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Especialista da Criogênesis esclarece as principais dúvidas sobre o assunto
O HPV é um vírus facilmente encontrado na população feminina e é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) relatam que, por ano, mais de 200 milhões de mulheres no mundo são infectadas. Deste total, 685 mil são contaminadas por algum dos 13 tipos de vírus mais frequentemente associados ao câncer, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16 e 18, os quais são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero.
Neste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a oferecer vacinação contra o vírus para meninas entre 11 e 13 anos. Apesar de ser um projeto de prevenção da doença, muitas controvérsias e dúvidas vêm sendo discutidas por pais, médicos e outros especialistas. De acordo com o ginecologista responsável pela reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, a vacina tem eficácia comprovada, mas não elimina as outras ações de prevenção, como a realização do exame Papanicolau e o uso de preservativo nas relações sexuais. Abaixo, o especialista esclarece as vantagens da vacina contra o HPV. Confira!
1 – A vacina é segura?
Sim. A vacina contra o HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres contra os principais tipos de HPV relacionados ao câncer de colo uterino (16 e 18). No caso da oferecida pelo governo às meninas, há a proteção adicional contra os principais tipos de HPV (6 e 11) relacionados com lesões condilomatosas. A vacina apresenta proteção de 98% contra o câncer do colo do útero e funciona melhor quando administrada antes de a pessoa ter qualquer contato com alguns tipos de papilomavírus humano. Deve-se destacar que mesmo os indivíduos que já iniciaram a vida sexual também podem receber a vacina, pois o contato com o vírus não gera resposta imune protetora, ao contrário da aplicação da vacina.
2 – Como a vacina funciona?
O conhecimento sobre o funcionamento da vacina para o HPV está em construção. Porém, de um modo geral, pode- se dizer que a dose estimula a produção de anticorpos, proteínas produzidas pelo organismo para reagir contra um agente agressor. Quando ocorre o contato com o vírus, o organismo o reconhecerá, entrando em combate.
3 – Quais os tipos?
Existem duas vacinas aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA): a Bivalente (contra os HPV 16 e 18) e a Quadrivalente (contra os 4 tipos de HPV: 6, 11, 16 e 18). A vacina Quadrivalente, apesar de gratuita apenas para meninas de 11 a 13 anos (e, futuramente, para todas as meninas de 9 a 13 anos), é recomendada para homens e mulheres de 9 a 26 anos. A vacina bivalente pode ser utilizada a partir dos 9 anos. Clínicas particulares também oferecem as vacinas para pessoas de qualquer faixa etária, por considerar que há benefícios para todos os pacientes. Há também a cobertura de outros tipos de HPV com o uso das vacinas por uma ação de similaridade.
4 – Quantas doses devem ser tomadas?
O esquema vacinal é de três doses para completar a proteção. Com a bivalente, a segunda dose é aplicada depois de um mês da primeira e, a terceira, após cinco meses da segunda. Já na quadrivalente, a segunda fase acontece apenas dois meses após a primeira e a terceira, seis meses depois da inicial.
5- Quais são os efeitos colaterais?
Como acontece com a maioria das vacinas, as reações mais comuns são relacionadas ao local da injeção como dor e vermelhidão por exemplos. Em geral, esses sintomas são de leve intensidade e desaparecem no período de 24 a 48 horas. Há também a possibilidade de reações alérgicas para alguns pacientes.
6 – Quem pode ser vacinado?
No início, restringia-se às pacientes entre 9 a 26 anos. Entretanto, os meninos passaram a ser vacinados e sabe-se do benefício mesmo em pacientes que já tiveram início da atividade sexual e possuem idade maior que 26 anos.
7 – A mulher vacinada precisa continuar fazendo o exame de prevenção para o câncer do colo uterino?
Certamente sim. Independente da vacinação, deve-se continuar com o exame de prevenção rotineiramente. A recomendação é iniciar o exame de prevenção colpocitológico (papanicolau) após os 25 anos de idade ou 3 anos após o início da atividade sexual.
