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Menor preço e mudança no comportamento da mulher estão entre motivos.
Número de embriões congelados aumentou 763% entre 2008 e 2014.
 
Marina e Cecília mantêm uma união estável há 10 anos. Funcionárias públicas e moradoras de São Paulo, elas decidiram revelar a poucas pessoas o amor que sentem uma pela outra por temerem o preconceito, seja no ambiente de trabalho ou da família de ambas. Mas essa situação, ainda vivida por muitos homossexuais do país, não impediu que as duas realizassem um sonho antigo: o de gerar uma vida.
 
Marina, de 44 anos, engravidou com a ajuda da fertilização in vitro (FIV), procedimento que implanta um embrião desenvolvido em laboratório no útero da mulher, acessível a casais homoafetivos e mulheres solteiras graças a novas regras implementadas em 2013 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
 
Levantamento feito pelo G1 a partir de dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, mostra que entre 2011 e 2014, o número de FIVs realizadas no Brasil, incluindo mães heterossexuais e homossexuais, aumentou 106% em quatro anos. O total de procedimentos saltou de 13.527, em 2011, para 27.871, em 2014.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, além da implementação das novas regras do CFM, puxaram o crescimento fatores como a maior distribuição de clínicas e bancos embrionários pelo país, a queda do preço do tratamento para se ter um “bebê de proveta” e o fato de as mulheres optarem por engravidar mais tarde.
Este último item, por exemplo, contribuiu ainda para um aumento na quantidade de embriões congelados no país, ação feita com o intuito de postergar a gravidez. Os dados da Anvisa mostram que, entre 2008 e 2014, o total de embriões congelados subiu de 5.539 para 47.812, alta de 763%. O número de clínicas que repassam informações à agência também cresceu no período: em 2008, elas eram 33; em 2014, eram 106.
Segundo a Anvisa, os estabelecimentos atuais não comportam o volume de embriões existente hoje. “[As clínicas] têm relatado uma dificuldade de armazenamento devido à grande quantidade. A Anvisa não tem o que fazer para aumentar essa capacidade”, explicou Daniela Marreco, gerente de produtos biológicos do órgão governamental.
Quem procura mais
“Mulheres entre 35 e 40 anos, estabilizadas na carreira, a maioria casada, são o maior público das clínicas de fertilização. Elas nos procuram quando já não conseguem gerar um filho pelo método natural”, diz o médico Renato de Oliveira, da clínica de medicina reprodutiva Criogênesis. “O casal heterossexual ainda é maioria. Só que, cada vez mais, temos percebido um aumento na procura de casais homoafetivos”, complementa.
 
