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Você conhece aquela foto perfeitinha: mãe bem plena, sorrisão no rosto, saindo da maternidade com o bebê nos braços enrolado no cobertor. A pele tá linda, o cabelo penteado e a barriga, vejam só, desinchou nos poucos dias no hospital. A gente já viu no cinema, nas novelas, na realeza – e quiçá, até já idealizou de maneira ingênua – mas a realidade, bem, ela não é assim.

Logo depois de parir, o corpo, que passou por mudanças ao longo dos 9 meses, está diferente. A mulher está passando por modificações físicas, transformações internas e adaptações de rotina, onde nada está estabelecido. Conhecido como puerpério, esta fase exige muito da mãe recém-parida.

Há, no entanto, uma glamurização ao redor da maternidade, onde premiamos e elogiamos quando uma famosa surge linda e sarada poucos dias após dar à luz. O desserviço está prestado. A mulher real, que acabou de parir, está ali se perguntando: “Por que ainda estou inchada e esta pessoa está com a barriga chapada? Por que eu estou confusa, com dores e ela ali postando fotos incríveis?”. Isto cria uma série de pressões e comparações que se somam às outras que a maternidade já traz. Parece simples escapar desta armadilha, mas pode acontecer.

“Pensar na boa forma no pós-parto é uma questão que nem deveria ser considerada. Socialmente tem um culto à magreza, onde a gente chega ao absurdo de achar que mulheres grávidas têm que estar magras”, comenta Gabriela Malzyner, psicóloga e membro efetivo da Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia (CEPPAN). “É inconcebível exigir isso de uma mulher neste momento. O pós-parto é muito importante pra vida psíquica da mãe e do bebê. Querer que ela se ocupe disto- e saia sem barriga do pós-parto – é oprimí-la, é ignorar um lado biológico da coisa”.

Em primeiro lugar, cada corpo tem seu tempo de recuperação. Quem diz é a medicina mesmo. “Na gravidez, existe um aumento de peso, que é necessário para saúde da mulher e do bebê. Tem também um aumento de líquidos pelo corpo, ao mesmo tempo em que há uma dificuldade na circulação e no retorno venoso pela presença de um útero pesando sobre o assoalho pélvico. Tudo isso faz com que fiquemos inchadas”, explica a obstetra Fabiana Garcia, uma das fundadoras do Espaço MAE, dedicado ao atendimento integral da mulher e da gestação.

Segundo ela, não existe uma medida de quantos quilos exatos a mulher perde depois de dar à luz. Para a maioria, o corpo estará recuperado em até seis meses, mas a perda de peso adquirido na gravidez pode acontecer em até 1 ano após o nascimento do bebê. “Depende de cada mulher, do tipo de parto, se teve alguma doença ou problema na gravidez. É bem individual”, explica a obstetra.

A psicóloga Gabriela concorda. “Cada corpo funciona de um jeito e cada mulher tem o seu tempo de voltar ou, quem sabe, nunca voltar ao corpo de antes. Se tem uma coisa que a maternidade produz na gente é mudança. Achar que vamos passar por uma gravidez e um pós-parto sem marcas é irreal”, pontua.

Guarde a capa de heroína, tá tudo bem!

Dar conta de amamentar, cuidar da criança, alimentar-se de maneira saudável, tentar dormir e, ainda por cima, estar com uma aparência padronizada de beleza é muita pressão. Dar conta de tudo é tentar ser uma heroína, aquele lugar, que bem sabemos, só traz frustração. “É preciso tempo para uma adaptação. O corpo leva 9 meses para gestar uma criança, não vai poder voltar ao que era antes em 1 dia. A experiência do pós-parto conta pra gente de um corpo novo que funciona de outra maneira. As pessoas precisam ter um pouco de paciência ou tolerância consigo”, conta Gabriela.

