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As técnicas de reprodução assistida, foram desenvolvidas para o tratamento da infertilidade conjugal, e tem como objetivo aumentar as chances de uma mulher engravidar. Podem ser divididas em baixa e alta complexidade, sendo baixa complexidade relação sexual programada (RSP) e a inseminação intrauterina (IIU) e alta complexidade a fertilização in vitro (FIV) e suas variantes.

Popularmente conhecida desde 1978, quando nasceu Louise Brown, o primeiro bebê concebido por meio da técnica, a FIV foi desenvolvida inicialmente para solucionar problemas de infertilidade provocados por obstruções nas tubas uterinas. Nos últimos anos, entretanto, a técnica evoluiu bastante e passou a ser utilizada como opção para diferentes problemas de infertilidade provocados por diversas causas, como idade materna avançada, distúrbios de ovulação, endometriose e infertilidade sem causa aparente.

O médico ginecologista, Dr. Marcos Sampaio, esclarece algumas curiosidades sobre à Fertilização in Vitro, considerado o tratamento que oferece as melhores taxas de sucesso.

Sobre a FIV – Primeiramente é preciso esclarecer do que se trata a FIV. A Fertilização in Vitro é um procedimento que permite a fecundação de óvulos por espermatozoides em laboratório, ao contrário das outras técnicas de baixa complexidade, em que a fecundação ocorre nas trompas.

Antes do processo de fecundação, os pacientes são submetidos a etapas importantes do tratamento: a estimulação ovariana, para obter uma quantidade maior de óvulos que serão fecundados, a punção folicular para a coleta dos óvulos e a preparação seminal, que realiza a seleção dos espermatozoides com melhor morfologia e motilidade.

Há dois tipos de FIV – A fertilização pode ser realizada por FIV clássica ou por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide). Na FIV clássica, óvulos e espermatozoides são colocados juntos em uma placa de cultura para que a fecundação aconteça espontaneamente. Na ICSI, por sua vez, cada espermatozoide é injetado diretamente no óvulo para que ocorra a fecundação.

Os avanços no procedimento de FIV deram origem às técnicas complementares – Vários avanços também contribuíram para a evolução da FIV, desde novos medicamentos para a estimulação ovariana, ao desenvolvimento dos procedimentos laboratoriais e incorporação das técnicas complementares. “Atualmente, os meios de cultura possibilitam o cultivo do embrião com segurança por até seis dias, na fase de blastocisto, quando um maior número de células já se formou e dividiu por função”, esclarece Sampaio.

Entre as técnicas complementares estão:

– Congelamento de gametas e embriões: permite a preservação para futura utilização e assim aumentar as taxas acumuladas de gravidez ou adiar o projeto de gravidez para aqueles que desejam ou precisam.

– Teste genético pré-implantacional (PGT): possibilita o diagnóstico de doenças genéticas e anormalidade cromossômicas nos embriões, com a utilização de diferentes técnicas: PGT-M, para detectar distúrbios genéticos, PGT-A e PGT-SR, para anormalidades cromossômicas.

– Hatching assistido ou eclosão assistida: realiza-se uma abertura artificial na zona pelúcida, película que envolve o embrião, para ajudar no processo de implantação.

– Doação de gametas e embriões: importante para pessoas que não podem realizar o tratamento com gametas próprios e para casais homoafetivos.

– Útero se substituição: indicada para mulheres com problemas que impeçam o desenvolvimento da gestação ou que não possuem útero. Também é um recurso importante para casais homoafetivos masculinos.

É a técnica de reprodução assistida mais eficaz – A partir desses avanços, a FIV se tornou a técnica mais importante dos tratamentos de reprodução assistida, com percentuais de sucesso sempre em curva ascendente. Ao ser comparada com outros tratamentos para infertilidade, a FIV tem taxas de sucesso mais altas. Apesar de bem-sucedida na maioria das vezes, é preciso lembrar que o sucesso da técnica está associado a diferentes variáveis, como por exemplo a idade da paciente e a causa a infertilidade.

Mulheres podem recorrer ao procedimento até os 50 anos – De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), as mulheres podem se submeter a tratamentos de infertilidade, como a Fertilização in Vitro, até os 50 anos de idade. Caso tenham interesse em engravidar após os 50 precisam solicitar aprovação do tratamento com o Conselho, que irá avaliar individualmente cada caso.

O tratamento dura, em média, duas semanas – O tratamento por FIV tem duração aproximada de 15 dias, considerando a realização de todas as etapas, até a transferência dos embriões.

Fonte: Jornal Folha Vitória


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Esses ensinamentos são fundamentais para que ele saiba lidar com esse sentimento ao longo da vida. Por isso, não resolva pela criança, passe a bola

Um dia, minha filha de nove anos veio até mim aos berros. Ela contou que chamou a colega de classe para brincar e a menina respondeu: “De jeito nenhum”. O meu instinto de mãe superprotetora falou mais alto e fiz exatamente o que não deveria: fui até a amiga da minha filha questionar o que havia acontecido. Então, ela começou a chorar, o que chamou a atenção de todos os pais em volta. Fui tentar ajudar e piorei a situação.

É normal querer intervir quando outra criança é grossa com o seu filho, mas o erro está em querer interferir minutos depois do ocorrido. Se nós, pais, formos sempre os primeiros a intervir, não vamos dar oportunidade para os nossos filhos resolverem os conflitos sozinhos. “Saber como lidar com os outros, trabalhar em grupo para resolver problemas e entender pontos de vista diferentes são habilidades essenciais para a vida em sociedade”, explica Nancy Kaplan, diretora do Instituto de Resolução Ilimitada de Conflitos (em tradução livre), em Freeland, Washington.