Leia a reportagem completa:  no Portal G1 – dia 23/05/2015. goo.gl/JSjm7j


O que acontece com o corpo da mulher durante a gravidez?
Confira algumas mudanças que ocorrem durante o período de nove meses da gestação.
Saber identificar os primeiros sinais de uma gravidez, para muitas mulheres, parece óbvio. A ausência de menstruação é a principal mudança no corpo da futura mamãe. A partir dos meses seguintes, a mulher sofre alterações em sua forma física para a preparação do crescimento, parto e amamentação do bebê. A barriga ganha destaque e não para de crescer, trazendo com ela muitos outros sinais e sintomas que, muitas vezes, são desagradáveis para qualquer pessoa. “Apesar de a maioria ser assintomática, as mulheres podem ficar indispostas, com náuseas, vômitos e sonolência. Outros sintomas são vontade de urinar com frequência, dores de cabeça esporádicas, prisão de ventre, tonturas, falta ou excesso de apetite, assim como aversão ou desejo de determinados alimentos, e alteração das mamas (aumento, sensibilidade, dor ao toque e escurecimento das aréolas)”, comenta Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.
Ainda de acordo com o ginecologista, no primeiro trimestre de gravidez, as náuseas passam a diminuir devido a diminuição fisiológica do valor de beta-HCG. A partir disso, a gestante passa a se alimentar melhor e se inicia um aumento importante da quantidade de líquidos. “É necessária a suplementação de ferro na dieta, devido a diluição natural do sangue, a fim de evitar anemia. Além disso, a gestante passa a perceber as mãos e os pés ficarem um pouco mais inchados”, explica Oliveira.
 1º mês: No primeiro mês a gestante não percebe que está grávida. Os sintomas são parecidos com a TPM, porém, muito mais intenso. Nesta época acontece a liberação de um hormônio chamado HCG. Há a interrupção da menstruação, dores nas mamas são comuns, dores abdominais  também,  o humor pode ficar instável e aumento da sensibilidade emocional. Tudo muito parecido com a TPM.
2º mês: Neste período, por conta da produção hormonal, o sistema neurológico da mãe passa por alterações. Por isso muitas mulheres reclamam de sonolência, aumentam as mamas, há os enjôos, náuseas. Também passam a urinar com mais frequência. A alteração no tamanho do útero provoca uma compressão na bexiga, por isso as idas mais frequentes ao banheiro.
3º mês: Nesta fase pode acontecer da futura mamãe ter ganhado um pouco de peso (um ou dois quilos). O volume de sangue que circula no corpo aumenta para suprir as necessidades do útero e do feto. Os enjoos, em muitos casos, ainda se manifestam, e as gengivas podem ficar doloridas. As flutuações de humor, assim como as dores de cabeça, tendem a se acentuar. Algumas veias, como as da barriga, mamas e pernas, tendem a ficar mais visíveis em virtude do aumento do volume sanguíneo. Cabelos e unhas podem ter transformações neste período.
4º mês: A mãe sentirá mais apetite à medida que as náuseas e enjoos forem desaparecendo. Também parecerá mais disposta e com energia. Até o final deste mês (16-20 semanas), provavelmente sentirá, pela primeira vez, um leve movimento do bebê; A barriga já começa a aparecer.
5º mês: Neste período o bebê já se mexe na barriga da mãe, e isso deve ser comunicado ao médico.O útero cresce. O coração tende a bater mais rápido, as noites de sono devem ser respeitadas, cerca de 8 horas. A alimentação deve ser saudável, a mamãe deve ter tranqüilidade emocional e não praticar atividades físicas extenuantes. Cabelos e unhas podem passar por transformações neste período, assim como a pele e o aumento de pelos. Aqui também a gestante pode começar a sentir azias.
6º mês: A pele de seu abdome está “esticando”, e a gestante passa a sentir coceiras na região. O volume da barriga pode fazer com que a mamãe sinta dores nas costas. O peso também pode provocar varizes nas pernas. Dores abdominais podem acontecer, já que o útero está se expandindo para acomodar o crescimento do bebê.
7º mês: É um mês que requer muita paciência. Nessa fase, o cansaço da gestante aumenta. As alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez são facilmente percebidas nesta etapa – o corpo quer preparar a mulher para o parto.
8º mês: Aqui, já resta pouco tempo para a mãe dar a luz.  Nesse mês, o organismo começa a produzir o colostro (líquido que vem antes do leite materno) e há também um aumento das secreções vaginais.  As contrações são mais fortes, e o útero aumenta. A dificuldade de respirar pode ser maior, pois o bebê está perto dos pulmões. A parte de cima do seu útero está debaixo das costelas. Mãe e bebê estão mais propensos a ganhar peso nesta fase. Redobrar os cuidados com a alimentação.
9º mês: Aqui o bebê se encaixa na bacia da mãe, na posição para o momento do parto. Nesse período, a gestante começa a ir no banheiro com mais frequência,  a barriga está maior e comprime a bexiga. Além do aumento de peso, a ansiedade contribui para o quadro de dificuldade para dormir. A falta de ar também é um sintoma comum desse período. Com a produção de leite, os seios ficam inchados. A dieta da mamãe deve estar repleta de cálcio, fibras e ferro. Os ossos da bacia começam a abrir, é comum ter dores na bacia, no púbis e na região baixa da coluna lombar.
Depois do nascimento do bebê
Após o parto há o período de quarentena. Nesse período, há uma queda considerável de hormônios no organismo feminino, as consequências normalmente são cansaços, acompanhado de uma sensação de tristeza e insegurança. Afinal, agora, a mulher tem sob sua responsabilidade um bebê. No momento, é recomendável cuidado especial com a mamãe, apoio e carinho do marido e familiares, pois, em alguns casos, pode acontecer a depressão pós-parto.”No período da quarentena, sexo não é recomendado. A mulher deve se alimentar corretamente, ter tranquilidade, para que tenha um bom período de amamentação”, afirma Fairbanks.
Para que todas as mudanças ocorridas ao longo dos nove meses de gestação desaparareçam, o organismo requer algum tempo. A forma básica do corpo – na gestante que não engordou em demasia – volta em cerca de 3 a 6 meses, as manchas somem no 6º mês e, a partir dali, só as mamas continuam aumentadas durante a amamentação.