E, olha, tá tudo bem se você quiser emagrecer ou ter o corpo que deseja. Como já foi dito pelas profissionais, é preciso respeitar as particularidades de cada mãe e como ela se sente em relação à própria aparência. O que está em questão é impor limites e saber reagir diante da pressão social para se ter um padrão de beleza em um tempo que não respeita a sua individualidade.

“Seria bom que ela pudesse ir perdendo este peso com tranquilidade, lentamente, sem nenhuma exigência que seja ditada pela mídia. Com acompanhamento da nutricionista para não deixar de comer aquilo que ela e o nenê precisam”, explica a obstetra, que recomenda a importância da amamentação e das atividades físicas leves na perda do peso.

Aqui entra também a questão da criticada – e tão utilizada – cinta. Neste período do pós, não deveria ser tratada como um acessório estético de chapar a barriga, mas como um aliado para uma reclamação comum das mães recentes: segurança. “Depois que o nenê nasce, muitas mulheres sentem como se tudo estivesse meio solto dentro do abdômen, então a cinta traz uma segurança, de organização dos órgãos, mas ela é só uma sensação”, explica a obstetra. Segundo ela, é preciso usar com moderação para que não substitua o trabalho do músculo retro-abdominal, deixando-o relaxado.

Mas por que a barriga flácida incomoda tanta gente?

Pense nisso: quando estamos grávidas, a barriga vai crescendo ao longo dos 9 meses e temos este tempo pra nos acostumar. No entanto, temos a consciência de que é transitório, logo este barrigão não fará mais parte deste corpo. Só que quando o bebê nasce, magicamente parecemos ter a obrigação de voltar ao corpo inicial e isto não é uma conta simples. Acrescente aí, cólicas por conta do útero retornando ao tamanho normal (100 vezes menor do que o tamanho que fica na gravidez), sangramentos, dores da cirurgia (caso, tenha sido cesárea), rachaduras nos seios por conta da amamentação…tudo deve ser levado em consideração no puerpério. “A barriga denuncia uma humanidade. Não é nem a barriga de grávida, sagrada, e nem o corpo que você tinha antes. É um outro corpo que você não teve tempo de se acostumar ainda”, explica a psicóloga.

O conselho que une psicologia e medicina é: tenha paciência, amiga. Tudo tem seu tempo e você ainda está se adaptando à tarefa de ser mãe e de cuidar de uma nova vida. Seja gentil com você. Em todos os sentidos.

Fonte: Portal Me de Mulher


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Especialista esclarece as principais questões que permeiam o assunto

A medicina regenerativa possui um grande potencial na cura de doenças. Neste cenário, um dos métodos mais estudados para o tratamento de diversas patologias tem sido a terapia com células-tronco. “Congelar as células-tronco é uma forma de prevenção, principalmente para quem possui histórico de enfermidades graves na família, como câncer e algumas doenças imunológicas. Vale ressaltar que além de serem compatíveis com o próprio bebê, o material possui uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos”, revela Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Por tratar-se de técnicas especificas, é comum surgirem diversas dúvidas. Abaixo, o especialista esclarece as principais questões que permeiam o assunto. Confira

Quais as formas de aplicação de células-tronco?  

A terapia celular possibilita duas possíveis formas de aplicação de células-tronco. Uma delas é o transplante autólogo, no qual as células do próprio paciente, previamente armazenadas, são utilizadas. Já no transplante alogênico, as células são provenientes de outro indivíduo. A opção entre as duas formas de utilização dependerá da doença e da existência de um material compatível com o doente/receptor.

As células-tronco do sangue do cordão são as mesmas do dente de leite e do tecido do cordão?

Atualmente há 3 grandes fontes de células-tronco: sangue de cordão umbilical, tecido de cordão umbilical e a polpa do dente de leite. “O sangue de cordão umbilical possui uma maior quantidade de células-tronco do sistema hematopoiético, ou seja, células capazes de regenerar o tecido sanguíneo e imunológico. Já por sua vez, o tecido de cordão e a polpa possuem maior quantidade de células-tronco do sistema mesenquimal, que são capazes de regenerar tecidos epiteliais”, explica o especialista.

