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Pesquisadores de todo o mundo desenvolvem estudos em busca de um tratamento para o “transtorno do espectro autista”, denominação que deriva do autismo, quadro clínico que está associado a uma falha na regulação da maturação e capacidade de diferenciação dos neurônios. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a patologia atinge 80 milhões de pessoas no mundo (2 milhões delas no Brasil), sendo maior a incidência no sexo masculino, em uma proporção de quatro meninos para uma menina.

A boa notícia é que diversos estudos clínicos têm indicado que o transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical pode trazer melhorias dos sintomas comportamentais de indivíduos com autismo. Foram monitorados itens como relacionamento com outras pessoas, retraimento social, consciência corporal, letargia, hiperatividade, irritabilidade e dificuldades de fala. Uma pesquisa com pacientes do Shandong Jiaotong Hospital e do Shandong Rehabilitation Therapy Center, na China, incluiu 37 crianças de 3 a 12 anos com autismo. Quando comparados ao grupo controle, os pacientes submetidos à terapia obtiveram melhora nos parâmetros medidos 24 semanas após a infusão de células-tronco.

Nelson Tatsui, hematologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), acredita que essa pesquisa vai abrir portas para futuros estudos sobre o autismo. “Os protocolos de tratamentos com células-tronco estão cada vez mais frequentes, pois se trata de células adultas e livres de impurezas, o que garante maior eficiência em seu uso terapêutico”, explica. Após a coleta, as células-tronco são avaliadas e armazenadas e podem ficar congeladas por tempo indeterminado sem que haja a perda de suas propriedades. O sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de diversos tipos de patologias. Dentre as principais estão a Leucemia, Talessemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo avançando, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids”, acrescenta Tatsui.

Fonte: Portal NSC Total


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O medicamento ameniza os sintomas da depressão pós-parto rapidamente, mas há restrições e cuidados

O tratamento atual para a depressão pós-parto é baseado em psicoterapia e antidepressivos tradicionais, que demoram um certo tempo para surtir efeito. Mas, recentemente o U.S. Food & Drug Administration (FDA), órgão que regula os remédios nos Estados Unidos, aprovou o primeiro medicamento específico para esse transtorno: a brexanolona.

O fármaco é intravenoso (aplicado diretamente na veia), foi desenvolvido pela farmacêutica Sage Therapeutics e funciona de forma diferente dos antidepressivos comuns. “Esses levariam de quatro a seis semanas para trazer algum resultado”, afirmou a psiquiatra Samantha Meltzer-Brody, professora da Faculdade de Medicina do Centro Médico UNC, nos Estados Unidos.

Segundo os cientistas, a brexanolona ajuda a regular alguns hormônios que contribuiriam para o problema. Além disso, interfere positivamente em neurotransmissores associados ao bem-estar, como os outros fármacos. “As semanas e os meses seguintes ao nascimento são um período crítico para a ligação mãe-bebê. Por isso, encontrar um tratamento de ação rápida é crucial. Nos testes vimos pacientes começando a se sentir melhor dentro de dias”, complementa a doutora, que liderou as pesquisas de desenvolvimento.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, em países de baixa renda, a média de casos de depressão pós-parto é de 19,8%. De acordo com levantamento de 2016 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma em cada quatro brasileiras sofre do transtorno.

As pesquisas para aprovação do remédio

Foram realizados dois estudos pela faculdade de Medicina do UNC: um avaliou mulheres com depressão pós-parto severa e outro se concentrou nas com a condição em nível moderado. Todas haviam acabado de ter um filho.

Em ambas as pesquisas, uma parte das participantes recebeu infusão intravenosa de brexanolona por 60 horas no hospital; a outra, placebo (um tratamento sem efeito, para servir de comparação). As turmas foram acompanhadas por quatro semanas.

Para medir a eficácia, os especialistas levaram em consideração os sintomas, medidos por uma escala de classificação de depressão. Nas duas análises, o medicamento se mostrou superior ao placebo no fim do período de infusão. A melhora também foi observada quando os 30 dias de acompanhamento chegaram ao fim. As reações adversas mais reportadas pelas voluntárias foram sonolência, boca seca, súbita perda de consciência e rubor.

Como será aplicado e quais as restrições

Apesar do avanço, a brexanolona será administrada apenas em um programa clínico restrito e supervisionado devido aos riscos. O fármaco deve ser aplicado continuamente na veia durante 60 horas em um ambiente hospitalar e com acompanhamento do especialista, com autorização prévia das mulheres.