Mamães devem ficar atentas aos sinais e sintomas como sangramentos, febres e
 dores duradouras durante a gestação.
1,1 milhão de crianças abaixo de 5 anos morreram por terem nascido de forma prematura (antes das 37 semanas de gestação), segundo o estudo global do periódico britânico The Lancet de 2014. São 3 mil óbitos por dia no planeta e 9 mil casos no Brasil só em 2013, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Obesidade, idade avançada, tabagismo e pressão arterial elevada são alguns dos fatores responsáveis por elevar o risco de um parto prematuro. No entanto, mais da metade dessas ocorrências acaba acontecendo de forma espontânea.
Manifestação é o endurecimento da barriga, afirma ginecologista.
As futuras mamães tem de estar permanentemente atentas a qualquer sinal diferente do organismo, de acordo com Dr. Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis. “Infecções e inflamações, estresse, sangramentos vaginais e distensão abdominal, no caso de gestações múltiplas como as gemelares, são fatores de risco para o trabalho de parto prematuro. A manifestação é o endurecimento da barriga persistente e repetitivo na paciente em repouso”
Há ainda outros fatores que influenciam nos partos prematuros e que podem acometer tanto mulheres que já foram mães quanto as de primeira gestação. “Malformação fetal, encurtamento do colo do útero ou insuficiência deste, além de um pré-natal inadequado também podem contribuir para esta situação. Bebês que nascem antes do tempo tem mais possibilidade de desenvolver atraso psicomotor e problemas no pulmão”, alerta
Veja 9 recomendações indispensáveis, de acordo com especialistas
1. Converse com um especialista antes mesmo de engravidar
Ele poderá dar conselhos muito úteis para que você inicie a gravidez de maneira saudável e minimize os riscos de um parto antes da hora.
2. Revele ao médico o seu histórico de saúde
Doenças crônicas e reações alérgicas, assim como o histórico de saúde do pai do bebê, devem ser revelados.
3. Mantenha-se em uma faixa de massa corporal adequada
Converse com o obstetra e, se preciso, faça o acompanhamento da dieta alimentar com uma nutricionista.
4. Evite bebidas alcoólicas
O álcool, durante a gestação, mesmo em doses muito pequenas, pode ter efeitos bastante nocivos para a criança, incluindo retardo mental, dificuldades de aprendizagem, defeitos na face e problemas de desenvolvimento.
5. Fuja do cigarro
As mulheres devem parar de fumar não apenas durante a gravidez, mas também durante a amamentação.
6. Mantenha o calendário de vacinação atualizado
Converse com seu obstetra sobre o assunto: algumas vacinas estão contraindicadas na gravidez e outras necessitam reforço.
7. Esteja alerta para sangramentos e observe líquidos e secreções vaginais.
8. Nunca pratique a automedicação
Anti-inflamatórios, por exemplo, podem trazer sérias complicações para o bebê.
9. Siga as consultas e exames do pré-natal rigorosamente


Uma das dúvidas de todas grávidas é se o uso do salto alto é prejudicial no período da gestação. Confira a opinião de especialista.
Sim. O uso desse tipo de calçado não é recomendado, principalmente após o quinto mês de gestação, pois pode causar uma hiperlordose lombar, que prejudica a curvatura da coluna vertebral, causando dor e má postura. Outro fator são as prováveis quedas e torções, causadas pela falta de equilíbrio. Segundo Renato de Oliveira, ginecologista da Clínica Criogênesis (SP), quem não abre mão do salto deve reduzir gradativamente a altura e escolher os mais grossos e quadrados.


