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Pesquisadores acreditam que a convivência com os adultos pode ser tão importante quanto a genética

Pais que querem que os filhos tenham um bom desempenho acadêmico devem passar mais tempo com eles, aponta um novo estudo da Universidade de Ohio. Os pesquisadores analisaram os resultados no “vestibular” de 22 mil crianças israelenses que perderam um dos pais antes de completar 18 anos, cerca de 77 mil com pais que se divorciaram e 600 mil que não passaram pelo falecimento de um progenitor, nem passaram por um processo de separação.

Eles descobriram que o nível de educação do adulto que permanecia com a criança tinha um impacto muito maior no sucesso acadêmico dela do que o do parceiro que faleceu ou perdeu a guarda. “Descobrimos que, se uma mãe morre, sua educação se torna menos importante para o filho passar no vestibular e, ao mesmo tempo, a educação do pai se torna mais importante. Se o pai morre, o contrário acontece”, disse o professor Mark L. Weinber, um dos autores do estudo. “Quanto mais cedo um dos pais falece, mais forte é essa relação. O sucesso do aluno não vem apenas de pais inteligentes que têm filhos inteligentes”.

Fonte: Revista Crescer


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Sara Heller, uma americana de Nebraska, disse ter ficado surpresa quando descobriu que seu bebê nasceria com fenda labial e palatina — malformações que ocorrem durante o desenvolvimento do embrião. Mas ela ficou ainda mais chocada quando os médicos sugeriram que a gravidez fosse interrompida. “Eu sabia que, embora o bebê que estava crescendo dentro de mim tivesse algumas complicações, ele também ainda era um bebê com um coração palpitante”, disse ela.

“Embora eu estivesse com medo do futuro de Brody e das coisas que perderíamos como pais típicos de primeira viagem, eu não hesitei em continuar a gravidez”, afirmou. Felizmente, Sara e o marido Chris, tomaram a decisão certa. Afinal, Brady, aos 2 anos, está se desenvolvendo de forma saudável e é uma criança feliz.

Os pais compartilham a história do filho nas redes sociais desde que descobriram seu diagnóstico. “Eu queria que as pessoas tratassem Brody como se ele fosse uma vida digna de comemoração”, disse Sara. Ela contou que as mensagens que a família recebe são extremamente positivas, com milhares de outros pais de todo o mundo dando apoio.

A repercussão foi tão positiva que um membro do “fã-clube” de Brody fez uma doação anônima de US$ 2 mil para a cirurgia do pequeno. “Fiquei impressionada com a bondade que um desconhecido”, disse. “Eu envio notas e fotos de Brody todos os anos”, completou.

Quanto aos médicos que sugeriram o aborto, o desejo de Sara era poder voltar e contar “como Brody tem sido forte nos últimos dois anos e quanta esperança temos para o futuro dele”.

Segundo o obstetra e doutor em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, Wladimir Taborda, a hereditariedade é o fator de risco mais importante para a fissura labiopalatina. “A possibilidade de o bebê ser afetado é 40 vezes maior se um dos pais tem fissura labial ou palatina e também aumenta se mais de um membro da família tem o problema. É possível fazer o diagnóstico por ultrassonografia a partir da 14ª semana de gestação. As formas de tratamento após o nascimento são muito bem-sucedidas. A cirurgia para o fechamento do lábio leporino é realizada até os 2 ou 3 anos e corrige praticamente todas as alterações”, esclarece.

Fonte: Revista Crescer


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Pesquisa foi feita em ratos e teve resultado positivo

Avanços na pesquisa com células-tronco oferecem esperança para tratamentos que poderiam ajudar os pacientes a regenerar o tecido muscular cardíaco após ataques cardíacos, uma chave para alcançar uma recuperação mais completa.

Nova pesquisa relata sucesso na criação de vasos sanguíneos funcionais in vitro para corações de ratos que sofreram um ataque cardíaco. A revista Nature Communications publicou o artigo, cujos autores principais são Ying Zheng e Charles Murry, do Instituto de Medicina para Células-Tronco e Medicina Regenerativa da UW Medicine, em Seattle.

“Até onde sabemos, esta é a primeira demonstração de que construir vasos sangüíneos organizados com perfusão fora do corpo leva a uma melhor integração com os vasos sanguíneos do hospedeiro e a um melhor fluxo sangüíneo tecidual”, disse Zheng.

