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Além de provocar muita dor, a chamada cistite atinge a bexiga e pode resultar em graves lesões renais

Ardência, dor ao urinar e vontade de ir ao banheiro toda hora. Estes são os principais sintomas da cistite, doença que segundo os especialistas, atinge uma em cada quatro mulheres ao longo da vida. O motivo de tanto sofrimento seria o tamanho da uretra. Enquanto a masculina chega a 16 cm, a feminina conta com apenas 4 cm, fator que influencia diretamente na frequência das inflamações e infecções urinárias. O trajeto curto facilitaria o acesso das bactérias à bexiga. Fora isso, a proximidade com a vagina e o ânus favorece a contaminação, assim como ter vida sexual ativa. Outra hipótese apontada seria a predisposição genética.

O que nem todos sabem é que a bactéria Escherichia coli, causadora da cistite, está presente no intestino e é fundamental para a digestão. Contudo, quando chega ao trato urinário, pode infectar a uretra e provocar a uretrite, assim como a bexiga, causando a cistite e os rins, resultando na pielonefrite. O que explica o fato de até mesmo crianças sofrerem com o problema. Os especialistas alertam que, nestes casos, é preciso verificar se existe malformação na bexiga ou ureteres. “Sintomas como febre e perda de peso são alertas para infecções urinárias de repetição que podem ocasionar graves lesões renais. Outro alerta é sobre a possibilidade da cistite ser assintomática, o que dificulta ainda mais o diagnóstico”, diz a ginecologista e obstetra Samia Jabour Rios.

Embora a doença seja mais comum em mulheres com idade entre 30 e 40 anos, também atinge pessoas da terceira idade. Grávidas possuem maior predisposição a infecções urinárias, por isso é importante que o exame de cultura de urina seja feito durante o pré-natal. Ao contrário das uretrites, as cistites não são sexualmente transmissíveis, embora possam ser desencadeadas durante o ato sexual. Não fazer uso de espermicidas e manter a higiene íntima são medidas preventivas. Aquelas que têm infecção urinária de repetição em consequência do ato sexual devem sempre urinar após a relação. No dia a dia, a dica é não segurar o xixi e beber muita água para lavar as vias urinárias.

Principais sintomas da cistite

  • Vontade de urinar com frequência
  • Dificuldade na eliminação da urina
  • Ardor no canal
  • Dores na bexiga, costas e baixo ventre
  • Febre
  • Sangue na urina

Diagnóstico

  • Avaliação da história clínica do paciente
  • Realização de exame de urina tipo I e urocultura com antibiograma

Prevenção

  • Usar papel higiênico da frente para trás e não o contrário
  • Tomar bastante água
  • Não segurar a urina
  • Evitar duchas vaginais
  • Urinar logo após as relações sexuais
  • Manter boa higiene íntima
  • Manter boa alimentação

Fonte: Revista O Encontro


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Tomás tem 1 ano e 10 meses e nenhuma relação com TV, tablet e outras telas digitais. É uma criança que visita espaços para brincadeiras, parquinhos e já tem os livros favoritos, até para dormir. A rotina dele segue as recomendações de um guia inédito lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com orientações para crianças com menos de 5 anos.

Brincar mais, dormir melhor e passar menos tempo em contato com telas são os passos apontados para desenvolver hábitos saudáveis ainda na infância. Segundo o documento, menores de 2 anos não devem ter contato com telas; entre 2 e 5, podem assistir à televisão por até uma hora por dia. A publicação ainda sugere leitura e apresenta o tempo de sono recomendado por faixa etária.

“Tem hora que ele está em casa e vamos ao parquinho. A gente abusa desse tipo de espaço. É bom porque gasta energia, chega em casa com fome e dorme. A única interação que tem (com tecnologias) é com telefone para ligar para os avós, mas já estabeleci que não pode ser depois das 17 horas. Minha mãe fica encantada porque, todo dia, na hora da soneca da tarde, ele leva dois ou três livrinhos”, diz a autônoma Juliana Gago, de 36 anos.

