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A saúde das células é mantida, em parte, por dois tipos de movimento de seus nucléolos, segundo uma equipe de cientistas. Esse movimento duplo no fluido circundante, ele relata, contribui para a nossa compreensão do que contribui para a função celular saudável e aponta para como sua perturbação pode afetar a saúde humana.

“O mau funcionamento nuclear pode levar a doenças, incluindo câncer”, explica Alexandra Zidovska, professora assistente do Departamento de Física da Universidade de Nova York e principal autora do estudo, publicado na revista eLife . “Assim, entender os processos responsáveis pela manutenção da forma e do movimento nucleolar pode ajudar na criação de novos diagnósticos e terapias para certas aflições humanas”.

Descobertas recentes mostraram que alguns compartimentos celulares não possuem membranas, que antes eram consideradas necessárias para manter uma célula unida. Desde então, os pesquisadores procuraram entender as forças que mantêm a integridade desses elementos essenciais da vida, ausentes nessas membranas.

O que foi observado é a natureza desse comportamento. Especificamente, esses compartimentos atuam como gotículas líquidas feitas de um material que não se mistura com o fluido ao seu redor – semelhante ao óleo e à água. Esse processo, conhecido como separação de fases líquido-líquido, agora foi estabelecido como um dos principais princípios organizadores celulares.

Em seu estudo, os pesquisadores se concentraram no exemplo mais conhecido dessa gota de líquido celular: o nucléolo, que reside dentro do núcleo da célula e é vital para a síntese protéica da célula.

“Embora a natureza líquida do nucléolo tenha sido estudada antes, sua relação com o líquido circundante não é conhecida”, explica Zidovska, co-autor do estudo com Christina Caragine, uma estudante de doutorado da NYU, e Shannon Haley, uma estudante de graduação. na Faculdade de Artes e Ciências da NYU na época do trabalho e agora é doutorando na Universidade da Califórnia em Berkeley. “Essa relação é particularmente intrigante, considerando que o líquido circundante – o nucleoplasma – contém todo o genoma humano”.

No entanto, não está claro como os dois fluidos interagem entre si.

Para entender melhor essa dinâmica, os cientistas examinaram o movimento e a fusão dos nucléolos humanos nas células humanas vivas, enquanto monitoravam sua forma, tamanho e suavidade de sua superfície. O método para estudar a fusão das gotículas nucleolares foi criado pela equipe em 2018 e publicado na revista Physical Review Letters .

O último estudo mostrou dois tipos de movimentos de pares nucleolares ou “danças”: um movimento correlato inesperado antes da fusão e um movimento independente separado. Além disso, eles descobriram que a suavidade da interface nucleolar é suscetível a alterações na expressão gênica e no estado de empacotamento do genoma, que circunda os nucléolos.

“O núcleo, a maior gota encontrada dentro do núcleo celular, desempenha um papel muito importante no envelhecimento humano, na resposta ao estresse e na síntese geral de proteínas enquanto existe neste estado especial”, observa Zidovska. “Como os nucléolos são cercados por fluido que contém nosso genoma, seu movimento agita os genes ao seu redor. Consequentemente, como o genoma no fluido e nos nucléolos circundantes existe em um equilíbrio sensível, uma mudança em um pode influenciar o outro. A interrupção desse estado pode potencialmente levar a doença “.

Esta pesquisa foi financiada por doações dos Institutos Nacionais de Saúde (R00-GM104152) e da National Science Foundation (CAREER PHY-1554880, CMMI-1762506).

Fonte: Portal Science Daily


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Novo estudo canadense revela que a proteção contra o sarampo passada de mãe para filho dura muito menos do que se acreditava. Entenda!

 Até agora, acreditava-se que os bebes permaneciam imunes ao sarampo durante a maior parte do primeiro ano de vida, por conta da imunidade da mãe, passada para o bebê durante a gestação. No entanto, um novo estudo revela que essa proteção diminui muito mais cedo do que se pensava. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, analisaram amostras de sangue de quase 200 bebês atendidos em um hospital de Toronto, medindo os níveis de anticorpos protetores contra o sarampo, que indicam a imunidade da criança.