Os cientistas se propuseram a mostrar que, com o crescimento do tecido cardíaco derivado de células-tronco em uma placa de Petri, com atenção à construção dos vasos sanguíneos, poderiam melhorar a incorporação do tecido aos vasos cardíacos existentes.

“Eu venho de um passado mecânico”, continuou Zheng. “Adoro pensar na dinâmica do fluxo sanguíneo. Nossos corpos inteiros são vascularizados. Essa rede de vasos é dinâmica e interconectada, como um sistema de transporte que se remodela o tempo todo.”

A interrupção do fluxo sangüíneo durante um ataque cardíaco leva à perda significativa do músculo cardíaco e da função cardíaca. Músculo do coração cultivado a partir de células-tronco não só deve sobreviver e se integrar com o tecido do hospedeiro, mas também deve restaurar o fluxo sanguíneo adequado, explicou Murry.

A equipe de pesquisa usou células-tronco humanas para criar uma construção vascularizada, ou patch, com uma rede funcional de vasos sanguíneos que imita a vasculatura de um coração humano.

“Ser capaz de organizar os vasos no tecido fora do corpo era muito importante”, disse Zheng. “Quando implantamos o adesivo, vimos que o tecido derivado de células-tronco se integrava efetivamente com a circulação coronariana do hospedeiro. Isso melhorou o fluxo sanguíneo para o tecido manipulado e deu a ele os nutrientes necessários para sobreviver”.

As técnicas de imagem por microangiografia óptica desenvolvidas por Ricky Wang, professor de bioengenharia da UW, revelaram que o fluxo sanguíneo dentro dos enxertos era vinte vezes maior do que o relatado para qualquer outro enxerto. Isto sugeriu que nutrir o tecido no laboratório teve um benefício significativo para as células do coração antes de serem implantadas no coração dos ratos, disseram os pesquisadores.

Fonte: Universidade de Washington Health Sciences / UW Medicine


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Meninos são os mais afetados

Manter-se em um casamento infeliz pelo bem-estar dos filhos nos primeiros anos de vida é um equívoco, de acordo com as descobertas de um novo estudo da Universidade College London, na Inglaterra. Os pesquisadores analisaram o comportamento de seis mil crianças depois da separação dos pais e concluíram que os pequenos entre três e sete anos sofriam um impacto emocional negativo menor do que os mais velhos.

As crianças nessa faixa etária não demonstraram uma piora de comportamento quando comparadas ao grupo controle, com pais que permaneceram casados.

Já as crianças entre sete e 14 anos apresentaram mais problemas comportamentais e emocionais como tristeza, ansiedade e desobediência do que o restante. Meninos, particularmente, demonstraram mais comportamentos negativos do que as meninas na mesma situação.

Os pesquisadores acreditam que o divórcio dos pais tem impacto negativo maior em crianças mais velhas porque elas compreendem melhor as dinâmicas sociais e são mais sensíveis a interações negativas nos relacionamentos. Eles também apontam que elas são mais afetadas por mudanças na escola e no círculo de amigos.

O estudo sugere também que as crianças são atingidas de forma similar pelo divórcio dos pais, independente da classe social. Os pequenos de famílias ricas apresentaram a mesma chance de ter problemas mentais depois da separação que os de classe baixa.

O que fazer, então?

“O rompimento de um casamento consolidado significa um luto para a criança e para o casal, já que haverá a perda da rotina e dos papéis construídos dentro do contexto familiar”, explica a psicanalista Giselle Groeninga.

A questão é como atravessar esse período de turbulência?

“O final desejável de uma separação é que os pais não confundam o casal conjugal desfeito com o parental, que continua para sempre. Misturar os papéis implica vivenciar um divórcio de forma melancólica, insegura e instável”, completa.

Para os filhos, a separação representa uma mudança fundamental e, muitas vezes, traumática, já que reflete a perda de sua família. A principal dificuldade, no entanto, é entender, na prática, como a sua vida vai mudar. “Por isso, é fundamental conversar com as crianças, independentemente da idade. Elas sentem necessidade de nomear, ou seja, encontrar um significado para o que estão vivendo”, diz a psicóloga Rita Calegari.

Vale explicar claramente o que está acontecendo. Como? Procure reunir a família assim que algumas decisões já estiverem tomadas.

Fonte: Revista Crescer


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Embora raro, as drogas utilizadas durante o procedimento podem causar malformações e até mesmo a interrupção da gestação. Por isso, deve ser considerada quando existe a suspeita de doenças potencialmente graves para a mãe e para o feto, como hemorragia digestiva e colangite (infecção das vias biliares), que justificam o exame endoscópico em qualquer fase da gestação.