Por quê? Entre outras coisas, o remédio pode causar perda de consciência por sedação excessiva, o que é perigoso se a mamãe estiver, por exemplo, com o bebê no colo. O nível de oxigênio no sangue das pacientes e os momentos de interação com o filho precisam ser monitorados de perto.

Recomenda-se que os cuidadores considerem alterar o regime terapêutico e até abortá-lo caso a depressão pós-parto piore ou se surgirem pensamentos e comportamentos suicidas. “Diante dos resultados dos testes clínicos, acreditamos que essa será uma importante opção de tratamento que pode proporcionar alívio às mulheres com depressão pós-parto, um distúrbio com uma série de gravidades”, conclui Samantha Meltzer-Brody.

Ainda não há previsão de chegada desse remédio ao mercado brasileiro.

Fonte: Revista Saúde


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O tão esperado momento chegou! Você será mãe! Mas e agora? Junto com a gravidez, vem uma série de sentimentos, incertezas, dúvidas e ansiedades!

O que devo fazer agora? Qual médico devo procurar? Qual a melhor maternidade? Será menino ou menina? Será perfeito e sem problemas? Será que vou enjoar ou sentir dores? Será que devo tomar alguma vitamina? Quanto vai custar tudo isso? E por aí vai.

A grávida inicialmente feliz com o resultado positivo da gravidez apresenta inúmeras dúvidas sobre seu futuro incerto. Vários estudos demonstram que a maioria das gestações não foi programada pelo casal, e este fator traz muitas consequências negativas para o casal e o bebê.

“Já está comprovado que a maioria dos traumas dos adultos foi originada nos primeiros meses de gestação, exatamente a fase em que a mamãe descobre que está grávida. É neste período em que os casais mais discutem e brigam, por diversos motivos: gravidez não programada ou indesejada, problemas financeiros, familiares, dentre muitos outros”, afirma o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho

Se a sua gravidez não foi programada, não se desespere, o ginecologista dá algumas dicas para você ter uma gravidez mais tranqüila e saudável.

1-Casais que brigam, discutem, gritam e ofendem-se durante esse período de gestação, passam todos estes sentimentos e emoções negativas para o bebê, que inconscientemente incorpora-os, e isso irá repercutir futuramente na sua vida adulta, aparecendo como traumas e inibições e muitos problemas psicológicos aparentemente sem origem. Por vezes até um perfil psicótico ou psicopata pode ter tido origem durante a fase da gravidez. Dica: Tente sempre conversar com o seu parceiro para não se estressar e não passar esses sentimentos negativos para a criança.

2- Outro fator muito comum e importante, é a gestante que rejeita a gravidez nos primeiros meses- chora muito, e muitas vezes chega até a falar sobre abortamento com o parceiro. Isso tudo, além dos traumas para o inconsciente do bebê, causa uma série de consequências para a gestante.
Muitas vezes ela encontra-se clinicamente sem alterações, mas mesmo assim apresenta sinais e sintomas como vômitos, náuseas, sangramento vaginal, fortes dores, cólicas, contrações, cefaléias, sem causa aparente. Isso nada mais é do que um mecanismo inconsciente da mãe para tentar expulsar essa gravidez indesejada! Vale lembrar que a maioria das gestações são ACEITAS, e não PROGRAMADAS.
Essa mulher terá, portanto, uma gravidez muito mais problemática, cheia de sintomas e alterações, além dos muitos traumas que seu bebê poderá ter na vida adulta. Com 3 semanas de gestação o coração do bebê já está batendo, e com 7 semanas inicia-se o desenvolvimento do seu sistema nervoso, e o bebê já começa a responder a estímulos externos. Se a mamãe leva um susto por exemplo, esse bebê já responde fisicamente com um aumento em sua freqüência cardíaca ou aumentando sua movimentação, mostrando claramente que ele também sentiu o que a mamãe sentiu.

Com apenas 8 semanas (2 meses) de gestação e cerca de 3 cm, o bebê já tem todos os tecidos e órgão formados. Daqui pra frente, ele somente vai amadurecer. Dica: Olhando a gravidez por este prisma, tente diminuir ao máximo esses mecanismos de rejeição fetal e suas consequências. Para isso, existem inúmeras técnicas que o Obstetra pode lançar mão, para juntamente com o casal, e com um pré-natal bem feito, possam lograr êxito nessa batalha contra a rejeição fetal e seus traumas provocados na vida adulta.