Durante o estudo, publicado na revista Pediatrics, os cientistas constataram níveis insuficientes em 20% dos recém-nascidos. No entanto, 3 meses após o nascimento, esse número aumentou para 92% e, aos 6 meses, nenhuma das crianças tinha anticorpos protetores contra o sarampo. “Ficamos surpresos com nossas descobertas”, disse Shelly Bolotin, cientista da Public Health Ontario e professora assistente da Universidade de Toronto. “Antes desta pesquisa, presumíamos que, em geral, os bebês eram imunes ao sarampo pelo menos durante os primeiros 6 meses de idade”, completa.

Pesquisas anteriores que analisaram a imunidade ao sarampo em bebês foram realizadas em comunidades onde o sarampo era mais comum, disse a pesquisadora à NBC News. As mães do novo estudo estavam em Ontário, uma área onde há altas taxas de vacinação contra o sarampo e as pessoas não são expostas regularmente à doença. Essas mulheres, embora provavelmente ainda estejam protegidas pela vacinação, podem, no entanto, ter perdido parte de sua imunidade porque não foram expostas regularmente ao sarampo no ambiente, o que tem o efeito de estimular o sistema imunológico. Como resultado, essas mães não transmitem tanta imunidade a seus bebês. “Anticorpos baixos na mãe significam baixos anticorpos no bebê e, por consequência, a proteção dura menos”, explicou.

“Isso pode deixar os bebês vulneráveis à infecção pelo sarampo durante a maior parte de sua infância, até que sejam vacinados a partir dos 12 meses”, disse ela, destacando a importância da vacinação em toda a comunidade, o que fornece “imunidade ao rebanho”, aos bebês vulneráveis. “Existe uma lacuna de suscetibilidade muito grande entre o tempo em que os bebês perdem sua proteção e o momento em que os bebês são vacinados. Portanto, isso realmente ressalta a necessidade de proteger todos os participantes deste grupo, porque os bebês correm maior risco de complicações do sarampo”, finalizou.

VACINAÇÃO CONTRA O SARAMPO NO BRASIL

O único jeito de evitar a doença é tomando a vacina tríplice-viral (sarampo, caxumba e rubéola), disponibilizada pelo Ministério da Saúde gratuitamente nos postos de saúde. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que a primeira dose deve ser tomada aos 12 meses; a segunda, entre 4 e 6 anos de idade — ou até os 29 anos, caso a pessoa tenha pulado o reforço. Dos 29 aos 49, a vacina também existe nos postos, gratuitamente, mas em dose única. A partir dos 50 anos, a pasta considera que a pessoa já foi exposta ao vírus.

Neste ano, por conta do número elevado de casos de sarampo em algumas cidades do país, o governo resolveu antecipar a chamada “dose zero”. Nos bebês, em vez de 12 meses, a vacina foi aplicada aos 6 meses. Vale lembrar que a vacina vale para vida toda. Mas se você tem dúvida se está imunizado ou não, vale a pena tomar de novo. Não podem receber a vacina: gestantes, casos suspeitos da doença, crianças com menos de 6 meses e pacientes imunodeprimidos.

Fonte: Revista Crescer


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Por mais trabalho que dê para os pais, a birra significa que seu filho é capaz de expressar o que está sentindo

Sim, você leu certo. Inúmeros especialistas acreditam que a birra é, na verdade, positiva. Talvez não aparentemente para os pais, mas com certeza para os pequenos. Um sinal de que eles são saudáveis, capazes de sentir emoções, e que se sentem seguros para expressar o que estão sentindo diante dos pais. E, por mais que seja trabalhoso aceitar uma criança cheia de “vontades”, acredite, vale o esforço. “Na educação tradicional, os pais repetem ‘você não tem que querer nada’, e depois que a criança cresce procuram ajuda profissional e falam que o filho não quer nada com nada”, diz a psicopedagoga Isa Minatel, autora do livro Crianças Sem Limites (Editora Chiado Brasil) e diretora pedagógica da escola de pais MundoemCores.com. Uma oportunidade para pensarmos no nosso padrão comportamental como adultos, não?