Juliana reconhece que é um desafio não apresentar as telas para o filho. “Quando vou fazer a janta, ou é a criança ou é a comida, mas eu penso que vai chegar uma hora que ele vai ter acesso e não vai sair mais.”

As novas diretrizes foram elaboradas por um grupo de especialistas da OMS, que avaliaram o impacto do sedentarismo e do sono inadequado e verificaram os benefícios do sono de qualidade e da prática de atividade física. Segundo a OMS, inserir hábitos saudáveis nos primeiros anos de vida gera impacto não só no desenvolvimento motor e cognitivo da criança, mas em sua saúde ao longo da vida. Diminuir o tempo que os pequenos ficam sentados, seja vendo TV ou em carrinhos de bebê, também ajuda a evitar a obesidade infantil.

A organização também oferece orientações de atividades que podem ser realizadas pelos pais para evitar momentos de sedentarismo, como jogos mais ativos. Para os períodos em que a criança vai ficar sentada, a recomendação é substituir celulares, tablets e TV por leitura, contação de história, quebra-cabeça e canto.

Veja as novas recomendações da OMS por faixa etária:

Bebês com menos de 1 ano

– Devem realizar diferentes atividades várias vezes ao dia, especialmente brincadeiras no chão. Caso ainda não se movimente, os pais devem deixar a criança de bruços durante 30 minutos, espalhados ao longo do dia, apenas quando o bebê estiver acordado

– A criança não deve ficar mais de uma hora seguida em carrinho de bebê, cadeiras ou canguru

– Não deve ter contato com telas digitais

– Até os 3 meses, a recomendação é dormir entre 14 e 17 horas por dia. Dos 4 aos 11 meses, são 12 a 16 horas, incluindo cochilos

Crianças de 1 a 2 anos

– As atividades físicas, de qualquer intensidade, ao longo do dia devem durar ao menos três horas

– Não devem ficar mais de uma hora seguida em carrinhos de bebê, cadeiras ou canguru. O tempo sentado também não pode ser longo

– As telas não são indicadas para crianças de 1 ano. A partir de 2 anos, não deve superar uma hora por dia

– O tempo de sono, incluindo cochilos, deve ser de 11 a 14 horas

Crianças de 3 a 4 anos

– As atividades físicas, de qualquer intensidade, ao longo do dia devem durar ao menos três horas. Mas é indicado que, ao menos 1 hora, seja dedicada a atividades de intensidade moderada a vigorosa

– O tempo diante de telas não deve superar um hora por dia

– O tempo de sono deve ser de 10 a 13 horas

Fonte: Estadão


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Estudos mostram que uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto obeso. O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda. “As células adiposas vão ficando cada vez mais recheadas de gordura até que estouram e se multiplicam”, explica a médica nutróloga e ortomolecular Liliane Oppermann. Reverter o quadro depende basicamente de uma coisa: reeducação alimentar.

Se para um adulto já é complicado seguir uma alimentação saudável – rica em vitaminas e fibras e pobre em gorduras saturadas – para uma criança a missão torna-se quase que impossível, certo? Errado.

“É possível sim aprender a comer bem em qualquer idade. Porém, no caso de uma criança obesa é necessário que toda a família se dedique. É importante que os jovens vejam os pais e irmãos se alimentando de forma parecida ou poderão se sentir excluídos. Os pais devem incentivar e também ingerir alimentos como verduras, frutas e legumes, servindo de exemplo para os filhos”, explica a médica nutróloga.

A especialista destaca a importância de estabelecer horários para as refeições e reduzir o consumo de alimentos muito calóricos e pouco nutritivos, como salgadinhos industrializados, bolachas recheadas e lanches fast foods.

“Vale lembrar também, que a restrição alimentar das crianças não é similar a dos adultos. Uma reeducação alimentar é mais adequada do que restringir completamente certos alimentos”, reforça Liliane Oppermann.

Outra dica eficaz é fazer das refeições saudáveis um momento de diversão para a criança. “Aposte em pratos coloridos, que possua sabores e texturas diferentes. Inove. Crie personagens fictícios com os alimentos. Se necessário, dê nomes as verduras, legumes e frutas”, orienta.