Quais são as doenças tratadas com células-tronco?

Segundo a Fundação Parent’s Guide to Cord Blood, o sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de diversos tipos de patologias. Dentre as principais estão a Leucemia, Talassemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids. A mesma fundação demonstra a importância e o aumento expressivo na coleta do tecido do cordão que pode ser realizada imediatamente após a coleta do sangue do cordão.

Qual a forma de armazenamento?

No Brasil quem opta por armazenar o material em um Banco Público está doando sangue do cordão umbilical. Este material poderá ser utilizado por qualquer pessoa que necessitar. A doação corre sob sigilo e a família não poderá reivindicar, a qualquer tempo, o próprio sangue de cordão doado. No caso do Banco Privado, somente a família terá acesso às células-tronco congeladas. “Armazenar no Banco Privado é um ato preventivo. Este procedimento custa, inicialmente, cerca de R$ 3 mil. Anualmente, também é cobrada uma taxa de manutenção da estocagem. Obviamente, estes valores podem variar entre os bancos privados, assim como os custos relacionados a transporte”, indica Tatsui.

 Para que o tratamento seja eficaz, há um prazo de uso do material?

Não há tempo máximo definido pela literatura. Há relatos que indicam unidades congeladas há mais de 25 anos que demonstram viabilidade celular adequada. Isso sugere que, se o processamento e a estocagem forem realizados adequadamente (mantidos em temperatura inferior a -150 C), a expectativa é que as células-tronco continuem viáveis por décadas.

Fonte: Portal Rosa Choque


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Nozes e castanha de caju são algumas indicações

De acordo com Suzete Motta (CRM-SP 93004), médica com prática ortomolecular e formação estética médica, as oleaginosas são ricas em nutrientes, sendo fonte de proteínas, gordura monoinsaturada, gordura poliinsaturada, vitamina E, magnésio, selênio, zinco e manganês, entre outros.

“A lista dos benefícios é grande. Nessas frutas secas, há a presença de componentes como ferro, fibras, vitamina E, proteína, zinco, cálcio, potássio, ácido fólico e, principalmente, selênio, que ajuda a equilibrar a tireóide, evitando que o peso oscile. A castanha-do-pará, por exemplo, é famosa por deixar o sistema imunológico mais fortalecido”, explica.

Por isso, as mulheres podem apostar sem medo no consumo das frutas oleaginosas durante a gravidez. “Essas frutas podem ter um efeito protetor para o bebê. Quando a mãe consome as oleaginosas as paredes do intestino do bebê tornam-se mais permeáveis, o que permite que mais substâncias alimentares e bactérias passem para a corrente sanguínea, fazendo com que o sistema imunológico produza anticorpos. Reduzindo os riscos de a criança ter problemas com alergia”, afirma Suzete Motta.

Além de proteger o bebê das alergias, essas frutas também podem beneficiar as mães. A médica Suzete Motta aponta como essas frutas secas fazem bem à saúde:

Castanha-do-pará
É rica em ômega 3, magnésio e selênio, poderosos antioxidantes. Ajuda a equilibrar os níveis de colesterol, previne Diabetes, mal de Alzheimer, doenças cardíacas e melhora a função cardiovascular. Além de melhorar a aparência da pele e aumentar a sua elasticidade “A gestante só não deve exagerar na quantidade, pois as oleaginosas possuem grande quantidade de gordura e isso pode gerar ganho de peso indesejado”, alerta a médica.

Castanha de caju

Fonte de zinco, ferro, proteínas e vitamina E potencializa a produção de glóbulos brancos, reduz o colesterol ruim (LDL) e evita doenças como anemia. “A carência de ferro pode atingir mais de 50% das gestantes, provocando anemia. Caso essa doença não seja tratada, pode aumentar as taxas de parto prematuro, depressão pós-parto, o bebê pode nascer com baixo peso e pode interferir no seu desenvolvimento físico e motor, ao longo da infância”, diz Suzete.