Uma dessas técnicas é o chamado “FEEDBACK POSITIVO”.
Mas o que seria este feedback positivo?
Feedback positivo consiste em dizer palavras carinhosas, elogios, transmitir amor e carinho para o seu bebê, ainda dentro do ventre materno.
Já está mais do que comprovado que os bebês, mesmo em fase inicial de gestação, têm o poder de compreensão, mesmo que inconsciente, e sentimentos próprios, absorvendo nesse inconsciente tudo o que a gestante sente ou fala, bem como tudo o que acontece ao seu redor do lado de fora da barriga. E não é só isso! Tudo que é ingerido pela gestante, também repercute não só na parte física do bebê, como também na esfera psicológica do adulto.

Como exemplo: um caso de um bebê que passou a gestação inteira ouvindo uma pessoa brigando e gritando com sua mãe. Ao nascer, sempre que esta pessoa que brigava se aproximar e a criança ouvir sua voz, ela irá começar a chorar e a se desesperar, e ninguém entenderá o motivo! Simples: A criança ficou com aquela voz gravada no seu inconsciente, sempre brigando, gritando, associando-a a momentos ruins, daí ao ouvi-la novamente, a criança chora e se desespera.

3- Passe a mão com carinho sobre o ventre/ abdômen, tanto a própria grávida quanto o papai do bebê, dizendo palavras agradáveis e bonitas para o futuro filho, são um ótimo feedback positivo. Além de criar e estabelecer um vínculo afetivo entre pai, mãe e bebê faz com que o filho já reconheça a voz dos pais e a associe à momentos felizes, culminando com o nascimento de um ser humano com muito mais saúde física e psicológica.

4-É importante também a gestante evitar frequentar lugares muito barulhentos, dando preferência a escutar músicas calmas ao invés de músicas agitadas. Evitar o estresse é fundamental. Ele é um dos grandes responsáveis por uma gestação turbulenta e agitada e também por um bebê agitado e com problemas psíquicos futuros.

5-A gestante deve procurar tratar o seu bebê dentro da barriga, da forma como ela o trataria após ele já ter nascido, ou seja, com todo amor e carinho que ele merece, pois dentro da barriga, ele já sente tudo e absorve tudo, desde o início de sua formação. E neste ponto, a participação do pai e dos familiares é indispensável, dando apoio à gestante e carinho ao bebê.

6-Uma gestação sem ansiedades ou medos, garante um futuro adulto com menos traumas, mais confiança e tranqüilo.

7-Outro momento de extrema importância é o parto. Normal ou cesárea? Como? Onde? Quando? Independente desses questionamentos acima, o momento do parto também tem que ser especial, afinal de contas, será um dos momentos mais importantes e felizes de toda a vida da mulher e do futuro papai. Então é importante, tanto os pais como o obstetra e sua equipe, proporcionarem para que este momento seja único e especial, para que o bebê venha ao mundo em um ambiente agradável, menos hostil e seja muito bem recebido com todo amor e carinho que ele merece.

E como isso pode ser feito? Através de um Parto mais HUMANO!
“Veja bem, eu disse mais HUMANO e não HUMANIZADO! Parto HUMANIZADO é o termo utilizado para denominar o tipo de parto recomendado pela Organização Mundial de Saúde, e este tipo de parto deve realmente ser estimulado, porém um parto mais HUMANO, diz respeito à parte psicossomática desse parto, com uma participação ativa do casal, silêncio da equipe médica ao nascimento, feedback positivo ao nascimento dado pelos pais, ao som de uma música relaxante (de preferência a mesma utilizada durante o pré-natal para fazer relaxamento), dentre outros métodos empregado pelo obstetra e sua equipe, para tornar esse momento o mais agradável e menos traumático para os pais e principalmente para o bebê”, explica o médico. Dica: Cabe à gestante e às pessoas que acompanharem o parto, fazerem com que ele seja muito especial e o menos traumático possível para todos. O relaxamento durante a gestação é de suma importância para o bem estar materno-fetal. Isso inclui exercícios físicos para gestante, seções de meditação, leituras, músicas suaves e exercícios de respiração.
Essas mesmas técnicas também devem ser colocadas em prática no momento do parto.