Outros fatores como genética e sedentarismo podem contribuir para o aumento de peso do pequeno, entretanto uma alimentação saudável é capaz de minimizar o ganho elevado de peso.

Vale ressaltar que ingerir apenas frutas, legumes e vegetais não resolvem o problema. É necessário encontrar o equilíbrio da dieta. A nutricionista recomenda que a criança consuma, pelo menos, um alimento de cada um dos três grupos abaixo, em cada refeição:
– Alimentos Reguladores:

Ricos em vitaminas, minerais e fibras, facilmente encontrado nas frutas, verduras e legumes.

– Alimentos Energéticos:

São os responsáveis por fornecer energia ao organismo. Fontes de carboidratos, como: massas, cereais, batata, mandioca, farinhas, etc.

– Alimentos Construtores:

Ajudam a construir a musculatura do corpo. Proteínas, cálcio e ferro, facilmente encontrados nas carnes em geral, leites e derivados, ovos e leguminosas, como soja, feijão e ervilha, etc.
Fonte- Médica Nutróloga e Ortomolecular Liliane Opperman


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Estatísticas mundiais apontam que cerca de 15% dos casais que desejam engravidar não conseguem

Estatísticas mundiais apontam que cerca de 15% dos casais que desejam engravidar não conseguem e um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que os homens são os responsáveis em 40% dos casos.

As principais causas da infertilidade são: varicocele, disfunções hormonais, infecções, tabagismo, alcoolismo, estresse, poluição, má alimentação, obesidade.

Para chegar ao ‘diagnóstico’ de infertilidade, o casal precisa estar há pelo menos um ano tentando engravidar de forma natural. Esse tempo diminui para seis meses para os casais com mulheres com mais de 35 anos.

Varicocele

A varicocele é a causa mais comum de infertilidade masculina. São três situações que podem acontecer:

  1. Diminuição da quantidade de espermatozoides
  2. Alteração da qualidade dos espermatozoides
  3. Interferência na velocidade dos espermatozoides

A doença tem um fator genético importante e geralmente não tem sintoma. Por isso, o homem só descobre a varicocele quando não consegue engravidar e os sintomas incluem sensação de peso, dor e desconforto na região. São dois tratamentos: uma cirurgia que faz a desobstrução e religação das veias e embolização – é feito tipo um cateterismo para desobstruir as veias.

Não tem como prevenir a varicocele, mas alguns hábitos ajudam:

  • Visitas periódicas ao urologista
  • Alimentação saudável
  • Não abusar de álcool, cigarro e outras drogas
  • Praticar atividade física

Fonte: Portal G1


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Há 40 anos, casais inférteis (que tentaram engravidar, sem sucesso, no período de um ano) não tinham esperanças de ter filhos. Para eles, a única alternativa seria adotar. Mas em 1978 — há 40 anos — o nascimento do primeiro bebê de proveta mudou esse cenário e mostrou que a reprodução assistida poderia ser uma alternativa para pessoas com problema de fertilidade.

De lá para cá, cerca de 8 milhões de pessoas foram geradas por este procedimento, segundo dados divulgados no Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, na sigla em inglês). E estima-se que esse número aumente consideravelmente nos próximos anos. “As mulheres têm engravidado cada vez mais tarde, quando as chances de fertilidade são menores e é preciso recorrer à clínica assistida”, afirma Márcio Coslovsky especialista em reprodução humana e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da ESHRE.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um em cada dez casais em idade fértil têm algum tipo de dificuldade para engravidar. No Brasil, são 8 milhões de casais. A Espanha é o país europeu mais ativo em reprodução assistida, com 119.875 ciclos de tratamento realizados, seguido pela Rússia (110.723), Alemanha (96.512) e França (93.918), de acordo com relatório da ESHRE divulgado em 2015.

