Blog

CLASSIC LIST

pé-torto-congênito-direito-1200x900.jpg

De acordo com o ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha, formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme, o pé torto congênito é uma deformidade que se forma durante o crescimento do bebê no útero da mãe. “Os pés dos bebês são gerados após a quarta semana de gravidez. À medida que se desenvolvem vão se posicionando até um pouco antes do nascimento, mas em alguns bebês, isso não acontece de maneira normal, o que chamamos de pé torto congênito”, explica.

Apesar do nome, os pais não devem se sentir culpados pelo problema que a criança apresenta ao nascer. Não se sabe exatamente porque a condição ocorre, mesmo existindo varias teorias, por isso, se convencionou chamar de pé torto congênito, ou seja, de nascimento. Os casos variam desde leves até graves. “Nos casos mais leves os pés do bebê ainda são flexíveis, favorecendo o tratamento. Já nos mais graves, os pés são de difícil posicionamento e requer um acompanhamento prolongado devido a alguma alteração dos ligamentos, dos tendões ou do osso”, afirma o ortopedista.

Atenção especial aos pés do bebê no segundo trimestre

A partir do segundo trimestre de gestação algumas alterações no posicionamento dos pés podem ser percebido nos exames de imagem que a mulher faz ao longo da gravidez. “Quando são vistos problemas no posicionamento dos pés, os pais ficam assustados e preocupados com as alterações visualizadas. Nesse momento, o médico deve tranqüilizar a família e esclarecer que é preciso esperar o bebê nascer para se avaliar a criança, saber se existe realmente um problema ou se é somente uma alteração postural e iniciar o tratamento caso seja necessário”, diz.

“A maioria dos casos é corrigido antes do terceiro mês de vida. O ideal é que o pé esteja totalmente corrigido antes que a criança dê os primeiros passos”, ressalta o médico.

A correção dos pezinhos tortos

O tratamento de ser precoce, logo nas primeiras semanas após o nascimento do bebê para evitar que o desenvolvimento da criança fique comprometido, podendo levar a problemas funcionais e em alguns casos até psicológicos. A primeira tentativa para a correção é a manipulação manual dos pés e trocas de gesso. “A maioria dos casos de pé torto congênito são resolvidos com o uso de imobilizações, que consistem em gessos seriados, deixados por uma semana a cada imobilização. Assim, aos poucos a deformidade vai sendo corrigida dependendo da intensidade da deformidade e de fatores associados”, acrescenta o ortopedista.

Durante esse período, a mãe precisa ficar muito atenta ao filho e, se ele manifestar algum sintoma de desconforto, levá-lo ao médico, para que a imobilização seja reavaliada e refeita se for necessário. Em alguns casos mesmo com o inicio precoce do acompanhamento a correção total pode não ser atingida nesses casos a cirurgia pode ser indicada. “Quando o gesso não resolve, podemos recorrer à cirurgia. O objetivo do procedimento é a melhora da aparência e da movimentação do pé e da perna, mas devemos ressaltar que dependendo da causa da deformidade e o momento em que foi iniciado o tratamento, alterações residuais podem existir. Com isso, pode haver redução da mobilidade das articulações dos pés e estes podem tornar-se dolorosos ao longo dos anos”, conclui.

Depois da correção das deformidades, indica-se o uso de orteses. O tratamento pode ser demorado e causar desconforto ao bebê, mas os pais devem saber que todo esse esforço vale a pena, devido aos enormes benefícios para a vida dessa criança, pois o objetivo primordial é que a criança possa ter uma vida normal, podendo correr, pular e brincar.

Fonte -Ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha (CRM-SP 111559), formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme


Criança-escovando-os-dentes.jpg

Os dados são do NHS Digital, o Centro de Informações de Saúde e Assistência Social da Inglaterra. Segundo os especialistas, a falta de acompanhamento dentário pode resultar em problemas por toda a vida

Fazer os pequenos escovarem os dentes é quase que uma luta diária para os pais. Seja pela dificuldade da tarefa ou pelo fato de os dentes ainda estarem nascendo, muitos acabam relaxando e não sendo tão rígidos com os hábitos dentários. No entanto, é importante não só manter uma rotina de cuidados em casa como fazer consultas periódicas ao dentista.

