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Urologista explica como funciona o procedimento médico e ressalta as chances de concepção depois da cirurgia
Ter um filho é uma experiência inexplicável, tanto para as mulheres, quanto para os homens. Desde o momento da concepção até o nascimento, os pais criam uma intensa expectativa de como será aquela nova vida que os preencherão de alegria. Mas por conta de motivos pessoais ou financeiros, muitos casais resolvem optar por não ter filhos ou então por uma família mais enxuta, e, então, decidem procurar por métodos contraceptivos. Neste momento, a realização pela laqueadura ou vasectomia acaba sendo uma opção (contraceptiva definitiva), já que o casal deixa de correr qualquer tipo de risco de engravidar.
De acordo com o urologista da Criogênesis, Dr. Silvio Pires, apesar dos homens ainda sentirem certo receio quanto à realização da vasectomia, principalmente por relacionarem o procedimento à (risco) impotência e perda da masculinidade, tais pensamentos não passam de mito. “A vasectomia é uma cirurgia muito simples, rápida e segura. O paciente não precisa estar em jejum e logo na sequência já pode ser liberado para voltar para casa. Muitos, inclusive, vão direto para o trabalho”, explicou o médico. O procedimento impede que os espermatozoides (produzidos nos testículos cheguem às vesículas seminais e) sejam ejaculados, através do corte, amarração ou fechamento com grampos dos canais deferentes, que ligam o epidídimo (tubo longo e enrolado, onde os espermatozóides ficam armazenados) à uretra.
Dr. Pires também explica que a cirurgia pode ser feita em homens com mais de 18 anos, que tenham mais de dois filhos, ou acima dos 25, com ou sem filhos, em sistemas privados e públicos de saúde. Entretanto, ele não aconselha que ela seja realizada por homens muito jovens. “Apesar de ser um procedimento bastante eficaz e indolor, a decisão deve ser tomada com muita cautela, para não haver arrependimentos futuros. É uma opção radical, sendo que, para contracepção existem outros métodos, como preservativos, pílulas, DIU, dentre outros”.
Mas, caso um homem seja vasectomizado, ele nunca mais poderá ter filhos biológicos? Na verdade, até três meses após a cirurgia, o homem ainda pode engravidar uma mulher pelos métodos naturais, por ainda haver a chance de ter espermatozoides nos primeiros espermas – dai a necessidade de realizar o espermograma. Após esse período, as possibilidades diminuem, chegando a serem nulas, e a chance de concepção só será possível por meio de três opções, como Dr. Silvio Pires explica a seguir:
REVERSÃO
Apesar de não ter 100% de certeza de sucesso, as chances são maiores para aqueles que realizaram a vasectomia há menos de cinco anos, pois, quanto mais cedo à reversão for feita, a quantidade e a qualidade dos espermatozóides vão ser mantidas e a reprodução será possível. Já, quanto mais tempo demorar, o corpo irá começar a criar uma forma de defesa contra essas células, uma vez que não são liberadas. “Até cinco anos da cirurgia, a probabilidade de gravidez é de 70%. Até 10 anos é de 45% e, acima dos 15 anos, a chance cai para 31%”, esclarece o médico. Esta ainda é uma opção indicada para aqueles que desejam ter mais de um filho e a mulher não possui problemas de fertilidade.
PUNÇÃO NO TESTÍCULO
Nos casos que a o procedimento foi feito há mais tempo, a indicação é a punção direta do espermatozóide no testículo (ou epidídimo). Uma vez coletado, o material segue para análise em laboratório e, em seguida, é feita a reprodução in vitro. No entanto, este é um procedimento que não pode ser repetido por diversas vezes. Pode ser realizado, no máximo, até quatro punções, a fim de evitar quaisquer danos ao paciente.
BANCO DE SÊMEN
Em algumas situações, o paciente ainda pode congelar seus espermatozóides antes da realização da vasectomia. Assim, o material fica em um banco, podendo ser utilizado, através da reprodução assistida.
O urologista ainda ressalta que, todas essas opções não possuem 100% de garantia sucesso, pois dependem de muitos fatores, dentre eles, a qualidade do sêmen do homem e o estado fértil da mulher. Por isso, a necessidade de acompanhamento médico especializado.