A verdade é que crianças e adultos têm que lidar com conflitos todos os dias. Se as crianças não aprendem formas de lidar com o problema, acabam resolvendo no grito, ignorando, com atitudes violentas ou, como Drew fez, pedindo ajuda para outra pessoa. Toda vez que eu decidia ensinar o “jeito correto” de lidar com a situação para as minhas três filhas (além da Drew, eu sou mãe da Camille, de 5 anos, e da Blair, de 11 anos), eu percebi que não sabia o que estava fazendo.

“A maioria dos adultos não sabe lidar com conflitos”, afirma Laura Markham, autora do livro “Pais Calmos, Filhos Felizes: Como Evitar Brigas e Criar Amigos Para a Vida” (em tradução livre). Para a nossa felicidade, existem métodos testados para resolvê-los, sejam eles entre nações ou colegas da escola. “Nós temos que ensinar o que a criança deve dizer e fazer”, conta Laura. Praticar essas atitudes em casa com os pais e com os irmãos ajuda a criança a desenvolver um conjunto de habilidades que serão colocadas em prática quando ela estiver sozinha e enfrentando o mundo real. Nós aprendemos as dicas básicas de especialistas e aplicamos esses cinco passos essenciais.

  1. Estabeleça regras que valham para todos

No primeiro dia, durante o jantar, pedimos às nossas filhas para criarem, em conjunto, cinco regras que seriam usadas em todos os conflitos da casa. De cara, elas disseram: “não grite”, “diga a verdade”, “não interrompa”, “seja gentil” e “deixe as mãos e os pés de fora da briga”. Criar as regras juntos ajuda as crianças a se sentirem parte do processo. Mas, ainda assim, a palavra final deve ser sua. Agora que a minha família tem regras estabelecidas, podemos falar “lembra que nós combinamos de não ofender e de ser gentil?”. Além disso, com o tempo, vai ficar natural para as meninas usarem as mesmas regras com os amigos.

  1. Respire fundo

É normal explodir quando algo não acontece do jeito que esperávamos. Essa raiva instantânea faz com que o nosso cérebro entre no modo de luta, preparando-se para uma briga em vez de uma resolução do problema, explica Deb Alexander, conselheira escolar. Ela sempre diz aos alunos que, para resolverem um problema, precisam alternar do “cérebro de lagarto” para o “cérebro de mago”.

Deb deu algumas dicas de como pensar racionalmente mesmo quando estamos bravos com algo. Isso inclui contar até 10 e beber um copo de água, o que ajuda muito particularmente, já que nos obriga a sair da área de conflito. Mas o que mais ajuda é ter uma frase para explicar o que aconteceu. Ontem, quando as coisas estavam esquentando entre a Drew e eu e discutíamos sobre as lições de casa, ela simplesmente disse: “Eu não posso mais conversar sobre isso. Estou com o cérebro de lagarto ativado”. Quando ela disse isso, nós duas conseguimos nos acalmar. Depois, quando voltamos ao problema, já conseguimos resolver toda a situação com o modo “cérebro de mago” ativado.

  1. Não esconda como está se sentindo

As discussões entre as minhas filhas costumam envolver frases como “Você é tão má! Você está me deixando louca!”. “Você é uma mentirosa! Você começou!”. São convites para uma resposta no mesmo nível e não tem como as crianças recuarem depois de começada a discussão. “Essas frases que acusam ou atacam uma pessoa colocam a pessoa que escuta na defensiva”, diz Naomi Drew, autora do livro Guia Para As Crianças Resolverem Conflitos” (em tradução livre).

Ela sugere ensinar os filhos a dizerem o que estão sentindo na hora. Exemplo: “Eu fico triste quando você fala que não quer brincar comigo”, em vez de apontar o dedo para a outra pessoa. “Assim nos referimos ao que a pessoa fez e não às características pessoais dela”, diz Naomi. Depois de duas semanas praticando, eu não deixei a Camille chupar um pirulito e ela disse em resposta: “Eu sinto que você é uma pessoa horrível”. Considerei um progresso.

  1. Repita o que você ouviu

Semana passada, minhas filhas começaram a Terceira Guerra Mundial no quarto delas. Enquanto eu subia as escadas, eu só conseguia pensar que seria um ótimo momento para aprender a lidar com conflitos na prática. Logo em seguida, já estava ensaiando dizer: “Vocês vão ficar de castigo até completarem 18 anos!”. Eu sentei no corredor com a Drew e a Blair e, com a voz calma, disse para conversarmos sobre o que tinha acontecido.

Depois de lembrá-las sobre as regras de não gritar e de não interromper, eu pedi para começarem a contar. Depois, pedi que repetissem. Nós precisamos de muita prática para entendermos o motivo de estarmos chateados com alguém, principalmente quando moramos na mesma casa. Mas não demorou muito para a Blair aplicar o que aprendeu em casa quando uma amiga parou de se sentar com ela no ônibus.

Blair perguntou para a garota se ela estava brava e elas começaram a conversar. Quando a Blair chegou em casa, contou. “Eu disse para ela que tinha entendido. Ela não estava sentando mais comigo porque achou que eu estava ignorando ela”. “Essa parte é a mais importante. Você tem que ouvir o ponto de vista da outra pessoa e mostrar que entendeu”, diz Linda Stamato, codiretora do Centro de Negociação e Resolução de Conflitos na Rutgers University, em New Jersey.

  1. Escolha uma solução

Essa hora é a mais complicada. “A nossa sociedade faz com que as crianças tenham como principal objetivo saírem vitoriosas”, conta Nancy. Mas, para colocar em prática, é preciso de compromisso. Quando existe um impasse, as crianças podem sugerir formas e dar ideias de como resolver. Para acabar com a briga entre a Blair e a Drew, Blair, que não gosta que ninguém invada o seu quarto, ofereceu uma concessão. “Nós não podemos entrar no quarto da outra, a menos que peça primeiro”. Drew acrescentou: “E nós temos que bater à porta primeiro”. “Vocês duas concordam em bater à porta?” Elas disseram que sim e nós definimos mais uma regra.

