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Doença está entre as quatro principais causas de morte antes dos 70 anos no mundo

O Instituto Nacional de Câncer estima que, para cada ano do triênio 2020-2022, surgirão cerca de 625 mil novos casos de câncer no Brasil. A doença é o maior problema de saúde pública no mundo e já está entre as quatro principais causas de morte prematura – antes dos 70 anos de idade –  em grande parte dos países. Com isso, a busca por tratamentos eficazes contra esse mal tornou-se uma prioridade para a ciência ao longo dos últimos anos.

Em meio aos diversos estudos e pesquisas, as células-tronco ganharam destaque e conquistaram significantes resultados no combate ao câncer. “Por possuírem a habilidade de originar diversos tipos de tecidos, são capazes de criar, por exemplo, componentes do sangue humano e do sistema imunológico. Por meio delas, formam-se os glóbulos vermelhos, que levam o oxigênio aos tecidos; glóbulos brancos, responsáveis por combater infecções; e plaquetas, que atuam na coagulação”, comenta Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Um estudo realizado em camundongos laboratoriais, demonstrou que, após a inserção de células-tronco em seus cérebros, o tamanho dos tumores nos animais diminuiu em 15 vezes, além de aumentar a sobrevida mediana em 133%.

Em 2016, cientistas da University of North Carolina, Lineberger Comprehensive Cancer Center e UNC Eshelman School of Pharmacy obtiveram resultados promissores em estudos iniciais com “células-tronco caçadoras de câncer”, desenvolvidas a partir de células da pele. Foi observado que esse material biológico é capaz de rastrear e entregar medicamento para destruir possíveis células cancerígenas escondidas após a cirurgia de retirada de um câncer.

O transplante de células-tronco possibilita a realização de rádio e quimioterapia em doses mais altas, levando ao alcance mais preciso e eficiente na eliminação de células tumorais, além de permitir que o paciente restaure sua imunidade mais rapidamente. “Contribui para uma recuperação mais vertiginosa, garantindo uma melhora do quadro geral, do estado psicoemocional e da qualidade de vida do paciente”, destaca o médico.

Segundo o especialista, atualmente existe mais entendimento sobre o assunto, o que leva a melhores resultados. “Hoje em dia é possível fazer uma seleção de doadores com uma taxa de compatibilidade muito maior. Estamos alcançando resultados extraordinários e, com certeza, o tratamento será ainda mais promissor no futuro ”, finaliza


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As mudanças nunca são fáceis, mas quando feitas no momento certo, elas se tornam menos tensas. Aqui estão algumas dicas de especialistas para que você mude o local do sono do seu filho sem grandes dores de cabeça. Quer seu filho goste do berço ou esteja se coçando para sair dele, ele acabará passando por algumas dificuldades na hora de começar a dormir na cama. Afinal, quando é o momento correto para fazer essa transição? Como fazê-la de forma segura? Aqui estão algumas sugestões de especialistas, confira:

Quando mudar para uma cama infantil – Ao contrário de alguns marcos de desenvolvimento da primeira infância – como o treinamento do penico ou o início de sólidos – a mudança do berço para a cama nem sempre é natural. Como regra geral, porém, os pais devem fazer a mudança antes que o filho possa escalar sozinho as grades do berço e possivelmente se machucar, diz Mark Widome, M.D., professor de pediatria do Penn State Children’s Hospital em Hershey, Pensilvânia.A maioria das crianças pequenas conseguem pular sobre a grade do berço quando têm cerca de 85 centímetros de altura e têm entre 18 e 24 meses de idade. Claro, alguns bebês são particularmente ágeis e tentarão escalar mais cedo (nesse ponto eles devem ser movidos para uma cama), enquanto tipos menos aventureiros não tentarão escalar.

E se você precisar do berço para outro bebê? Outro fator que pode determinar a idade do seu filho para ir para a cama é a chegada de um novo irmão. Tome cuidado extra se esse for o motivo da transição: ganhar um novo irmão é uma grande mudança, e você não quer que seu filho se sinta como se estivesse sendo deslocado, diz Pamela High, MD, diretora médica do Centro de Desenvolvimento Infantil do Hospital Feminino e Infantil em Providence, Rhode Island .

Comece a transição um a dois meses antes da chegada do novo bebê, supondo que seu filho tenha pelo menos 18 meses, diz o Dr. Widome. Ao colocar seu filho mais velho confortavelmente situado em sua nova cama, ele pensará no berço como um território neutro – e não como seu local de dormir – quando o bebê chegar. Se possível, desmonte o berço ou guarde-o em um cômodo onde não possa ser visto, sugere o Dr. Widome. Ou tente tornar o berço “impossível de dormir” enchendo-o de bichinhos de pelúcia, brinquedos e cobertores.

Independentemente do motivo da mudança, o ideal é que você faça isso em um momento em que não haja outras mudanças importantes acontecendo na vida de seu filho, diz o Dr. Widome. Por exemplo, evite fazer o movimento se ele estiver passando por um treinamento para usar o banheiro, abandonando a chupeta ou se acostumando com um novo sistema de creche.

Facilitando a transição para uma cama infantil – Antes de mudar para uma cama de criança grande, você terá que planejar a logística. Siga estas dicas e truques para manter seu filho feliz.