 



Especialista da Criogênesis esclarece as principais dúvidas sobre o assunto

O HPV é um vírus facilmente encontrado na população feminina e é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) relatam que, por ano, mais de 200 milhões de mulheres no mundo são infectadas. Deste total, 685 mil são contaminadas por algum dos 13 tipos de vírus mais frequentemente associados ao  câncer, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16 e 18, os quais são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero.

Neste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a oferecer vacinação contra o vírus para meninas entre 11 e 13 anos. Apesar de ser um projeto de prevenção da doença, muitas controvérsias e dúvidas vêm sendo discutidas por pais, médicos e outros especialistas. De acordo com o ginecologista responsável pela reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, a vacina tem eficácia comprovada, mas não elimina as outras ações de prevenção, como a realização do exame Papanicolau e o uso de preservativo nas relações sexuais. Abaixo, o especialista esclarece as vantagens da vacina contra o HPV. Confira!

1 – A vacina é segura?

Sim. A vacina contra o HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres contra os principais tipos de HPV relacionados ao câncer de colo uterino (16 e 18). No caso da oferecida pelo governo às meninas, há a proteção adicional contra os principais tipos de HPV (6 e 11) relacionados com lesões condilomatosas. A vacina apresenta proteção de 98% contra o câncer do colo do útero e funciona melhor quando administrada antes de a pessoa ter qualquer contato com alguns tipos de papilomavírus humano. Deve-se destacar que mesmo os indivíduos que já iniciaram a vida sexual também podem receber a vacina, pois o contato com o vírus não gera resposta imune protetora, ao contrário da aplicação da vacina.

2 – Como a vacina funciona?

O conhecimento sobre o funcionamento da vacina para o HPV está em construção. Porém, de um modo geral, pode- se dizer que a dose estimula a produção de anticorpos, proteínas produzidas pelo organismo para reagir contra um agente agressor. Quando ocorre o contato com o vírus, o organismo o reconhecerá, entrando em combate.

3 – Quais os tipos?

Existem duas vacinas aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA): a Bivalente (contra os HPV 16 e 18) e a Quadrivalente (contra os 4 tipos de HPV: 6, 11, 16 e 18). A vacina Quadrivalente, apesar de gratuita apenas para meninas de 11 a 13 anos (e, futuramente, para todas as meninas de 9 a 13 anos), é recomendada para homens e mulheres de 9 a 26 anos. A vacina bivalente pode ser utilizada a partir dos 9 anos. Clínicas particulares também oferecem as vacinas para pessoas de qualquer faixa etária, por considerar que há benefícios para todos os pacientes. Há também a cobertura de outros tipos de HPV com o uso das vacinas por uma ação de similaridade.

4 – Quantas doses devem ser tomadas?

O esquema vacinal é de três doses para completar a proteção. Com a bivalente, a segunda dose é aplicada depois de um mês da primeira e, a terceira, após cinco meses da segunda. Já na quadrivalente, a segunda fase acontece apenas dois meses após a primeira e a terceira, seis meses depois da inicial. 

5- Quais são os efeitos colaterais?

Como acontece com a maioria das vacinas, as reações mais comuns são relacionadas ao local da injeção como dor e vermelhidão por exemplos. Em geral, esses sintomas são de leve intensidade e desaparecem no período de 24 a 48 horas. Há também a possibilidade de reações alérgicas para alguns pacientes.

6 – Quem pode ser vacinado?

No início, restringia-se às pacientes entre 9 a 26 anos. Entretanto, os meninos passaram a ser vacinados e sabe-se do benefício mesmo em pacientes que já tiveram início da atividade sexual e possuem idade maior que 26 anos.