É claro que nem todas as crianças estão preparadas para resolverem conflitos. Honestamente, lidar com eles parece decorar as fórmulas usadas na aula de matemática. Eu já me perguntei várias vezes: “Será que elas estão aprendendo? Vão começar a fazer isso sozinhas?”. Ontem mesmo, a Drew chegou em casa mais cedo do que tinha combinado. Isso porque resolveu ir embora da casa da amiga porque ela estava muito mandona em todas as brincadeiras (e aplicou todos os passos). Apesar de não resolver todo o problema, ninguém veio até mim chorando. E eu não intervi com o modo “cérebro de lagarto” ativo, fazendo uma criança chorar, como aquele dia na saída da escola. Por isso, já posso me considerar vitoriosa quando o assunto é resolver desentendimentos entre a Drew, a amiga dela e eu mesma.

Fonte: revista Pais e Filhos


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Queimaduras oculares estão sendo tratadas com enxertos obtidos a partir de células-tronco do próprio paciente. Na primeira fase do estudo, realizado em um instituto especializado de Boston, nos EUA, quatro pacientes receberam o tratamento e a segurança da técnica foi confirmada. Os pesquisadores pretendem agora fazer o procedimento em um número maior de pacientes e avaliar sua eficácia. Será avaliado se o uso desta técnica leva a uma visão melhorada por si só ou se ela servirá como um pré-tratamento, permitindo o transplante posterior de córnea.

As células-tronco podem regenerar ou substituir células do olho afetadas por diferentes patologias ou traumas. O olho humano possui várias reservas de células-tronco e uma possibilidade é utilizar essas células que já estão naturalmente presentes a fim de reparar lesões. O Holoclar, por exemplo, é um produto de terapia avançada já aprovado para comercialização na Europa para o tratamento de cegueira causada por queimaduras oculares físicas ou químicas. A substância ativa do Holoclar são as células límbicas do próprio paciente, que incluem células da superfície da córnea e células-tronco da região do limbo ocular.

Nos Estados Unidos, cientistas também estão buscando desenvolver produtos similares ao Holoclar que, por enquanto só tem aprovação na Europa. É nisso que vêm trabalhando os médicos e pesquisadores do Massachusetts Eye and Ear, hospital localizado em Boston, especializado nas áreas de oftalmologia e otorrinolaringologia.

Os pesquisadores substituíram a superfície ocular de quatro pacientes que sofreram queimaduras químicas em um dos olhos usando suas próprias células-tronco retiradas do outro olho saudável, em uma técnica conhecida como “transplante de células epiteliais límbicas autólogas cultivadas” (ou CALEC, do inglês cultivated autologous limbal epithelial cell transplantation). Esses quatro casos, todos parte de um ensaio clínico em andamento apoiado pelo National Eye Institute, representam os primeiros procedimentos desse tipo a ocorrer nos Estados Unidos.

A técnica CALEC consiste na realização de uma pequena biópsia contendo células-tronco do tecido límbico do olho saudável ​​do paciente, sua expansão em laboratório e cultivo sobre um substrato na forma de membrana. Quando as células crescem ao ponto de cobrir a membrana, o enxerto está pronto para transplante. O cirurgião remove primeiramente o tecido cicatricial da córnea e então realiza o procedimento.

O processo de isolamento, cultivo e preparação de células-tronco límbicas para transplante foi desenvolvido em colaboração com pesquisadores do Hospital Infantil de Boston. O processo de fabricação é realizado em um ambiente de sala limpa, com condições controladas para manter a esterilidade do produto. Todo o processo leva aproximadamente 3 semanas antes que o enxerto de células-tronco límbicas esteja pronto para ser enviado para a sala de cirurgia.

Ao todo, quatro pacientes receberam o tratamento CALEC. Três pacientes receberam um transplante após a primeira biópsia. Um paciente não desenvolveu células suficientes na primeira tentativa de biópsia, mas foi submetido a uma segunda biópsia, que teve sucesso no cultivo de células suficientes para um transplante. As células de um paciente adicional inscrito nesta fase do estudo não cresceram bem o suficiente para serem submetidas ao procedimento de enxerto. Os quatro pacientes que receberam o tratamento CALEC não sentiram mais dor devido às lesões químicas iniciais logo após os procedimentos de enxerto da membrana na córnea. Esses pacientes continuarão a ser acompanhados por um longo prazo para monitorar seu progresso.

Agora que a viabilidade da técnica foi estabelecida sem preocupações imediatas de segurança, os pesquisadores começaram a recrutar mais pacientes com danos na córnea para uma segunda fase do estudo, que continuará até 2021 e avaliará a eficácia do tratamento. Nessa etapa futura, será avaliado se o CALEC leva a uma visão melhorada por si só ou se servirá como um pré-tratamento, permitindo o transplante posterior de córnea.

A córnea é a camada mais externa do olho responsável por manter uma superfície lisa para a visão normal. No procedimento de enxertia pela técnica CALEC, o cirurgião retira células-tronco do limbo, a borda externa da córnea, onde um grande volume de células-tronco reside em olhos saudáveis. As células-tronco límbicas ajudam a manter a barreira entre a córnea e a conjuntiva, as áreas brancas nas laterais do olho. Em pacientes com queimaduras químicas no olho, a área límbica costuma ser prejudicada a ponto de não poder mais ser criadas novas células por conta própria. A deficiência de células-tronco límbicas também pode ser causada por infecções, complicações de lentes de contato e várias outras condições.

