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Em 2014, a estudante de enfermagem Maria Edite Lopes Alcântara, de 22 anos, começou a sentir fortes dores na perna esquerda. Investigando as causas do incômodo, acabou por descobrir que tinha um tipo raro de câncer, chamado sarcoma sinusal da parte mole. O nome estranho significa, de maneira geral, um tipo de tumor que pode afetar as cartilagens, a gordura, os músculos e vasos sanguíneos do corpo. Rapidamente, ela iniciou os tratamentos para combater a doença, mas uma outra preocupação rondava a cabeça do seu oncologista.

“Meu médico ficou com medo de eu ter falência ovariana por causa da medicação”, conta ela, que na época estava fazendo radioterapia. “É meio chocante você ter 19 anos e saber que seus ovários podem morrer”. Ela se refere à possibilidade de os ovários pararem de funcionar, algo que pode ocorrer como um dos efeitos colaterais do tratamento. Mas a notícia sobre esta possibilidade foi seguida da valiosa informação de que a Maternidade Escola Assis Chateaubriand, da Universidade Federal do Ceará, procurava mulheres no mesmo perfil que ela – jovens, com algum tipo de câncer – para participar de um estudo sobre o congelamento de ovários em mulheres com a doença. Sem custos.

Moradora do município de Graça, a 250 quilômetros de Fortaleza, a estudante foi até a capital procurar os pesquisadores responsáveis pelo estudo, os jovens médicos João Marcos Meneses, 37, e Lígia Helena Melo Silva, 38. Eles explicam que cerca de 30% das pacientes com câncer que tratam da doença apresentam alguma lesão no ovário, levando o órgão a não conseguir mais produzir hormônio durante o tratamento. E nem sempre o ovário volta a funcionar após, o que faz com que estas mulheres, em muitos casos jovens e sem filhos, fiquem inférteis.

“Descobrimos então, em Valência, na Espanha, que existe esta técnica que congela uma parte do tecido ovariano antes de iniciar o tratamento do câncer”, explica João Marcos. “Depois da doença curada, ele é reimplantado, e volta a funcionar e a produzir hormônios normalmente”. A notícia, segundo Maria Edite era “uma luz no fim do túnel”.

A técnica consiste em retirar um terço do ovário, ou mais precisamente 1 centímetro cúbico do órgão, congelá-lo no nitrogênio e deixá-lo ali, no chamado banco de ovários, até que a paciente termine totalmente o tratamento contra o câncer. Depois disso, este pedaço do órgão pode ser reimplantado, e voltará a produzir os hormônios. “Podemos reimplantá-lo em qualquer parte do corpo”, explica a doutora Ligia. “Nos experimentos com cobaias, colocamos, por exemplo, próximo ao estômago dos camundongos, que é uma parte que tem bastante gordura, e 30 dias após o reimplante os níveis hormonais subiram”, comemora. Por ser recente – o estudo foi iniciado em 2014 – os médicos ainda não reimplantaram o ovário em nenhuma paciente. O órgão pode ficar congelado por tempo indeterminado no nitrogênio.

Congelamento de óvulos x congelamento de ovários

A nova técnica é diferente daquela que congela os óvulos, pois não visa somente à reprodução, mas à volta da produção hormonal das mulheres. Agora uma nova frente da pesquisa mira o tratamento da osteoporose prematura. Em decorrência da paralisação da produção de hormônios durante a quimioterapia, muitas destas jovens mulheres começam a ter os ossos enfraquecidos. A volta da produção de hormônio também deve contribuir para a volta da massa óssea, dizem os médicos. “Este novo achado abre uma nova expectativa para as pacientes”, diz Ligia Helena, que começou a estudar esta nova frente no ano passado.

É o caso da advogada Carinne Justino, 31, diagnosticada com câncer de mama em 2014. Ela realizou o tratamento com quimioterapia ao longo de um ano, período em que seus ovários continuaram funcionando normalmente. Apesar disso, por causa do tipo de doença que teve, era aconselhável que ela induzisse a menopausa, já que o câncer de mama pode estar vinculado aos hormônios produzidos pela mulher. “Por causa da menopausa induzida, optei por congelar meu ovário”, explica ela.