8 – A vacina protege contra doenças sexualmente transmissíveis?
Não. É importante ressaltar que a vacina protege principalmente contra os tipos de HPV mais frequentemente associados ao câncer e, dependendo da vacina, possui cobertura aos principais tipos de HPV causadores de condilomas acuminados. Porém, não há proteção contra outras doenças que são sexualmente transmitidas e, muito menos, impede a gravidez.
9 – A vacina tem contraindicação?
Sim. A vacina é contraindicada para gestantes e indivíduos com doenças agudas ou com hipersensibilidade aos componentes da vacina.
10 – A vacina pode causar a infertilidade?
Este é um fato que também não foi comprovado. Há relatos de algumas adolescentes da Austrália, Japão e Inglaterra que apresentaram menopausa precoce e até mesmo infertilidade após terem tomado as doses da vacina. No entanto, não há comprovação que ela tenha causado esses problemas, nem que os tenha desencadeado. Muito provavelmente, as jovens já apresentariam esses quadros independente da vacinação.
Nova unidade conta com centro cirúrgico e equipamentos que aumentam a qualidade do procedimento e as chances de gravidez.
09/11/2012
A unidade de medicina reprodutiva, implantada pela Criogênesis há um ano, conta agora com o atendimento da ginecologista Dra. Paula Bortolai Martins Araújo, especialista em infertilidade. A clínica oferece tratamentos globais, que incluem o uso de laboratórios de biotecnologia, tanques para criopreservação e centro cirúrgico.
Conceituado banco de células-tronco de sangue de cordão umbilical – um dos primeiros do país – a Criogênesis decidiu ampliar sua atuação e incluir a medicina reprodutiva, com o objetivo de oferecer aos casais inférteis e aos especialistas em reprodução uma opção de tratamento com alta qualidade. Com essa nova área a Criogênesis passa a ser o primeiro laboratório do país a agregar todas as indicações ligadas à criopreservação com nitrogênio líquido-vapor.
“Nos últimos anos a procura por tratamentos de infertilidade aumentou, não somente pelos custos mais acessíveis, como também pela melhora nas taxas de sucesso e menores riscos e efeitos colaterais alcançados com os novos protocolos. O estilo de vida moderno tem feito com que os casais adiem a gestação, priorizando a estabilidade profissional, porém o relógio biológico continuou o mesmo, aumentando a incidência de infertilidade. Percebemos, além disso, uma grande preocupação da mulher solteira que vem optando por preservar os seus óvulos para tentar a gravidez em um momento mais oportuno. Além dos casos de mulheres que precisam preservar os óvulos por terem que se submeter a tratamentos de quimioterapia ou radioterapia”, observa a Dra. Paula Bortolai, formada pela Faculdade de Medicina do ABC e especialista em Reprodução Humana pelo Instituto Ideia Fértil, de Santo André. Para ela, a somatória de todos esses fatores está fazendo com que a medicina reprodutiva já esteja menos elitizada no Brasil.
Dr. Lister de Lima Salgueiro, coordenador da área de Reprodução Humana da Criogênesis, esteve presente ao Congresso da Sociedade Européia
Estufas mais completas e equipamentos “espiões”, como o Embryoscope – que filma por 24 horas ininterruptas o desenvolvimento do embrião até seu terceiro dia – foram importantes novidades apresentadas no “Eshre 2012 – Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia”, com o intuito de garantir melhores taxas de gravidez às clínicas de reprodução assistida.
“Esses equipamentos facilitam a escolha dos melhores embriões, eliminam a necessidade de transferência de vários deles ao útero, reduzindo os índices de gravidez múltipla, o que é muito bom”, explica o Dr. Lister de Lima Salgueiro, renomado especialista em reprodução humana, ginecologista e andrologista, responsável pela área da Criogênesis.