Adiar a gravidez é uma escolha muito comum entre as mulheres na atualidade. Cada vez mais, a vida profissional, a situação econômica ou mesmo, fatores sociais, fazem com que o desejo da maternidade seja postergado. Essa decisão quase coletiva contribuiu para aumentar, nos últimos 20 anos, os diagnósticos de Síndrome de Down, segundo um relatório divulgado pela Queen Mary University, de Londres.
O estudo indica que o número de casos identificados entre 1989 e 1990 na Inglaterra e em Gales foi de 1.075. No período de 2007 e 2008, no entanto, o mesmo dado saltou para 1.843, um aumento de 71% atribuído à maternidade tardia. A pesquisa ainda conclui que a probabilidade de ter um bebê com Síndrome de Down é de uma, entre 940 mulheres, com mais de 30 anos. O índice cresce no caso das que optam pela maternidade acima dos 40 anos, uma, em cada 85 mulheres britânicas. Segundo o ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, os dados apresentados pela pesquisa britânica representam a realidade brasileira também. “O adiamento da gravidez é uma escolha muito comum das mulheres nos dias de hoje. O número de grávidas ou mulheres tentando engravidar entre 30 e 40 anos tem aumentado nos últimos anos. Pelo menos 20% das mulheres aguardam até os 35 anos para iniciar uma nova família”, comenta.
À medida que a mulher vai envelhecendo, a quantidade disponível de oócitos (gametas femininos) vai naturalmente diminuindo. “Ao nascer, a menina já perde 70% dos oócitos, resultando em aproximadamente 2 milhões de gametas. Na menarca, ou seja, primeira menstruação, possui 300 a 500 mil. Em 30 anos de vida reprodutiva, estima-se que apenas 500 oócitos serão selecionados para serem ovulados. E, depois dos 35 anos, há uma queda importante tanto da quantidade quanto da qualidade dos oócitos maternos, que por possuírem a idade da mãe, ficam mais suscetíveis a alterações genéticas e erros na divisão celular quando fecundado. Assim, principalmente após os 40 anos, a probabilidade do bebê sofrer de alguma síndrome genética aumenta”, explica.
Mas a medicina tem avançado bastante, principalmente nos tratamentos da infertilidade, muito populares entre mulheres que já atingiram 35 anos ou mais. Para aquelas que optam pela fertilização in vitro, é possível identificar o risco de anomalias genéticas antes do embrião ser implantado. “Na técnica chamada PGD (Diagnóstico Genético Pré-implantacional), por exemplo, uma célula é retirada do embrião para a análise de anomalias. Assim, muitos problemas podem ser diagnosticados e, até mesmo evitados. Mas se a gestação já tiver ocorrido, a mulher deve passar por um rastreamento de anomalias, com exames de sangue e de ultrassom que apontam o risco de algumas doenças genéticas”, explica.
Precauções
Dr. Renato levanta alguns pontos importantes e que devem ser ponderados para se evitar surpresas e problemas de infertilidade. “O caminho é a prevenção. É preciso passar por consultas periódicas com ginecologistas. É indicado também, antes de se gerar um bebê, que o casal faça exames pré-concepcionais. Visto que algumas doenças, o quanto antes o diagnóstico for feito, maiores são as chances de tratamento ou as possibilidades de evitar uma gravidez na que poderia complicar na vigência de certas complicações”.
Já para as mulheres que desejam engravidar após os 35 anos, o especialista faz algumas recomendações específicas. São elas:
1) Primeiramente, avaliar se realmente é necessário e fundamental postergar a gravidez;
2) Em seguida, caso seja esta a opção, é fundamental fazer exames a fim de avaliar a condição clínica da paciente e evidenciar alguns riscos para a futura gestação;
3) Caso tudo esteja bem, é indicado uma suplementação vitamínica de ácido fólico no mínimo 30 dias antecedentes da concepção, idealmente 3 meses antes. Isto pode reduzir o risco de defeitos no fechamento do tubo neural do bebê;
4) Por estarem mais sujeitas ao abortamento, é recomendado para as grávidas acima de 35 anos, assim que confirmada a gravidez, a realização de um exame de ultrassom a fim de se verificar a formação embrionária. A suplementação com progesterona deverá ser avaliada pelo médico do pré-natal;
5) Avaliar a possibilidade de preservação da fertilidade em idade mais jovem para a tentativa posterior de gravidez, uma vez que seu próprio gameta apresentará um menor risco de alterações genéticas, em relação aos oócitos atuais.