A menopausa induzida acabou causando em Carinne um início de osteoporose, chamado de osteopenia. E aí entra a nova fase do estudo: caso os ovários não voltem a funcionar quando o tratamento terminar – ela espera que isso ocorra em quatro anos – ela passará pela reimplantação do órgão e a expectativa é que a volta da produção de hormônios também reverta o quadro de osteopenia. Ela não tem filhos, mas diz esperar ansiosamente por isso. “Estou esperando loucamente o tratamento acabar para poder ter filhos”, diz. “E a vantagem é que meus ovários foram congelados quando eu tinha 29 anos. Quando forem reimplantados, eu terei 35 anos, mas meus ovários ainda terão 29”.

Carinne foi uma das primeiras pacientes a procurar os médicos para participar da pesquisa. Até o momento, o banco de ovários conta com tecido de 10 mulheres. Fora do Brasil, a técnica existe há dez anos. “Ao todo, 545 mulheres tiveram seus ovários congelados ao redor do mundo”, conta a doutora Ligia. De acordo com ela, 86 crianças nasceram depois de reimplantando o ovário. “Quando as pacientes chegam para o tratamento do câncer, elas já sabem sobre a possibilidade de não ter mais filhos”, diz a médica. “Por isso, quando elas descobrem esta técnica, elas ficam desesperadas para participar. Muitas choram, isso acaba sendo uma nova esperança para elas”.

Fonte: Jornal El País


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Carissa Garabedian, contribuidora da Pop Sugar e mãe de 3 filhos, um deles com autismo, publicou um texto citando 7 qualidades que o filho autista tem que ela também gostaria de ter. A gente amou!

Vem ler:

“Sempre que penso em autismo, sinto alegria e tristeza. Por um lado, eu adoro o fato de que existem coisas e pessoas que aumentam a conscientização para o autismo, mas, por outro lado, me incomoda que ainda precisemos despertar tanta consciência. Eu rezo e sonho para que um dia todos sejam abraçados por ser exatamente quem somos, não importa quão diferentes possam parecer para alguns.

Meu filho, Marky, me ensina muitas lições lindas diariamente. Eu seguro esses presentes com tanta força e sou muito grata pela simplicidade dele. Ele tem 7 qualidades em particular que eu gostaria de ter também – qualidades que dariam a todos um pouco mais de amor e felicidade.Memória excepcional

Marky pode nos dizer quantos filmes ele viu nos últimos 9 anos. Ele pode nos dizer a data das coisas que fizemos anos atrás e ele pode te dar direções para um lugar que ele esteve apenas uma vez. Sua capacidade de recordar informações é incrível. A atenção aos detalhes e à precisão são habilidades que muitos se beneficiariam em suas vidas diárias. Na maioria dos dias, não consigo me lembrar do que eu comi no café da manhã e quase sempre me perco sem um GPS!

Incapacidade de mentir

Meu filho fala sempre a verdade! Você pode não querer saber que seu hálito está ruim, mas ele vai deixar você saber. Muitas vezes você nem precisa perguntar. Ele não sabe o que é uma mentira. Você pode imaginar viver a vida falando apenas a verdade?

Ele não sente vergonha

Marky pode começar uma dança em uma loja, perguntar a alguém que ele não conhece sobre o jogo que ele está jogando, ou caminhar para a frente de uma filha de banheiro (porque ele tem que ir logo) sem nunca se perguntar o que as pessoas pensam sobre ele. Meu filho não pensa em ser julgado e nunca julga os outros. Vive sem inibições. Eu percebo que há situações em que isso pode não ser uma coisa boa, mas na maior parte, é agradavelmente maravilhoso.

Atenção aos detalhes e ordem

Ele tem rotinas para tudo o que faz e sempre faz isso sem ser solicitado. Dos meus 3 filhos, ele é o que requer menos ajuda para se preparar.

Felicidade

A bondade é o caminho dele. Ele faz quase tudo com um sorriso e encontra alegria em tudo. Quando um de nós está triste ou com raiva, Marky nos diz que estamos sendo bobos. Ele conhece outras emoções, mas prefere ser feliz.