É importante observar, por outro lado, quando as birras passam do limite normal e alcançam o patológico. Em alguns casos, talvez sejam um alerta de que aquela criança tem uma dificuldade adicional, como TDAH ou autismo, e precisa de outros cuidados. “Se o seu filho se mostra muito agressivo, muito desatento, muito agitado, é hora de buscar especialista, que inicialmente pode ser o próprio pediatra”, indica o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. E caso seja necessário, ele vai solicitar a ajuda de outros profissionais, como um psicólogo e/ou psiquiatra. De modo geral, a própria escola costuma sinalizar quando o comportamento está indo longe demais. Se piorar em vez de melhorar ao longo dos anos, ou quando as reações da criança são tão fortes a ponto de ela ficar triste ou assustada com a maneira como ela própria agiu, é sinal de atenção.

Mas essas situações são raras. Como você vai descobrir, a tendência é que as crises se tornem cada vez mais espaçadas até desaparecerem por completo. O papel dos pais, além de compreender esses mecanismos e as necessidades por trás da birra, é oferecer meios de a criança aprender a se expressar de outras maneiras. Sempre se colocando no lugar dela, principalmente para evitar que esses momentos de estresse, com o tempo, atrapalhem o vínculo entre vocês. “Uma criança bem conectada (com a família) é uma criança que coopera”, resume Kate Orson, autora do recém-lançado livro Tears Heal – How to Listen to Our Children (“Lágrimas curam – como ouvir nossos filhos”). Pense nisso!


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A descoberta pode ser um divisor de águas no tratamento de lesões tendíneas, evitando a cirurgia

O acúmulo de tecido cicatricial torna a recuperação de manguitos rotadores rasgados, joelho de saltador e outras lesões tendíneas um processo doloroso e desafiador, muitas vezes levando a rupturas secundárias. Uma nova pesquisa liderada por Chen-Ming Fan, de Carnegie, revela a existência de células-tronco tendíneas que poderiam ser potencialmente aproveitadas para melhorar a cicatrização e até evitar a cirurgia.

“Tendões são tecidos conjuntivos que amarram nossos músculos aos ossos, eles melhoram nossa estabilidade e facilitam a transferência de força que nos permite avançar. Mas eles também são particularmente suscetíveis a ferimentos e danos”, explicou Fan.

Infelizmente, uma vez que os tendões são lesionados, eles raramente se recuperam completamente, o que pode resultar em mobilidade limitada e exigir manejo da dor a longo prazo ou até cirurgia. O culpado são as cicatrizes fibrosas, que perturbam a estrutura do tecido do tendão.

Trabalhando com Tyler Harvey e Sara Flamenco, de Carnegie, Fan revelou todos os tipos de células presentes no tendão patelar, encontrados abaixo da rótula, incluindo células-tronco tendíneas indefinidas.

“Como as lesões nos tendões raramente se curam completamente, pensava-se que as células-tronco tendíneas talvez não existissem. Muitos os procuraram sem sucesso, mas nosso trabalho os definiu pela primeira vez”, disse o principal autor Harvey.

As células-tronco são células “em branco” associadas a quase todos os tipos de tecido, que não se diferenciaram totalmente em uma funcionalidade específica. Eles também podem se auto-renovar, criando um pool a partir do qual tipos celulares diferenciados podem se formar para apoiar a função de um tecido específico. Por exemplo, as células-tronco musculares podem se diferenciar em células musculares. Mas até agora, as células-tronco do tendão eram desconhecidas.

Surpreendentemente, a pesquisa da equipe mostrou que tanto as células fibrosas do tecido cicatricial quanto as células-tronco tendíneas se originam no mesmo espaço – as células protetoras que circundam um tendão. Além disso, essas células-tronco dos tendões fazem parte de um sistema competitivo com precursores de cicatrizes fibrosas, o que explica por que a cura dos tendões é um desafio.

A equipe demonstrou que as células-tronco dos tendões e as células precursoras do tecido cicatricial são estimuladas a agir por uma proteína chamada fator de crescimento A derivado de plaquetas. Quando as células-tronco tendíneas são alteradas para não responderem a esse fator de crescimento, apenas o tecido cicatricial e nenhuma nova célula tendínea se formam após uma lesão.

“As células-tronco tendíneas existem, mas precisam superar os precursores do tecido cicatricial para impedir a formação de cicatrizes fibrosas e difíceis. Encontrar uma maneira terapêutica de bloquear as células formadoras de cicatrizes e melhorar as células-tronco tendíneas pode ser um divisor de águas quando se trata de tratar lesões nos tendões”, explicou Fan.