7 – A mulher vacinada precisa continuar fazendo o exame de prevenção para o câncer do colo uterino?

Certamente sim. Independente da vacinação, deve-se continuar com o exame de prevenção rotineiramente. A recomendação é iniciar o exame de prevenção colpocitológico (papanicolau) após os 25 anos de idade ou 3 anos após o início da atividade sexual.

8 – A vacina protege contra doenças sexualmente transmissíveis?

Não. É importante ressaltar que a vacina protege principalmente contra os tipos de HPV mais frequentemente associados ao câncer e, dependendo da vacina, possui cobertura aos principais tipos de HPV causadores de condilomas acuminados. Porém, não há proteção contra outras doenças que são sexualmente transmitidas e, muito menos, impede a gravidez.

9 – A vacina tem contraindicação?

Sim. A vacina é contraindicada para gestantes e indivíduos com doenças agudas ou com hipersensibilidade aos componentes da vacina.

10 – A vacina pode causar a infertilidade?

Este é um fato que também não foi comprovado. Há relatos de algumas adolescentes da Austrália, Japão e Inglaterra que apresentaram menopausa precoce e até mesmo infertilidade após terem tomado as doses da vacina. No entanto, não há comprovação que ela tenha causado esses problemas, nem que os tenha desencadeado. Muito provavelmente, as jovens já apresentariam esses quadros independente da vacinação.



Nova unidade conta com centro cirúrgico e equipamentos que aumentam a qualidade do procedimento e as chances de gravidez.

09/11/2012

A unidade de medicina reprodutiva, implantada pela Criogênesis há um ano, conta agora com o atendimento da ginecologista Dra. Paula Bortolai Martins Araújo, especialista em infertilidade. A clínica oferece tratamentos globais, que incluem o uso de laboratórios de biotecnologia, tanques para criopreservação e centro cirúrgico.

Conceituado banco de células-tronco de sangue de cordão umbilical – um dos primeiros do país – a Criogênesis decidiu ampliar sua atuação e incluir a medicina reprodutiva, com o objetivo de oferecer aos casais inférteis e aos especialistas em reprodução uma opção de tratamento com alta qualidade. Com essa nova área a Criogênesis passa a ser o primeiro laboratório do país a agregar todas as indicações ligadas à criopreservação com nitrogênio líquido-vapor.

“Nos últimos anos a procura por tratamentos de infertilidade aumentou, não somente pelos custos mais acessíveis, como também pela melhora nas taxas de sucesso e menores riscos e efeitos colaterais alcançados com os novos protocolos. O estilo de vida moderno tem feito com que os casais adiem a gestação, priorizando a estabilidade profissional, porém o relógio biológico continuou o mesmo, aumentando a incidência de infertilidade. Percebemos, além disso, uma grande preocupação da mulher solteira que vem optando por preservar os seus óvulos para tentar a gravidez em um momento mais oportuno. Além dos casos de mulheres que precisam preservar os óvulos por terem que se submeter a tratamentos de quimioterapia ou radioterapia”, observa a Dra. Paula Bortolai, formada pela Faculdade de Medicina do ABC e especialista em Reprodução Humana pelo Instituto Ideia Fértil, de Santo André. Para ela, a somatória de todos esses fatores está fazendo com que a medicina reprodutiva já esteja menos elitizada no Brasil.



Dr. Lister de Lima Salgueiro, coordenador da área de Reprodução Humana da Criogênesis, esteve presente ao Congresso da Sociedade Européia

Estufas mais completas e equipamentos “espiões”, como o Embryoscope – que filma por 24 horas ininterruptas o desenvolvimento do embrião até seu terceiro dia – foram importantes novidades apresentadas no “Eshre 2012 – Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia”, com o intuito de garantir melhores taxas de gravidez às clínicas de reprodução assistida.