Escolha a melhor cama – Alguns pais simplesmente colocam os colchões do berço de seus filhos no chão para facilitar a transição, diz o Dr. High. Outros fazem a troca para uma cama de criança pequena, que geralmente é baixa no chão e pode acomodar um colchão de berço existente. Eles geralmente vêm na forma de carros, castelos ou outras formas atraentes. Camas de criança são boas, diz o Dr. Widome, mas não são necessidades de segurança. Você sempre pode instalar uma grade de proteção removível em uma cama de solteiro para evitar que seu filho caia dela.

Peça a seu filho que escolha acessórios de dormir – Seja qual for a cama que você escolher, deixe seu filho ajudar a escolher lençóis, fronhas, edredons e bichinhos de pelúcia adequados para crianças. Isso pode fazer com que a cama grande pareça mais atraente para ele.

Estabeleça uma rotina de hora de dormir – Como em qualquer momento de transição, estabelecer uma rotina previsível na hora de dormir ajuda muito, aponta o Dr. High. Essa rotina – que pode envolver ler uma história, falar sobre o dia de seu filho ou orar – deve deixá-lo ansioso para ir para a cama.

Um ritual consistente na hora de dormir também deve ajudar a criança a se sentir sossegada. As crianças costumam ter dúvidas quanto a deixar a infância para trás e, por esse motivo, a mudança pode ser difícil para eles, diz o Dr. Widome. Mas, depois de dominar uma nova habilidade, seja desistir de fraldas ou mamadeiras, ou passar do berço para a cama, eles têm um verdadeiro sentimento de orgulho e realização.

Proteja sua casa para crianças – Faça uma varredura de segurança em todos os cômodos que seu filho pode acessar. Proteja as escadas com portões nas partes superior e inferior, prenda as estantes de livros e televisões na parede e coloque travas de segurança nas gavetas da cômoda para que ele não possa puxá-las e usá-las para subir. Alguns especialistas sugerem colocar um portão na porta do seu filho ou trancá-la, mas você deve pensar na segurança contra incêndio. Como alternativa, você pode usar um monitor ou colocar sinos na porta para alertá-lo quando ele estiver saindo do local.

Não espere uma transição fácil – Seu filho pode chorar e insistir que quer o berço de volta. Mantenha-se positivo e espere que demore um ou dois meses para que ele se ajuste totalmente às novas condições. Sua recém-descoberta liberdade também pode levá-lo a fazer muitas excursões ( como você colocar seu filho na cama e ele sair. Você o coloca de volta na cama, e ele sai). Com calma, coloque-o de volta na cama e saia do quarto o mais rápido possível. Como há uma chance de que ele ainda não consiga lidar com uma cama grande, é uma boa ideia guardar o berço. Um retorno temporário, se necessário, não é grande coisa: os bebês amadurecem rapidamente e seu filho pode estar pronto em mais um mês ou dois. Seja paciente e não apresse essa importante transição.

Fonte: revista Pais e Filhos


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Com a transformação do corpo, a situação pode aparecer logo no pós-parto. Para esclarecer tudo, conversamos com especialistas, que deram dicas de ouro para evitar a flacidez abdominal

Durante a gravidez, o corpo passa por diversas transformações, podendo resultar na diástase abdominal, que é o afastamento dos músculos. Mais comum no pós-parto, o problema traz diversos riscos à saúde, além de causar complicações na autoestima da mulher por conta da aparência de abdome estufado.

Para tirar todas as dúvidas sobre o assunto, conversamos com Gizele Monteiro, especialista em diástase, e Bianca Vilela, mestre em fisiologia, palestrante e fundadora da Bianca Vilela Saúde e Performance, e filha de Regina e Ildemar. Com dicas de ouro, elas explicaram como prevenir o problemae o que fazer caso ele apareça.

O que é diástase abdominal? É quando acontece um aumento da pressão intra-abdominal, afastando os músculos. No caso das grávidas, com o crescimento do útero, pode estirar os músculos abdominais e, devido à frouxidão da linha alba e dos retos abdominais separados, um espaço de até 10 cm pode surgir entre os dois ventres do músculo reto ao final da gestação. “A diástase é a principal causa de flacidezabdominal e dores lombares pós-parto e deve ser prevenida e/ou tratada para que não cause danos maiores à saúde”, orienta Bianca.

É possível identificar os sintomas? Sim! Além da barriga estufada, o principal sintoma é uma saliência na linha alba acima ou abaixo do umbigo. Geralmente, pode ser notado ao contrair ou flexionar o tronco. Além disso, dores na região lombar também pode ser um alerta para o problema.

Teste de diástase – Você sabia que é possível fazer um autoteste para te ajudar a identificar a diástase? Segundo Gizele Monteiro, os passos são simples e podem ser feitos em casa.