Este trabalho foi apoiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

Fonte: Portal Science Daily


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Quatro em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros entre 11 e 17 anos realizam menos atividade física do que a uma hora diária recomendada. A porcentagem constatada no país (83,6%) é maior que a média mundial de 81%, de acordo com estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na revista científica The Lancet, e realizado em parceria com Imperial College London e Universidade da Austrália Ocidental. Para a OMS, ações urgentes são necessárias, como políticas voltadas ao aumento da atividade física, principalmente para garotas.

Os dados mostram que em 15 anos, entre 2001 e 2016, a realidade brasileira pouco se alterou, passando de 84,6% para os atuais 83,6% de jovens sem a frequência de exercícios recomendada. Entre os meninos, as atividades físicas são mais frequentes, mas 78% ainda não as realizam dentro do padrão recomendado. Entre as meninas, esse número chega a 89,1%, seguindo uma tendência mundial que a OMS pretende combater. Para isso, a organização pede políticas específicas para promover, atrair e manter garotas ligadas a essas atividades.

No mundo, a variação ao longo das duas últimas décadas foi mais significativa entre os garotos do que entre as garotas. No sexo masculino, a falta de atividade passou de 80,1% para 77,6%, enquanto que no sexo feminino a queda foi de 85,1% para 84,7%. O estudo alerta que, se a tendência continuar, a meta estabelecida de se reduzir 15% não será alcançada até 2030.

Os pesquisadores destacam que os benefícios de um estilo de vida fisicamente ativo são bem conhecidos. Eles incluem a melhora cardiorrespiratória e muscular, além de efeitos sobre os ossos e o metabolismo. Os benefícios para a saúde se estendem da adolescência para a vida adulta, com impacto ainda sobre a atividade cognitiva e a sociabilidade comportamental.

Preste atenção

  1. Exercício mínimo

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que adolescentes pratiquem um mínimo de 60 minutos de atividade física por dia em uma intensidade de moderada a vigorosa.

  1. Efeitos sobre a saúde

O sedentarismo tem efeitos já reconhecidos sobre a deterioração da saúde, como o desencadeamento de processos de sobrepeso e obesidade e consequências relacionadas à hipertensão e diabete, por exemplo. No lado oposto, a atividade física tem efeitos positivos sobre o metabolismo e o desenvolvimento cognitivo que se estendem da infância e adolescência para a idade adulta.

3.Em frente a telas

Um dos principais fatores relacionados ao sedentarismo de crianças e adolescentes são telas de televisão, computadores e videogames, apontam especialistas. Estudos mostraram que o tempo excessivo gasto em frente a esses aparelhos pode ter efeito sobre o desenvolvimento dos jovens.

4.Políticas e soluções

A OMS diz que alterar essa realidade exige esforços em diversas frentes, de políticas de incentivo à prática esportiva ao engajamento de líderes comunitários e profissionais em escolas. Identificar, entender e intervir nas causas culturais, sociais e econômicas são passos necessários.

Fonte: Jornal Estadão


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Com a segurança de quem é pai de três, avô e um profissional com um extenso currículo — doutor em pediatria, especialista em amamentação, além de autor de diversos livros —, o pediatra espanhol Carlos Gonzales veio ao Brasil conversar sobre os temas que mais causam preocupação aos pais, como alimentação, amamentação, desfralde e sono.

Na platéia, estavam pais e mães como a chef de cozinha Aline Glade, 33, mãe de Lilah, 2 anos. “Eu acho que o mais difícil é filtrar as informações que chegam até a gente, principalmente de familiares. Recentemente, Lilah teve uma tosse incessante por três meses e, por pressão deles, fui contra os meus instintos e acabei tomando a decisão errada. Me senti culpada, chorei, mas foi um aprendizado”, conta. “Acho que esses encontros nos trazem mais segurança para continuarmos sendo os melhores pais e reafirmar tudo o que a gente vem fazendo”, completa.

O encontro, realizado pela Editora Timo e com o apoio da Revista Crescer, aconteceu no Teatro Fecap, em São Paulo. “Sonhamos em conseguimos reunir essa turma incrível de pessoas em um evento muito bacana, para nos sentirmos mais potentes, mais felizes, mais conectados”, anunciou Ana Basaglia, publisher da Editora Timo, durante a abertura. O encontro também contou com a participação de profissionais como a neonatologista Marcia Zani, o pediatra Moisés Chencinski, a médica de família Denize Ornelas, as jornalistas Alessandra Gaidargi e Daniela Tófoli, diretora de grupo da Editora Globo, a escritora Thais Vilarinho e o psicólogo Alexandre Coimbra.