Montanhas-russas

Ele poderia andar em uma o dia todo, todos os dias. Quanto mais rodadas e loops, melhor! Ele não tem medo.

Decidido

As decisões que ele toma são com base no que ele quer saber. Ele não perde tempo pensando nisso”.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Se você tem um bebê muito atento, cauteloso e sensível, ficará feliz em saber que o temperamento dele vai torná-lo um adulto empático. Um novo estudo na Universidade da Virgínia sobre o comportamento de crianças e bebês revelou que, se seu filho é sensível, ele está sintonizado com as emoções dos outros, crescendo como um adulto mais atencioso.

Uma equipe de pesquisadores mostrou a um grupo de bebês muito pequenos um rosto com expressões de medo. Eles monitoraram as reações dos bebês a esse rosto, rastreando os movimentos dos seus olhos. Algum tempo depois, eles retomaram os estudos com as mesmas crianças, porém mais velhas, para ver como o comportamento deles e suas respostas a outros humanos haviam se desenvolvido.

Com isso, eles descobriram que os bebês que eram mais sensíveis aos rostos amedrontados se tornaram mais compassivos e prestativos. Essas crianças notaram prontamente como os outros poderiam estar se sentindo e estavam ansiosos para se conectar de forma positiva, sendo úteis.

“O estudo descobriu que bebês que prestavam atenção a rostos com medo tendiam a ser mais prestativos aos 14 meses, trazendo para os pesquisadores canetas e bolas que estavam fora de seu alcance, apenas para ajudar”, mostrou o relatório da pesquisa.

Este comportamento útil foi exclusivamente ligado a bebês que responderam mais aos rostos medrosos. “A análise revelou que o comportamento altruísta na infância foi identificado apenas em crianças que reagiram a rostos com medo, mas não com rostos felizes ou com raiva“.

Os autores do estudo dizem que o comportamento altruísta é formado através do reconhecimento das emoções de crianças bem pequenas. Espera-se que a compreensão do que faz os bebês se preocuparem com os outros comece um trabalho de base para gerar esse tipo de altruísmo, promovendo humanos mais carinhosos e com compaixão.

Portanto, se o seu bebê parecer muito ligado aos sentimentos dos outros, saiba que eles vão se transformar em um adulto empático e que busca ajudar os outros.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Problema que atinge de 35% a 45% das mulheres na faixa dos 50 anos poderá ser tratado de forma ambulatorial e, possivelmente, com menos custos

A incontinência urinária por esforço é um problema que afeta pessoas no mundo todo, especialmente as mais idosas. Causada por envelhecimento dos músculos e tecidos e também pelo trauma do parto, o problema gera constrangimento principalmente para as mulheres.

Uma possível solução inovadora para o problema surge de uma pesquisa da Unifesp, em parceria com o Hospital Albert Einstein, que propõe o uso de células-tronco para reconstruir a região afetada.

“O objetivo principal é remodelar os tecidos da uretra que foram lesados”, explica Rodrigo Castro, médico responsável pela pesquisa. “A célula-tronco consegue restabelecer esses tecidos”, diz.

Entre os tratamentos usuais para a incontinência urinária de esforço estão a fisioterapia e a cirurgia. Segundo Castro, o novo método terá menos custos do que os já existentes. “Se fosse inviável do ponto de vista econômico, não faria sentido a pesquisa”, diz.

O método retira células-tronco adultas do próprio paciente, da medula óssea ou de um músculo, e as injeta na uretra da paciente em três sessões. Dez mulheres já fizeram o procedimento. Uma das voluntárias que está sendo acompanhada há seis meses apresentou melhora de 85%, informa o pesquisador. A meta é realizar a pesquisa com mais 40 mulheres, sendo que 20 delas receberão células-tronco da medula óssea e outras 20 do músculo esquelético.

O estudo está sendo feito apenas com mulheres, pois esta é a população mais afetada pela incontinência urinária de esforço. Segundo Castro, a incidência e prevalência do problema varia de 35% a 45% entre mulheres na faixa dos 50 anos.

Fonte: Revista Exame


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Estudo mostra os diversos benefícios para os filhos de mães mais velhas

A gravidez tardia é fortemente criticada por especialistas em reprodução devido aos potenciais problemas de saúde para a mãe e para o bebê. Entretanto, essa é cada vez mais uma realidade do mundo atual, no qual as mulheres tendem a postergar a gestação o máximo possível. Observando essa tendência, novos estudos têm mostrado os benefícios de ser uma mãe mais velha. O mais recente deles, publicado no periódico científico European Journal of Developmental Psychology, sugere que, no que diz respeito à criação, ter um filho mais tarde traz muitos benefícios para o comportamento dos filhos.

Menos problemas comportamentais

A análise, feita por pesquisadores da Universidade Aarhus, na Dinamarca, a partir de respostas de cinco mil mães dinamarquesas mostrou que filhos fruto de gestações tardias têm menos problemas comportamentais, sociais e emocionais desde o nascimento até a adolescência.

Os resultados mostraram que as habilidades de linguagem e desenvolvimento social das crianças foram melhorando conforme a idade das mães – quanto mais velha a mãe, melhor o desempenho do filho nestes quesitos -, independentemente de fatores como antecedentes, educação e finanças. Além disso, as mães mais velhas não repreendem ou disciplinam fisicamente seus filhos tanto quanto as mais novas.

Maior maturidade

Uma das razões para isso pode ser a “maturidade psicológica”.  “Sabemos que as pessoas se tornam mentalmente mais flexíveis com a idade, são mais tolerantes com outras pessoas e prosperam melhor emocionalmente. É por isso que a maturidade psicológica pode explicar por que as mães mais velhas não repreendem e disciplinam fisicamente seus filhos. Esse estilo de criação pode contribuir para um ambiente psicossocial positivo que afeta a educação das crianças”, disse Dion Sommer, líder da pesquisa, ao jornal britânico The Independent.

Fonte: Revista Veja


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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Laboratório Nacional de Nanotecnologia, do Hospital de Câncer de Barretos, e a Universidade do Minho, de Portugal, criaram um biossensor capaz de diagnosticar precocemente o câncer de pâncreas, considerado um tipo de tumor raro, porém altamente letal. Quando os sintomas aparecem é porque a doença já está em estágio avançado, tornando o tratamento mais difícil.

Segundo informações da Agência Fapesp, os cientistas construíram um dispositivo de baixo custo que consegue detectar o biomarcador do câncer de pâncreas com alta sensibilidade e seletividade. “O biossensor é capaz de detectar com amostras reais de sangue e de células tumorais em uma faixa de relevância clínica”, comenta Osvaldo Novais de Oliveira Junior, um dos criadores do marcador e professor da USP.

O dispositivo é formado por duas lâminas em escala nanométrica (bilionésima parte do metro), compostas por ácidos e anticorpos que reconhecem o antígeno CA19-9, proteína existente nas células cancerígenas. Atualmente a detecção do CA19-9 é feita por meio do teste Elisa, que é um exame de sangue de alto custo e sensibilidade limitada, sendo difícil para detectar câncer de pâncreas em estágio inicial. “Produzimos o imunosensor com arquitetura mais simples possível para imobilizar anticorpos da proteína CA19-9. Para conseguir obter alta sensibilidade ao antígeno, a arquitetura de imunossensores que foi desenvolvida antes era mais complicada, utilizava mais materiais e tinha mais etapas de construção”, diz Oliveira Junior.

Segundo o pesquisador, os resultados dos testes mostram que já é possível utilizar o imunossupresor na prática, mas há dois desafios: o de produzir os dispositivos em larga escala com os mesmos resultados e as análises de dados gerados pelos testes para estabelecer os padrões de detecção.

“Essas análises poderão ser feitas por meio de técnicas de computação, que permitem visualizar os dados em gráficos, e de seleção de atributos, que possibilitam escolher parte de um sinal gerado pelos testes para fazer distinções de padrões. Esse trabalho exigirá pesquisas com a participação de cientistas da computação”, comenta o cientista.

Fonte: Agência Brasil


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Pesquisas anteriores publicadas na revista Nature Medicine, feita pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minnesota, mostraram que reduzindo a carga de células danificadas, é possível prolongar a vida útil e melhorar a saúde, mesmo quando o tratamento for iniciado tardiamente. A mais nova conquista na medicina é o tratamento em ratos idosos com o produto natural Fisetin, encontrado em muitas frutas e legumes. A pesquisa também apontou efeitos positivos significativos na saúde e na expectativa de vida.

À medida que as pessoas envelhecem, acumulam células danificadas e quando elas atingem um certo nível de dano, passam por um processo de envelhecimento próprio, chamado senescência celular. As células também liberam fatores inflamatórios que alertam o sistema imunológico a eliminar as células danificadas. O sistema imunológico de uma pessoa mais jovem é saudável e capaz de limpar as células danificadas, mas à medida em que as pessoas envelhecem, elas não são limpas com eficiência. Assim, por conta do acúmulo elas se acumulam, causam inflamação de baixo nível e liberam enzimas que podem degradar o tecido.

Robbins e pesquisadores descobriram que o produto natural Fisetin, reduz o nível dessas células danificadas no corpo tratando camundongos no final da vida e melhora a saúde e expectativa de vida. “Estes resultados sugerem que podemos prolongar o período de saúde, denominado healthspan, até mesmo no final da vida”, disse Robbins. “Mas ainda há muitas questões a serem abordadas, incluindo a dosagem certa, por exemplo.”

“Além de mostrar que a droga funciona, esta é a primeira demonstração que mostra os efeitos da droga em subconjuntos específicos dessas células danificadas dentro de um dado tecido”, disse Robbins.

Fonte: Science Daily


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A inglesa Joy Evans, de 35 anos, fez tudo o que podia para curar o eczema, uma inflamação na peledo filho Finlay — desde tratamentos com esteróides, cremes e remédios caseiros. Mas nada parecia evitar as manchas avermelhadas e as bolhas na pele no menino de apenas um ano. Finlay começou a ter eczema quando tinha apenas seis meses de idade e precisava ficar coberto quase o tempo todo para evitar que se arranhasse ao tentar aliviar a coceira e piorasse a doença.

Foi quando a mãe decidiu testar algo que tinha lido na internet: um sabonete orgânico feito de leite materno. E, para sua surpresa, ele funcionou. Joy é mãe de quatro crianças e decidiu dar uma chance ao tratamento, usando seu próprio leite para fazer os sabonetes. Depois de apenas um mês dando banhos diariamente com o sabonete, o eczema do filho desapareceu.

Em entrevista ao site britânico Metro, a mãe revelou que não esperava reverter totalmente o quadro, mas que o sabonete pelo menos diminuísse a coceira e o desconforto: “Mas ele superou todas as minhas expectativas. Eu tinha um pouco de leite materno no congelador que era velho demais para Finlay beber e decidi tentar. Foi o que mais tivemos resultado para o tratamento do eczema e, desde então, ele não precisa de mais nenhum remédio”.

Joy ficou tão impressionada que agora planeja usar os sabonetes para tratar qualquer outro problema de pele que seu filho tenha no futuro, como catapora. “Parece uma barra normal de sabão, mas é um pouco mais suave. Acho que ele fica nesse formato por conta da gordura que tem no leite materno, mas eu não conheço a ciência por trás disso”, concluiu a mãe.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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No Brasil, só em 2017 foram realizados 36.307 procedimentos; em 2016, foram 33.799

Há 40 anos, casais inférteis (que tentaram engravidar, sem sucesso, no período de um ano) não tinham esperanças de ter filhos. Para eles, a única alternativa seria adotar, mas em 1978 — há 40 anos — o nascimento do primeiro bebê de proveta mudou esse cenário e mostrou que a reprodução assistida poderia ser uma alternativa para pessoas com problema de fertilidade.

De lá para cá, cerca de oito milhões de pessoas foram geradas por este procedimento, segundo dados divulgados no Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, na sigla em inglês). E estima-se que esse número aumente consideravelmente nos próximos anos.

“As mulheres têm engravidado cada vez mais tarde, quando as chances de fertilidade são menores e é preciso recorrer à clínica assistida”, afirma Márcio Coslovsky especialista em reprodução humana e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da ESHRE.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um em cada dez casais em idade fértil têm algum tipo de dificuldade para engravidar. No Brasil, são oito milhões de casais. A Espanha é o país europeu mais ativo em reprodução assistida, com 119.875 ciclos de tratamento realizados, seguido pela Rússia (110.723), Alemanha (96.512) e França (93.918), de acordo com relatório da ESHRE.

Estima-se que sejam feitos dois milhões de ciclos de fertilização in vitro anualmente em todo o mundo. No Brasil, o número de ciclos de fertilização in vitro (FIV) teve crescimento de 168,4% no período de 2011 a 2017, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: Revista Veja


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  1. Quais exames devem ser feitos?

 Além do autoexame de mama, a mamografia é o principal exame, pois pode detectar lesões pequenas, que ainda não se transformaram em câncer, mas poderiam ter grande potencial para tal.  Deve-se ressaltar que a mamografia é o único exame cuja aplicação em programas de rastreamento apresenta eficácia comprovada na redução da mortalidade do câncer de mama.

  1. Qual é a periodicidade dos exames?

Mulheres a partir dos 40 anos podem fazer mamografia uma vez ao ano. Caso tenham algum parente próximo com câncer de mama, o início da investigação é antecipado. A ultrassonografia pode ser indicada como exame complementar, assim como há indicações específicas para o rastreamento com a ressonância nuclear magnética. As mulheres com fatores de risco devem ter atenção especial e não postergar a procura de uma orientação especializada com seu ginecologista. Entretanto, considerando as medidas de saúde pública a fim de realizar um rastreio organizado visando a cobertura do maior número de mulheres, o Instituto Nacional de Câncer, o INCA, recomenda a mamografia de rotina, único exame cuja aplicação em programas de rastreamento apresenta eficácia comprovada na redução da mortalidade do câncer de mama, para as mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos.

  1. Qual é o perfil das mulheres que podem ter o câncer?

Há algumas características que aumentam o risco de desenvolvimento de ter câncer de mama. Por exemplo, mulheres brancas com idade acima de 40 anos que tenham antecedente pessoal ou familiar próximo de câncer de mama. Alterações genéticas como as pré mutação dos genes BRCA1 e 2 taméb aumentam o risco. Em relação aos fatores associados com o estilo de vida, sedentarismo, obesidade , alcoolismo, ausência de gravidez, ausência de aleitamento materno e uso contínuo de anticoncepcionais com estrogênio pode aumentar o risco.

  1. Quais as melhores maneiras de fazer essa prevenção, além dos exames?

A amamentação, a boa alimentação, prática de exercícios, controle da massa corporal, enfim, um estilo de vida saudável reduzem o risco de câncer de mama. Além disso,  realizar o autoexame de mamas precocemente.

  1. Quais as melhores maneiras de conscientizar e incentivar as mulheres a fazerem os exames?

Reforçar a orientação sobre o autoexame e sobre os exames de rastreio. os meios de comunicação também são muito importantes para a conscientização da população.

  1. A partir de que idade deve-se começar a fazer o autoexame? E como fazer?

O autoexame deve ser realizado uma vez ao mês, na semana seguinte ao término da menstruação. Não há uma única forma de fazer a avaliação. A livre palpação é uma estratégia que também possui ótimos resultados. Porém, uma sugestão é posicionar-se em frente ao espelho, com uma mão atrás da nuca, usando a outra para apalpar a mama suavemente com os dedos. Enquanto isso, ela deve observar se há alguma alteração visível, como por exemplo, alteração na pele ou no formato da mama. Para as pacientes que não menstruam, recomenda-se o autoexame sempre no mesmo dia de cada mês.

  1. A partir de que idade deve ser feito o devido acompanhamento médico?

Não há uma idade limite. Porém, iniciando as consultas com o ginecologista, geralmente após o início das menstruações, a mulher já pode receber as orientações.

  1. Qual é a idade ideal para começar o acompanhamento médico?

Não há uma idade ideal pois cada mulher possui necessidades diferentes. Assim, aquelas que já sofrem com as menstruações, acne importante ou desejam iniciar a atividade sexual, além daquelas que já iniciaram, podem começar o acompanhamento como ginecologista.