Depois de analisar os dados do NHS Digital – que é o Centro de Informações de Saúde e Assistência Social, a Faculdade de Cirurgia Dentária, Royal College of Surgeons, da Inglaterra, chegou a conclusão de que 57,5% das crianças com menos de 4 anos não compareceram a uma consulta com o dentista em 2018. Na faixa etária de 5 a 9, esse índice cai para 41,4% e de 5 a 9, 32,7%.

Qual é a orientação?

Na Inglaterra, os pais são aconselhados a levar seus filhos a uma consulta odontológica assim que os primeiros dentes aparecerem. Depois disso, eles devem agendar outro check-up com 1 ano de idade, e depois os acompanhamentos acontecem a cada 12 meses. Caso contrário, os riscos associados não só poderiam ser um obstáculo para os dentes de leite, como também teriam conseqüências a longo prazo, de acordo com os especialistas.

“É decepcionante que quase 5 entre 10 crianças de 1 a 4 anos não tenham consultado um dentista no ano passado. As crianças que apresentam cárie dentária na primeira infância são muito mais propensas a desenvolver problemas subseqüentes, incluindo um risco maior de deterioração adicional tanto nos dentes de leite quanto nos permanentes”, explica o professor Michael Escudier, reitor da Faculdade de Cirurgia Dentária do Royal College of Surgeons. Segundo ele, isso ocorre, em parte, porque os grandes danos aos dentes de leite podem causar abscessos que prejudicam os dentes permanentes, que se desenvolvem no interior das gengivas.

“É importante que as primeiras interações da criança com o dentista sejam para check-ups simples, em vez de um tratamento mais sério. Fazer um filho habituar-se a abrir a boca para um dentista é uma prática útil para o futuro. Se ele só visita o dentista pela primeira vez depois de ter um problema, a experiência pode causar medo e levar a um mau atendimento odontológico durante toda a vida”, completa o especialista.

“Infelizmente, o número de crianças que visitam um dentista é o mesmo das estatísticas de adultos. De um modo geral, isso significa que, se um dos pais não vai ao dentista, o filho também não”, finaliza Nigel Carter OBE, diretor executivo da Oral Health Foundation.

Brasil: cuidados desde a barriga

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou, recentemente, o Guia de Saúde Bucal Materno-Infantil, com orientações para prevenção dos principais problemas que comprometem a dentição de gestantes e crianças.

De acordo com o guia, o ideal é que os cuidados com a saúde dental da criança comece com o nascimento do primeiro dente – o que normalmente ocorre a partir do sexto mês – e, a partir daí, as visitas ao dentista devem ser realizadas a cada seis meses. Antes disso, a limpeza da gengiva deve ser feita com gaze e água. E, assim que nascer o primeiro dentinho é hora de começar com a escova.

Fonte: Revista Crescer


Massagem-em-gravida-1200x800.jpg

Tudo porque a gestação é um estado no qual muitas alterações ocorrem no organismo da gestante, o que a diferencia do ponto de vista das técnicas de massagem das demais pessoas

A fisioterapeuta Mariana Moraes, garante que, se feita corretamente, a massagem relaxante alivia as dores lombares, diminui o inchaço nas pernas e auxilia o retorno venoso estimulando a circulação sanguínea e linfática. “São realizadas manobras terapêuticas específicas como amassamento, deslizamentos e percussões. Essa terapia tem o intuito de melhorar a circulação sanguínea, aumentar o fluxo de nutrientes, além de aliviar a dor e facilitar a atividade muscular”, explica.

A massagem relaxante é uma técnica de manipulação suave diretamente sobre os músculos, que alivia a tensão sobre eles. A tensão muscular é provocada, no caso das gestantes, pelo desconforto postural, aumento de peso, alteração de humor, que é comum na gestação, aumento do stress e cansaço. Portanto, são recomendadas sessões de massagem relaxante durante os nove meses para que a futura mamãe possa ter uma gestação tranquila e suave, associada a drenagem linfática manual.