Fonte- Ginecologista e Obstetra Domingos Mantelli Borges Filho


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O tubo viajou do Texas até a Inglaterra salvar a vida de Jenson

Depois de ter enfrentado o câncer duas vezes com apenas nove anos, o britânico Jenson Wrigh finalmente recebeu a notícia que está curado. A vitória na batalha contra à doença foi conquistada graças a um cordão umbilical que estava congelado no Texas e foi doado ao tratamento do menino. Jenson foi diagnosticado aos 4 anos com Leucemia e mesmo depois de nove meses de quimioterapia intensiva, o câncer voltou e tomou 70% do corpo da criança.

A mãe percebeu um inchaço no pescoço do filho e o levou imediatamente ao hospital. Depois de fazer alguns exames de imagem, os médicos pediram uma biópsia de urgência. Os especialistas diagnosticaram a doença e iniciaram o tratamento. Como a quimioterapia é agressiva, ele perdeu o cabelo e precisou usar uma sondapara se alimentar. O tratamento não foi o suficiente e o câncer acabou voltando. O corpo médico disse que a única chance do garoto era o tratamento com células tronco de um cordão umbilical. O tudo foi doado por anonimamente e a família nunca saberá quem ajudou o garoto a ser curado. Jenson começou esse tratamento alternativo em 2016 e depois de apenas cinco dias já apresentava melhoras. O resultado deixou os médicos surpresos.

Hoje, um pouco mais do que 2 anos depois do início do tratamento com células tronco, o menino recebeu a notícia de que está completamente curado. A mãe, Carolyn, de 46 anos comentou sobre isso: “Nós temos muita sorte, ele era tão novo na época em que foi diagnosticado. Então Jenson realmente não entendia como um adulto faria. Foi um choque quando disseram que ele estava curado e que não queriam vê-lo novamente – é realmente surreal. Ele pode ser como qualquer outra criança de novo agora”, disse à Agência de Notícias de South West.

Fonte: Revista Pais e Filhos

 


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Em pelo menos 30% das grávidas ocorrem deformações, aparentemente irreparáveis, como é o caso da diástase abdominal, uma separação dos músculos mais superficiais no abdômen, os retos abdominais. Quando o útero empurra a barriga para frente na gestação, o movimento afasta os músculos, entre eles há um tecido branco chamado fáscia e esse tecido não é elástico, ou seja, ele fica esgarçado após esse movimento e, por isso, a barriga no pós-parto não volta ao normal.

“O estiramento da musculatura abdominal é indispensável para permitir o crescimento uterino, mas às vezes ocorre uma separação muito grande dos feixes dos músculos retos abdominais, ocasionando a formação da diástase dos músculos retos abdominais. Ela não provoca desconforto nem dor e pode ser resolvido com um tratamento cirúrgico”, explica o cirurgião plástico, Dr. Luiz Eduardo Mendonça Pereira.

A abdominoplastia é a cirurgia plástica mais indicada para reverter a diástase abdominal. O procedimento remove o excesso de gordura e de pele e restaura os músculos enfraquecidos ou separados, criando um perfil abdominal mais suave e tonificado.

Sob raquianestesia, peridural ou anestesia geral, é feita uma incisão horizontal orientada na área entre a linha do púbis e umbigo, através da qual os músculos abdominais enfraquecidos são reparados e suturados, enquanto o excesso de gordura, de tecidos e de pele são removidos. Uma segunda incisão, em torno do umbigo, pode ser necessária para remover o excesso de pele na parte superior do abdômen. Para um melhor resultado, pode ser feita simultaneamente à cirurgia da dermolipectomia abdominal, a plástica de abdômen.

O cirurgião Luiz Pereira explica que a cirurgia é rápida, dura até três horas, e o período de internação é de um dia “A abdominoplastia pode contribuir para uma recuperação mais rápida e eficaz destas alterações mecânicas que incomodam a mulher física e emocionalmente depois do parto. Mas, embora os resultados sejam tecnicamente permanentes, o resultado positivo pode diminuir muito se houver oscilações significativas no peso. Por esta razão, quem está planejando perder peso ou mulheres que ainda pretendem ter outras gestações são aconselhadas a deixar a cirurgia para mais tarde”, alerta Pereira.