“Esses equipamentos facilitam a escolha dos melhores embriões, eliminam a necessidade de transferência de vários deles ao útero, reduzindo os índices de gravidez múltipla, o que é muito bom”, explica o Dr. Lister de Lima Salgueiro, renomado especialista em reprodução humana, ginecologista e andrologista, responsável pela área da Criogênesis.

Durante o Congresso Europeu também foi anunciada a chegada de um novo medicamento, o Elonva (hormônio folículo-estimulante), que vem se mostrando mais eficiente para o sucesso dos tratamentos. No ESRHE foram ainda apresentados novos meios de cultura que aumentam a taxa de implantação do óvulo no útero e que muito em breve, segundo o Dr. Lister, estarão no mercado brasileiro.

“Todas essas novidades serão agregadas rapidamente às opções de tratamentos disponíveis nas melhores clínicas brasileiras e resultarão em altas taxas de gravidez por reprodução assistida. Nos bons centros, de 100 casos 40 resultam em gravidez na primeira tentativa e 60 com duas tentativas. Mas as novidades científicas prometem melhores taxas de sucesso nos próximos anos”, informa Dr. Lister, que tem 27 anos de experiência na área de reprodução humana e 10 mil ciclos de tratamento, além de ser responsável pelo nascimento dos primeiros bebês de proveta das cidades de Sorocaba e Guarulhos (SP).

No Brasil, na opinião do Dr. Lister Salgueiro, existe uma tendência de aumento contínuo na procura pela fertilização in vitro. Ele aponta para números que indicam esse provável crescimento:

  • 1 em cada 5 casais é infértil (de 9 a 16 milhões no Brasil), sendo que destes 50% são candidatos a FIV.
  • Os serviços públicos – totalmente ou parcialmente gratuitos – têm filas de espera que podem chegar a quatro anos;
  • No Brasil, com uma população de mais de 190 milhões de habitantes são feitos apenas 25 mil ciclos por ano, enquanto que em países como Israel (com 25 milhões de habitantes) são feitos 25 mil ciclos por ano.
  • No Brasil existem apenas 174 clínicas de medicina reprodutiva, sendo que 50 delas estão no Estado de São Paulo e cerca de 30 na cidade de São Paulo.
  • Os preços do tratamento por ciclo estão mais acessíveis e existem programas de atendimento a casais de baixa renda.

Criogênesis

Conceituado banco de células-tronco de sangue de cordão umbilical, a Criogênesis decidiu ampliar sua atuação e incluir a medicina reprodutiva, com o objetivo de oferecer aos casais inférteis e aos especialistas em reprodução uma opção de tratamento com alta qualidade. A clínica oferece tratamentos globais, que incluem o uso de laboratórios de biotecnologia, tanques para preservação e centro cirúrgico.

Com essa nova área a Criogênesis passa a ser o primeiro laboratório do país a agregar todas as indicações ligadas à criopreservação com nitrogênio líquido-vapor.



Os bancos de leite materno estão com baixo estoque para atender a demanda, por isso a Criogênesis, clínica referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco e  medicina reprodutiva, solicita a colaboração das mães para que doem leite materno.  Segundo o Diretor Administrativo da Criogênesis, Dr. Luiz César Espirandelli , a doação é um ato de amor a vida. “Para garantir a saúde dos bebês e imunizá-los contra doenças respiratórias e diarréias, além das doenças crônicas, problemas cardiovasculares, diabetes, hipertensão e osteoporose, eles devem ser amamentados por, pelo menos, seis meses após o parto”, alerta.

Recentemente, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno 2015, que visa ressaltar a importância da amamentação e também da doação de leite materno, alimento específico, e portanto, completo para o desenvolvimento do bebê, pois contém vitaminas, proteínas, gorduras e água nas quantidades ideais para o recém-nascido.

 

O especialista ressalta que a doadora de leite materno precisa estar com a saúde em dia, não pode ser fumante, portadora de doença infecto-contagiosa (Hepatite e AIDS) ou usuária de álcool ou drogas.  “Existem duas maneiras de retirar o leite: com as mãos ou por meio de bombinhas”, explica o Dr. Espirandelli.