Fonte: Assessoria Dezoito – 23/03/2015


Especialista em reprodução humana da Criogênesis esclarece várias dúvidas sobre a Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG)

A pré-eclâmpsia faz parte das doença hipertensiva específica da gestação (DHEG) e atinge cerca de 10% das gestantes no mundo e pode causar problemas de saúde sérios, tanto para a mãe quanto para o bebê. No Brasil, a hipertensão gestacional é uma complicação que acompanha entre 5 e 7% das grávidas. O ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, tira dúvidas sobre esse distúrbio. Confira:

O que é hipertensão gestacional?

Dr. Renato de Oliveira: Hipertensão gestacional é a presença, após 20 semanas de gestação, de hipertensão arterial sem perda de proteína acima do normal pela urina, em gestante sem história de hipertensão arterial nome geral das alterações pelo aumento dos níveis pressóricos durante a gestação. Porém, alguns conceitos devem ser explicitados. A hipertensão arterial é definida quando a pressão arterial sistólica atinge valores de no mínimo 140 mmHg e ou a pressão arterial diastólica atinge valor maior ou igual a 90 mmHg. Quando ela já existe previamente a gravidez ou é diagnosticada antes de 20 semanas de gestação, é considerada hipertensão crônica. Se ela surge durante a gravidez, causando uma instabilidade vascular, geralmente após a vigésima semana de gestação e com perda de proteína acima de 300 mg por decilitro pela urina em 90% dos casos, denomina-se pré eclampsia. Se esta evoluir para uma complicação que é a convulsão, com todos os riscos para a mãe e para o filho, passa a se chamar eclâmpsia.

2. Quais as causas da hipertensão gestacional?

Dr. Renato de Oliveira: No caso das crônicas, a essencial ou primária é a principal causa. Destaca-se fatores predisponentes como os genéticos, alimentares e o estresse. A causa secundária mais comum são as doenças do rim que cursem com a hipertensão. Tanto a pré-eclâmpsia quanto a eclâmpsia possuem uma causa ainda não totalmente entendida. Porém acredita-se em um erro na formação de eficiente comunicações entre os vasos do útero e da placenta, levando a uma crescente lesão dos demais vasos pela instabilidade formada. Isto propiciaria a hipertensão e os sinais e sintomas associados.

3.Quais são os sintomas e consequências da doença?

Dr. Renato de Oliveira: dores de cabeça, tonturas, náuseas, alterações visuais, dores na região do estômago, além de sinais como inchaços nas pernas, aumento dos reflexos e urina espumosa. Como consequência, convulsão, sequelas neurológicas para o bebê e todos os riscos da prematuridade, por exemplo.

4. Existe um perfil de mulheres que desenvolvem a hipertensão gestacional?

Dr. Renato de Oliveira: Mulheres que engravidam tardiamente costumam ter maior chance de desenvolver o problema. Antecedente de hipertensão fora da gestação ou na gravidez anterior, além de gestações múltiplas, também são fatores de risco para doenças hipertensivas específicas da gestação, por exemplo.