Recomendações pré-operatórias:

  1. Obedecer às instruções dadas para a internação
  2. Comunicar qualquer anormalidade que eventualmente ocorra, quanto ao seu estado geral
  3. Estar “em jejum absoluto” de no mínimo 8 horas e não trazer objetos de valor para o hospital
  4. Ir acompanhada para a internação
  5. Evitar uso de brincos anéis, alianças, piercings, esmaltes coloridos nas unhas, etc
  6. Evitar uso de medicações que contenham ácido acetil salicílico ou salicilatos em sua fórmula. Evitar uso de Ginko Biloba, Arnica e Vitamina E. Todos devem ser suspensos 10 dias antes da cirurgia ou a critério médico. Comunique a equipe médica em caso de necessidade de medicação diferente da habitual
  7. Suspender uso de medicação inibidora de apetite (anorexígenos) 15 dias antes da cirurgia
  8. Não fumar

Recomendações pós-operatórias:

  1. Evitar esforços por 14 dias
  2. Levantar-se tantas vezes quanto lhe for recomendado por ocasião da alta hospitalar, obedecendo aos períodos de permanência sentada, assim como evitar escadas longas
  3. Não se exponha ao sol ou friagem, por um período mínimo de duas semanas
  4. Andar curvada, com ligeira flexão do tronco, e manter passos curtos, por um período de 10 a 15 dias
  5. Obedecer à prescrição médica
  6. Voltar ao consultório para os curativos subseqüentes, nos dias e horários estipulados
  7. Não molhar curativos. Mantê-los limpos e secos
  8. Dormir de “barriga para cima” por duas a três semanas
  9. Vestir modelador adequado e confortável
  10. Em caso de dúvida entre em contato com seu médico

Fonte: Dr. Luiz Eduardo Mendonça Pereira (CRM- 114141), médico cirurgião plástico


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Problemas afetam muitos casais que querem ter filho

Muitos casais desejam ter filho mas acabam esbarrando em dois problemas comuns: esterilidade e infertilidade. Segundo o urologista Silvio Pires, da Criogênesis, é preciso entender os fatores que diferenciam esses dois conceitos. “Tecnicamente, a infertilidade é resultado de uma disfunção dos órgãos reprodutores ou dos gametas. Já a esterilidade é a impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas [óvulos e espermatozóide] ou zigotos [fusão dos gametas] viáveis. Desta forma, podemos dizer que um casal é infértil quando há diminuição das chances da gravidez, que podem ser contornadas por medidas médicas, e que é estéril quando há incapacidade de gerar filhos”, explica o especialista.

O médico ressalta ainda que, estatisticamente, a infertilidade representa 30% dos casos de casais que têm problemas para gerar filho. “A principal causa de infertilidade masculina é desconhecida [idiopática]. No entanto, infecções que levam à inflamação dos testículos, o uso de drogas, álcool e a exposição a substâncias tóxicas, como medicamentos usados em quimioterapia e a radiação ionizante, são fatores indutores da infertilidade. Dentre as causas de infertilidade nas mulheres, podemos destacar a endometriose e a tentativa de gravidez tardia, uma vez que após os 35 anos a fertilidade feminina tende a diminuir naturalmente”, comenta o urologista.

Atualmente as técnicas de reprodução assistida têm permitido, a um grande número de casais, a realização do sonho de ter filho. Entretanto, para que essas técnicas dêem resultados, é fundamental que o diagnóstico adequado, seja de infertilidade, seja de esterilidade, já que determinará o tratamento que deverá ser realizado. “Alguns exames ajudam a diagnosticar as causas da infertilidade, como a ultrassonografia transvaginal e o espermograma, que visa conhecer um dos fatores masculinos, avaliando os graus de concentração, vitalidade e morfologia dos espermatozóides”, diz Silvio Pires.

Fonte: Revista O Encontro


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O ambiente inclui uma gravidez tranqüila, uma dieta balanceada, ausência de infecções graves, evitar cigarro, álcool, medicamentos sem orientação especializada, etc. Além de todos esses cuidados, é também recomendado um ambiente rico em vivências e estímulos por todas as vias sensitivas do cérebro do bebê (visão, audição, tato, olfato e o paladar).

O Neurologista explica que: “O cérebro humano é a estrutura mais complexa que se tem conhecimento. Sua estruturação anatômica e funcional se dá de forma progressiva por muitos anos, sendo os 3 primeiros anos de vida a fase mais crítica, dinâmica e intensa desse amadurecimento. O ideal é expor o pequenino a uma ampla gama de estímulos e vivências, de modo a propiciar um ambiente emocional e intelectual favorável ao melhor desenvolvimento cognitivo”.

Vamos passear um pouco pelos principais aquisições mentais nos primeiros 18 meses e dar algumas dicas de estimulação:

Dentro da barriga

O bebê dentro da barriga passa por profundas modificações nos 9 meses de gestação. Ele escuta os ruídos externos e internos da mãe, movimenta-se, engole líquido amniótico, dorme e acorda, boceja, urina e pode até chupar dedo.