Além da perda de visão, os pacientes com queimaduras oculares químicas costumam sentir dor e desconforto no olho afetado. As estratégias de tratamento atuais incluem o transplante de uma córnea artificial, que apresenta risco de infecção e desenvolvimento de glaucoma, ou a técnica de enxerto autólogo de limbo conjuntival (CLAU, do inglês conjunctival limbal autograft), que em comparação com CALEC, envolve a retirada de uma porção maior de células da cicatriz.

O objetivo do transplante de células-tronco límbicas, como CALEC e CLAU, é reconstruir uma superfície saudável para o olho danificado usando células do outro olho, evitando o uso de tecido de doador; portanto, ele só pode ajudar pacientes com deficiência de células-tronco límbicas em um dos olhos. Depois que uma superfície saudável foi restaurada, esses pacientes podem receber transplantes de córnea convencionais – um resultado que não seria possível antes do transplante de células-tronco, porque as células-tronco límbicas são necessárias para sustentar o tecido córneo transplantado. Os pesquisadores esperam que alguns pacientes não precisem de transplantes de córnea e possam experimentar a restauração da visão e da superfície ocular apenas com CALEC.

A técnica não traz o risco de rejeição como alguns outros procedimentos porque as células são retiradas do próprio corpo do paciente. Consequentemente, os pacientes que recebem CALEC e CLAU não precisam tomar medicamentos imunossupressores. Além disso, o CALEC pode ser vantajoso em relação ao CLAU, pois apenas uma pequena biópsia do olho do doador é necessária, reduzindo o risco para o olho saudável.

Segundo o Dr. Joan W. Miller, chefe de oftalmologia do Mass Eye and Ear, “esses primeiros casos mostram uma grande promessa de uma opção segura de tratamento para pessoas que perderam a visão devido a queimaduras químicas e infecções da córnea”.

Fonte: portal Tudo sobre células-tronco


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Se sentir confortável consigo mesmo é o desejo da maioria das pessoas e, como mãe, você pode contribuir para que seu filho consiga isso

Você ama seu filho então, muitas vezes, pode parecer óbvio para você que ele deveria amar a si mesmo também. Mas nem sempre é assim. A confiança e sensação de conforto consigo mesmo são os objetivos da maioria das pessoas e, como mãe, você pode contribuir para melhorar esse amor próprio do seu filho.
 

Eileen Kennedy-Moore, PH.D. e autora do livro “A confiança infantil” acredita que um dos trabalhos mais importantes dos pais é ensinar os filhos como se relacionar. “Eles precisam entender como suas ações afetam outras pessoas e quais comportamentos os outros irão ou não irão tolerar. Sentir-se culpado por terem feito algo errado faz parte do desenvolvimento moral. Isso os ajuda a desenvolver uma balança interna que os diz quando errara. A culpa saudável, no entanto, não é o mesmo que sentir vergonha ou não se sentir valorizado”, aponta ela.

Pensando em ajudar outros pais, a autora decidiu reunir algumas das perguntas que mais escuta sobre como criar um filho que saiba resolver os próprios problemas e que tenha uma boa autoestima. Aqui estão elas:

Sempre que meu filho se comporta mal, ele fica muito chateado se eu  falo que ele fez algo errado. Por quê?

Algumas crianças são extremamente sensíveis às críticas ou tendem a ter baixa autoestima. Embora o conselho padrão seja criticar o comportamento e não a criança em si, a maioria das crianças não conseguem diferenciar esses dois pontos. Os adultos, por outro lado, conseguem racionalizar: “eu fiz uma coisa ruim, mas no geral sou uma pessoa boa”. Para as crianças, as coisas não ficam tão claras assim. Então, quando são confrontados por terem feito algo ruim, eles se sentem mal.

Como posso lidar com uma situação com delicadeza – mas garantir que meu filho entenda os perigos dela?

A melhor abordagem é uma estratégia de três etapas que Eileen chama de “crítica branda”. Na verdade, funciona bem com parceiros e colegas de trabalho também.

Passo 1: ofereça uma desculpa para seu comportamento. Comece dizendo: “Eu sei que você não queria” ou “Você provavelmente não percebeu” ou “Entendi que você estava tentando”. Isso diz a ele que você sabe que ele é um bom garoto e tem boas intenções, mesmo quando faz coisas erradas.

Passo 2: diga a ele o que fez de errado e como isso afetou os outros. Diga: “Quando você bateu no seu irmão, o braço dele doeu muito”. Pode ser tentador adicionar: “Você sempre o trata assim” ou “Você não se importa o suficiente com os sentimentos das outras pessoas”, mas isso não fará com que ele entenda melhor a situação.

Passo 3: siga em frente. As crianças não podem desfazer o que já fizeram e não queremos deixá-las presas e se sentindo mal consigo mesmas. Faça perguntas a seu filho para ajudá-lo a criar um plano para consertar as coisas, como: “O que você pode fazer para ajudar seu irmão a se sentir melhor?”. Dependendo da situação, você pode sugerir maneiras possíveis de fazer as pazes. Isso pode envolver pedir desculpas, consolar, compartilhar, limpar ou fazer uma tarefa, como separar a reciclagem. No sentido mais amplo, se seu filho fez algo que magoou a família, ele pode fazer algo para ajudar a família. E quando ele fizer algo gentil ou útil para consertar as coisas, expresse apreciação genuína.

Meu filho precisa de ajuda para encontrar soluções para se tornar uma pessoa melhor. Como posso ajudá-lo?

Se houver uma situação que é frequentemente difícil para ele, é útil ter uma conversa em que você descreva o problema dizendo: “Por um lado … mas por outro lado …” e, em seguida, incentive-o a sugerir soluções possíveis. Quando você apresenta a situação em  duas perspectivas, você quase pode ver o cérebro de seu filho crescendo diante de seus olhos.