“Recomendamos a técnica a partir do terceiro mês de gestação por conta do risco de aborto espontâneo que é maior no primeiro trimestre. Uma sessão de massagem por semana é o suficiente para aumentar o bem-estar. Essa periodicidade já ajuda a diminuir a dor nas costas e a ansiedade. É também uma massagem no ego: você está se cuidando e cuidando do bebê”, diz a fisioterapeuta.

Benefícios da massagem relaxante na gravidez

  • Facilita o processo psicológico da gestação, por fortalecer o trabalho do coração, aumentar a respiração celular, reduzir o edema, e contribuir para a sedação do sistema nervoso simpático.
  • Alivia a sobrecarga nas articulações de suporte de peso e estruturas músculo-fasciais (articulação sacro-íliaca, coluna toraco-lombar, quadris, músculos eretores da espinha).
  • Alivia e reduz dores no pescoço e nas costas causadas por postura inapropriada, fraqueza muscular e desequilíbrio.
  • Provê suporte emocional e físico (particularmente para as mulheres que estão sozinhas nesta etapa).
  • Desenvolve a consciência sensorial necessária para o processo do parto cinestesicamente (após o parto, a musculatura das costas, o abdômen e o assoalho pélvico devem relaxar para permitir que o útero trabalhe sem resistência).
  • Facilita o realinhamento estrutural da coluna e pelve no pós-parto e a reabilitação dos músculos abdominais.

Fonte – Mariana Moraes, fisioterapeuta


pesquisa-1200x695.jpg

A Universidade de Minnesota Medical School continua seu legado de avançar terapias de substituição de células com um avanço científico que destaca a promessa de terapias celulares para a distrofia muscular.

O laboratório de Perlingeiro, ao longo de vários anos, foi pioneiro no desenvolvimento de células tronco / progenitoras musculares a partir de células-tronco pluripotentes in vitro (ou seja, em um prato de cultura e não em humanos ou animais). Estas células são capazes de gerar novos músculos funcionais após o transplante em camundongos com distrofia muscular, e também preencher criticamente este novo músculo com novas células-tronco musculares também derivadas das células-tronco pluripotentes, permitindo que o novo músculo se repare se for lesado.

Agora, os pesquisadores avançaram essas descobertas para identificar pela primeira vez a assinatura molecular das células-tronco musculares geradas no prato, em comparação com as células-tronco musculares recém-geradas que povoam o músculo recém-formado.

Eles também compararam esses perfis a células-tronco musculares isoladas de camundongos em diferentes estágios de desenvolvimento (embrionário, fetal, neonatal e adulto). Estes estudos revelaram que as células musculares geradas no prato são de natureza embrionária, no entanto, após o transplante, a população de células estaminais que fornecem ao novo músculo muda notavelmente para uma assinatura molecular pós-natal, mais semelhante a células estaminais adultas e neonatais.

“Embora as células-tronco musculares enxertadas não parecessem idênticas às células musculares adultas, elas não mais se pareciam com células embrionárias, o que nos diz que elas estão mudando depois de serem transplantadas para o ambiente muscular”, disse Incitti. Os pesquisadores também re-transplantaram as células-tronco musculares enxertadas e descobriram que um número muito pequeno dessas células tinha um tremendo potencial de regeneração muscular após o transplante secundário. “Agora estamos perguntando – quais são as sugestões ambientais que estão mudando nossas células?”

“Queríamos saber mais sobre as células nas quais temos trabalhado nos últimos 10 anos”, disse Perlingeiro. “Este estudo nos traz mais conhecimento sobre o mecanismo por trás de seu tremendo potencial regenerativo”.

“Sabíamos que novas células-tronco musculares estavam presentes após o transplante, mas entender o papel do ambiente e entender que as células são realmente remodeladas pela exposição ao ambiente muscular é uma descoberta estimulante”, disse Perlingeiro. “O conhecimento no nível molecular e funcional do que acontece com essas células após o transplante é particularmente importante para fornecer a justificativa para futuras aplicações terapêuticas”.