FILHOS COM BOM-HUMOR

Com muito bom-humor, o pediatra começou citando algumas situações do cotidiano dos pais, principalmente de primeira viagem. “As mães, quando vão ao pediatra pela primeira vez, costumam perguntar se precisam colocar despertador para amamentar o filho durante a madrugada. Mais tarde, elas ficam loucas, pois o bebê acorda de duas em duas horas. Então, eu digo: ‘Agora você pode ficar tranquila, pois não precisa de um despertador”, brincou. “Nessa idade, a única coisa que o bebê quer é a presença da mãe. Muitas vezes, quando ele acorda, ele quer apenas ela. Até os 3 anos, mais ou menos, ele vai chorar pedindo por você. Depois disso, ele vai parar de chorar, pois vai conseguir levantar e ir para a sua cama”, avisa.

Sobre a tão polêmica cama compartilhada, o pediatra afirma: “Basicamente, um bebê pode dormir em um moisés ao lado da cama dos pais, na cama com os pais ou sozinho, no seu próprio quarto. Cada família tem sua maneira. O importante é que os pais tenham o direito de dormir da maneira que quiserem e que possam mudar essa maneira, mais tarde, se desejarem”. Mas também fez alguns alertas, principalmente quanto aos riscos de asfixia. “A Academia Americana de Pediatra alerta quanto ao uso de pelúcias, protetores de berço, cobertores e almofadas dentro dos berços”, diz.

MITOS E VERDADES

Durante a palestra, Dr. Carlos também esclareceu alguns dos principais mitos da maternidade. Quem já não ouviu a frase: “Não sei porque amamentar por tanto tempo. Seu leite não alimenta, agora é água”. Segundo o pediatra, existem diversos estudos que comprovam que isso é mito. “Quanto mais o tempo passa, maior será a quantidade de calorias passadas pelo leite. O leite materno, se comparado a outros alimentos como papinhas, frutas e legumes, possui mais calorias, além de proteínas e cálcio”, diz.

Carlos González: “Seu filho não come? Não é preciso insistir, prometer, enganar, em meter-lhe a colher na boca”

Sobre a alimentação, que talvez seja a maior preocupação dos pais, ele falou: “Muitos me dizem: — Meu filho só quer comer doce! — Somos responsáveis pela comida que temos em casa. Se o seu filho só come chocolate, é porque você compra. O problema, então, não é o chocolate”. Além disso, o pediatra afirma que é um erro achar que criança deve comer de tudo. “Antigamente, cada região comia apenas os alimentos que cultivavam. Não se tinha acesso a tudo. Ela pode não comer de tudo, mas ter uma alimentação saudável”, completa. E quando seu filho recusar o parto, Dr. Carlos dá a dica: “prêmios ou castigos não servem para nada. Não insista, não faça promessas ou chantagem emocional. Deixe a criança em paz. Faça a refeição e ofereça. Se não quiser, tudo bem. A responsabilidade de oferecer alimentos saudáveis é sua. Você decide o que ela vai comer. Alguns dias, ela vai comer mais e outros menos. Todos somos assim”, explicou.

Quando o assunto é birra, ele afirma: “É mito dizer que as crianças precisam aprender a tolerar suas frustrações. Nenhuma criança precisa aprender a controlar-se como se não estivesse frustrada. Não podemos ensinar a criança a fingir. É nossa obrigação dizer o que elas devem ou não fazer, e elas ficarão frustradas, sim. Mas nós é que devemos aprender a tolerar as frustrações delas. Não podemos esperar que façam tudo o que mandamos e ainda fiquem agradecidas, isso é impossível”, explica.

Por fim, o pediatra deixou um recado que soa mais como um “alivio”: “Passamos décadas escutando que as crianças devem ser estimuladas com músicas, brinquedos e conversas. Os pais de hoje em dia já chegam no consultório com um bebê de um mês querendo saber o que devem fazer para estimular o tato, o olfato. Crianças não precisam de pais que fiquem falando, brincando, gesticulando ou cantando o tempo todo. Precisam de pais que abracem, mesmo que em silêncio, e os dêem afeto. Estímulo demais acaba até sendo perturbador e uma poluição sonora para eles. Seus filhos vão crescer muito mais rápido do que você imagina. Não perca tempo se preocupando com coisas pequenas”.