Sempre que você resolve problemas com crianças, a primeira sugestão deles geralmente é totalmente irracional – “Minha irmã deveria simplesmente se mudar!”. E seu trabalho é dizer: “Essa é uma opção, mas não resolveria a outra parte de o problema. O que mais poderíamos fazer? ”. Seu filho pode aprender a ter ideias e refiná-las se você for paciente e orientá-lo a refletir sobre as coisas. Então, se a solução dele for um sucesso, você pode dizer: “Uau, sua solução realmente funcionou”. É fortalecedor para as crianças saberem que resolveram um problema.

Se meu filho parece ter baixa autoestima, devo me preocupar?

Como pais, ouvir nossos filhos fazerem comentários negativos sobre si mesmos é uma agonia. Isso nos faz querer saltar imediatamente e mostrar a eles como eles são especiais. Embora pareça lógico que as crianças que se sentem bem consigo mesmas serão mais felizes, não é isso que as pesquisas mostram. Estudos descobriram que uma autoestima elevada não está associada a sucesso acadêmico, relacionamentos melhores ou mesmo felicidade – e elogios exagerados podem sair pela culatra. Quanto mais você tentar provar a seu filho que ele é maravilhoso, mais ele pode achar que é terrível ou se preocupar que nunca será capaz de corresponder ao seu elogio.

Em um grande estudo, por exemplo, um grupo de crianças recebeu um curso destinado a melhorar a autoestima, enquanto outro grupo de crianças recebeu instrução direta em matérias acadêmicas. Adivinha quem saiu com mais confiança? As crianças que realmente desenvolveram habilidades reais em matemática e leitura. Nosso foco não deve ser convencer nossos filhos de que eles são incríveis, mas ajudá-los a desenvolver amizades fortes e competência genuína para que eles descubram isso sozinhos.

A solução não é ensinar uma criança a se sentir melhor consigo mesma. É ajudá-la a se libertar do autofoco severo. Há muita pressão sobre as pessoas hoje em dia para se preocuparem com sua imagem e como estão se apresentando. A verdadeira autoestima não é sobre amar a nós mesmos, trata-se de deixar de lado a pergunta: “Sou bom o suficiente?”. Pense em quando você está com um amigo próximo. Você não está se perguntando: “Ela gosta de mim?” Queremos ajudar as crianças a se conectarem com algo maior do que elas, seja uma amizade ou uma chance de aprender sobre um assunto que importa para elas.

Ter sucesso aumentará a confiança de uma criança?

Infelizmente, algumas crianças são rápidas em esquecer as vitórias que tiveram. Eles vão analisar o  próprio desempenho e insistir que não foi tão bom. Um estudo descobriu que pessoas com baixa autoestima se sentem mais ansiosas depois de uma vitória do que depois de uma derrota. Eles se preocupam em não conseguirem fazer isso de novo ou que as pessoas vão esperar mais deles.

Uma maneira de ajudar seu filho a se sentir mais competente é sendo o que a autora chama de “biógrafo tendencioso”. Conte a ele histórias estimulantes sobre os momentos em que ele lutou, mas no final triunfou. Você poderia dizer: “Lembro-me de quando você estava aprendendo a andar de bicicleta pela primeira vez e caiu e caiu, e agora olhe para você, pedalando pela vizinhança!”. Concentre-se na coisa concreta: “Antes você não podia fazer isso, mas agora você pode”.

O que devo fazer quando meu filho não faz o que eu peço – mesmo quando sei que ele é capaz disso?

Em primeiro lugar, certifique-se de ter expectativas realistas. É tão fácil pensar que ela deveria ser capaz de se comportar de uma certa maneira, mas você tem que lidar com a criança na sua frente. Se você sempre pede que ele suba e se arrume para dormir, e toda noite, 30 minutos depois, ele tirou apenas uma meia, você tem que tentar uma abordagem diferente. Realmente não importa se a maioria das crianças da idade dele podem se preparar para dormir sozinhas ou mesmo se a irmã mais nova consegue. Expectativas realistas são aquelas que os filhos podem fazer na maior parte do tempo.

Nas palestras que dá para grupos de pais, Eileen costuma dizer aos pais:  “Venha aqui e dê um salto mortal para trás e eu lhe darei $ 1.000.’. Claro, ele não faz isso. Então eu me viro para a plateia e digo: ‘Olha como ele é teimoso! Talvez eu precise ser mais firme com ele e dizer: ‘Venha aqui, meu jovem, e dê um salto mortal para trás ou você me deve US $ 1.000’. Ele ainda não faz isso. Então eu digo: ‘Nada funciona para ele! Eu tentei recompensas, tentei punições … ‘ A moral da história é que recompensas e punições são irrelevantes se seu filho não é capaz de fazer o que você está pedindo a ele”, conclui.

Como posso motivar meu filho a se comportar bem?

Faça com que ele saiba que é possível agradar você. Reconheça seu esforço e progresso. Desenvolver amnésia por seus pecados passados ​​também é uma das coisas mais generosas que você pode fazer como pai. As crianças estão mudando tão rapidamente que tudo o que seu filho fez no mês passado foi praticamente feito por uma pessoa totalmente diferente, então não há razão para mencioná-lo novamente.

Você também pode falar sobre como ele está crescendo. “Você e seu irmão fizeram um bom trabalho ao descobrir como dividir o banco de trás. Você está se tornando melhor em negociar e se comprometer ”ou“ Você ajudou a mostrar ao aluno novo na escola como usar o computador. Você está se tornando o tipo de pessoa que pode ver uma necessidade e intervir para ajudar”.