O frasco para armazenamento precisa ser de vidro e com tampa plástica, como os recipientes de café solúvel ou maionese, que devem ser fervidos antes de receber o leite.

 

Nos bancos de leite materno, após o processo de pasteurização, esse leite é destinado aos bebês prematuros ou internados em centro de tratamento intensivo neonatal.

 

Outra forma de participar da campanha é doando recipientes para armazenar o leite materno. “Dessa forma incentivamos a todos, que doem recipientes de vidro com tampa plástica para os bancos de leite“, ressalta o Dr. Espirandelli.

 

Para mais informações e como também os locais disponíveis para doação, consulte: //www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1532&sid=173



Especialista esclarece os principais questionamentos sobre o assunto
Embora ninguém possa prever o futuro, algumas atitudes simples, como preservar o sangue do cordão umbilical de um bebê recém-nascido, pode fazer uma grande diferença no futuro. Esse sangue é rico em células-tronco, capaz de criar os principais componentes do sangue e do sistema imunológico do corpo, ajudando no tratamento de diversas doenças como: leucemias, anemias e osteoporose.
No entanto, uma das principais dúvidas é quanto a forma de coleta e armazenamento deste material. De acordo com o hematologista e diretor técnico da Criogênesis, Dr. Nelson Tatsui, existem dois tipos de entidades autorizadas para os procedimentos: os Bancos de Sangue Privados e Bancos de Sangue Públicos. “Nos Privados, o sangue do cordão umbilical do bebê é armazenado para seu próprio uso ou para utilização de um membro da sua família. Já nos Bancos de Sangue Públicos, a família doa o sangue do cordão umbilical, o qual será armazenado e estará disponível para quem quer que seja compatível e precise de um transplante”, explica.
Para esclarecer um pouco mais o assunto, o especialista traz a tona alguns mitos e verdades sobre o tema. Confira:
Banco Público ou Banco Privado? A diferença entre os dois está na exclusividade. 
VERDADE. O Banco Privado permite o acesso somente à família doadora. Já no Banco Público, o material coletado pode ser utilizado para pesquisas ou para transplante de qualquer paciente do sistema público de saúde.
Só o próprio bebê poderá utilizar o sangue coletado pelo Banco Privado.
MITO. Se houver compatibilidade, qualquer pessoa da família doadora, desde que autorizado pelos pais, poderá fazer uso do sangue do cordão umbilical.
No Banco Privado, o sangue do cordão umbilical estará sempre disponível para uso. 
VERDADE. Quem opta pelo Banco Privado tem acesso imediato ao material genético armazenado, ao contrário do Banco Público, em que é preciso aguardar por uma compatibilidade em uma fila de espera.
As células armazenadas no Banco Público dão prioridade ao doador.
MITO. A partir do momento em que é realizada a doação do sangue do cordão umbilical para um Banco Público, o acesso ao material fica restrito à utilização pública. Portanto, caso alguém da família, ou o próprio doador, apresente algum tipo de doença que possa vir a ser tratada por meio de células-tronco, ele terá que ficar na fila de espera até encontrar um doador compatível.
Independente da escolha entre as duas entidades de armazenamento, a coleta do sangue do cordão umbilical deve ser realizada imediatamente após o parto.
VERDADE. Tanto para Banco Privado quanto para Banco Público, o momento do nascimento é a única oportunidade para a coleta do sangue do cordão umbilical. Portanto, este procedimento deve ser previsto nos preparativos que antecedem a chegada do bebê.
O Banco Público fornece material para o tratamento de diversos tipos de doenças. 
MITO. Os Bancos Públicos direcionam o material, principalmente para o tratamento de casos de leucemia e outras doenças hematológicas. Já o Banco Privado, apoia o tratamento de mais de 80 doenças, dentre elas as mesmas que o Banco Público trata, além das alterações imunológicas e as patologias do campo da medicina regenerativa, por exemplo.