Como estimular: Converse bastante com o seu bebê, fale devagar e com voz suave e acolhedora, coloque músicas instrumentais, acaricie a barriga, evite locais com ruído alto.

Primeiros 3 meses

É uma fase de adaptação. O bebê fora da barriga tem acesso a uma infinidade de estímulos táteis e visuais que eram impossíveis dentro da barriga. Procure manter o ambiente do bebê organizado e com decoração suave. Apresente objetos grandes, sem muitos detalhes e coloridos, faça massagens suaves nos membros e nas costas, olhe nos olhos durante as mamadas. Você verá que é uma fase de muita incoordenação motora, sustos e trancos quando surpreendido, muito sono e muita dependência em relação a mãe. Aos poucos ele passará a seguir objetos, dirigir o membro ao alvo e coordenar os olhos e os movimentos do tronco. Abuse de músicas suaves, deixe-o (de vez em quando) apoiado sobre sua barriga ou tórax e sentir a sua respiração, passe segurança e tenha paciência com as noites mal dormidas, a sincronização do sono com a luz solar é novidade para ele e pode demorar alguns meses. Aos poucos você vai perceber que ele vai ficando mais durinho e menos desajeitado.

Três a seis meses

O bebê passa a sustentar a cabeça, dirigir o pescoço e o olhar, dar risadas progressivamente mais seletivas. Nesse período ele aprenderá a sentar com e sem apoio, levará as coisas à boca e aprende a girar o corpo na cama (muito cuidado nessa fase pelo risco de queda, principalmente nas trocas). Nessa fase é fundamental os contatos sociais, com familiares e, se possível, com outras crianças. Brinquedos ainda médios a grandes, com sons e luzes, uma vez que o cérebro nessa fase já é capaz de integrar bem os estímulos. Apresente vídeos, músicas mais complexas, deixe-o perceber as texturas das coisas, tentar alcançar os objetos (evite dar tudo na mão).

Seis meses a 1 ano

O desenvolvimento cerebral está a todo vapor nessa fase. A cada dia uma nova conquista. Ele aprenderá a deslizar no chão para alcançar objetos, distingue cores primárias, sorri apenas quando está feliz e pode fechar o rosto para desconhecidos, aprenderá eventualmente a engatinhar, ficar de pé com apoio, trocar objetos de mão com desenvoltura e segurança, apontar objetos de interesse, etc. As pernas passam por um processo progressivo de ganho de força e coordenação que levará o bebê a andar em pouco tempo. Ele repete sons, brinca com os lábios, faz bolinhas de saliva, reponde a perguntas com sons ainda sem sentido e em breve falará as primeiras palavras definidas.

Nessa fase é fundamental ensiná-lo. Aplaudir quando fizer certo, deixar claro quando fizer algo indevido. Coloque opções de brinquedos, deixe-o escolher. Mostre-o sabores e texturas alimentares diversificadas. Deixe-o comer com as próprias mãos, de vez em quando. Quando apresentar um objeto dizer o nome do objeto em voz alta, clara e pausadamente. Essa fase o bebê faz muitas associações mentais passa progressivamente a desenvolver sua linguagem. Imponha desafios ao bebê no dia-a-dia, esconda um brinquedo com um pano, feche uma caixa, coloque outra coisa na frente, etc. com o tempo você verá que as estratégias mentais do pequeno para atingir seu objetivos vão ficando cada vez mais efetivas e complexas.

12 a 18 meses

Nessa fase o bebê geralmente já anda e domina um pequeno vocabulário de cerca de 5 a 10 palavras fáceis, como: papai, mamãe, acabou, cadê, oi, quero, me dá, etc. Aos poucos ele aprende a subir e descer escadas, andar para traz, girar em torno de seu eixo, etc. Nessa fase, começam a entender mais claramente o que os pais pedem. Se disser para a criança abrir a boca bem grande para escovar os dentes, ele abrirá. Se pedir um objeto ele vai buscar e trazer de volta. Ele pode ajudar a recolher brinquedos, aprende a auxiliar na hora de se vestir, convida pessoas para uma brincadeira, pode se jogar no chão quando contrariado, etc.