Segundo o médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello, a realização da endoscopia no primeiro trimestre da gestação é muito perigosa. O ideal é que ela seja feita a partir do segundo trimestre e que o uso do sedativo seja evitado para não prejudicar o bebê.

“Quanto mais precoce o exame mais danos pode trazer à gestação. O feto é particularmente sensível a hipóxia (baixo teor de oxigênio), sendo, portanto, qualquer oscilação da oximetria (quantidade de oxigênio no sangue) da mãe, ou hipotensão mais prolongada, causando danos fetais. Alem disso, os riscos de produção e desenvolvimento de anomalias no feto, oferecidos pelas medicações, nos leva a ponderar sobre a realização ou não do procedimento endoscópico”, explica.

Para que a endoscopia em gestantes seja segura é necessário sempre ter uma forte indicação, particularmente em gravidez de alto risco; postergar a endoscopia para depois do segundo trimestre, se possível; consentimento informado incluindo riscos ao feto e à mãe; usar o mínimo de medicamentos sedativos; e diminuir o tempo de procedimento e a exposição à radioatividade. No entanto, quando há complicações obstétricas, como descolamento prematuro da placenta, parto expulsivo, ruptura das membranas ou eclâmpsia, a endoscopia está totalmente contra indicada.

Barrichello explica que durante a amamentação a endoscopia diagnóstica e terapêutica também não muda em termos de indicação, preparo prévio, monitorização, exposição à radiação e equipamento endoscópico. As precauções são necessárias na utilização de certos medicamentos, devido à transferência ao lactente através do leite. “Nesse aspecto, quando há passagem do fármaco através do leite, a mãe deve ser avisada para retirar o leite e descartar, de acordo com o tempo de ação do agente referido”, alerta.

Como é realizado o procedimento?

O exame consiste na entrada de um tubo flexível e fino pela boca chamado endoscópio. O aparelho transmite imagens nítidas de dentro do esôfago, estômago e duodeno, permitindo que o médico examine esses órgãos cuidadosamente.

“Para a realização do exame de endoscopia, o estômago e duodeno devem estar limpos. É rápido, indolor e o paciente poderá alimentar-se algumas horas após o procedimento”, diz Barrichello. Apesar de o exame ser um procedimento rápido, seguro e de baixo índice de complicações, ele deve ser feito após avaliação clínica adequada, principalmente em pacientes com doenças cardíacas, pulmonares e em idosos.

Preparo:
– Fazer o jejum adequado, pois o útero ocupa grande parte da cavidade abdominal, podendo comprimir o estômago aumentando o risco de refluxo e aspiração do conteúdo gástrico;

– Manter a paciente deitada do lado esquerdo com um apoio para a barriga. Esse procedimento impede a compressão de vasos sanguíneos pelo útero, sendo muito importante para o bem estar do feto;

– Procedimentos que usam o eletrocautério, preferencialmente devem ser evitados já que o liquido amniótico pode conduzir a corrente comprometendo o feto;

– Antibióticos, se necessário, devem seguir as indicações de paciente não gestante, sendo que as categorias do medicamento devem ser previamente selecionadas para evitar teratogenias (anomalias).

Indicações para endoscopia na gravidez

  1. Hemorragia significante ou contínua
  2. Náusea intensa ou refratária, vômitos ou dor abdominal
  3. Disfagia ou Odinofagia
  4. Suspeita forte de massa colônica
  5. Diarréia intensa com exames negativos
  6. Pancreatite biliar, coledocolitíase ou colelitíase
  7. Lesão biliar ou do ducto pancreático

Fonte – Médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello (CRM-111.301)


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O surgimento da acne é muito comum e normalmente ocorre entre a terceira e a quarta semanas de vida da criança, podendo perdurar até seis meses. Além disso, ela está presente em cerca de 30% dos recém-nascidos.

De acordo com o dermatologista, Fernando Passos de Freitas, acne neonatal surge devido à predisposição genética, após os hormônios maternos serem liberados durante a gestação e no estágio pós-parto.

“Esse tipo de quadro provoca o surgimento de espinhas e pequenos cravos, mas não é aconselhável espremê-los, sendo que não são graves e não deixam cicatrizes. Normalmente, os cravos são pretos ou brancos e as espinhas são avermelhadas e elas podem desaparecer facilmente. E mães, não usem óleos ou pomadas para tratar as acnes no bebê, esses produtos podem agravar o estado da pele”, explicou o dermatologista.