5. Quais as precauções que devem ser tomadas para as mulheres que sofrem com pressão alta e desejam engravidar?

Dr. Renato de Oliveira: Para quem sofre com hipertensão crônica é necessário tomar uma série de cuidados, já que a possibilidade de piora dos níveis pressóricos pode levar ao desenvolvimento da DHEG. Uma das orientações é tentar programar com antecedência a gravidez conforme orientação médica. Alimentação saudável, controle de peso e atividade física supervisionada também são fundamentais.

 

6. Quais os cuidados que as mulheres que têm DHEG precisam ter antes, durante e depois da gestação?

Dr. Renato de Oliveira: Antes da gravidez, caso tenha apresentado em gestação anterior, é um bom acompanhamento médico a fim de avaliar se houve algum comprometimento de algum sistema e manter hábitos saudáveis. Durante a gravidez, caso já tenha antecedente, o uso supervisionado por um médico de cálcio e ácido acetilsalicílico (AAS) reduzem em muitas mulheres as complicações da hipertensão na gravidez. Além disso, controle pressórico rigoroso com uso de medicações antihipertensivas quando recomendadas. Após a gravidez, manter seguimento médico a fim de avaliar a necessidade de manter antihipertensivos ou se há a possibilidade de suspendê-los, assim como uma avaliação de repercussões no organismo pós a gestação

Dá para se prevenir a hipertensão gestacional?

Dr. Renato de Oliveira: A melhor forma de tentar prevenir, ou minimizar os efeitos das doenças hipertensivas na gestação é a realização de um bom pré natal. Medidas como uso de cálcio e AAS, quando indicados, assim como hábitos saudáveis, como a alimentação com baixo teor de sal e rigoroso controle de massa corporal, dormir bem, exercícios de relaxamento, por exemplo, podem contribuir no controle pressórico. Seguir as orientações médicas são atitudes que, com certeza, vão fazer a diferença para você e para o seu bebê.

8. Quem teve hipertensão na gravidez tem mais chance de ter pressão alta ao longo da vida?

Dr. Renato de Oliveira: Certamente. Isto já é bem estabelecido e sempre há a orientação de manter seguimento médico com todas as orientações de uma boa prática de hábitos saudáveis.

 

Fonte:MaxPress – 02/04/15 //goo.gl/Qj1p5l



TEMA DA NOVELA, SETE VIDAS, DOAÇÃO DE SÊMEN É FEITA SOB SIGILO SEM REMUNERAÇÃO

Alto, loiro, dono de olhos claros, formado em Administração, X. tem características que muitas mulheres procuram no mercado afetivo. Porém, aos 44 anos, nunca se casou. Solteiro e sem filhos, ele viu na doação de sêmen uma chance de deixar descendentes no mundo, mesmo que isso implique nunca conhecê-los. Assim como ele, homens que se dispõem a doar esperma ajudam pessoas com problemas de fertilidade a realizar o sonho de ter uma família, como mostra a novela “Sete Vidas”.

Na trama, Miguel (Domingos Montagner) faz uma doação nos Estados Unidos, onde algumas clínicas mantêm sites que permitem o encontro de filhos gerados com o material genético do mesmo homem, identificado apenas por um número — o processo, em quase todo o mundo, é sigiloso. A possibilidade de reunir meios-irmãos não existe no Brasil, que conta só com um banco de sêmen, o Pro-Seed, localizado em São Paulo.

— Em caso de vida ou morte, como necessidade de transplante, a clínica pode entrar em contato com o doador, mas ele decide se quer aparecer ou não. Para obrigar a revelação da identidade, é preciso recorrer à Justiça — explica o médico Arnaldo Schizzi Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia.

De acordo com o ginecologista Renato de Oliveira, da Criogênesis, faltam doadores de sêmen no Brasil.

— Para alguns, é uma ideia insuportável ter filhos e não conhecê-los. Para outros, doar é um gesto de amor em relação àquele que têm direito a formar uma família — afirma.