  1. Deite de costas no chão – joelhos dobrados e pés no chão.
  2. Levante a cabeça como se fosse realizar um exercício abdominal, certificando-se de que seu tronco (seu olhar) se direciona para o quadril.
  3. Posicione uma mão no centro da sua barriga. Esta linha central entre os músculos é que deve ser avaliada.
  4. Pode colocar uma mão atrás da cabeça se sentir que é mais confortável. A outra irá examinar sua barriga, com a ponta dos dedos, em toda a linha central dela. Faça devagar e sem ficar cutucando. Você deve fazer o movimento de pressão e suave.
  5. Examine próximo ao seu umbigo, mas também para cima e para baixo dele, passando os dedos por toda a linha alba, procurando um local onde você sente que seus dedos irão afundar. A região em que sua mão afunda é a diástase.
  6. Deslize e apalpe com a ponta dos dedos, para cima e para baixo, toda a sua linha central entre os músculos, fazendo sentir os lados esquerdo e direito de seu músculo reto abdominal e analisando se existe uma distância entre eles acima de 1 ou 1,5 dedos ou se existe uma região que apresente uma depressão, onde parece que seus dedos afundam um pouco mais. Se encontrar essa separação ou uma região que esteja afundando seus dedos, avalie com os dedos todas as medidas desse rompimento.

A diástase pode trazer riscos à saúde? Infelizmente, sim. Os mais comuns, segundo a fisiologista, são: fraqueza muscular, dores nas costas e alterações na postura, além de causar outros problemas associados como, por exemplo, incontinência urinária e fecal e queda da autoestima.

“Além da insatisfação estética de abdome estufado e barriga com aparência de ainda ‘gestante’ que é sem dúvida a queixa principal das mulheres. Estudos revelam que quatro em cada dez mulheres relatam persistência de LBPP (dor lombar pélvica) meio ano após o parto”, reforça.

Os 4 tipos mais comuns de diástase:

  • Barriga pochete: o estado debilitado do períneo, que fica na base do púbis. A baixa complexidade pode fazer com que a recuperação seja mais rápida.
  • Barriga avental ou caída: geralmente, neste caso a diástase fica na região inferior do abdômen ou geral, abrangendo toda a barriga. Geralmente é associada ao sobrepeso.
  • Umbigo para fora: acontece quando a diástase fica na região central do abdômen, causando o aspecto de umbigo saltado. É necessário acompanhamento médico e somente um procedimento cirúrgico pode reverter o quadro.
  • Estômago alto e estufado: neste caso, a diástase é superior e fica acima da região do umbigo. Exercícios posturais podem auxiliar na melhora do caso.

Pode acontecer em qualquer gestação, ou apenas na primeira? A diástase abdominal pode aparecer em todas as gestações, por isso é importante prevenir o quanto antes. “E a cada nova gravidez ela piora, além de poder afetar mais a estética e a diástase romper mais aumentando o tamanho da barriga, flacidez de pele e tônus dos músculos muito baixo”, explica Gizele.

Como prevenir? Bianca comenta que as principais orientações para prevenir a diástase são: ajustar a postura de como sentar, levantar, deitar, amamentar, segurar o bebê e colocá-lo no berço. Vale lembrar que o intuito é de sempre proteger a coluna.

“Estimular a atividade física segura durante a gestação e no pós-parto supervisionadas por um profissional especializado são fundamentais, De acordo com Kate Bowman, especialista e biomecânica e autora do livro “Diastasi rectil”, se houver diástase, neste período de reabilitação, deve-se evitar exercícios abdominais convencionais, principalmente os de rotação de tronco e quadril, alongamento lateral ou da cintura, pois os mesmos podem contribuir para o aumento da diástase”, comenta.

Evitar o ganho excessivo de peso também é uma forma de prevenção. “É importante que a gestante entenda a diferença entre prevenção e tratamento; sendo o segundo muito mais complexo”.

Existe tratamento? Existe, e quanto antes ele acontecer, melhor! A partir dos exercícios certos e direcionados, além da reorganização e recuperação do corpo, é possível reverter a diástase. Portanto, é importante tonificar a musculatura abdomino-perinea, favorecer a estabilidade espinhal, adequar a postura, prevenindo qualquer tipo de hérnia, regular fatores respiratórios, entre outros, mas sempre com a orientação de um profissional.

Vale lembrar que as cirurgias de diástase devem ser feitas apenas em último caso, pois “ela não fortalece os músculosfracos. A cirurgia apenas costura a diástase, retira o excesso de pele, mas não recupera a força, equilíbrio muscular e nem reorganiza postura e pelve”.

O problema não pode ser ignorado! Se a diástase for diagnosticada e ignorada, Rô Nascimento, educadora física especializada em gestantes e puérperas, faz um alerta para o que pode acontecer com o corpo: abdômen fraco e com um buraco, dor na região lombar, fraqueza no assoalho pélvico, perda de urina ao rir, tossir, espirrar, pular e agachar, dor na relação sexual e prisão de frente. “O ideal é fazer um trabalho de prevenção, mas é possível recuperar no pós-parto e mesmo algum tempo depois”, explica.

Superação – Para Daniela Cacciola, mãe de Alice, Arthur e Victoria, a diástase abdominal aconteceu na terceira gestação. “Eu nunca tinha usado maiô na vida e quando via aquela barriga frouxa e aquele estômagoalto sai correndo para comprar, pois jamais imaginaria que voltaria a usar meus biquínis. Os shorts apertavam muito e quando eu comia, parecia que minha barriga estufava na hora. Sentia uma sensação de órgãos frouxos”, lembrou.

Já para Nádia Franco Azevedo, mãe de Pedro e Felipe, o problema aconteceu em 2018. Com a descoberta, ela procurou ajuda e recebeu todo o suporte para iniciar o tratamento. “Eu tinha escapes de xixicom muita frequência, eu não podia nem espirrar”, contou.