As acnes que surgem durante os 30 dias de vida do bebê se apresentam com mais intensidade do que a acne infantil que pode aparecer depois do terceiro mês de vida. Esse tipo de acne ocorre por causa do entupimento do folículo pelo excesso de sebo produzido pelas glândulas sebáceas, esse fechamento é levado para a superfície da pele ocasionando as espinhas e cravos no rosto ou nas costas.

É importante a realização de um diagnóstico com o pediatra para verificar se o caso é grave. “Se aparecerem bolhas, espinhas com pus, o bebê deve ser examinado para descobrir causas, incluindo herpes viral. Caso, as espinhas continuem no rosto da criança, o correto é buscar ajuda de um dermatologista pare receitar medicamentos leves que possam contribuir e amenizar o problema”, orientou o dermatologista, Fernando Passos de Freitas.

As espinhas também podem aparecer em crianças menores de oito anos. Neste caso, procure um dermatologista para desvendar as causas da acne ou se pode existir algum problema hormonal. A acne também é menos persistente nas crianças e desaparece igual à acne neonatal. O tratamento para a acne infantil é muito diferente em relação aos bebês. Em algumas crianças os procedimentos variam de reposição hormonal á utilização de produtos que diminuam o espessamento da pele. Assim como nos adolescentes, o tratamento da acne infantil envolve limpeza e cuidado diário da pele.
Meu bebê tem espinhas, como tratar?

Os pais não precisam se preocupar, pois as acnes somem facilmente após o período de seis meses e também não deixam cicatrizes no rostinho da criança.
“O tratamento da acne neonatal dependerá da idade e da intensidade das espinhas. Caso ela estiver inflamada e incomodando, pode exigir de um tratamento. Para cuidar da pele do bebê, use cremes a base de peróxido de benzoíla ou ácido retinóico (baixas concentrações). Mas, só use esses produtos com a recomendação de um especialista”, observou o dermatologista Fernando Passos de Freitas.

Manter os cuidados diários pode ajudar a amenizar as espinhas como lavar o rosto do bebê uma ou duas vezes ao dia com sabonete hidratante específico para bebês e secar cuidadosamente. Jamais esprema ou cutuque e evite o uso de produtos gordurosos ou oleosos na área afetada.

Fonte- Dermatologista Fernando Passos de Freitas


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Desde julho de 2018, o Ministério da Saúde recebeu 682 notificações suspeitas de febre amarela. Dessas, 554 foram descartadas, 12 foram confirmadas e 116 seguem em investigação. Todos os casos comprovados foram registrados em São Paulo – incluindo as cinco mortes devido à doença.

As suspeitas estão concentradas nos estados de São Paulo e Minas Gerais – são 74 casos dos 116 ainda em análise pelo Ministério da Saúde. O número representa 63% dos registros recebidos pela pasta até agora.

Os casos da doença são contabilizados em ciclos anuais que ocorrem de julho a junho do ano seguinte. Entre os anos de 2018 e 2019, o primeiro caso de febre amarela foi registrado em outubro do ano passado – o paciente acabou morrendo devido à infecção.

O local do registro foi o município de Caraguatatuba, litoral norte, onde 8 epizootias da doença (adoecimento ou morte de macacos devido ao vírus) foram registradas.

As epizootias são uma forma de detectar precocemente a circulação do vírus e estabelecer medidas de controle contra a febre amarela. A vacina é a estratégia mais efetiva de prevenção: está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e é recomendada para todo o território nacional. Uma dose é válida por toda a vida, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Fonte: Portal G1


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Algumas ações podem favorecer a gestação e a boa formação do bebê


Aproveitando o início do ano, muitos casais costumam planejar a gravidez. Afinal, a decisão de ter um filho é a mais importante para homens e mulheres. “A preparação antes da gravidez é extremamente importante. Algumas precauções são essenciais para que a mulher esteja mais preparada para a gravidez, minimizando o risco de algumas potencias complicações”, comenta o ginecologista Renato de Oliveira, da Criogênesis, de Sâo Paulo (SP).
Consulte o ginecologista

É um ótimo momento para fazer uma avaliação geral de sua saúde e esclarecer todas as dúvidas. Converse com o médico sobre seu antecedente de doenças pessoais, além de possíveis gestações anteriores.
Evite bebidas alcoólicas e cigarro

O consumo excessivo de álcool pode alterar o ciclo menstrual e dificultar a ovulação. “Em relação ao tabagismo, ressalta-se que, além de diminuir a fertilidade, aumenta o risco de complicações naquelas que engravidaram, mesmo sendo fumantes. Portanto, o abandono do vício deve ser uma medida permanente”, orienta Renato.