A pesquisa foi publicada na revista Proceedings da Academia Nacional de Ciências (PNAS) e os autores foram Tania Incitti, Ph.D., Pós-Doutorada Associado e Rita Perlingeiro, Professora do Departamento de Medicina, membro do Instituto do Coração de Lillehei, Stem Cell. Institute e Wellstone Muscular Dystrophy Center, da Universidade de Minnesota Medical School.

Fonte: University of Minnesota Medical School


preservacao_feminina-1200x596.jpg

De modo geral, o intervalo entre 20 e 30 anos é o período mais fértil da vida da mulher, quando a gravidez acontece mais rápido, embora o número de mulheres acima de 30 engravidando seja cada vez maior.

Como a idade afeta a fertilidade?

A fertilidade da mulher começa a diminuir por volta dos 30 anos, com as chances de gravidez caindo ainda mais significativamente a partir dos 35 anos.

Depois dos 35, aumenta a proporção de mulheres com problemas de fertilidade, abortos espontâneos ou outras complicações com o bebê. Portanto, do ponto de vista puramente biológico, o ideal é tentar engravidar antes dos 35.

Os homens continuam férteis por bem mais tempo. Hoje se sabe que a fertilidade masculina também é afetada pela idade, só que de modo mais gradual. O declínio da fertilidade masculina pode impactar, por exemplo, a saúde dos filhos que o homem venha a ter.

Quanto tempo vou demorar para engravidar?

Como já foi dito acima, as chances de ficar grávida mais rapidamente dependem bastante da idade.

O pico de fertilidade se dá entre 20 e 24 anos. A partir dos 35 anos, é um processo que pode levar mais tempo, e depois dos 40 fica mais complicado (o que não quer dizer impossível; leia mais sobre engravidar depois dos 40 anos).

Um simples ano pode fazer muita diferença quando a mulher está na casa dos 30 ou dos 40 anos.

A maioria dos casais (cerca de 92%) consegue engravidar em até dois anos se mantiver relações sexuais freqüentes e sem proteção. “Freqüentes” neste caso significa sexo a cada dois ou três dias, ao longo de todo o ciclo menstrual.

Por que a fertilidade decai tão rápido com a idade?

Há vários motivos que afetam a fertilidade. É preciso lembrar que a saúde em geral da pessoa também declina com o passar da idade. Certos problemas podem se agravar, e novas doenças podem surgir.

À medida que a mulher envelhece, fatores ligados à fertilidade mudam, como:

  • Reserva ovariana: é o número de folículos em bom estado estocado nos ovários. Os folículos se formaram quando você ainda estava na barriga da sua mãe, e desde então só foram se deteriorando (e sendo usados).
  • Quanto mais tempo passa, menos óvulos viáveis você tem. Para mulheres que sofrem de menopausa precoce, os óvulos acabam muito antes do normal.
  • Ciclo menstrual: conforme as mulheres se aproximam da menopausa, os ciclos menstruais podem começar a ficar irregulares e mais curtos, o que desfavorece a fertilização.
  • Revestimento do útero: o endométrio pode ir ficando cada vez mais fino, menos apropriado à implantação do embrião.
  • Secreção vaginal: o muco presente na vagina e no colo do útero pode ficar menos líquido e mais hostil aos espermatozoides.
  • Doenças que afetam o sistema reprodutivo: certos problemas podem ir danificando os órgãos reprodutivos com o passar do tempo, ou podem se agravar se não forem tratados. Entre eles estão a endometriose, a síndrome dos ovários policísticose a clamídia.
  • Peso: o excesso de peso pode afetar a fertilidade, e tende a ser mais comum à medida que a mulher fica mais velha.

Fonte: Portal Baby Center


Pai-estudando-com-filho-1200x543.png

Pesquisadores acreditam que a convivência com os adultos pode ser tão importante quanto a genética

Pais que querem que os filhos tenham um bom desempenho acadêmico devem passar mais tempo com eles, aponta um novo estudo da Universidade de Ohio. Os pesquisadores analisaram os resultados no “vestibular” de 22 mil crianças israelenses que perderam um dos pais antes de completar 18 anos, cerca de 77 mil com pais que se divorciaram e 600 mil que não passaram pelo falecimento de um progenitor, nem passaram por um processo de separação.