Dr. Nelson Tatsui, esclarece os principais questionamentos sobre o assunto
O uso das células-tronco foi uma das grandes descobertas da medicina. Apesar de ser um tema polêmico na atualidade, há, no entanto, quem ainda desconheça como é realizado o procedimento de coleta, a sua importância para o tratamento de doenças e a evolução das pesquisas na área da Medicina Regenerativa. Para esclarecer um pouco mais as dúvidas que permeiam o assunto, o hematologista e diretor técnico da Criogênesis, Dr. Nelson Tatsui, fala sobre alguns mitos e verdades deste universo.
• O sangue do cordão umbilical, rico em células-tronco, deve ser coletado logo após o nascimento da criança.
VERDADE. Após a separação do bebê da mãe, a coleta é realizada de forma rápida, dura em torno de cinco minutos, e sempre é realizada logo após o nascimento do bebê. A drenagem do sangue do cordão é feita por meio de uma punção com agulha na veia umbilical e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Todo o processo de coleta deve ser realizado com cuidados de esterilidade. O tempo de transporte entre a coleta e o processamento deve ser no máximo de 48 horas.
• Existe um prazo máximo para que o cordão possa ficar congelado.
MITO. Não há tempo máximo definido pela literatura. Há relatos que indicam unidades congeladas há aproximadamente 25 anos, que ainda demonstram viabilidade celular adequada.
• O tecido do próprio cordão também possui células-tronco.
VERDADE. Este tecido possui célula-tronco do tipo mesenquimal – um subtipo celular, com grande capacidade de regenerar tecidos não hematológicos. A coleta é realizada no mesmo momento do sangue de cordão umbilical, no entanto, feita somente pelos bancos privados.
• Uma vez doado, o sangue do cordão umbilical poderá ser utilizado pela família a qualquer tempo.
MITO. No caso de doação para o sistema público, a unidade fica armazenada em um dos bancos públicos da rede BrasilCord à espera de um paciente compatível, habitualmente portador de uma doença hematológica grave. Nesse caso, a família não poderá reivindicar a qualquer tempo o próprio sangue de cordão doado. No sistema privado, a família paga pelo serviço de coleta e armazenamento do cordão, ficando assim, disponível para o próprio bebê e para potencial uso na própria família.
• Já existem resultados que mostram a eficácia das células-tronco no tratamento de males como o Alzheimer, o Diabetes, o Lúpus e a Aids.
VERDADE. Porém, os resultados ainda são experimentais. Portanto, é necessária uma avaliação mais ampla, sempre seguindo os protocolos de segurança e eficácia definidos por entidades de pesquisa e ética reconhecidas.
• Não é possível coletar células-tronco de prematuros ou em partos de emergência.
MITO. O procedimento poderá ser realizado a partir de 32 semanas de gestação, conforme descrito na legislação que rege o funcionamento dos bancos de cordão umbilical e placentário. No caso dos partos de emergência, em todas as cidades que possuem um escritório de coleta, há enfermeiros treinados que ficam de plantão 24h. O médico que fará o parto também pode recolher as células-tronco. Por ser um procedimento simples, pode ser facilmente executado.
• Armazenarem as células-tronco é uma forma de pensar no futuro dos filhos.
VERDADE. É importante destacar que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento e diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante. O acesso à informação sobre o procedimento, as vantagens e os preços mais acessíveis são prerrogativas que tem feito com que as famílias optem pelo armazenamento privado das células-tronco, a fim de serem utilizadas pelos próprios filhos.
• A coleta pode ocasionar riscos para a mãe ou para o bebê.
MITO. Não existe risco nenhum. A coleta é feita após completa separação do bebê da placenta. Além disso, a coleta somente é realizada em caso de parto sem intercorrência e com anuência do médico obstetra.
• A utilização de células-tronco congeladas é uma das técnicas mais modernas, utilizadas pela medicina a fim de reparar  e/ou tratar enfermidades como leucemia, dentre outras.
VERDADE. As células-tronco do sangue de cordão umbilical já são utilizadas há muitos anos para substituir o transplante de medula óssea, no tratamento de leucemia, linfoma e algumas enfermidades imunológicas. Elas são usadas para recuperar o sistema hematopoiético (sistema que produz as células sanguíneas) de pacientes submetidos à quimioterapia ou à radioterapia. Nessas situações, a infusão é vital, uma vez que esses tratamentos também destroem o tecido que produz sangue (células-tronco) do paciente.