Estima-se que sejam feitos 2 milhões de ciclos de fertilização in vitro anualmente em todo o mundo. No Brasil, o número de ciclos de fertilização in vitro (FIV) teve crescimento de 168,4% no período de 2011 a 2017, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em 2017 foram feitos 36.307 procedimentos do gênero. Um aumento de 7,4% em relação a 2016, quando houve uma queda no número de fertilizações in vitro motivada pela crise econômica e pelo medo do zika. Apesar do aumento expressivo no número de procedimentos nos últimos sete anos, a Anvisa informa que não é possível determinar quantos resultaram em nascimento uma vez que depois da fertilização, as pacientes são acompanhadas por outros profissionais e clínicas.

Como funciona a FIV

O início da fertilização in vitro se dá com a estimulação da ovulação na mulher através de hormônios durante 8 ou 12 dias. A partir daí, os óvulos maduros são retirados. A fecundação pelo espermatozoide acontece em laboratório (fora do organismo).

Na técnica clássica, os óvulos ficam 24 horas em meio de cultura com espermatozoides à espera de serem fecundados naturalmente. Já a injeção intracitoplasmática de espermatozoides envolve a injeção de um único espermatozoide diretamente no óvulo. Esta última, desenvolvida nos anos 1990 como opção de tratamento para infertilidade masculina, é a forma mais praticada.

Com a fecundação, formam-se os embriões. Alguns dias depois, avalia-se quantos deles se desenvolveram e são viáveis para implantação no útero da paciente e, possivelmente, gerar um bebê.

Fonte: Revista Veja


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Entre as causas mais comuns da deficiência mental infantil estão os fatores de ordem genética, complicações ocorridas na gestação, durante o parto e pós-parto. “A causa do atraso mental ainda é desconhecida na maior parte dos casos, mas existem muitos fatores durante a gravidez que podem causar ou contribuir para essa deficiência. Os mais frequentes são o uso de certos medicamentos, o consumo excessivo de álcool, os tratamentos com radiação, a desnutrição e certas infecções virais, como a rubéola”, afirma o neurocirurgião.

Deficiência Mental não é Doença Mental

É importante os pais não confundirem o atraso mental com a doença mental. “A diferença é que na doença mental a pessoa perde a noção de si mesma e da realidade a sua volta, apresenta alterações de humor, bom senso e concentração. Enquanto a deficiência mental apresenta um QI baixo e dificuldade para desenvolver atividades do dia a dia e também de se relacionar”, ressalta Mandel.

A deficiência mental pode ser de nível:

Leve – A criança pode desenvolver capacidades sociais e de comunicação, mas a coordenação muscular é um pouco deficiente. “A partir dos seis anos a criança tem um conhecimento semelhante ao do sexto ano de um ensino geral básico e, algumas vezes, necessitam de conselhos para realizar alguma atividade”, revela o médico.

Moderado – Pode aprender algumas capacidades sociais e laborais, mas há baixa probabilidade que ultrapasse o segundo ano escolar.

Severo – É capaz de aprender algumas atividades como falar ou se comunicar e hábitos de limpeza. A coordenação muscular, no entanto, já se apresenta deficiente.

Profundo – A criança tem um atraso profundo (coeficiente intelectual 19 ou inferior), geralmente não consegue aprender a andar e a falar, nem sequer chega a compreender o que acontece em sua volta.

QI baixo – As crianças com um coeficiente intelectual entre 69 e 84 têm dificuldades de aprendizagem, mas não apresentam atraso mental. “Normalmente a deficiência mental é detectada na criança quando inicia a idade escolar, pois é na escola que começam a surgir os primeiros problemas educacionais e de comportamento. Com ajuda de tratamentos, estas crianças podem concluir seus estudos sem grandes dificuldades e até mesmo levar uma vida normal”, diz Mandel.

As crianças que apresentam um atraso mental, além da dificuldade em aprender e ler, ainda podem ser imaturas e não ter capacidade para o relacionamento social. Para tratar a dificuldade de aprendizagem é imprescindível a observação dos pais. “A criança com deficiência mental precisa ser estimulada nas áreas em que tem dificuldade. Os principais profissionais envolvidos são educadores especiais, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Medicamentos são utilizados quando a deficiência mental é associada a doenças como a epilepsia”, conclui o neurocirurgião.

Fonte – Mauricio Mandel (CRM 116095), neurocirurgião formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)


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O bebê necessita de um bom início de vida para se desenvolver física e psiquicamente saudável. Um ambiente estável e seguro é muito importante a fim de lhe proporcionar segurança. A mãe precisa estar voltada e disponível para o bebê e, para que isso aconteça, é importante estar inserida em um ambiente que lhe dê o suporte necessário. É nesse momento que a presença do companheiro se mostra imprescindível, pois a função do pai, logo no início de vida da criança, consiste em proporcionar segurança e tranqüilidade à mãe, de modo que ela possa prestar os devidos cuidados ao bebê. A presença do pai é fundamental para tornar esse ambiente confiável e propício ao recém-nascido.

Assumir a retaguarda de uma família não significa que o pai não possa conviver com o filho e dispensar-lhe alguns cuidados, mesmo que ainda seja recém-nascido, apesar de a mãe, por ser a pessoa mais apta a cuidar do bebê, acabar se tornando a responsável pela maior parte desses cuidados. E o ideal é que seja assim, porque o bebê necessita de rotina, principalmente nos primeiros meses de vida. À medida que ele vai crescendo o pai se mostra mais presente nesse convívio, e o lugar que ocupa na vida da criança se torna maior, pois a percepção que ela passa a ter da figura paterna aumenta com o tempo e a convivência.

Há muitos homens que se sentem desamparados e até deslocados no contexto familiar, e o que pode contribuir com isso é o fato de a relação da mãe com o bebê ser muito intensa. Nesse momento, a função do homem é ser a figura forte, capaz de prover e cuidar para que tudo transcorra bem com a mãe e o bebê, mas para alguns nem sempre isso é fácil. É importante deixar claro que a figura do pai é tão importante quanto a da mãe para o desenvolvimento do recém-nascido. Entretanto, essa relação de dependência do bebê com a mãe, que cuida dele o tempo todo, pode assustar e provocar até alguns sintomas em alguns homens, como tristeza, desânimo, ansiedade e irritabilidade, entre outros.

É preciso esclarecer que, neste texto, é citada uma família clássica, composta de pai, mãe e filhos. Contudo, é importante pensarmos nas novas configurações familiares também existentes. Atualmente nos deparamos com famílias constituídas de diversas formas, como aquelas com crianças filhas de pais solteiros ou separados, de produções independentes, ou famílias em que o homem assume os cuidados com os filhos enquanto a mulher arca com a responsabilidade financeira. Há ainda famílias de casais homossexuais (masculinos ou femininos), entre outras possibilidades.

Independentemente da configuração familiar, é preciso ter claro que o bebê necessita de muitos cuidados. As orientações devem ser dadas até mesmo antes de ele nascer, a fim de proporcionar um bom início de vida, o que sem dúvida favorecerá uma vida adulta emocionalmente saudável.

Fonte: Cynthia Boscovich, psicóloga clínica e psicanalista


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As células parecem sinalizar como as células vizinhas se desenvolverão e crescerão

Uma equipe de pesquisadores da Universidade McMaster descobriu um subconjunto único de células dentro de células-tronco humanas que parecem sinalizar como as células ao redor se desenvolverão e crescerão.

A descoberta, denominadas células fundadoras humanas pluripotentes, juntamente com o processo de identificação das células, deverá abrir um novo canal de pesquisa que visa melhor compreender o crescimento de tumores cancerígenos e como as células-tronco humanas tomam decisões sobre o que se tornar ou não se tornar.

“Essa classe de células-tronco humanas pluripotentes tem um conjunto muito diferente de genes e, portanto, segue um conjunto diferente de regras e responde a diferentes tipos de sinais”, disse Mick Bhatia, diretor do Instituto de Pesquisa de Células-Tronco e Câncer.

As células-tronco pluripotentes humanas são consideradas células mestras e, com sua capacidade de se diferenciar em vários tipos de células, parecem estar no topo desse sistema de células-tronco.

A equipe passou mais de seis anos investigando o nível celular para examinar o que eles dizem ser células anteriormente negligenciadas que se formam nas bordas de colônias de células-tronco pluripotentes. Tendo caracterizado essas células, a equipe também observou que elas se formam nos estágios iniciais da reprogramação celular pluripotente de células adultas.

Ao entender e isolar essas células usando uma ferramenta chamada análise de expressão genética de sequenciamento de RNA de célula única, os pesquisadores descobriram um subgrupo de células com características que as diferenciavam do ecossistema celular que as cercava.

A equipe McMaster, junto com colaboradores da Universidade de Harvard, da Universidade Monash, na Austrália, e do Mount Sinai Hospital, em Toronto, comparou as características das células humanas fundadoras pluripotentes com células-tronco de camundongos, mas não encontrou semelhanças. Eles, no entanto, encontraram o mesmo subconjunto de células fundadoras em células-tronco de macacos.

“Fomos a diferentes espécies porque achamos que isso seria algo universal, mas ficamos chocados por não ter sido tão universal quanto pensávamos”, disse Bhatia.

“Passamos muito tempo tentando provar isso como um fenômeno generalizável, mas, como se viu, foi restrito a primatas. Isso pode ajudar a explicar as diferenças fundamentais na resposta a células-tronco em camundongos versus humanos, e faz parte do nosso futuro teste”.

A tecnologia mais recente usada pelos pesquisadores, em combinação com novas ferramentas e técnicas de mineração de dados, mostrou-se essencial para a descoberta da pesquisa.

“O avanço tecnológico que nos permitiu desmontá-lo foi essa técnica em que pudemos isolar células individuais da população e observar seu perfil genético”, disse Bhatia.

O laboratório de Bhatia agora está usando seus conhecimentos sobre células fundadoras e análise de sequenciamento de RNA unicelular nas questões do câncer humano.

Tony Collins, autor do estudo e gerente de pesquisa do laboratório Bhatia, da McMaster, disse que a sofisticada análise de big data usada é essencial para o aprendizado futuro.

“Estamos agora aplicando nossas experiências com essa tecnologia e técnicas para sistemas complexos de câncer”, disse Collins. “Por que uma célula individual se torna cancerosa em primeiro lugar? Quais são as diferenças entre as células cancerígenas? As características dessas células fundadoras, ou ‘chefes’, estão presentes em um tumor humano?

“Está abrindo todo um novo conjunto de critérios e uma maneira de olhar para o sistema celular, que não tínhamos pensado até agora”.

Fonte: Stem Cells Portal


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A gestante precisa sim acrescentar um maior número de calorias durante as refeições, mas não deve exagerar na alimentação. A dieta ideal deve ser individualizada para cada gestante, levando em conta nível de atividade física, idade, peso, tipo de gestação e presença de patologias.

As mudanças hormonais contribuem para deixar a mamãe mais ansiosa nesse período. Fique atenta aos sintomas que podem desregular o seu sistema nervoso, eles influenciam na compulsão alimentar. Tal qual te confundi na hora de saber se você realmente está com fome, ou se está somente com vontade de comer. As situações são diferentes. Na segunda opção, não existe uma necessidade verdadeira de alimentar-se, é um desejo psicoemocional e não de estado fisiológico que requer consumo alimentício.

“Algumas mulheres, inconscientemente, tiram a responsabilidade delas próprias sobre o controle da alimentação e despejam na gravidez, dizendo que são obrigadas a comerem muito”, comenta Liliane.

Isso é resultado do aspecto psicoemocional provocado pelas emoções adversas. Preocupação com o corpo e se o filho vai nascer saudável, dor no parto, cuidados e responsabilidades que vão ser adquiridas daqui para frente, são muitas das dúvidas que afligem as mulheres ao longo dos nove meses, estimulando esse estado emotivo desmesurado.