Eles descobriram que o nível de educação do adulto que permanecia com a criança tinha um impacto muito maior no sucesso acadêmico dela do que o do parceiro que faleceu ou perdeu a guarda. “Descobrimos que, se uma mãe morre, sua educação se torna menos importante para o filho passar no vestibular e, ao mesmo tempo, a educação do pai se torna mais importante. Se o pai morre, o contrário acontece”, disse o professor Mark L. Weinber, um dos autores do estudo. “Quanto mais cedo um dos pais falece, mais forte é essa relação. O sucesso do aluno não vem apenas de pais inteligentes que têm filhos inteligentes”.

Fonte: Revista Crescer


Jabio-leporino.jpg

Sara Heller, uma americana de Nebraska, disse ter ficado surpresa quando descobriu que seu bebê nasceria com fenda labial e palatina — malformações que ocorrem durante o desenvolvimento do embrião. Mas ela ficou ainda mais chocada quando os médicos sugeriram que a gravidez fosse interrompida. “Eu sabia que, embora o bebê que estava crescendo dentro de mim tivesse algumas complicações, ele também ainda era um bebê com um coração palpitante”, disse ela.

“Embora eu estivesse com medo do futuro de Brody e das coisas que perderíamos como pais típicos de primeira viagem, eu não hesitei em continuar a gravidez”, afirmou. Felizmente, Sara e o marido Chris, tomaram a decisão certa. Afinal, Brady, aos 2 anos, está se desenvolvendo de forma saudável e é uma criança feliz.

Os pais compartilham a história do filho nas redes sociais desde que descobriram seu diagnóstico. “Eu queria que as pessoas tratassem Brody como se ele fosse uma vida digna de comemoração”, disse Sara. Ela contou que as mensagens que a família recebe são extremamente positivas, com milhares de outros pais de todo o mundo dando apoio.

A repercussão foi tão positiva que um membro do “fã-clube” de Brody fez uma doação anônima de US$ 2 mil para a cirurgia do pequeno. “Fiquei impressionada com a bondade que um desconhecido”, disse. “Eu envio notas e fotos de Brody todos os anos”, completou.

Quanto aos médicos que sugeriram o aborto, o desejo de Sara era poder voltar e contar “como Brody tem sido forte nos últimos dois anos e quanta esperança temos para o futuro dele”.

Segundo o obstetra e doutor em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, Wladimir Taborda, a hereditariedade é o fator de risco mais importante para a fissura labiopalatina. “A possibilidade de o bebê ser afetado é 40 vezes maior se um dos pais tem fissura labial ou palatina e também aumenta se mais de um membro da família tem o problema. É possível fazer o diagnóstico por ultrassonografia a partir da 14ª semana de gestação. As formas de tratamento após o nascimento são muito bem-sucedidas. A cirurgia para o fechamento do lábio leporino é realizada até os 2 ou 3 anos e corrige praticamente todas as alterações”, esclarece.

Fonte: Revista Crescer


celulas-tronco-criadas-em-laboratorio-1200x800.png

Pesquisa foi feita em ratos e teve resultado positivo

Avanços na pesquisa com células-tronco oferecem esperança para tratamentos que poderiam ajudar os pacientes a regenerar o tecido muscular cardíaco após ataques cardíacos, uma chave para alcançar uma recuperação mais completa.

Nova pesquisa relata sucesso na criação de vasos sanguíneos funcionais in vitro para corações de ratos que sofreram um ataque cardíaco. A revista Nature Communications publicou o artigo, cujos autores principais são Ying Zheng e Charles Murry, do Instituto de Medicina para Células-Tronco e Medicina Regenerativa da UW Medicine, em Seattle.

“Até onde sabemos, esta é a primeira demonstração de que construir vasos sangüíneos organizados com perfusão fora do corpo leva a uma melhor integração com os vasos sanguíneos do hospedeiro e a um melhor fluxo sangüíneo tecidual”, disse Zheng.

Os cientistas se propuseram a mostrar que, com o crescimento do tecido cardíaco derivado de células-tronco em uma placa de Petri, com atenção à construção dos vasos sanguíneos, poderiam melhorar a incorporação do tecido aos vasos cardíacos existentes.