Fonte: revista Pais e Filhos



CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL

O material biológico é eficaz no tratamento de doenças como leucemia e linfomas

Após o nascimento do bebê, a placenta e o sangue do cordão umbilical costumam ser descartados. No entanto, o sangue que se encontra nesse material é rico em células-tronco que são células jovens , imaturas e com alta capacidade de dar origem a outras células. Além disso, o seu armazenamento possibilita o tratamento para diversas doenças. “ É considerado um substituto à medula óssea, podendo ser utilizado em transplantes para tratamento de doenças sanguíneas como leucemias, linfomas, talassemias”, ressalta Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Uma pesquisa realizada pela Stanford University School of Medicine – EUA, indicou que uma proteína encontrada no sangue do cordão umbilical pode reverter os efeitos das perdas mentais associadas à idade. Além disso, outro estudo realizado pela Universidade Duke demonstrou que terapias realizadas com o sangue do cordão da própria criança ajudavam a aliviar os sintomas de comportamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Ele é facilmente obtido e manipulável, além de apresentar baixa possibilidade de rejeição. “ A coleta é feita durante o parto e não oferece riscos nem para o bebê, nem para a mãe. É um método totalmente indolor e não invasivo. O médico habilitado promove a coleta do sangue presente nas veias e na artéria do cordão umbilical, transferindo-o para uma bolsa estéril. Em seguida, o material é analisado, sua qualidade é testada e, por fim, armazenado em tanques com nitrogênio a 196◦C negativos”, explica.

Caso a mãe tenha interesse na doação do sangue de cordão umbilical, deve avisar ao obstetra previamente. Assim, será realizada uma entrevista para avaliar os antecedentes clínicos, cirúrgicos e doença hereditária dos pais do bebê ( se houverem), com o intuito de verificar a aptidão para ser doadora, além de verificar também, se a maternidade escolhida realiza esse tipo de procedimento.

Mundialmente, dia 15 de novembro é considerado o Dia Mundial do Sangue do Cordão Umbilical. A data possui o objetivo de incentivar o aproveitamento desse material que, no geral, é ignorado e, em diversos casos, é a única chance de conseguir-se um material adequado para transplante para vários tipos de doença. “Nenhuma outra fonte de células, até então, foi capaz de proporcionar os resultados vistos com o sangue de cordão para paralisia cerebral e autismo, por exemplo. As características que essas células possuem no período neonatal é a responsável pelos ótimos resultados vistos em doenças neurológicas, além das sanguíneas”, finaliza.

 



Brasil é o quarto país do mundo em número de afetados pela doença

Em 2019, a International Diabetes Federation (IDF), divulgou dados alarmantes no que diz respeito ao diabetes. Segundo a federação, existem cerca de 463 milhões de adultos com diabetes em todo o mundo e esse número pode aumentar para 578 milhões em 2030.

Classificada entre as 10 principais causas de morte, com quase metade ocorrendo em pacientes com menos de 60 anos, a pesquisa apontou ainda que 374 milhões de pessoas têm intolerância à glicose, o que aumenta ainda mais o risco de desenvolverem diabetes tipo 2.

Somente no Brasil, são aproximadamente 12,5 milhões de afetados, de acordo com o Ministério da Saúde. Dessa forma, o país é o quarto com maior número de diabéticos no mundo, ficando atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos, respectivamente. Por isso, para reforçar a conscientização acerca do tema, a IDF e a Organização Mundial da Saúde (OMS), instituíram a data de 14 de novembro como o Dia Mundial do Diabetes.

Entre os maiores desafios no tratamento da doença, promover uma fonte de insulina que regule os níveis de glicose sanguínea, desponta entre os principais. No entanto, uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, conseguiu converter células-tronco humanas em células produtoras de insulina e curar ratos de laboratório afetados pelo diabetes em apenas nove meses.

“Por serem auto renováveis, as células-tronco possuem capacidade ilimitada de reprodução e, com isso, se qualificam como uma potencial fonte de terapia celular, sendo utilizadas nos mais diversos tratamentos, inclusive de doenças degenerativas”, informa Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Dr. Nelson, explica ainda que o material pode ser aplicado de diferentes maneiras, porém as mais promissoras são as que possuem ação anti-inflamatória e regenerativa das células beta. “As células-tronco, principalmente as mensequimais, podem interromper o processo autoimune que destróis as células produtoras de insulina. Por outro lado, as mensequimais pluripotentes se diferenciam em células beta pancreáticas e após injetadas nos pacientes, possibilitam a regeneração do tecido perdido”, destaca.

Por fim, o profissional alerta que embora os resultados sejam promissores, são necessárias novas pesquisas e testes para que num futuro próximo não precise existir mais doses de insulinas para pessoas com diabetes.

 

 


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Foi aprovado um estudo clínico, que combina as fases 1 e 2, com produto de terapia avançada do tipo terapia celular para tratamento da Covid-19.

Patrocinado pela empresa brasileira Cellavita Pesquisas Científicas Ltda., o estudo tem como objetivo avaliação da Eficácia e Segurança das Células-Tronco Mesenquimais NestaCell®, originadas da polpa de dente humano, no tratamento de pacientes hospitalizados infectados pelo vírus SARS-CoV-2 (COVID-19).

A grande maioria dos estudos clínicos para a Covid-19, tem o objetivo de:

  1. segurança e eficácia das células-tronco mesenquimais da polpa dentária humana alogênica no tratamento de pneumonia grave causada por COVID-19;
  2. explorar os efeitos das células-tronco mesenquimais da polpa dentária humana no tratamento da pneumonia grave de COVID-19 em termos de redução da mortalidade e melhora do prognóstico clínico; e
  3. descobrir uma nova estratégia terapêutica para COVID-19 usando células-tronco mesenquimais da polpa dentária humana alogênica.

Para este estudo em específico, está prevista a participação de 90 pacientes, dos quais 45 farão parte do grupo “Teste” e receberão o NestaCell®. A outra metade participará do grupo “Controle”, em que será administrado o placebo. O placebo é produzido para parecer com o tratamento real, porém não tem nenhum componente ativo. Ele é utilizado em grupos de pesquisa para avaliar os efeitos do produto. Em outras palavras: é esperado que o grupo “Controle”, que receberá placebo, não apresente nenhum evento adverso ou melhora clínica – em contraposição ao outro grupo que usará o produto e que se observará os eventos indesejados e ainda se irá apresentar uma melhora substancial para comprovar os indícios de eficácia do tratamento que está sendo avaliado.