“Leveza e afeto. Se eu fosse resumir a maternidade e paternidade pelo olhar do Dr. Carlos González seriam essas as palavras que mais ele nos transmite ao falar do cuidado com os filhos. Foi um dia inspirador e cheio de informação, que tira aquele aperto no coração de muitos pais que buscam fórmulas prontas ao cuidar dos filhos”, finalizou a editora-chefe da Crescer, Ana Paulo Pontes. “Ele é incrível. Eu acho que o que ele falou hoje deveria estar em todos os ônibus, em todas as escolas, em todos os ambientes públicos, pois em todos eles têm crianças, uma mãe e um pai. As frases dele salvariam, sem dúvida, a sociedade como um todo. Ele te mostra uma lógica e você pensa: ‘Nossa, é tão simples! Como não pensei nisso antes?’ É uma ‘calma’ pra quem está cheia de tanta culpa”, finalizou a professora, bióloga e consultora em aleitamento materno e mãe de dois, Livia Polichiso, 33.

Fonte: Revista Crescer


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A servidora pública Edmara Bartnikosski levou um susto ao descobrir que está grávida do quarto filho. Ela conta que decidiu fazer a laqueadura no parto do caçula, que tem apenas 11 meses. Entenda!

“Há algumas semanas passei mal, tive muitas cólicas. Fui ao médico e ele recomendou uma ultrassonografia. Fui fazer achando que poderia ser qualquer outra coisa, mas não! O médico falou: ‘Aqui tem um bebê’. Eu: ‘O que? Não, é impossível! Tenho um bebê de 11 meses. Fiz laqueadura””, revelou a servidora pública Edmara Bartnikosski, 32 anos, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em suas redes sociais.

A gravidez de 13 semanas foi uma surpresa e tanto, já que ela é mãe de três meninos — um de 14 anos, outro de 11 anos e o caçula de apenas 11 meses —, e havia decidido que não queria mais ter filhos. A laqueadura, do tipo salpingectomia bilateral, foi realizada durante a cesárea do último parto, no dia 14 de setembro do ano passado. “Engravidei cerca de oito meses após ter feito a laqueadura”, disse ela, que ainda está abalada. “Fiquei deprimida e, na verdade, ainda estou”, admitiu. “Eu tive trombose após o terceiro parto e fiquei internada. Com essa nova gestação, tenho risco de ter de novo e, por isso, estou fazendo uso de anticoagulante”, completou.

Edmara também disse que o filho mais velho tem deficiência física e ainda precisa de fisioterapia, pois anda com dificuldades. “Tudo isso me deixa muito preocupada e também foi um dos fatores para eu decidir fazer a laqueadura”, conta. Passado o susto, a mãe de três — que, em breve, será mãe de quatro — escreveu: “Depois eu disse: ‘Doutor, aumenta o som’. Ouvi o coração batendo e só chorei. Meu Deus, e agora?”.

O post foi o bastante para deixar outras mulheres assustadas. “Nossa! Fiz uma laqueadura há nove anos, que medo”, escreveu uma. “A minha laqueadura se chama Beatriz e vai completar 1 mês”, contou outra. “Mas foi erro do médico que fez a laqueadura ou é normal acontecer isso?”, essa é q questão.

É POSSÍVEL ENGRAVIDAR APÓS LAQUEADURA?

Segundo o ginecologista e obstetra Alexandre Pupo, dos Hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein, em São Paulo. É raro, mas pode acontecer sim. “A taxa de falha é de 0,3% a 0,5%, principalmente no primeiro ano após a laqueadura. Isso significa que uma em cada 200 mulheres submetidas ao procedimento pode engravidar”, afirmou. “Trata-se de um procedimento cirúrgico. Nele, nós seccionamos e ‘amarramos’ as trompas, ou seja, realizamos uma ligadura. O processo de cicatrização leva cerca de 21 dias e, a partir daí, a passagem para os óvulos e espermatozóides fica bloqueada. No entanto, existe a possibilidade de, no processo de cicatrização, eventualmente, ocorrer a recanalização. Isto é, a trompa pode recanalizar, pode reabrir o caminho, por diversas razões”, completa. Portanto, segundo o obstetra, caso a mulher engravide, não deve ser considerado um erro ou negligência do cirurgião.