“Eu venho de um passado mecânico”, continuou Zheng. “Adoro pensar na dinâmica do fluxo sanguíneo. Nossos corpos inteiros são vascularizados. Essa rede de vasos é dinâmica e interconectada, como um sistema de transporte que se remodela o tempo todo.”

A interrupção do fluxo sangüíneo durante um ataque cardíaco leva à perda significativa do músculo cardíaco e da função cardíaca. Músculo do coração cultivado a partir de células-tronco não só deve sobreviver e se integrar com o tecido do hospedeiro, mas também deve restaurar o fluxo sanguíneo adequado, explicou Murry.

A equipe de pesquisa usou células-tronco humanas para criar uma construção vascularizada, ou patch, com uma rede funcional de vasos sanguíneos que imita a vasculatura de um coração humano.

“Ser capaz de organizar os vasos no tecido fora do corpo era muito importante”, disse Zheng. “Quando implantamos o adesivo, vimos que o tecido derivado de células-tronco se integrava efetivamente com a circulação coronariana do hospedeiro. Isso melhorou o fluxo sanguíneo para o tecido manipulado e deu a ele os nutrientes necessários para sobreviver”.

As técnicas de imagem por microangiografia óptica desenvolvidas por Ricky Wang, professor de bioengenharia da UW, revelaram que o fluxo sanguíneo dentro dos enxertos era vinte vezes maior do que o relatado para qualquer outro enxerto. Isto sugeriu que nutrir o tecido no laboratório teve um benefício significativo para as células do coração antes de serem implantadas no coração dos ratos, disseram os pesquisadores.

Fonte: Universidade de Washington Health Sciences / UW Medicine


Separação-dos-pais-1200x936.jpg

Meninos são os mais afetados

Manter-se em um casamento infeliz pelo bem-estar dos filhos nos primeiros anos de vida é um equívoco, de acordo com as descobertas de um novo estudo da Universidade College London, na Inglaterra. Os pesquisadores analisaram o comportamento de seis mil crianças depois da separação dos pais e concluíram que os pequenos entre três e sete anos sofriam um impacto emocional negativo menor do que os mais velhos.

As crianças nessa faixa etária não demonstraram uma piora de comportamento quando comparadas ao grupo controle, com pais que permaneceram casados.

Já as crianças entre sete e 14 anos apresentaram mais problemas comportamentais e emocionais como tristeza, ansiedade e desobediência do que o restante. Meninos, particularmente, demonstraram mais comportamentos negativos do que as meninas na mesma situação.

Os pesquisadores acreditam que o divórcio dos pais tem impacto negativo maior em crianças mais velhas porque elas compreendem melhor as dinâmicas sociais e são mais sensíveis a interações negativas nos relacionamentos. Eles também apontam que elas são mais afetadas por mudanças na escola e no círculo de amigos.

O estudo sugere também que as crianças são atingidas de forma similar pelo divórcio dos pais, independente da classe social. Os pequenos de famílias ricas apresentaram a mesma chance de ter problemas mentais depois da separação que os de classe baixa.

O que fazer, então?

“O rompimento de um casamento consolidado significa um luto para a criança e para o casal, já que haverá a perda da rotina e dos papéis construídos dentro do contexto familiar”, explica a psicanalista Giselle Groeninga.

A questão é como atravessar esse período de turbulência?

“O final desejável de uma separação é que os pais não confundam o casal conjugal desfeito com o parental, que continua para sempre. Misturar os papéis implica vivenciar um divórcio de forma melancólica, insegura e instável”, completa.

Para os filhos, a separação representa uma mudança fundamental e, muitas vezes, traumática, já que reflete a perda de sua família. A principal dificuldade, no entanto, é entender, na prática, como a sua vida vai mudar. “Por isso, é fundamental conversar com as crianças, independentemente da idade. Elas sentem necessidade de nomear, ou seja, encontrar um significado para o que estão vivendo”, diz a psicóloga Rita Calegari.