A pesquisa clínica deverá ser realizada em diversos centros clínicos brasileiros, com aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep/MS), e será supervisionada por um Comitê Independente de Monitoramento de Segurança. Esse comitê é formado por especialistas independentes, a fim de monitorar os dados de segurança coletados durante o ensaio clínico. É importante ressaltar que a Anvisa estabeleceu uma série de estratégias e compromissos com o patrocinador para o monitoramento intensivo do estudo clínico.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/anvisa-aprova-pesquisa-com-celulas-tronco-para-covid-19

https://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/study/NCT04336254?term=covid&cond=dental+pulp+stem+cell&draw=2&rank=1

https://www.cellavita.com.br/covid19


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Para a cirurgiã plástica Andrea Dorofeeff, as chamadas células mesenquimais podem até desacelerar o envelhecimento

Na década de 1960, quando Stan Lee e Steve Ditko criaram para a Marvel o personagem Lagarto, vilão nos quadrinhos do Homem-Aranha, as habilidades do cirurgião Curt Connors, capaz de regenerar partes de seu corpo, não passavam de mera ficção. Mas de lá para cá a ciência avançou. E muito. Pode-se dizer que o tratamento a partir das células-tronco mesenquimais transformou em realidade o que não passava de história em quadrinhos – ainda que com contornos bem menos dramáticos. A cirurgiã plástica Andrea Dorofeeff, especialista pela sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, trabalha com o procedimento e é uma entusiasta de seus resultados. Segundo ela, as células, que são muito estudadas pelo seu potencial terapêutico, podem também contribuir para o rejuvenescimento da pele. Com pequenas aplicações obtidas a partir da gordura do próprio corpo, é possível preencher sulcos, clarear olheiras, melhorar cicatrizes. O futuro, segundo Andrea é promissor e envolve até mesmo a recuperação de órgãos.

1) Além da cirurgia plástica, as células-tronco também podem ser utilizadas no tratamento estético?

Sim. A célula tronco mesenquimal, obtida da gordura do próprio corpo do paciente, pode ser usada para fins estéticos, trazendo um resultado muito bom e natural em procedimentos como o rejuvenescimento da pele, preenchimento de sulcos, clareamento de olheiras e de manchas provocadas pelo sol. Ela substitui, por exemplo, os estimuladores de colágeno e também os preenchedores.

2) Como as células são obtidas para depois serem aplicadas na pele?

As células-tronco são de fácil obtenção. Uso as células-tronco mesenquimais adultas, extraídas do tecido gorduroso da própria pessoa. Esta gordura é emulsionada mecanicamente com material cirúrgico próprio para essa finalidade, e aplicada imediatamente na pele. É o que chamamos de nano-enxerto de gordura ou Nano Fat Graft. Com uma pequena lipoaspiração, com pouca quantidade de gordura, conseguimos muitas células-tronco.  O processo pode ser feito também com o uso de centrífuga ou em laboratório para maiores quantidades, necessárias em  tratamentos mais extensos, como a reconstrução da pele que sofreu uma queimadura.

3) Por que as células-tronco conseguem bons resultados no campo da estética?

As células-tronco mesenquimais têm potencial de se diferenciar em todos os tecidos do organismo. Elas têm origem embriológica, surgem na formação do feto e permanecem presentes no tecido gorduroso. Quando aplicadas na face, têm o potencial de se transformar nos tecidos que compõem a pele, provocando assim o rejuvenescimento, por meio de um processo biológico.

4) É como se a célula aplicada no rosto se transformasse em uma pele mais jovem?

Sim. Parece mágica, mas é isso mesmo. O seu próprio tecido se transforma em um tecido mais jovem.

5) E como é feito o procedimento?

Pequenos procedimentos podem ser feitos na clínica, mas o bloco cirúrgico traz mais conforto para o paciente já que é possível a aplicação de sedativo. Todo o processo entre a lipoaspiração da gordura e a aplicação das células tronco no rosto, tem duração aproximada de duas horas. As células-tronco vão, assim, preencher os sulcos, deixar a pele mais jovem, melhorar as olheiras fundas e escuras. Ela produz o efeito dos estimuladores de colágeno, que muitas vezes são associados aos preenchedores. Essas substâncias, no entanto, não conseguem imitar a ação da célula-tronco com tanta perfeição.

6) E qual a duração do tratamento?

Esse é um ponto importante. Os efeitos não são alcançados de imediato e nem com uma aplicação apenas. Como o resultado depende de uma ação biológica, é necessário aguardar cerca de três meses após a aplicação. No período de um ano, o procedimento deve ser repetido a cada 90 dias. Após o procedimento pode haver pequenos pontos arroxeados. Por isso a indicação é que o paciente fique em casa por dois ou três dias após o procedimento.

7) No campo da estética as células-tronco podem ser usadas em quais outros procedimentos?

Elas têm um ótimo efeito no clareamento de cicatrizes e muitas vezes para corrigir o afundamento da musculatura, causado por uma cirurgia, por exemplo.  Podem ser usadas também no rejuvenescimento íntimo, na reconstrução da mama. Eu acredito que as células mesenquimais também vão desenvolver importante papel no tratamento da calvície.

8) Elas também podem reproduzir o efeito do botox?

Não. O botox age paralisando a musculatura e tem também um efeito de lifting. Já as células mesenquimais vão produzir uma pele mais jovem, com mais viço e sem rugas. Mas essa pele renovada, é claro, com o tempo também envelhece.

9) O procedimento é seguro?