Por outro lado, o obstetra explica que para quem já fez a laqueadura há alguns anos, as chances de engravidar são menores. “A cada ano que passa, é menos provável que haja falha”, afirma. “Mas é claro, é um método que pode falhar, como qualquer outro. Nenhum método de anticoncecpção é 100% eficaz. Inclusive, recentemente foi divulgado um dado mundial referente a falhas de métodos anticoncepcionais, e o mais seguro — mais do que a laqueadura — é o DIU hormonal”, finalizou.

Fonte: Revista Crescer


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Alimentos ultraprocessados, que representam mais da metade das calorias diárias médias dos americanos, estão ligados a medidas mais baixas de saúde cardiovascular, de acordo com uma pesquisa do Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O fato descobriu que para cada aumento de 5% nas calorias dos alimentos ultraprocessados que pessoa comia, havia uma diminuição correspondente na saúde cardiovascular geral. Adultos que ingeriram aproximadamente 70% de suas calorias de alimentos ultraprocessados tinham metade da probabilidade de ter uma saúde cardiovascular “ideal”, conforme definido pelo Life’s Simple, da American Heart Associations.

Os alimentos foram categorizados em grupos de acordo com a extensão e a finalidade do processamento industrial a que são submetidos. Eles são feitos total ou principalmente a partir de substâncias extraídas de alimentos, como gorduras, amidos, gorduras hidrogenadas, açúcar adicionado, amido modificado e outros compostos e incluem aditivos cosméticos, como sabores artificiais, cores ou emulsificantes. Exemplos incluem refrigerantes, lanches salgados, biscoitos, bolos, carnes processadas, nuggets de frango, sopas instantâneas em pó e embaladas e muitos itens frequentemente comercializados como “alimentos de conveniência”.

“Dietas saudáveis desempenham um papel importante na manutenção de um coração e vasos sanguíneos saudáveis”, disse Zefeng Zhang, epidemiologista do CDC. “A ingestão de alimentos ultraprocessados geralmente substitui os alimentos saudáveis, ricos em nutrientes, como frutas, verduras, grãos integrais e proteínas magras, fortemente vinculadas à boa saúde do coração. Além disso, os alimentos ultraprocessados costumam ter alto teor de sal, açúcar, gordura saturada e outras substâncias associadas ao aumento do risco de doença cardíaca”, acrescentou.

Usando dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) coletados entre 2011 e 2016, os pesquisadores do CDC revisaram os resultados de 13.446 adultos, com 20 anos de idade ou mais, que completaram um recordatório alimentar de 24 horas e responderam perguntas sobre seus saúde cardiovascular.

“Este estudo ressalta a importância de construir uma dieta mais saudável, eliminando alimentos como bebidas açucaradas, biscoitos, bolos e outros alimentos processados”, disse Donna Arnett, Ph.D., ex-presidente da American Heart Association e reitor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Kentucky, em Lexington. “Há coisas que você pode fazer todos os dias para melhorar sua saúde um pouco. Por exemplo, em vez de pegar aquele pedaço de pão branco, pegue um pedaço de pão que seja grão integral ou pão de trigo. Tente substituir um hambúrguer por peixe uma vez ou duas vezes por semana. Fazer pequenas alterações pode melhorar a saúde do coração”.

Fonte: Portal Science Daily


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“Eu não acho que os professores recebem o suficiente pelo que fazem”, escreveu o menino de 9 anos no bilhete que entregou junto com o dinheiro. O caso aconteceu na Flórida, EUA

O estudante Parker Williams, 9 anos, conseguiu surpreender tão positivamente sua professora, Mary Hall Chambers, de uma forma que nenhuma nota dez conseguiria. Há poucos dias, ele chegou na escola Gorrie Elementary School em Tampa, na Flórida, Estados Unidos, e entregou a ela um envelope. Em vez do dinheiro para um passeio, ela encontrou US $ 15 e um bilhete que dizia: “Eu não acho que os professores recebem o suficiente pelo que fazem, então você aceita esse presente? Meu próprio dinheiro”. O menino ofereceu o dinheiro que havia recebido como presente de aniversário para compor o salário da professora. Emocionada e agradecida, Mary respondeu: “Não posso aceitar isso, mas aprecio o gesto, Parker. Estudantes como você são a razão de eu ensinar”.