Felizmente, com a orientação de Gizele Monteiro, as mães conseguiram recuperar a autoestima e se sentiram motivadas a influenciar que outras mulheres também procurem ajuda. “Estou realmente orgulhosa”, comentou Daniela. “Com os exercícios certos, os resultados já aparecem na primeira semana”, concluiu Nádia.

Fonte: revista Pais e Filhos


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Um novo estudo com células-tronco pode levar esperança e auxiliar no tratamento de pacientes com covid-19. Desenvolvida por pesquisadores da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), do CHC-UFPR (Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná) e do ICC (Instituto Carlos Chagas) FiocruzParaná), a pesquisa já está sendo feita e pretende utilizar o cordão umbilical para extrair as células-tronco e tratar pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente do coronavírus (Sars-CoV-2).

Paulo Brofman, coordenador do Núcleo de Tecnologia Celular da PUC-PR e um dos coordenadores da pesquisa, explica que esse tipo de célula apresenta importantes propriedades imunomoduladoras que reconhecem que está ocorrendo uma resposta excessiva no sistema imune.

Inflamação no pulmão e sistema imunológico

A covid-19 é uma doença muito diversificada, podendo provocar disfunções graves no pulmão e outros órgãos ou deixar o indivíduo sem sintomas. Como o sistema imunológico age para defender nosso organismo, libera citocina que orienta as células de defesa do nosso corpo a atacar o vírus.

No entanto, no caso da covid-19, o nosso sistema passa a ter uma resposta excessiva e, em vez de defender, começa a atacar nossas células, provocando uma hiperinflamação no pulmão em alguns casos.

Como as células-tronco são imunomoduladoras, são capazes de reconhecer essa resposta excessiva e neutralizar o processo.

É importante interromper esse ataque excessivo, já que se não agir a tempo, o pulmão pode sofrer fibrose e hiperinflamação. “Os pacientes com covid têm piora por causa da resposta excessiva e inflamação no pulmão. Normalmente, a morte ocorre por um desconforto da síndrome respiratória”, explica o especialista.

Como é feito o processo

Para extrair as células-tronco, os pesquisadores colhem o cordão umbilical, levam para o laboratório e isolam a célula. Eles identificam marcadores específicos, multiplicam as células e na hora que essas atingem um determinado número, são conservadas.

Depois, são encaminhadas para o Hospital das Clínicas e colocadas em pacientes por via endovenosa. “O teste ocorre sempre em quem precisou ser intubado e as células devem ser aplicadas até 48 horas depois da intubação”, afirma Brofman.

De acordo com o especialista, cada dose corresponde a 500 mil células por kg de peso e são dadas três para cada voluntário.

Depois, exames de sangue e de secreção no pulmão serão feitos para mensurar o quanto o órgão foi agredido. Nesse trabalho, 15 pacientes serão avaliados por até quatro meses depois da recuperação.

Além de a pesquisa abrir espaço para um novo tratamento e, principalmente, saber como funciona o pós-operatório, a descoberta pode revelar mecanismos de terapias e até cura para outras doenças do sistema respiratório.

Fonte: Portal UOL


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O teste do pezinho, nome popular do Teste de Guthrie, é realizado através de uma pequena amostra de sangue retirada do calcanhar de recém-nascidos, por isso recebeu este nome, ele identifica distúrbios e doenças que podem afetar a saúde do bebê antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Conhecido também como teste de Triagem Neonatal, o teste do pezinho é muito simples, rápido e seguro, geralmente realizado ainda na maternidade após as primeiras 48 horas de vida (pois antes desse período pode ter influência do organismo da mãe) ou até o 7° dia após o nascimento.

Ele promove o diagnóstico de diversas doenças genéticas (herdadas do pai ou da mãe) e congênitas (durante o desenvolvimento no útero) que são difíceis de identificar, pois normalmente não apresentam quaisquer sinais ou sintomas logo após o nascimento, contudo podem afetar o desenvolvimento mental e físico da criança.

A triagem pode detectar esses transtornos antes que os sintomas apareçam, o tratamento precoce e adequado melhora a saúde e qualidade de vida de vida do bebê, prevenindo sequelas graves e até mesmo a morte.

Como é realizado o teste do pezinho?

Uma amostra de sangue é retirada do calcanhar do bebê através de um dispositivo chamado lanceta, que faz um pequeno furo na parte lateral. Algumas gotinhas de sangue são recolhidas em um papel filtro com a identificação da criança que será enviado ao laboratório para realizar as análises. Uma leve pressão é aplicada ao pé do bebê usando algodão para parar o sangramento e logo em seguida é colocado um curativo. Os benefícios em longo prazo são enormes, comparados ao pequeno desconforto que o bebê sente quando a amostra de sangue é retirada.

Doenças detectadas pelo teste do pezinho

O teste do pezinho chegou ao Brasil em 1976, através da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e identificava duas doenças, a fenilcetonúria e o hipotireoidismo (ambas, se não tratadas a tempo, podem levar à deficiência mental). Em 1992, tornou-se obrigatório em todo o país e é realizado gratuitamente através do Programa Nacional de Triagem Neonatal do SUS.