Sim, totalmente seguro. As células-tronco mesenquimais são diferentes das células obtidas do cordão umbilical, que foram as primeiras que surgiram e são chamadas de células totipotentes. Essas células têm potencial de transformação e de geração de tecidos ainda maior que a célula mesenquimal. A questão, no entanto, é que elas podem se diferenciar, por exemplo, em um tumor, porque não há um controle.  A célula do sangue umbilical tem um potencial maior, mas envolve mais riscos. Já a célula-tronco mesenquimal não tem uma capacidade tão grande de transformação, mas o seu efeito no corpo é controlado.

10) Você acredita que as células-tronco mesenquimais poderão ter seu uso ampliado na medicina?

Sim. O interesse e os estudos dessa célula têm crescido muito devido ao seu grande potencial de regeneração de tecidos e também de órgãos lesados. É o futuro da medicina. Me faz até lembrar daquele antigo personagem da Marvel, o Lagarto, (personagem dos quadrinhos Homem-Aranha) que era capaz de regenerar órgãos e membros perdidos (risos).

Fonte: revista Encontro


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Você sabia que a preparação errada pode afetar a produção de leite? Para tirar todas as dúvidas e trazer dicas de ouro, a especialista Cinthia Calsinski falou sobre a importância desta fase tanto para a mãe, como para o bebê

Com a chegada de um bebê, vem também a preocupação de como se preparar durante a gestação e no pós-parto. Quando o assunto é amamentação, é importante ficar de olho no que se pode ou não fazer no cuidado dos seios, pois dependendo da situação, pode até prejudicar a produção de leite.

Para tirar as principais dúvidas sobre o assunto, conversamos com Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra, consultora de amamentação e colunista da revista Pais&Filhos sobre a forma correta de se cuidar neste período tão importante entre mãe e filho.

Preparo hormonal – Durante a gravidez, o corpo por si só cuida de preparar os seios para a amamentação, deixando-os mais sensíveis por causa dos hormônios. “Lembrar que nem todas as mulheres sentem da mesma maneira é importante! Então não sentir não é um problema! A aréola tende a crescer, e aparece a aréola secundária que é como se fosse uma ‘sombra’ ao redor da aréola. Ela escurece logo após o parto devido estímulo hormonal para que o bebê ‘encontre’ onde deve abocanhar”, explica.

É preciso preparar os seios para amamentar? Não! Segundo a especialista, o próprio organismo se encarrega do preparo, portanto não há necessidade. “Durante a gestação as glândulas de montgomery que se encontram na aréola começam a fabricar uma lubrificação que tem essa função. Não é necessário passar nada, tomar sol, esfregar. A única maneira comprovada pela ciência para se preparar é buscar informação de qualidade!”.

E o que não fazer de jeito nenhum? O recomendado é que a mãe não tome sol, faça o uso de pomadas para os seios, torça ou esfregue a região. Cinthia explica que durante a gravidez, o que se pode fazer é usar sutiãs confortáveis e que sustentem bem as mamas.

O tipo de bico dos seios pode interferir na amamentação? Não necessariamente. A especialista comenta que alguns formatos podem facilitar ou dificultar para o bebê, mas vale lembrar que nenhum deles inviabiliza a amamentação. “É importante em casos de mamilos desfavoráveis, recorrer a um profissional especializado que auxiliará no processo inicial, pois quanto antes pedir ajuda melhor!”.

Fonte: revista Pais & Filhos


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Doença está entre as quatro principais causas de morte antes dos 70 anos no mundo

O Instituto Nacional de Câncer estima que, para cada ano do triênio 2020-2022, surgirão cerca de 625 mil novos casos de câncer no Brasil. A doença é o maior problema de saúde pública no mundo e já está entre as quatro principais causas de morte prematura – antes dos 70 anos de idade –  em grande parte dos países. Com isso, a busca por tratamentos eficazes contra esse mal tornou-se uma prioridade para a ciência ao longo dos últimos anos.

Em meio aos diversos estudos e pesquisas, as células-tronco ganharam destaque e conquistaram significantes resultados no combate ao câncer. “Por possuírem a habilidade de originar diversos tipos de tecidos, são capazes de criar, por exemplo, componentes do sangue humano e do sistema imunológico. Por meio delas, formam-se os glóbulos vermelhos, que levam o oxigênio aos tecidos; glóbulos brancos, responsáveis por combater infecções; e plaquetas, que atuam na coagulação”, comenta Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Um estudo realizado em camundongos laboratoriais, demonstrou que, após a inserção de células-tronco em seus cérebros, o tamanho dos tumores nos animais diminuiu em 15 vezes, além de aumentar a sobrevida mediana em 133%.

Em 2016, cientistas da University of North Carolina, Lineberger Comprehensive Cancer Center e UNC Eshelman School of Pharmacy obtiveram resultados promissores em estudos iniciais com “células-tronco caçadoras de câncer”, desenvolvidas a partir de células da pele. Foi observado que esse material biológico é capaz de rastrear e entregar medicamento para destruir possíveis células cancerígenas escondidas após a cirurgia de retirada de um câncer.

O transplante de células-tronco possibilita a realização de rádio e quimioterapia em doses mais altas, levando ao alcance mais preciso e eficiente na eliminação de células tumorais, além de permitir que o paciente restaure sua imunidade mais rapidamente. “Contribui para uma recuperação mais vertiginosa, garantindo uma melhora do quadro geral, do estado psicoemocional e da qualidade de vida do paciente”, destaca o médico.

Segundo o especialista, atualmente existe mais entendimento sobre o assunto, o que leva a melhores resultados. “Hoje em dia é possível fazer uma seleção de doadores com uma taxa de compatibilidade muito maior. Estamos alcançando resultados extraordinários e, com certeza, o tratamento será ainda mais promissor no futuro ”, finaliza