Doador tem perfil solidário

Em geral, doadores de esperma têm perfil solidário e também doam sangue ou medula óssea, destaca a médica Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução assistida e diretora médica do Vida — Centro de Fertilidade da Rede D’Or. Por ser um tabu, a maioria mantém o feito em segredo de suas famílias. São homens que viram de perto a luta de pessoas inférteis na tentativa de ter um filho, como o garçom Y. de 27 anos e pai de um menino de 4:

— Só quem tem um filho sabe a felicidade que é, e eu posso ajudar quem não consegue. A curiosidade de saber quem serão as crianças geradas com meu sêmen existe, mas eu posso conviver com isso.

Para X., que sempre quis formar uma família, a doação de sêmen tira um peso existencial de suas costas.

— Se não deu certo para mim, pode dar para outros, com a minha ajuda — diz.

Segundo a especialista em reprodução Vera Brand, diretora do Pro-Seed, casais preferem o esperma de doadores de olhos e cabelos castanhos, de cerca de 1,75m. Solteiras optam mais por homens altos, de cabelos e olhos claros.

Fonte: Jornal O Globo. //goo.gl/jHiLE2



O Dr. Renato de Oliveira, especialista em Reprodução Humana, irá ministrar uma palestra sobre Tratamentos para Engravidar, infertilidade, Fertilização In Vitro, Inseminação, congelamento de óvulos e de sêmen.
As inscrições são gratuitas.
Confirme sua presença: eventos@criogenesis.com.br / 0800 773 21 66 / 11 5536-9246
Local: Criogênesis – Rua Luisiânia, 147. Brooklin. São Paulo/SP


Algumas curiosidades:

Leia também no Portal UOL sobre aA organização americana sem fins lucrativos Even the Score, que promove a igualdade de tratamento em saúde sexual, que criou uma campanha na internet para pedir a aprovação de um composto conhecido como “a pílula rosa” ou “Viagra feminino”. //goo.gl/6bi9ts

– O viagra foi descoberto no fim dos anos 90, por que até hoje não há um equivalente feminino?

Primeiramente, deve-se ressaltar que o homem e a mulher são diferentes em relação a atividade sexual. O homem, mesmo que esteja com vontade, se não tiver uma adequada ereção peniana, não conseguirá obter a penetração para esta forma de relação sexual. Neste caso, o viagra facilita o mecanismo de vasodilatação do pênis e sua ereção. Por outro lado, a mulher, mesmo que não esteja totalmente excitada, ela poderá ter a relação e até simular que está na mesma sintonia masculina. Fato que infelizmente ocorre com uma grande frequência, uma vez que o sexo deveria ser bom para ambos. Os mecanismos que levam à excitabilidade feminina, muitas vezes, podem ser alterados devido não apenas à vascularização, mas aos bloqueios psicológicos, traumas afetivos anteriores, restrições para o conhecimento do próprio corpo, estresses do cotidiano e angústias com o próprio relacionamento. Isto permite a compreensão que fatores psicológicos são grandes responsáveis pelo desejo sexual diminuído de grande parte das mulheres. Dessa forma, justifica-se a dificuldade de a indústria farmacêutica desenvolver medicações realmente eficazes e com mínimos efeitos colaterais similares ao viagra para as mulheres.

 

– Qual a diferença da disfunção sexual feminina para a masculina?

Disfunção sexual é um termo que engloba diversas situações. Porém, de uma forma geral, podemos considerar que, no homem, a disfunção é mais perceptível pela falta de ereção e ejaculação precoce, por exemplo. Na mulher, muitas vezes, a baixa lubrificação e a dor na relação são os sinais e sintomas mais frequentes. A questão é entender o motivo desta disfunção sexual. Nesta busca, podemos encontrar o estresse da vida moderna e a falta de renovação do desejo do casal pela acomodação da rotina como fatores que levariam a disfunção sexual. Porém, sempre um especialista deve ser procurado para avaliar se há outras alterações fisiológicas associadas que justificariam esta queixa.