Suplemento de ácido fólico

É indicada uma suplementação vitamínica de ácido fólico no mínimo 30 dias antecedentes à concepção – ou se possível nos três meses anteriores à gravidez. Conforme o especialista, isso pode reduzir o risco de defeitos no fechamento do tubo neural do bebê, que corresponde à coluna e à parte da cabeça. Mas, antes de tomar o nutriente, procure orientação profissional.

Hábitos mais saudáveis

Estudos mostram que é mais difícil engravidar quando se está fora do peso ideal. “Além disso, mulheres que mantêm um estilo de vida saudável estão menos suscetíveis ao risco de desenvolver diabetes gestacional, por exemplo”, diz o ginecologista. A prática de exercícios físicos é fundamental para o fortalecimento da musculatura, que se torna apata às alterações do corpo durante a gravidez.

Histórico familiar

É importante investigar se há casos na família de anemia falciforme, fibrose cística, atrasos de desenvolvimento, defeitos congênitos ou problemas de coagulação. Esse processo é necessário para prevenir complicações da gestação e avaliar a possibilidade de riscos para o bebê.

Vacinação
Verifique e atualize a caderneta de vacinação. É recomendado estar em dia com imunizantes contra rubéola, sarampo, coqueluxe, hepatite B e tétano. “As três últimas podem ser tomadas na gravidez, se necessário. A vacina contra Influenza [vírus da gripe] está indicada para todas as gestantes. Existem períodos certos para a vacinação, sendo necessário, portanto, seguir a orientação médica”, afirma Renato Oliveira.

Fonte: Revista O Encontro


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Você não pode nem sentir o cheiro daquela comidinha que antes era a sua preferida? Corre para o banheiro a cada duas horas? Nada é capaz de parar no seu estômago? Qualquer gestante sabe bem o que é isso.

Nos primeiros meses de gravidez, a alegria e as expectativas são sempre acompanhadas de náuseas e muitos enjôos. Pesquisas apontam que 80% das grávidas sofrem com esse mal estar. Mas, ainda que não dê para evitar, atitudes como controlar a freqüência, a quantidade e a qualidade do que você anda comendo podem amenizar esses sintomas e trazer alívio – afinal, o que você quer mesmo é poder desfrutar deste momento único que é a gravidez.

Os enjôos são ainda mais freqüentes pela manhã, quando o estômago ainda está vazio e podem surgir vômitos e salivação excessiva. Durante a gestação, o corpo lúteo – resto das células do folículo dentro do qual estava o óvulo – produz uma maior quantidade do hormônio progesterona, que combinado com o hormônio HCG (gonadotrofina coriônica humana, eliminado pelo embrião ao se aderir ao útero), faz com que o cérebro fique mais sensível aos estímulos para o enjôo.

Possíveis causas

Além das alterações hormonais, a redução dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, a digestão mais lenta e o aumento na sensibilidade do olfato também deixam a gestante mais predisposta a enjôos. Mas a boa notícia é que, eles desaparecem a partir do quarto mês de gestação.

Alguns pesquisadores relacionam os enjôos, ainda, a causas emocionais. Brigas de casal e de família, por exemplo, sobrecarregam a mente e aumentam as sensações negativas, deixando a grávida mais sujeita ao mal-estar. Isso porque a tensão e a ansiedade do dia-a-dia podem ser refletidas no aparelho digestivo. Uma pesquisa recente realizada na Universidade de Liverpool, na Inglaterra, no entanto, afirmou que os enjôos sentidos durante a gravidez são, na verdade, um mecanismo da natureza para impedir que a gestante coma alimentos pouco saudáveis que possam prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Os cientistas chegaram à conclusão de que as náuseas e os vômitos das grávidas estão associados ao alto consumo de açúcar, álcool, óleos e carne. Em alguns casos, os enjôos tomam tamanha proporção que a gestante acaba tendo seu sono comprometido, perda de apetite, e a vida do neném pode ser colocado em risco. É a chamada hiperemese gravídica: Nesses casos, o vômito se torna uma constante e nada pára no estômago da mulher. Ela pode acabar tendo alterações de eletrólitos (sódios, potássio e cálcio) sendo, necessária sua internação.