Vale explicar claramente o que está acontecendo. Como? Procure reunir a família assim que algumas decisões já estiverem tomadas.

Fonte: Revista Crescer


endoscopia-equipamento-768x576.jpg

Embora raro, as drogas utilizadas durante o procedimento podem causar malformações e até mesmo a interrupção da gestação. Por isso, deve ser considerada quando existe a suspeita de doenças potencialmente graves para a mãe e para o feto, como hemorragia digestiva e colangite (infecção das vias biliares), que justificam o exame endoscópico em qualquer fase da gestação.

Segundo o médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello, a realização da endoscopia no primeiro trimestre da gestação é muito perigosa. O ideal é que ela seja feita a partir do segundo trimestre e que o uso do sedativo seja evitado para não prejudicar o bebê.

“Quanto mais precoce o exame mais danos pode trazer à gestação. O feto é particularmente sensível a hipóxia (baixo teor de oxigênio), sendo, portanto, qualquer oscilação da oximetria (quantidade de oxigênio no sangue) da mãe, ou hipotensão mais prolongada, causando danos fetais. Alem disso, os riscos de produção e desenvolvimento de anomalias no feto, oferecidos pelas medicações, nos leva a ponderar sobre a realização ou não do procedimento endoscópico”, explica.

Para que a endoscopia em gestantes seja segura é necessário sempre ter uma forte indicação, particularmente em gravidez de alto risco; postergar a endoscopia para depois do segundo trimestre, se possível; consentimento informado incluindo riscos ao feto e à mãe; usar o mínimo de medicamentos sedativos; e diminuir o tempo de procedimento e a exposição à radioatividade. No entanto, quando há complicações obstétricas, como descolamento prematuro da placenta, parto expulsivo, ruptura das membranas ou eclâmpsia, a endoscopia está totalmente contra indicada.

Barrichello explica que durante a amamentação a endoscopia diagnóstica e terapêutica também não muda em termos de indicação, preparo prévio, monitorização, exposição à radiação e equipamento endoscópico. As precauções são necessárias na utilização de certos medicamentos, devido à transferência ao lactente através do leite. “Nesse aspecto, quando há passagem do fármaco através do leite, a mãe deve ser avisada para retirar o leite e descartar, de acordo com o tempo de ação do agente referido”, alerta.

Como é realizado o procedimento?

O exame consiste na entrada de um tubo flexível e fino pela boca chamado endoscópio. O aparelho transmite imagens nítidas de dentro do esôfago, estômago e duodeno, permitindo que o médico examine esses órgãos cuidadosamente.

“Para a realização do exame de endoscopia, o estômago e duodeno devem estar limpos. É rápido, indolor e o paciente poderá alimentar-se algumas horas após o procedimento”, diz Barrichello. Apesar de o exame ser um procedimento rápido, seguro e de baixo índice de complicações, ele deve ser feito após avaliação clínica adequada, principalmente em pacientes com doenças cardíacas, pulmonares e em idosos.

Preparo:
– Fazer o jejum adequado, pois o útero ocupa grande parte da cavidade abdominal, podendo comprimir o estômago aumentando o risco de refluxo e aspiração do conteúdo gástrico;

– Manter a paciente deitada do lado esquerdo com um apoio para a barriga. Esse procedimento impede a compressão de vasos sanguíneos pelo útero, sendo muito importante para o bem estar do feto;

– Procedimentos que usam o eletrocautério, preferencialmente devem ser evitados já que o liquido amniótico pode conduzir a corrente comprometendo o feto;

– Antibióticos, se necessário, devem seguir as indicações de paciente não gestante, sendo que as categorias do medicamento devem ser previamente selecionadas para evitar teratogenias (anomalias).

Indicações para endoscopia na gravidez

  1. Hemorragia significante ou contínua
  2. Náusea intensa ou refratária, vômitos ou dor abdominal
  3. Disfagia ou Odinofagia
  4. Suspeita forte de massa colônica
  5. Diarréia intensa com exames negativos
  6. Pancreatite biliar, coledocolitíase ou colelitíase
  7. Lesão biliar ou do ducto pancreático

Fonte – Médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello (CRM-111.301)