Durante o Congresso Europeu também foi anunciada a chegada de um novo medicamento, o Elonva (hormônio folículo-estimulante), que vem se mostrando mais eficiente para o sucesso dos tratamentos. No ESRHE foram ainda apresentados novos meios de cultura que aumentam a taxa de implantação do óvulo no útero e que muito em breve, segundo o Dr. Lister, estarão no mercado brasileiro.
“Todas essas novidades serão agregadas rapidamente às opções de tratamentos disponíveis nas melhores clínicas brasileiras e resultarão em altas taxas de gravidez por reprodução assistida. Nos bons centros, de 100 casos 40 resultam em gravidez na primeira tentativa e 60 com duas tentativas. Mas as novidades científicas prometem melhores taxas de sucesso nos próximos anos”, informa Dr. Lister, que tem 27 anos de experiência na área de reprodução humana e 10 mil ciclos de tratamento, além de ser responsável pelo nascimento dos primeiros bebês de proveta das cidades de Sorocaba e Guarulhos (SP).
No Brasil, na opinião do Dr. Lister Salgueiro, existe uma tendência de aumento contínuo na procura pela fertilização in vitro. Ele aponta para números que indicam esse provável crescimento:
Criogênesis
Conceituado banco de células-tronco de sangue de cordão umbilical, a Criogênesis decidiu ampliar sua atuação e incluir a medicina reprodutiva, com o objetivo de oferecer aos casais inférteis e aos especialistas em reprodução uma opção de tratamento com alta qualidade. A clínica oferece tratamentos globais, que incluem o uso de laboratórios de biotecnologia, tanques para preservação e centro cirúrgico.
Com essa nova área a Criogênesis passa a ser o primeiro laboratório do país a agregar todas as indicações ligadas à criopreservação com nitrogênio líquido-vapor.
Equipamentos de última geração aumentam a qualidade do procedimento e as chances de gravidez
No Brasil, existe uma tendência de aumento contínuo na procura pela fertilização in vitro. Confira os indicadores:
Os bancos de leite materno estão com baixo estoque para atender a demanda, por isso a Criogênesis, clínica referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco e medicina reprodutiva, solicita a colaboração das mães para que doem leite materno. Segundo o Diretor Administrativo da Criogênesis, Dr. Luiz César Espirandelli , a doação é um ato de amor a vida. “Para garantir a saúde dos bebês e imunizá-los contra doenças respiratórias e diarréias, além das doenças crônicas, problemas cardiovasculares, diabetes, hipertensão e osteoporose, eles devem ser amamentados por, pelo menos, seis meses após o parto”, alerta.
Recentemente, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno 2015, que visa ressaltar a importância da amamentação e também da doação de leite materno, alimento específico, e portanto, completo para o desenvolvimento do bebê, pois contém vitaminas, proteínas, gorduras e água nas quantidades ideais para o recém-nascido.
O especialista ressalta que a doadora de leite materno precisa estar com a saúde em dia, não pode ser fumante, portadora de doença infecto-contagiosa (Hepatite e AIDS) ou usuária de álcool ou drogas. “Existem duas maneiras de retirar o leite: com as mãos ou por meio de bombinhas”, explica o Dr. Espirandelli.
O frasco para armazenamento precisa ser de vidro e com tampa plástica, como os recipientes de café solúvel ou maionese, que devem ser fervidos antes de receber o leite.
Nos bancos de leite materno, após o processo de pasteurização, esse leite é destinado aos bebês prematuros ou internados em centro de tratamento intensivo neonatal.
Outra forma de participar da campanha é doando recipientes para armazenar o leite materno. “Dessa forma incentivamos a todos, que doem recipientes de vidro com tampa plástica para os bancos de leite“, ressalta o Dr. Espirandelli.
Para mais informações e como também os locais disponíveis para doação, consulte: //www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1532&sid=173