 

–  Haveria uma funcionalidade real para este medicamento? Em que área de atuação? (Uma vez que as mulheres não têm ereção)?

Há diversas tentativas de medicações denominadas “viagra feminino”. Algumas são estimulantes do sistema nervoso central, como o excesso de cafeínas. Outras, melhoram a vascularização e, consequentemente, a lubrificação. Porém, o próprio viagra já foi oferecido para mulheres em alguns estudos e teve sua ação comparada com um grupo que recebeu o placebo. Apesar de o grupo que utilizou o Viagra apresentar maior lubrificação e melhoria da disfunção sexual na maioria dos trabalhos, nota-se, nos grupos placebos, melhora da libido, ou seja, do desejo sexual. Isto reforça a ideia que fatores psicológicos estão comumente associados com a disfunção sexual feminina .

 

– A ausência de desejo feminina também está ligada ao fluxo sanguíneo na região pélvica?

Sim. A diminuição do fluxo sanguíneo pélvico esta relacionado com menor relaxamento da musculatura e menor lubrificação vaginal.

 

– Uma mulher pode tratar os problemas de libido sem o uso de testosterona ?

Se a causa dela não for a falta de testosterona, certamente. Aliás, é um erro oferecer testosterona em mulheres que não possuem alterações hormonais. Uma adequada avaliação clínica e terapia sexual podem resolver grande parte das disfunções sexuais femininas.

 

– A agência americana não regulamentou  o  medicamento por conta dos efeitos colaterais como sonolência, fadiga, tontura e náuseas. No entanto, organizações femininas que apoiam a liberação do produto questionam o fato do viagra também apresentar reações adversas. Está seria uma razão plausível para o medicamento não ser liberado?

Sim. Temos que entender que o homem e a mulher possuem organismos diferentes com respostas sexuais diferentes. Por exemplo, enquanto o orgasmo masculino dura poucos segundos, a mulher pode ter orgasmos múltiplos durante alguns minutos. Assim, devemos respeitar estas diferenças e o processo de autorização dos medicamentos. O que pode ser aceitável para o homem, pode não ser suficientemente seguro para a mulher.

Leia mais: //goo.gl/6bi9ts



Fertilidade Congelada

A Criopreservação de óvulos representa esperança para mulheres que precisam a maternidade, seja por razões de saúde, profissionais ou emocionais. Conheça histórias de quem congelou suas células reprodutivas, entenda como funciona o método e quando ele é indicado.

De acordo com o ginecologista especialista em Reprodução Humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, a técnica de congelamento de óvulos, por meio da Vitrificação, é o método mais promissor para ser utilizado por mulheres que desejam preservar sua fertilidade. “Com esse método, os óvulos maduros são congelados e as suas características, mesmo após o descongelamento, são preservadas”, explica. Quando a mulher decide usar os seus óvulos, eles são descongelados e fertilizados com espermatozoides. Por isso, o tratamento deve ser sempre a fertilização in vitro (FIV). “Os embriões formados serão transferidos para o útero e o teste de gravidez é feito em aproximadamente 12 dias”, completa o médico.

 

O especialista ressalta que o ideal é realizar o congelamento até os 35 anos de idade, pois os resultados são melhores. “Se a mulher tem mais de 35 anos e não pensa em ter filhos nos próximos anos, é essencial que converse com seu médico para avaliar a possibilidade de criopreservação”, alerta.

 

QUEM PODE REALIZAR?

Além de ser indicada para mulheres que planejam engravidar tardiamente, a técnica também pode ser realizada por mulheres diagnosticadas com câncer e que tenham que passar por quimioterapia e radioterapia, tratamentos que costumam comprometer a fertilidade feminina. “Nesses casos, se os óvulos não forem afetados pela doença, devem ser retirados antes do início dos procedimentos. Mulheres com histórico de menopausa precoce na família ou que tenham que ser submetidas a cirurgias que retirem parte do tecido ovariano, como a de endometriose, também podem congelar suas células reprodutivas”, finaliza o ginecologista.

Leia mais: //goo.gl/S4qCFQ