Por conta da situação, muitas grávidas param de comer, o que é yotalmente errado. O ideal é que sejam feitas de seis a sete pequenas refeições, sendo uma delas durante a noite, quando a gestante acordar para ir ao banheiro, por exemplo.
Frutas indicadas: abacaxi, kiwi, laranja, limão e água-de-coco

Frutas contra-indicadas: banana, manga, abacate, fruta-do-conde, graviola e pêssego

Dicas para evitar os enjôos

Anote as medidas simples que podem minimizar os enjôos e trazer o bem-estar de volta neste período. Fique atenta:

Evite o estômago vazio ou cheio demais. Faça de seis a sete pequenas refeições por dia, uma a cada duas ou três horas. E reserve uma delas para a noite

Os enjôos são mais freqüentes pela manhã, portanto, ainda na cama, coma alguns biscoitos de água e sal, espere alguns minutinhos e então levante

No café da manhã prefira biscoitos de água e sal, torradas, sucos, frutas e cereais. Eles são de fácil digestão e não sobrecarregam seu estômago. Nos lanches, boas opções são: sorvetes, frutas e barrinhas de cereais

Não escove os dentes logo após o café da manhã. Algumas gestantes afirmam que a prática favorece os enjôos. Tome um banho e só então faça a higiene bucal

Evite comidas quentes, processadas, gordurosas, com muito açúcar e com aroma forte. Elas demandam mais tempo para serem digeridas. Coma alimentos ricos em carboidratos, como arroz, macarrão e batata. Grãos, cereais e alimentos com proteínas também são uma boa alternativa, já que são menos propensos a causar náuseas Não deite após as refeições. O hábito dificulta a digestão e ainda favorece a queda de glicose no sangue

Fique longe de álcool, cigarro e café. Além de fazerem mal ao bebê, essas substâncias atrapalham o trabalho do estômago

O emocional abalado favorece o mal-estar. Evite os exercícios intensos, mas ocupe a mente com alguma atividade que traga prazer

Os líquidos durante as refeições dificultam a digestão. Procure evitá-los nesse momento

Os alimentos cítricos favorecem a digestão. Experimente colocar algumas gotas de limão na água para diminuir os enjôos

Consulte seu médico sobre a necessidade de suplementos de vitamina B6. A deficiência dessa vitamina causa distúrbio gastrointestinais

Fonte: Revista Materlife


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Mulheres grávidas expostas a altos níveis de poluição do ar – mesmo que por um curto tempo – têm uma chance bem maior de sofrer aborto espontâneo do que quem respira ar puro, segundo um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, publicado na revista científica “Fertility and Sterility” (Fertilidade e Esterilidade).

Os resultados mostram que altos níveis de um poluente chamado dióxido de nitrogênio (NO²) aumentam em 16% o risco de aborto espontâneo. Produzido pela queima de combustíveis fósseis, o NO² é um gás bastante presente em diversos lugares poluídos no mundo.

No Brasil, a contaminação por NO² atinge diversos centros urbanos – São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador –, segundo a Plataforma de Qualidade do Ar do Instituto de Energia e Meio Ambiente.

Estudos anteriores já haviam analisado o risco de aborto em casos em que a exposição à poluição é prolongada, mas essa é a primeira vez que um estudo é publicado com análise de exposição por um curto período.

“Notei um padrão aparente entre a perda da gravidez e a qualidade do ar e resolvi investigar a fundo”, disse Matthew Fuller, um dos autores do estudo.

Na verdade, diz Fuller, respirar um ar muito poluído por um curto tempo no primeiro trimestre da gravidez gera o mesmo perigo de perda do bebê do que fumar tabaco. A pesquisa foi uma análise de casos de aborto entre 2007 e 2015 e envolveu 1,3 mil mulheres do estado americano de Utah. Os pesquisadores analisaram o risco de aborto em um período de três a sete dias depois de picos de concentração de poluentes do ar na região.

A pesquisa foi feita de maneira que as mesmas mulheres foram analisadas em diferentes momentos (um tipo de estudo conhecido como cross-over), assim foi possível excluir outros fatores relativos ao risco de perda do bebê, como idade da mãe, por exemplo. Como analisou casos retrospectivos, o levantamento não foi capaz de analisar a idade do feto no momento do aborto, portanto não conseguiu apontar em que momento o feto fica mais vulnerável à poluição.

A pesquisadora Claire Leiser, que coordenou o estudo, reconhece que os resultados são um retrato restrito do problema e afirma que a questão precisa ser analisada mais a fundo.

Fonte: Portal G1