Amêndoas
Têm alta concentração de potássio, vitamina E, cálcio, fibras e gordura monoinsaturada. Também é importante fonte de proteína. Possui poucas calorias se comparada às outras oleaginosas.

Nozes
A vitamina E é o principal destaque, mas ela é também é rica em zinco, magnésio, vitaminas do complexo B e potássio. Previne contra diversos tipos de câncer, controla a pressão arterial e diminui a vontade de comer doces. “As nozes são excelentes antidepressivos e ajudam a mãe a manter a calma em situações de estresse. Além disso, garante ainda pele, cabelos e unhas saudáveis. Mas não abuse, pois têm muitas calorias”, acrescenta a médica.

Lembre-se: o crescimento e o desenvolvimento do feto dependem exclusivamente da nutrição materna. Por isso, é importante a mãe ficar de olho no que consome para garantir que o seu bebê cresça saudável e longe de alergias.

Fonte- Revista Materlife


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Além dos dentes de leite infantil, os permanentes também podem ser úteis em pesquisas científicas

Depois de perder um dente ao cair enquanto brincava, a professora Tamiris de Souza Rodrigues, na época com 12 anos, recebeu atendimento na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ao ser avaliada, os dentistas informaram à menina que o dente não poderia ser recolocado e seria substituído por um de resina.

“Os dentistas me explicaram, então, que eu poderia doar meu dente para pesquisas na universidade, e eu o doei”, lembra Tamiris. O dente permanente da professora infantil foi para um Banco de Dentes Humanos, uma instituição sem fins lucrativos vinculada às universidades, que utilizam dentes humanos para desenvolverem estudos como parte de cursos de graduação, mestrado e doutorado.

“Inúmeras pesquisas utilizam dentes em seus estudos. As mais comuns são: endodontia (tratamentos de doenças e lesões da polpa dentária), dentística (odontologia estética e restauração), ortodontia (alinhamento dos dentes), odontopediatria, próteses e implantes”, explica o professor José Carlos Imparato, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.

“Nos dentes dos Bancos de Dentes Humanos, aprimoramos técnicas com os alunos e pesquisadores para tratar canais, testamos materiais, como as massinhas para cobrir buracos deixados por cárie e etc”, prossegue Imparato. “São graças às pesquisas com dentes cariados, por exemplo, que hoje é muito menos invasivo retirar uma cárie.”

Atualmente, Tamiris é mãe de um menino de cinco anos que acabou de perder o primeiro dente de leite. Em vez de jogar o dente no lixo ou deixá-lo para a “fada do dente”, Tamiris mais uma vez doará o dente às pesquisas.

A iniciativa pode ser repetida por qualquer pessoa, explica Imparato – que é coordenador do BioBanco de Dentes da Faculdade de Odontologia da USP.

“Quaisquer dentes são aproveitados nos Bancos de Dentes Humanos tanto para a pesquisa como para o ensino: dentes sadios, restaurados, cariados, fraturados, permanentes ou decíduos (dentes de leite). Até o dente do siso serve para pesquisas e pode ser doado”, explica Imparato.

Além das pesquisas odontológicas, nos anos 1990 a comunidade científica mundial descobriu que a polpa dentária era rica em células-tronco e, desde então, os dentes também têm sido usados em pesquisas sobre regeneração óssea e doenças genéticas, como o autismo.

Células-tronco do dente

No Brasil, desde os anos 2000, os dentes humanos também são utilizados em alguns laboratórios que desenvolvem pesquisas com células-tronco da polpa dentária. É o caso do BDH da UEFS.