Para estimulá-los é fundamental dar independência, permitir o erro, sem perder a segurança. Brincadeiras coletivas, danças, jogos com cubos e bolas são boas pedidas. O vocabulário vai aumentando progressivamente, assim como a melodia da comunicação e o entendimento do que lhe é dito ou solicitado. Geralmente eles entendem mais do que são capazes de expressar nessa fase. Eles já apresentam uma personalidade própria (mesmo que ainda em formação) e aprendem com muito facilidade, principalmente atividades repetitivas.

Fonte- Neurologista Leandro Teles (CRM 124.984)


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Embora seja raro, é possível engravidar quando está menstruada e tem uma relação desprotegida, especialmente quando se tem um ciclo menstrual irregular ou quando o ciclo tem menos de 28 dias.

Num ciclo regular de 28 ou 30 dias essas chances são quase nulas porque, após o final do período menstrual ainda faltam cerca de 7 dias até à ovulação e os espermatozóides sobrevivem, no máximo, 5 dias dentro do corpo da mulher, não chegando a ter contato com o óvulo liberado. Além disso, mesmo que ocorresse fecundação, durante a menstruação, o útero já não se encontra preparado para receber o óvulo fecundado e, por isso, as chances de engravidar são muito baixas.

Porém, caso tenha ocorrido o contato íntimo desprotegido, a melhor forma de confirmar se se está grávida é fazendo o teste de farmácia, que deve ser feito a partir do primeiro dia do atraso menstrual.

Porque é possível engravidar num ciclo curto ou irregular

Ao contrário do que acontece num ciclo regular de 28 ou 30 dias, a ovulação de um ciclo mais curto ou irregular pode acontecer em até 5 dias após o final da menstruação e, por isso, existem maiores chances de algum espermatozóide, que tenha sobrevivido, conseguir chegar no óvulo, gerando uma gravidez.

Assim, idealmente, mulheres que têm um ciclo curto ou irregular devem utilizar sempre um método contraceptivo, caso não estejam a tentar engravidar, mesmo durante a menstruação.

Quais as chances de engravidar antes ou depois da menstruação?

As chances de engravidar são maiores quanto mais tarde ocorrer a relação desprotegida e, por isso, é mais fácil engravidar após a menstruação. Isso porque a relação ocorre mais perto da ovulação e, assim, os espermatozóides conseguem sobreviver tempo suficiente para fecundar o óvulo.

Já se o contato íntimo acontecer imediatamente antes do período menstrual as chances também são quase nulas, sendo ainda inferiores ao que acontece quando a mulher está menstruada.

Como evitar a gravidez?

A forma mais segura de evitar uma gravidez indesejada é utilizando um método contraceptivo, sendo que os mais eficazes são:

  • Preservativo masculino ou feminino;
  • Pílula anticoncepcional;
  • DIU;
  • Implante;
  • Anticoncepcional injetável;

O casal deve selecionar o método que melhor se adapta às suas necessidades e manter seu uso enquanto não desejem engravidar, mesmo durante a menstruação.


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Pesquisadores dizem que um homem de Londres parece estar livre do vírus da Aids após um transplante de células tronco. É o segundo caso de sucesso, depois que o “paciente de Berlin”, Timothy Ray Brown, foi curado há quase 12 anos.

Tais transplantes são perigosos e falharam em outros pacientes e as novas descobertas foram publicadas pela revista Nature. Os detalhes serão divulgados em uma conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas em Seattle.

O paciente de Londres não identificado, foi diagnosticado com HIV em 2003 e, após desenvolver câncer, concordou com um transplante de células-tronco para tratar essa doença em 2016.

Seus médicos encontraram um doador com uma mutação genética que confere resistência natural ao HIV. O transplante mudou o sistema imunológico do paciente de Londres, dando a ele a resistência do doador ao HIV, segundo a Associated Press. Publicamente, os cientistas ainda se referem ao caso como uma “remissão de longo termo” e alguns não garantem que o vírus não irá retornar ao organismo do paciente.

Segundo o “New York Times”, muitos especialistas chamam os casos de “a cura”, com a ressalva de que é difícil saber como definir a palavra quando há apenas duas instâncias conhecidas.

Embora afirmem que o transplante não é uma opção viável para o tratamento da Aids, médicos acreditam que o caso do paciente de Londres é um grande avanço. “Isso vai inspirar as pessoas que a cura não é somente um sonho”, disse Annemarie Wensing, virologista do Centro Médico da Universidade de Utrecht, na Holanda, ao “NY Times”. “É alcançável.”