Existem muitos tipos de teste do pezinho e doenças diferentes que podem ser diagnosticadas, os básicos são disponibilizados pelo SUS, mas existem outros que podem identificar mais de 30 doenças, realizados por laboratórios privados.

Teste do pezinho básico

Fenilcetonúria – Doença genética em que a criança não tem a enzima fenilalanina hidroxilase, que promove o metabolismo do aminoácido fenilalanina existente em todas as formas de proteína (carne, leite, ovos, etc.). Com isso, a fenilalanina se acumula no sangue e em todos os tecidos, provocando lesões graves e irreversíveis no sistema nervoso central, inclusive o retardo mental.

Hipotireoidismo congênito – É um distúrbio causado pela insuficiência de hormônios da tireóide. A falta de tiroxina pode provocar retardo mental e o comprometimento do desenvolvimento físico.

Anemia falciforme – É um problema genético que causa alteração na forma das células vermelhas do sangue (que assumem forma semelhante a foices), prejudicando o transporte de oxigênio para várias partes do corpo, podendo provocar atrasos no desenvolvimento da criança, dores e infecções generalizadas. A anemia falciforme não tem cura.

Fibrose cística – É uma doença genética, também conhecida como mucoviscidose, que causa mau funcionamento do transporte de cloro e sódio nas membranas celulares. Esta alteração faz com que se produza um muco espesso nos brônquios e nos pulmões, facilitando infecções de repetição e causando problemas respiratórios e digestivos.

Hiperplasia adrenal congênita – A doença genética faz com que a criança tenha mau funcionamento das glândulas suprarrenais, prejudicando produção de alguns hormônios essenciais para o corpo como cortisol e aldosterona, o que pode provocar crescimento excessivo, puberdade precoce ou outros problemas físicos.

Deficiência da biotinidase – Doença genética em que o organismo não é capaz de obter a enzima biotinidase, responsável pela absorção e regeneração orgânica da biotina, uma vitamina existente nos alimentos que compõem uma dieta normal. Esta vitamina é indispensável para a atividade de diversas enzimas. O quadro mais severo é marcado por convulsões, retardo mental e lesões de pele.

Fonte: Portal Bio em foco


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0 diretor-técnico da Criogênesis e hematologista do HC- FMUSP, Nelson Tatsui, falou com o jornal Estado de Minas, na coluna da jornalista Anna Marina, sobre a coleta das células-tronco, como fazer o procedimento e muito mais. Confira!

“Estou com pessoa próxima com recomendação de melhorar a situação do joelho por causa de artrose, usando aplicação de células-tronco. Como nunca ouvi falar nada sobre o assunto, tenho perguntado aqui e ali a profissionais para entender o que significa esse tratamento e se ele realmente funciona.

No meu fraco entender, células-tronco eram coletadas na medula óssea, e não sabia que seu uso está mais comum por causa de sua coleta de cordão umbilical. Considerado um grande avanço para a medicina, o tratamento com células-tronco tem se mostrado eficaz no combate a diversas doenças, entre elas a COVID-19. E a medicina regenerativa tem conquistado cada vez mais espaço no meio científico, evoluindo significativamente em estudos e tratamentos.

Entretanto, dada a complexidade do tema, é natural que surjam dúvidas sobre o assunto e, para ajudar a esclarecê-las a coluna passa adiante informações de Nelson Tatsui, diretor-técnico do Grupo Criogênesis e hematologista do HC- FMUSP:

• O sangue do cordão umbilical, rico em células-tronco, deve ser coletado logo após o nascimento da criança.

Verdade. A coleta, que dura aproximadamente cinco minutos, deve ser feita logo após a separação do bebê e da mãe. A drenagem ocorre por meio de uma punção com agulha na veia umbilical e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Além disso, o tempo de transporte entre a coleta e o processamento do material não deve ultrapassar 48 horas.

• A criança pode sentir dor durante o processo de extração das células.

Mito. Como o processo é realizado somente após o cordão umbilical já ter sido clampeado e cortado, não se trata de um procedimento invasivo; dessa forma, se torna completamente seguro e indolor. Diferentemente da coleta tradicional, na qual a extração é realizada da medula óssea, o que pode ocasionar desconforto.

• Não é possível coletar células-tronco de prematuros ou em partos de emergência.

Mito. Como está descrito na legislação que rege o funcionamento dos bancos de cordão umbilical e placentário, o procedimento poderá ser realizado a partir da 32ª semana de gestação. Em casos de partos de emergência, as cidades que têm escritório de coleta contam com enfermeiros treinados e a postos 24 horas por dia. Por ser um procedimento relativamente simples, pode ser facilmente executado por profissional capacitado. Além disso, o médico responsável pelo parto também pode realizar a coleta.

• As células-tronco apresentaram eficácia no combate à COVID-19.

Verdade. As células-tronco mesenquimais podem se renovar ou se multiplicar, mantendo o potencial de se desenvolver em outros tipos de células, como a do osso, da cartilagem e da gordura. O material também tem habilidades imunorreguladoras, promovendo a formação de novos vasos sanguíneos, a proliferação e diferenciação celular e inibindo a resposta inflamatória.

Segundo Sun Yanrong, vice-diretora do Centro Nacional de Desenvolvimento de Biotecnologia da China, o tratamento foi aplicado em mais de 200 casos em Wuhan, e os ensaios clínicos apontaram um aumento da taxa de cura entre pacientes graves durante o período de reabilitação. Além disso, estudos mostram que o tempo de permanência desses indivíduos na UTI foi reduzido significativamente em relação a outros grupos e que nenhuma reação contrária foi observada, reforçando assim a eficácia e a segurança do procedimento.

• A chance de se encontrar um doador compatível nos bancos públicos é baixa.

Verdade. Devido à grande variedade genética da população brasileira, as chances de se encontrar um doador nos bancos públicos é pequena, varia de um em 10 mil a um em 1 milhão. Por isso é importante não desperdiçar este material tão rico, seja doando para o banco público ou armazenando em um banco privado”.

Fonte: Jornal Estado de Minas


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Médicos explicam quais são os quatro tratamentos indicados antes do início da quimioterapia para uma gravidez no futuro

Para uma mulher que deseja ser mãe ou até mesmo estava no processo de tentar engravidar, descobrir um câncer de mama pede um diálogo sincero entre paciente e médico para que ela possa entender quais são as possibilidades para preservar sua fertilidade.

Essa discussão é necessária porque ainda que os tratamentos, como quimioterapia e radioterapia, sejam destinados às células tumorais, eles podem acabar atingindo outras células sensíveis. Entre elas, as germinativas nos ovários, responsáveis pela produção dos óvulos.

A infertilidade não é obrigatoriedade para todas as mulheres com câncer de mama. Ela depende de condições prévias da paciente ao tratamento oncológico, como a sua idade ao iniciá-lo, qual era a reserva de óvulos no momento, o tipo de drogas usadas, a dose e quantidade de aplicações.

As variáveis que a medicina não consegue controlar faz com que não se tenha número exato de quantas mulheres acabam inférteis após a quimioterapia para o câncer de mama. Mas o especialista pontua que a média é alta – entre 40% a 60% das pacientes – e, por isso, os tratamentos destinados à fertilidade são importantes. Eles se dividem principalmente em quatro tipos.

Congelamento de óvulos – A primeira escolha e que tende a ser mais popular entre as mulheres é o congelamento de óvulos. De modo geral, ele é um processo rápido porque leva de oito a dez dias de algum estímulo sobre os ovários para preparar o crescimento dos folículos, que potencialmente possam estar amadurecendo um óvulo dentro. Junto com o intervalo curto para a preparação do corpo feminino para produção e coleta dos óvulos, a técnica tende a ser uma boa escolha por poder ser iniciada a qualquer instante ao descobrir a doença. Anteriormente, achava-se que era preciso esperar a mulher menstruar para começar o processo. Hoje, sabemos que esse ciclo pode ser iniciado em qualquer momento do período menstrual. Isso é possível devido ao tratamento hormonal usado para estimular o crescimento dos folículos.

Congelamento de embriões – A segunda técnica mais usada é a de congelamento de embriões, em que o processo de preparação é semelhante ao anterior. Em média, é preciso de duas semanas para induzir a ovulação, acompanhar o crescimento dos óvulos nos ovários e coletá-los. Mas a diferença é que, já no momento da coleta, o médico fertiliza esses óvulos com o espermatozoide.

Esta opção acaba sendo mais indicada para mulheres que estão dentro de relacionamentos estáveis e a decisão de uma gestação futura está esclarecida entre o casal, pois será necessário material genético do parceiro para formar o embrião.

Congelamento de tecido ovariano – Este terceiro método vem ganhando força nos últimos anos por demandar ainda menos tempo para acontecer – o que acaba sendo positivo na corrida contra o tempo para iniciar o tratamento contra o câncer de mama. Em praticamente dois a três dias, o médico consegue fazer uma videolaparoscopia (cirurgia minimamente invasiva) em que se retira parte de um ovário e o prepara para o congelamento. A ideia é que, uma vez que essa mulher passe por todo tratamento oncológico e fique infértil, ela pode transplantar o seu ovário para ela mesma no lugar que foi retirado o tecido. E ele voltaria a funcionar, e produzir óvulos.

Supressão ovariana – O nome científico para a quarta e última técnica pode trazer dúvidas, mas a sua explicação é simples: é um processo em que, com medicações específicas, o organismo feminino é induzido a um estado de menopausa precoce temporária. A ideia disso é que na menopausa o ovário já não funciona mais, ele fica em repouso. Deixando-o assim, ele seria menos atingido pela quimioterapia, já que ela afeta muito as células que se multiplicam, que se proliferam rapidamente. Portanto, quanto mais inativo estiver um órgão, menos a terapia vai atingi-lo.

Só que a garantia de eficácia desta técnica ainda traz resultados divergentes. Há casos em que a fertilidade da mulher é protegida, enquanto que em outros ela acaba perdendo os seus óvulos após o tratamento para o câncer de mama.

Fonte: Portal Bebê.com.br


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O desenvolvimento dos pequenos de até 6 anos depende de uma combinação de atividades e de uma alimentação rica e balanceada

Como garantir o equilíbrio da saúde das crianças em idade pré-escolar, especialmente em tempos de isolamento social e suspensão das atividades escolares presenciais?

Existem algumas alternativas. Entre elas, estabelecer uma rotina saudável, que inclua horários para atividades recreativas e lúdicas, intercalando com refeições e lanches que, somados, garantam uma alimentação saudável e equilibrada.

Afinal, existem diferentes categorias de grupos alimentares, com diferentes contribuições para o desenvolvimento dos pequenos. Entre eles estão os construtores, que são as proteínas animal e vegetal.

Também tem os energéticos, compostos por carboidratos e gorduras, que garantem a energia para a realização das atividades do dia a dia e do nosso próprio organismo, como respirar, por exemplo, e grupo dos reguladores, que são as vitaminas e minerais, que auxiliam em diversas funções do nosso organismo.

Mas como construir junto com as crianças uma rotina saudável?

Para estimular as crianças a se alimentar bem, comentou Leo Filomeno, criador do blog Pai Moderno, é importante dialogar. “Como meu filho gosta muito de carrinho, explicamos para ele que o alimento é como o combustível. Ele absorveu muito bem esse paralelo”, afirmou.

Ampliar a criatividade também pode ajudar. Cortar frutas em formato de animais e caretas, além de fazer “bigode” com leite e danones divertem bastante os pequenos. Nutricionistas orientam que contar com a ajuda das crianças no preparo dos alimentos, os incentiva a comer mais. Para facilitar, chame os filhotes para fazer receitas simples e práticas, como bolos naturais, salada de frutas e gelatinas.

Fonte: revista Crescer


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Esposa de Lucas Lucco, Lorena Carvalho tirou algumas dúvidas de fãs nas redes sociais acerca da gestação. Nos Stories do Instagram, ela respondeu um seguidor que queria saber se ela e o cantor estão mantendo a vida sexual ativa durante o período gestacional.

A influencer ressaltou ser supersaudável. “O contato íntimo na gravidez não machuca o bebê e é supersaudável, desde que não haja contra-indicação do seu obstetra”, disse ela. Já quando o assunto foi o famoso ‘desejo de grávida‘, Lorena não pensou duas vezes ao contar o que mais tem consumido. “Queijo. (risos) fico me segurando um pouco, porque se deixar vai uns dois inteiros por semana. Mineira, né? Espero que a minha nutricionista não leia isso”, brincou.

Lorena e Lucco estão juntos há sete anos, entre idas e vindas. Os dois lidaram com um aborto espontâneo antes do casamento, que aconteceu neste ano. “Tivemos algumas idas e voltas no caminho. Acredito que o tempo trouxe amadurecimento para nós tanto como pessoas, quanto como casal. Tudo na hora certa”

Sexo na gravidez

Mesmo nos dias de hoje, o sexo durante a gestação ainda é um tabu. Algumas mulheres ficam receosas de ter relações por alguns medos e muuuitas dúvidas, mas a gente está aqui para te explicar que sexo nesse período pode (e deve), sim. Conversamos com Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da clínica Criogênesis, filho Evanildo e Rosária, e listamos quatro motivos para você não abandonar o sexo durante a gravidez.

Não machuca o bebê – Primeiramente, uma coisa precisa ser esclarecida: a prática não vai machucar seu filho. Então se esse era o motivo de você não ter relações durante a gravidez, agora você já pode ficar tranquila. “Isso é um mito. O bebê está protegido e, se o sexo causar bem estar para a gestante, o mesmo vai acontecer com a criança, que também se sentirá bem”, explicou Renato.

Fortalece os músculos – Saber que não machuca o bebê já dá até um alívio, a gente sabe, mas pode ficar ainda melhor. Isso porque a prática fortalece os músculos do períneo, região onde ficam os órgãos genitais e o ânus, o que dá uma mega facilitada na hora do parto. Ufa!

Lubrificação aumenta – Além disso, quando você está grávida, a lubrificação da vagina aumenta, o que causa muito mais prazer nas horas das relações sexuais e pode até mesmo aumentar a quantidade de orgasmos. Então por que não aproveitar esse momento, né?

Xô estresse! – Vale ressaltar que o ato também traz benefícios emocionais. “A vida sexual faz parte da qualidade de vida dos indivíduos, então se você não interrompe o sexo por conta da gravidez, mantêm seu bem estar físico e emocional”, disse o ginecologista. Isso significa que o estresse é deixado de lado, o que é ótimo levando em consideração que ele é um dos motivos que podem causar o parto prematuro.

Mas não esquece que quem dá a palavra final é o seu obstetra, ele é o único que saberá avaliar a sua situação e dizer se o sexo está liberado ou não. “A relação sexual na gravidez é recomendada a menos que a mulher corra algum risco de abortamento, então é sempre bom a gestante esclarecer suas dúvidas com seu médico”, explicou Renato.

E se mesmo com todos esses pontos positivos você ainda não foi convencida, vamos lá! É normal sentir medo, principalmente durante os primeiros três meses, quando o risco de aborto é maior, mas se o seu obstetra te liberar e estiver tudo certo, a relação pode acontecer, sim. A partir do segundo trimestre, nossa dica é: se joga! Você provavelmente já vai estar fora de risco, sua barriga ainda não estará enorme e provavelmente vai sentir muito prazer.

Já no último trimestre, é necessário ter muita conversa, mas não precisa ter medo. “É o mais desconfortável por conta do tamanho do abdômen, então as posições precisam ser mais cautelosas. Converse com seu obstetra e, claro, com o seu parceiro”, aconselhou o médico.

Fonte: revista Pais & Filhos


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Saiba como o pré-natal psicológico contribui para o emocional da gestante e após a chegada do bebê

A gravidez é um momento que traz muitas mudanças para a gestante, tanto físicas como emocionais. Além disso, a chegada do bebê interfere nos papéis desempenhados pela mulher, sendo necessária uma adaptação para a nova realidade como mãe. Para lidar com todas as mudanças desse período, o pré-natal psicológico é indicado.

Essa prática ajuda a lidar com as emoções, angústias e dúvidas comuns dessa fase. Dessa forma, contribui para deixar a mãe e também o pai mais preparados para lidar com esse momento de transição.

O que é pré-natal psicológico?

A prática é um complemento do pré-natal convencional, em que a gestante recebe um acompanhamento médico para verificar sua saúde e a do bebê. O pré-natal psicológico tem como objetivo oferecer um suporte emocional às mulheres durante o período gestacional e o puerpério, de modo a informar e instruir as futuras mães.

Por meio de um acompanhamento psicoterapêutico, tanto a gestante quanto o pai do bebê podem passar por esse processo de preparação psicológica. O atendimento, que é feito para oferecer maior humanização no processo gestacional, ocorre desde o início da gravidez até um semestre após o nascimento da criança. O acompanhamento pode ser de maneira individualizada ou em grupos, permitindo até mesmo a presença de familiares.

O apoio psicológico no pré-natal é feito por profissionais capacitados e especializados nessa área, conhecidos como psicólogos perinatais. Por meio da escuta qualificada, mãe e pai são orientados em relação às suas novas funções, proporcionando seu desenvolvimento emocional e vínculo com o recém-nascido.

As dúvidas mais comuns trazidas pela gestante nesse acompanhamento envolvem questões relacionadas às mudanças que a chegada do bebê trarão à sua vida, além da preocupação se ela será capaz de dar conta de tudo e ser uma boa mãe. Outras dúvidas recorrentes têm ligação com o parto (normal ou cesárea) ou com a amamentação.

Quem pode participar do pré-natal psicológico?

Ao contrário do que algumas pessoas possam imaginar, o acompanhamento psicológico no pré-natal não é direcionado necessariamente para as mulheres que estão passando por dificuldades emocionais. Qualquer gestante que tenha o desejo de compartilhar momentos e sua experiência gestacional ou aprender mais sobre si mesma e instruir-se pode participar.

O atendimento pode ser feito individualmente, assim como acontece em uma sessão de terapia. O pai do bebê e outras pessoas que fazem parte do grupo de apoio da gestante (como os avós e outros familiares) também são convidados a participar. Outra modalidade é o acompanhamento em grupo, que é feito na presença de várias gestantes, que compartilham as suas experiências.

No caso do grupo, ele geralmente conta com cerca de dez pessoas, o que permite uma boa troca entre as gestantes. Nesses encontros, há uma conversa sobre assuntos relacionados à gravidez, com foco em como lidar com a ansiedade e as angústias pela espera e o nascimento do bebê. Assim, além de a gestante poder enxergar a maternidade como realmente é, torna-se capaz de tomar melhores decisões em relação ao parto e pós-parto.

Quais os benefícios desse tipo de programa?

Com o acompanhamento adequado, é possível minimizar e até mesmo evitar o surgimento de agravantes que podem surgir quando o lado psicológico da mulher encontra-se fragilizado na gravidez. Esse período da vida consiste numa transição que traz mudanças complexas em vários setores além do fisiológico, como psicológico, familiar, profissional e socioeconômico.

Além disso, o corpo passa por mudanças, assim como a relação entre o casal, e a mãe precisa lidar com as dificuldades que ocorrem durante e após o parto. Sendo assim, o acompanhamento ajuda a enfrentar a enxurrada de sentimentos e a prevenir diversos problemas, como estresse, ansiedade, depressão pós-parto e psicose puerperal.

Outro benefício está em contribuir para o empoderamento parental e a melhor compreensão das mudanças de identidade e múltiplos sentimentos que a gestante manifesta nesse período. Uma das etapas do trabalho consiste em combater as idealizações associadas à gravidez, ajudando a futura mãe a entender todo o seu processo individual e se preparar da melhor maneira para a chegada do bebê.

Infelizmente, o pré-natal psicológico não está presente em todas as regiões do Brasil e nem todas as futuras mamães têm acesso a esse acompanhamento. Apesar de não existirem psicólogos especializados em todo o país, é importante ressaltar que qualquer profissional empenhado em realizar processos terapêuticos pode realizar esse tipo de direcionamento.

As doulas, por exemplo, são responsáveis por fazer o acompanhamento das mulheres durante todo o período da gestação. Apesar de não serem habilitadas para realizar atendimentos psicológicos, podem oferecer apoio emocional tanto no momento do parto quanto após o nascimento do bebê. Além disso, também podem fornecer informações importantes para as gestantes lidarem com esse momento tão especial da sua vida.

Agora que você conheceu o que significa pré-natal psicológico e sua importância, não deixe de cogitar receber o acompanhamento durante sua gestação. Assim, estará mais preparada emocionalmente para cuidar de si mesma e dar ao seu bebê todo carinho e atenção que ele merece.

Fonte: portal BebêMamãe