“Nosso BDH tem bolsistas que iniciaram pesquisas sobre as vantagens e desvantagens em utilizar células-tronco encontradas na polpa dos dentes, uma vez que temos uma estrutura física que favorece a retirada e armazenamento das células-tronco dentária”, explica Pereira.

Uma vantagem de se utilizar a célula-tronco da polpa dentária está na facilidade e no procedimento minimamente invasivo em remover dos dentes estas células quando comparada às outras fontes de células-tronco, como o tecido adiposo, cordão umbilical e medula óssea.

Fonte: Portal G1


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É perfeitamente seguro que uma gestante possua um gato de estimação; bactéria surge em 24 horas de fezes do animal exposta

A toxoplasmose é uma doença sistêmica causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, parasita que tem o gato doméstico como seu hospedeiro definitivo. A maior parte das infecções causadas por ele em adultos e crianças saudáveis e imunocompetentes é assintomática ou passa por uma gripe branda e, após o controle da infecção no sangue, o parasita pode ocupar diversos tecidos do organismo. Contudo, quando há um comprometimento imunológico por parte da pessoa doente, a doença pode se agravar para quadros mais graves, com acometimento neuro e oftalmológico. Uma vez incorporado, existe a chance de um cisto se reativar, gerando uma nova infecção.

Em gestantes que contraem a infecção primária, o parasita pode atravessar a placenta e infectar o feto, ocasionando neste último graves alterações neurológicas ou até abortamento.

Os gatos são os únicos que excretam, nas fezes, a forma infecciosa da doença. No entanto, a maior parte da infecção de humanos é creditada ao consumo de oocistos contidos na carne de animais infectados quando consumida mal cozida ou em alimento que tenha sofrido contaminação de carne crua. Nos EUA, a carne de porco fresca é referida como a principal fonte de infecção. Animais de abate como suínos, bovinos e aves, contaminam-se através do consumo dos oocistos infectantes, liberados por gatos nas fezes, ou também através da ingestão de carne de algum hospedeiro contaminado.

Os oocistos liberados nas fezes dos gatos necessitam de, aproximadamente, 24 horas em temperatura ambiente para se tornarem infecciosos, ou seja, a remoção diária e o descarte apropriado das fezes da caixa sanitária do gato impedirão o desenvolvimento do estágio infeccioso e a ocorrência da doença, mesmo se estiverem sendo eliminados oocistos, o que pode ocorrer apenas por 3 semanas após a infecção primária do felino. Assim, desde que haja bom senso e cuidados com higiene, a chance de infecção da mãe gestante é praticamente nula. Ainda contribui para isso o fato de o gato se limpar constantemente, impedindo que o oocisto tenha tempo de se tornar infectante.

Dessa forma, é possível afirmar que é perfeitamente seguro que uma gestante possua um gato de estimação, no que tange a contaminação pelo Toxoplasma afirma o Dr. Cauê Toscano, do Vet Quality Centro Veterinário 24h. A chance de infecção é sabidamente ínfima, sendo o consumo de alimentos contaminados um fator de risco muito mais significativo. Recomenda-se, por excesso de cautela, que a gestante evite o contato com as fezes do gato, deixando essa tarefa para outra pessoa. Contudo, se não houver essa possibilidade, basta que ela use luvas, troque a caixa mais de uma vez por dia e lave as mãos de maneira rigorosa após a manipulação do gato ou de qualquer coisa potencialmente contaminada pelas suas fezes.

É possível que a gestante faça um teste sorológico para toxoplasmose, de forma a saber se já teve contato prévio com a doença, o que permitirá inferir a existência de memória imunológica contra o agente, reduzindo ainda mais a chance de infecção.

Outras formas de a gestante prevenir a doença consistem em evitar contato com o solo, por conta da possibilidade de contaminação, e não consumir carnes cruas. Luvas devem ser utilizadas para lidar com horticultura e vegetais devem ser rigorosamente lavados. Se tiver de manipular carne crua, a gestante deve ser meticulosa quanto a limpeza de suas mãos e dos utensílios e superfícies da cozinha, durante e após o preparo, evitando, assim, a transferência de cistos viáveis do alimento para a boca. Vale ressaltar novamente a importância de não serem consumidos alimentos crus, visto que o Toxoplasma é totalmente eliminado após o cozimento do alimento (mais de 68,3 ⁰C).

Para evitar que seu gato seja infectado pela toxoplasmose, é importante que eles sejam sempre alimentados com ração comercial ou com alimentos bem cozidos. Não deve ser fornecida carne crua (independente da espécie de origem), vísceras ou ossos. Ainda, é conveniente que os gatos sejam mantidos dentro de casa, visando impedir que pratiquem caça ou revirem lixos.

Fonte: Portal Guia do Bebê


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As células-tronco hematopoiéticas respondem aos estrógenos, hormônios femininos

Das células-tronco podíamos esperar qualquer coisa menos que tivessem sexo. Pois, provavelmente elas têm. Cientistas de Dallas, demonstraram em ratos que um tipo de células mãe (as hematopoiéticas, que geram os glóbulos vermelhos e brancos do sangue) respondem aos estrógenos, a principal classe de hormônios femininos. Mostraram também que isto faz com que proliferem mais que suas colegas masculinas. Os níveis de estrógeno aumentam durante a gravidez, o que acelera a produção de células do sangue para satisfazer a voraz demanda do novo inquilino.

As células-tronco das que ouvimos falar há 15 anos são as pluripotentes, que são capazes de se converter em qualquer tecido ou órgão do corpo. Mas o desenvolvimento humano — como o de qualquer animal— se baseia em uma especialização progressiva, e isso inclui as células-tronco, que passam da pluripotência a uma versatilidade cada vez mais restringida. O melhor exemplo conhecido são as células-tronco hematopoiéticas, que residem na medula óssea e já não podem se converter em estômago ou cérebro, mas sim em toda uma gama de células vermelhas e brancas que constituem o sangue e o sistema imunológico. Estas são as células-tronco que são reguladas de forma diferente em machos e fêmeas, segundo a pesquisa apresentada por Sean Morrison e seus colegas do Southwestern Medical Center da Universidade de Texas, em Dallas, na revista Nature.

Por estudos anteriores, se sabia que as células-tronco poderiam diferir em machos e fêmeas, mas só nos órgãos sexuais e nos tecidos sexualmente dimórficos, como as mamas. Estes tecidos, como muitos outros, contêm células-tronco que vão se auto-renovando e vão gerando os tipos celulares diferenciados adequados para a manutenção do órgão em questão. Se o tecido difere entre sexos, parece lógico que as células-tronco que o renovam se comportem de maneira diferente em cada sexo.

O desenvolvimento do sangue, no entanto, se considerava igual em machos e fêmeas, como o de qualquer outro tecido não dimórficos sexualmente, que são a maioria. Se as células-tronco destes tecidos neutros, ou epicenos, eram capazes de discernir o sexo do organismo no qual residem era “uma questão fundamental que não foi explorada”, reconhecem em Nature Dena Leeman e Anne Brunet, da Universidade de Stanford.

As células pluripotentes são capazes de converter em qualquer tecido ou órgão 

O dimorfismo sexual do sangue não tinha sido descoberto anteriormente porque a medula óssea de machos e fêmeas contém uma proporção muito similar de células-tronco hematopoiéticas. Não é sua proporção, mas sim sua taxa de divisão a que responde aos estrógenos. Estas divisões são assimétricas: uma célula-tronco se divide para dar outra célula-tronco idêntica a primeira e uma célula diferente, mais diferenciada (ou especializada).

As altas taxas de proliferação não costumam ser gratuitas na biologia. Parte da preservação das células-tronco em sua condição original, imatura ou virginal, deve-se precisamente às baixas taxas de divisão: formam uma população celular quiescente, pouco ativa. Cada ronda de divisão implica em replicar o genoma inteiro, e o processo acumula erros seqüenciais. Além disso, quantas mais células-tronco num organismo gasta durante sua juventude, menos células sobrarão para a maturidade. Os cientistas examinarão agora se estes problemas podem ter também um componente sexual.

Fonte: Jornal El País


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O sarampo é uma doença infecciosa, viral e contagiosa, transmitida pela fala, tosse e espirro. Os sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele e brancas na mucosa bucal. O agravamento da doença pode levar à morte de crianças e adultos. A vacinação é a única maneira de prevenir a doença.

Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados 83 casos de sarampo no Brasil, sendo 27 só em São Paulo. Ano passado nosso país enfrentou a reintrodução do vírus do sarampo, com a ocorrência de surtos em onze estados, com um total de 10.326 casos confirmados. Por conta desses novos perigos o Governo Federal estabeleceu a cobertura vacinal como meta prioritária para a gestão de Saúde no país.

O Ministério está produzindo uma campanha de vacinação contra o sarampo, prevista para iniciar no dia 10 de junho. Ela tem o objetivo de vacinar ainda mais pessoas do que já foi contabilizado de vacinas dadas. Os detalhes da campanha serão divulgados em coletiva de imprensa, ainda sem data definida. Fiquem atentos!

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Os testes se baseiam na análise do cromossomo Y, um conjunto de material genético que é passado sem alterações (a não ser que haja mutações) de pai para filho. Por causa desse padrão de herança, homens com o mesmo sobrenome podem também compartilhar marcas genéticas no cromossomo Y.

Segundo o presidente da empresa americana especializada em testes genéticos Family Tree DNA, Bennett Greenspan, pelo menos 30 homens já encontraram seus “sobrenomes biológicos” dessa maneira com a ajuda da companhia.

A Family Tree DNA, com sede em Houston tem um banco de dados online chamado Ysearch contendo informações genéticas de 125 mil homens, juntamente com sobrenomes e dados genealógicos.

“Há várias pessoas que são filhos adotivos, realizaram testes conosco, encontraram semelhanças genéticas com vários indivíduos do mesmo sobrenome e, provavelmente, não conseguiram encontrar semelhanças com nenhuma outra pessoa com um sobrenome diferente”, explicou Greenspan.

“A partir daí, eles sabem que pelo menos encontraram o sobrenome (da família de origem) e podem começar a procurar (pelo pai) na cidade em que nasceram”, afirma.

Na opinião de Greenspan, para algumas pessoas seria praticamente impossível descobrir o sobrenome de seu pai biológico de qualquer outra maneira.

“Prova concreta”

Chandler Barber, um americano de 37 anos de Dallas, que foi adotado ao nascer, disse que ficou sabendo sobre essa possibilidade de descobrir o seu sobrenome verdadeiro por meio de uma reportagem em uma revista. Das seis pessoas encontradas em Ysearch que tinham marcas genéticas semelhantes à do cromossomo Y dele, todas tinham variantes do sobrenome Ritchie.

“Era uma prova bem concreta. É uma maneira rápida e pouco trabalhosa de descobrir pelo menos alguma coisa sobre sua história. Eu tenho certeza que há pessoas que têm procurado por seus pais a pé e com lápis e papel na mão por anos e não encontraram nada”, disse Barber à BBC.

Nomes comuns

A ligação entre o sobrenome e a semelhança das características genéticas do cromossomo Y fica mais forte à medida que o sobrenome é mais raro. “Se você tem um sobrenome que é relativamente raro, mas não tão raro que as chances de outra pessoa ter o mesmo sobrenome sejam muitos pequenas, então você pode ter sorte”, disse Mark Jobling, professor de genética da Universidade de Leicester, na Inglaterra.

Mas Jobling diz que, mesmo com sobrenomes relativamente comuns, é possível encontrar pistas genéticas associando a pessoa a “dinastias”.

“Em um sobrenome como Jefferson, por exemplo, que é bastante comum, você encontra vários desses pequenos grupos de dinastias. Há identidade entre esses grupos, mas há muitos deles”, explica.

Ele afirma que esses padrões gerais podem variar de um país para o outro e que algumas “marcas genéticas” podem estar presentes em dois ou mais sobrenomes, o que pode levar a conclusões erradas.

Segundo o geneticista Sérgio Danilo Pena, professor titular de bioquímica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor do Laboratório Gene, é possível fazer no Brasil o teste do DNA do cromossomo Y, mas não há bancos de dados genéticos com sobrenomes que permitam fazer o teste oferecido pela Family Tree DNA.

Fonte: Revista Materlife


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Dr. Thiago Sheguti, da Criogênesis, participou da “2ª Conferência Internacional sobre Células-Tronco e Medicina Regenerativa”, de 20 a 21 de maio, em Roma, na Itália.

Durante esses dias no congresso, foi possível aprofundar seus conhecimentos em medicina regenerativa, que é uma aplicação da célula-tronco para engenharia de tecidos, transplantes e em regenerações de órgãos.

Estudar o desenvolvimento de terapias celulares e tratamentos específicos de doenças, paralelamente explorar as propriedades notáveis das células-tronco, traz esperança de melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças crônicas.

Porque a vida merece todas as chances!


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O FDA aprova o primeiro medicamento desenvolvido especificamente para tratar a doença

O primeiro medicamento específico para tratar a depressão pós-parto (DDP), uma sensação de tristeza profunda,  irritação e ansiedade após o nascimento do bebê, foi aprovado em março pelo FDA (órgão que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos). A droga, brexanolona, vai estar disponível no mercado norte-americano a partir de junho, com o nome comercial da Zulresso (não há previsão para a chegada ao Brasil).

A DPP é um problema de saúde mais comum do que se imagina: acomete entre 10 e 20% das mulheres após o nascimento dos bebês, segundo Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Clínica Criogênesis, em São Paulo. “Na maioria dos casos, surge nas primeiras quatro semanas após o parto afetando, principalmente, a mãe, mas com potencial de interferir no desenvolvimento do bebê e no bem-estar da família”, fala o médico.

As mães que sofrem com a DDP recebem os mesmos antidepressivos que são usados no tratamento da população em geral, que podem levar meses para fazer efeito — deixando-as desprotegidas nessa fase em que, entre outros aspectos importantes, estabelece-se o vínculo entre elas e os filhos. Já a nova droga, em estudos clínicos feitos com mulheres com DPP moderada a grave,  ofereceu resultados muito rápidos: a maioria delas apresentou melhora 24 horas após receberem o medicamento.

Diferentemente dos antidepressivos tradicionais, que atuam no equilíbrio da dopamina/serotonina, neurotransmissores que regulam o bem-estar e humor, a nova droga tem foco na progesterona, hormônio feminino essencial para a gravidez, mas que cai abruptamente após o parto. “O medicamento leva em conta as mudanças hormonais que a mulher passa durante e após a gravidez — alterações que estão relacionadas à DPP”, fala Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra do Hospital São Paulo, da UNIFESP.

Apesar dos benefícios, que faz do medicamento um marco para tratar a DPP, ele não deve se popularizar tão cedo. Não se trata de uma pílula: deve ser aplicado na veia continuamente por 60 horas em ambiente hospitalar, já que pode causar sonolência e tontura, e o preço é alto, cerca de 34 mil dólares. “Mesmo não sendo viável financeiramente para as maiorias das mulheres agora, o medicamento abre uma perspectiva otimista para futuras mamães”, conclui Ana Carolina Lúcio Pereira, médica ginecologista e obstetra de São Paulo.

Fonte: Revista Vogue