Em entrevista ao site Today, a mãe de Parker, Jennifer Williams, disse que o gesto do filho também a pegou de surpesa. “Ficamos tão surpresos e impressionados. Na verdade, fiquei com formigamentos nos braços e brotou lágrimas dos meus olhos, pois você nunca sabe, como mãe, se as coisas que tenta ensinar aos seus filhos são realmente certas, e esse foi um ato de bondade aleatório, que ele fez sozinho, sem consultar mais alguém”, contou. “Temos uma regra em nossa casa que, quando você recebe um presente de aniversário, deve dar 10% à caridade”, revela a mãe, que tem mais outros dois meninos. No entanto, ela contou também que ele já havia doado parte e o restante, em vez de gastar com ele, resolveu dar para sua professora.

Ela diz que o filho, além de ser extremamente inteligente, é muito hiperativo e, por isso, as coisas nunca foram muito fáceis pra ele. “Ele teve um momento muito difícil na 1ª e 2ª série”, explicou ela. “Ele tinha excelentes professores, mas a Mary realmente fez um esforço extra este ano para ajudar cada criança em sua sala de aula. O fato de ele ter uma professora que o entende tanto e realmente se esforça o fez querer fazer algo por ela”, completou.

“Quando Parker sorri, ele pode, literalmente, iluminar a sala”, disse a professora. “Ele é um ótimo aluno, obviamente muito atencioso. Sei que ele iniciou um grupo filantrópico com seus dois irmãos mais velhos. Você pode dizer que todos eles estão aprendendo a ser gentis e a mudar este mundo com gestos reais como este. Os professores se esforçam o tempo todo. Costumamos levar trabalho para casa, nosso dia não termina quando a campainha toca. É tão bom que Parker percebeu que fazemos muito mais”, declarou Mary, que leciona há 16 anos. “Qualquer um pode fazer um pequeno ato de bondade para fazer alguém se sentir bem. Foi o que ele fez por mim”, finalizou.

Fonte: Revista Crescer


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Estima-se que 400 mil bebês nascem todos os anos de reprodução assistida

De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), a infertilidade afeta de 50 a 80 milhões de pessoas em todo o mundo e, no Brasil, cerca de 8 milhões de pessoas podem ser inférteis. Entre os fatores que afetam a fertilidade estão a idade, mulheres com menstruações de freqüência irregular e doenças como síndrome dos ovários policísticos (SOP) e endometriose, doença que atinge 10% das mulheres mundialmente. Porém, infertilidade não é um problema apenas da mulher. Um terço dos casos estão relacionados ao homem – mais de 90% dos casos de infertilidade masculina são causados pela baixa contagem de espermatozóides, baixa qualidade espermática ou ambos – e outro terço está ligado a uma combinação de problemas com o casal ou dificuldades desconhecidas.

Para ajudar casais com problemas em engravidar naturalmente, Tratamentos de Reprodução Assistida (TRA), como Fertilização In Vitro (FIV) e Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI) são realizados. Estima-se que, globalmente, 400 mil bebês nascem todos os anos de aproximadamente 1,6 milhão de ciclos de TRA. As tecnologias de reprodução assistida cresceram nos últimos anos, mas ainda assim, a ciência não conseguiu impedir o declínio da qualidade ovular que se acentua a partir dos 35 anos de idade.

A Criogênesis oferece serviços de terapia celular e medicina reprodutiva de excelência, estimulando o desenvolvimento da biotecnologia através de diversas pesquisas. Nossa equipe é formada exclusivamente por profissionais da área da saúde com ampla vivência na área de regeneração de tecidos e hemoterapia. Podemos ser contatado durante 24 horas, sete dias por semana, pelos diversos meios de comunicação indicados abaixo. A Vigilância Sanitária, por meio de publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 2003, concedeu ao Grupo Criogênesis a Licença Sanitária para atuar na Coleta e Processamento de Células-Tronco Hematopoéticas.

Tire suas dúvidas sobre fertilização in vitro, coleta e armazenamento de células-tronco no telefone (24 horas) 0800-7732166.

Porque a vida merece todas as chances!

Fonte: Revista Exame