No pré-natal o médico irá orientar qual a melhor maneira para controlar o peso, por isso é importante um acompanhamento especializado. Mas para não abusar da comida, o ideal é fazer pelo menos de 6 a 7 refeições leves por dia. Esse pequeno intervalo de tempo entre um lanche e outro impede que a mãe coma uma grande quantidade de alimentos. O adequado é comer nesses horários um pouco de queijo; leite; frutas; gelatina (renova o colágeno). Nos desjejuns prefira incluir na dieta uma lista sugestiva de legumes, proteína e vegetais: carne vermelha magra, frango ou peixe.

Quando tiver algum desejo, preste atenção no que vai ingerir, pois não é apropriado consumir alimentos gordurosos, então nada de doces, bolos, sorvetes, entre outros. Isso só vai fazer seu peso duplicar e não vai ser bom nem para você e muito menos para o bebê.

A obesidade na gravidez aumenta a possibilidade do filho ter alguma doença congênita. Para ter uma gestação saudável, o ideal é ganhar de 9 a 12 quilos. Um ou dois por mês.

Fonte- Nutróloga Liliane Oppermann


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Saiba quais procedimentos estéticos são permitidos ou não ao longo da gravidez

Durante a gravidez, é comum que a mulher passe por inúmeras mudanças. Emocionais e físicas, elas fazem parte da preparação do corpo para a jornada dos 9 meses e, não raramente, geram diversas dúvidas e algumas mudanças de hábitos.

Entre tantas recomendações e também proibições, a incerteza alcança o campo da beleza, deixando as gestantes sem saber o que pode ou não ser feito em termos de cuidados estéticos.

Para sanar essas dúvidas, Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Criogênesis, preparou uma lista de contraindicações e tratamentos que podem ajudar a mulher a manter corpo e mente em equilíbrio durante a gestação.

O especialista enfatiza a importância do acompanhamento médico, independentemente do tipo de tratamento. “É muito importante conversar com o médico antes de iniciar qualquer técnica. Assim como existem procedimentos contraindicados, há aqueles que não prejudicam a gestação e favorecem o bem-estar da mãe”, explica.

Radiofrequência

Não pode. Apesar de estimular a produção de colágeno e deixar a pele mais firme, o aparelho pode exercer forte pressão e aumentar o estresse e as dores na gestante.

Tingir os cabelos

Não pode. Principalmente nas primeiras 16 semanas de gravidez, não é aconselhável utilizar tinturas para cabelo, pois o couro cabeludo é uma região bastante vascularizada, o que facilita a entrada da química da tintura na corrente sanguínea. Após este período, não temos evidências da segurança deste procedimento. Shampoos tonalizantes após as primeiras 16 semanas são uma opção mais segura.

Drenagem linfática manual

Pode. O procedimento é ótimo para aliviar as dores nas pernas causadas pela retenção de líquidos na gravidez. Algus cuidados devem ser tomados como evitar a drenagem do abdômen e não usar cremes corporais com nicotilato de metila e/ou cafeína.

Depilação

Depende. A depilação com cera morna ou feita com lâmina pode ser realizada. No entanto, a depilação a laser não é recomendada.

Alisamento capilar

Não pode. “Os alisamentos devem ser evitados durante a gestação, bem como produtos à base de formol, chumbo, amônia, ureia, aromas intensos e componentes alergênicos”, alerta Renato. Porém, as hidratações podem ser feitas, desde que a composição de cada produto seja verificada.

Manicure e Pedicure

Pode. O grande cuidado a ser tomado é evitar infecções por bactérias, fungos e vírus. “Como prevenção, deve-se optar por profissionais que utilizem materiais descartáveis e auto clavados (mesmo processo de esterilização realizado nos hospitais). Esses cuidados valem independentemente de estar ou não grávida”, recomenda.

Peelings

Depende. A maioria dos peelings químicos é contraindicada durante a gestação. Porém, existem alternativas que podem ser avaliadas individualmente com seu dermatologista. Alguns peelings mecânicos podem ser avaliados em determinados casos.

Maquiagem definitiva

Não pode. Há o risco de os pigmentos introduzidos na pele acarretarem reações alérgicas ou anafiláticas. ”Além disso, o procedimento também é doloroso e provoca estresse, o qual aumenta o risco de trabalho de parto prematuro”, finaliza.

Fonte: Revista Claudia