Atualmente pesquisas relacionadas a células-tronco e seu potencial terapêutico são crescentes em todo o mundo, ampliando o interesse do armazenamento dessas células que podem ser encontradas no sangue e no tecido do cordão umbilical.
As células-tronco coletadas no sangue do cordão umbilical (hematopoiéticas) já auxiliam o tratamento de mais de 80 doenças do sangue, como leucemias e linfomas. Nos últimos 24 anos mais de 14 mil transplantes com esse tipo de célula já foram realizados.
No tecido de cordão umbilical nós encontramos uma célula muito especial para medicina regenerativa, distinta das células provenientes do sangue de cordão umbilical. Elas são conhecidas como células-tronco do tipo mesenquimal. Essas células, por sua vez, também tem um extraordinário potencial terapêutico, além da capacidade de se regenerar em diversos tecidos, elas são pouco imunogênicas, portanto, facilitam o transplante de um indivíduo para outro.
Pesquisas com as células-tronco mesenquimais demonstram que o potencial é enorme. Em 1995, um dos primeiros protocolos clínicos foi realizado com sucesso usando a infusão de células-tronco do tipo mesenquimal no próprio paciente com doença hematológica.
Desde então, inúmeros protocolos clínicos estão sendo realizados para melhorar o resultado clínico do transplante de células-tronco e a regeneração de diferentes tecidos: cartilagem, osso, músculo, cérebro, dentre outros.
Principais estudos com células-tronco mesenquimais apontam importantes resultados no tratamento de doenças cardíacas, recuperação de lesões de espinha, doenças de Parkinson e Alzheimer.
Em ortopedia, temos como alvo terapêutico a osteoporose, as lesões articulares e esportivas. Doenças autoimunes como diabetes tipo 1, lúpus eritematoso e esclerose múltipla também.
Além disso, as células-tronco mesenquimais mostram-se também complementares às hematopoiéticas, retiradas do sangue do cordão umbilical. Ensaios clínicos demonstram que o uso combinado desses dois tipos de células-tronco melhoram a eficácia nos transplantes de medula óssea.
A coleta, tanto das células-tronco do sangue de cordão umbilical como do tecido do cordão umbilical é feita logo após o parto. É um procedimento simples, seguro e rápido. Sem dor ou desconforto para a mãe ou para o recém-nascido, o profissional habilitado para o realizar o procedimento, recolhe cerca de 15 cm do cordão e o coloca em um frasco específico com o meio de cultura.
O material é transportado até o laboratório e as células são processadas e submetidas ao rebaixamento progressivo da temperatura (criopreservação) até atingir 150 (graus) negativos. Dessa maneira, as células ficam armazenadas e tornam-se imediatamente disponíveis para serem utilizadas, caso necessário.
Extrair a célula mesenquimal e expandí-la numericamente antes da estocagem, é um diferencial já que a grande maioria dos bancos oferece um serviço de processamento rápido, guardando diretamente o tecido, sem qualquer expansão das células.
Enf. Nubia F. de Almeida Garcia
Núcleo de Pesquisa da Criogênesis
Referências:
www.criogenesis.com.br
BYDILOWSKI S. P. et al. Caracteristicas biológicas das célulastronco
mesenquimais. Rev. Bras. Hematol. Hemoter, 31(Supl.
1), p. 25-35, 2009.