diz Paulo Olzon. Mas isso não significa que as grávidas que têm a doença crônica irão passá-la para o filho.

Como tratar

No caso da hepatite A, a cura é espontânea. Já a B e a C podem ser tratadas com antivirais. “Muita gente tem a hepatite C, mas por ela evoluir lentamente, o problema nem é notado”, diz o infectologista. Anos atrás, uma pessoa diagnosticada com hepatite tinha de fazer repouso absoluto por vários dias para ajudar na cura. “Mas essa prática caiu por terra após pesquisas comprovarem que o repouso não é necessário”, diz.

Fonte: Revista Crescer


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O sangue de cordão umbilical coletado no Sistema Privado possui a finalidade de ser utilizado no próprio bebê. Nesse caso a chance de compatibilidade é de 100%. No caso de possível utilização em irmãos, oriundos dos mesmos progenitores, a chance de compatibilidade entre eles será de 25%. Ou seja, há uma chance de encontrar um irmão compatível a cada quatro testados. Sendo importante ressaltar que o irmão é o mais provável doador com grau de parentesco e, portanto, não há outro parente que apresente chance superior, excetuando a situação de gemelar univitelino (idêntico). Entre outros parentes, a chance acaba sendo muito inferior ao citado. Para ilustrar a situação, há o caso do Hemocentro de Santa Catarina em relação a busca de doadores compatíveis dentro da família de pacientes que aguardam transplante de células-tronco.

Verificou-se que dos 1.227 irmãos que participaram da tipificação de compatibilidade genética, 293 foram compatíveis, resultando em um percentual de 23,8% (compatível com a média matemática da regra mendeliana de 25%). No mesmo estudo, além dos irmãos, foi verificado que meio-irmãos, tanto paternos quanto maternos, não apresentaram compatibilidade, que irmãos gêmeos univitelinos apresentaram 100% de compatibilidade e, na busca estendida entre familiares, apenas um tio (em 247 tios testados) e dois pais (em 455 pais testados) apresentaram compatibilidade, o que não foi observado para os demais familiares.

Fonte: Portal Scielo


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Henrique, uma criança portuguesa com quatro anos de idade, está fazendo um importante tratamento para anemia aplástica grave, após transplante autólogo com células estaminais provenientes de sangue do cordão umbilical.

O tratamento foi realizado na Unidade de Transplante de Medula, do Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO).

Após o transplante, o paciente foi submetido à quimioterapia e outros tratamentos. De acordo com os médicos, logo em seguida a infusão das células estaminais do sangue do cordão umbilical verificou-se uma rápida recuperação das contagens de glóbulos brancos e de outros parâmetros da recuperação hematológica. Henrique recebeu alta hospitalar um mês após o transplante, está sob vigilância da equipa médica e tem apresentado uma evolução positiva ao longo dos últimos meses.

A amostra, utilizada para o tratamento da anemia aplástica grave, torna-se, assim, a 10ª amostra liberada para transplante pela Crioestaminal de uma criança portuguesa. A diretora médica da Crioestaminal, Alexandra Machado, alerta que “a Crioestaminal é o laboratório português com mais experiência na liberação de amostras de sangue do cordão umbilical para o tratamento de várias doenças, tratadas no IPO do Porto, no IPO de Lisboa, no Hospital Universitário de Duke, nos EUA e no Hospital San Rafael em Madrid”.

A anemia aplástica é uma doença rara e grave que ocorre quando a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas suficientes, provocando anemia, hemorragias e infecções. A incidência é de 2-7 casos/milhão de pessoas/ano. A doença é rara durante o primeiro ano de vida, mas com uma incidência progressiva até os 20 anos. Os especialistas acreditam que a anemia aplástica surge quando o sistema imunitário ataca e destrói as células estaminais da medula óssea necessárias para a renovação das células sanguíneas. A produção de células sanguíneas pode ser recuperada por terapêutica imunossupressora e nos casos mais graves com recurso a transplante de células estaminais hematopoiéticas, nomeadamente do sangue do cordão umbilical.

Fonte: Portal Crioestaminal – ciência para a vida


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Apesar de terem sintomas parecidos, alguns detalhes diferenciam as três doenças

Pré-eclâmpsia: A pré-eclâmpsia caracteriza-se pelo aumento de pressão associado à presença de proteína na urina ou a uma disfunção de órgãos.

Eclâmpsia: A eclâmpsia é a evolução para o estágio mais grave, com desenvolvimento de convulsões em pacientes com pré-eclâmpsia e sem diagnóstico prévio de doenças neurológicas.

Hipertensão: A hipertensão pode ser crônica/pré-gestacional ou hipertensão gestacional. Quando ocorre antes das 20 semanas ou a paciente já tem histórico de pressão alta, é chamada de crônica. Quando acontece depois das 20 semanas, sem associação com alterações de órgãos ou proteína na urina, é a gestacional.

Fonte: Revista Crescer