Paciente de Berlim

O primeiro caso conhecido de cura foi o de Timothy Ray Brown, relatado em 2007. Inicialmente, ele ficou conhecido apenas como o “paciente de Berlim”. Brown, que hoje tem 52 anos e vive em Palm Springs, na Califórnia, teve leucemia e foi submetido a quimioterapia.

Quando esse tratamento não funcionou, ele foi submetido a dois transplantes de medula óssea e seu doador também tinha uma mutação genética em uma proteína chamada CCR5, que repousa sobre a superfície de certas células do sistema imunológico. O H.I.V. usa a proteína para entrar nessas células, mas não consegue aderir à versão mutante.

Brown recebeu drogas imunossupressoras que não são mais usadas e teve sérias complicações após a cirurgia. Ele quase morreu, mas depois de se recuperar totalmente os médicos constataram que ele estava curado da infecção pelo HIV. O paciente de Londres sofria de linfoma de Hodgkin e também recebeu um transplante de medula óssea de um doador com mutação genética na CCR5, em maio de 2016.

Fonte: Portal G1


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De acordo com o ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha, formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme, o pé torto congênito é uma deformidade que se forma durante o crescimento do bebê no útero da mãe. “Os pés dos bebês são gerados após a quarta semana de gravidez. À medida que se desenvolvem vão se posicionando até um pouco antes do nascimento, mas em alguns bebês, isso não acontece de maneira normal, o que chamamos de pé torto congênito”, explica.

Apesar do nome, os pais não devem se sentir culpados pelo problema que a criança apresenta ao nascer. Não se sabe exatamente porque a condição ocorre, mesmo existindo varias teorias, por isso, se convencionou chamar de pé torto congênito, ou seja, de nascimento. Os casos variam desde leves até graves. “Nos casos mais leves os pés do bebê ainda são flexíveis, favorecendo o tratamento. Já nos mais graves, os pés são de difícil posicionamento e requer um acompanhamento prolongado devido a alguma alteração dos ligamentos, dos tendões ou do osso”, afirma o ortopedista.

Atenção especial aos pés do bebê no segundo trimestre

A partir do segundo trimestre de gestação algumas alterações no posicionamento dos pés podem ser percebido nos exames de imagem que a mulher faz ao longo da gravidez. “Quando são vistos problemas no posicionamento dos pés, os pais ficam assustados e preocupados com as alterações visualizadas. Nesse momento, o médico deve tranqüilizar a família e esclarecer que é preciso esperar o bebê nascer para se avaliar a criança, saber se existe realmente um problema ou se é somente uma alteração postural e iniciar o tratamento caso seja necessário”, diz.

“A maioria dos casos é corrigido antes do terceiro mês de vida. O ideal é que o pé esteja totalmente corrigido antes que a criança dê os primeiros passos”, ressalta o médico.

A correção dos pezinhos tortos

O tratamento de ser precoce, logo nas primeiras semanas após o nascimento do bebê para evitar que o desenvolvimento da criança fique comprometido, podendo levar a problemas funcionais e em alguns casos até psicológicos. A primeira tentativa para a correção é a manipulação manual dos pés e trocas de gesso. “A maioria dos casos de pé torto congênito são resolvidos com o uso de imobilizações, que consistem em gessos seriados, deixados por uma semana a cada imobilização. Assim, aos poucos a deformidade vai sendo corrigida dependendo da intensidade da deformidade e de fatores associados”, acrescenta o ortopedista.

Durante esse período, a mãe precisa ficar muito atenta ao filho e, se ele manifestar algum sintoma de desconforto, levá-lo ao médico, para que a imobilização seja reavaliada e refeita se for necessário. Em alguns casos mesmo com o inicio precoce do acompanhamento a correção total pode não ser atingida nesses casos a cirurgia pode ser indicada. “Quando o gesso não resolve, podemos recorrer à cirurgia. O objetivo do procedimento é a melhora da aparência e da movimentação do pé e da perna, mas devemos ressaltar que dependendo da causa da deformidade e o momento em que foi iniciado o tratamento, alterações residuais podem existir. Com isso, pode haver redução da mobilidade das articulações dos pés e estes podem tornar-se dolorosos ao longo dos anos”, conclui.

Depois da correção das deformidades, indica-se o uso de orteses. O tratamento pode ser demorado e causar desconforto ao bebê, mas os pais devem saber que todo esse esforço vale a pena, devido aos enormes benefícios para a vida dessa criança, pois o objetivo primordial é que a criança possa ter uma vida normal, podendo correr, pular e brincar.

Fonte -Ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha (CRM-SP 111559), formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme