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As células-tronco hematopoiéticas respondem aos estrógenos, hormônios femininos

Das células-tronco podíamos esperar qualquer coisa menos que tivessem sexo. Pois, provavelmente elas têm. Cientistas de Dallas, demonstraram em ratos que um tipo de células mãe (as hematopoiéticas, que geram os glóbulos vermelhos e brancos do sangue) respondem aos estrógenos, a principal classe de hormônios femininos. Mostraram também que isto faz com que proliferem mais que suas colegas masculinas. Os níveis de estrógeno aumentam durante a gravidez, o que acelera a produção de células do sangue para satisfazer a voraz demanda do novo inquilino.

As células-tronco das que ouvimos falar há 15 anos são as pluripotentes, que são capazes de se converter em qualquer tecido ou órgão do corpo. Mas o desenvolvimento humano — como o de qualquer animal— se baseia em uma especialização progressiva, e isso inclui as células-tronco, que passam da pluripotência a uma versatilidade cada vez mais restringida. O melhor exemplo conhecido são as células-tronco hematopoiéticas, que residem na medula óssea e já não podem se converter em estômago ou cérebro, mas sim em toda uma gama de células vermelhas e brancas que constituem o sangue e o sistema imunológico. Estas são as células-tronco que são reguladas de forma diferente em machos e fêmeas, segundo a pesquisa apresentada por Sean Morrison e seus colegas do Southwestern Medical Center da Universidade de Texas, em Dallas, na revista Nature.

Por estudos anteriores, se sabia que as células-tronco poderiam diferir em machos e fêmeas, mas só nos órgãos sexuais e nos tecidos sexualmente dimórficos, como as mamas. Estes tecidos, como muitos outros, contêm células-tronco que vão se auto-renovando e vão gerando os tipos celulares diferenciados adequados para a manutenção do órgão em questão. Se o tecido difere entre sexos, parece lógico que as células-tronco que o renovam se comportem de maneira diferente em cada sexo.

O desenvolvimento do sangue, no entanto, se considerava igual em machos e fêmeas, como o de qualquer outro tecido não dimórficos sexualmente, que são a maioria. Se as células-tronco destes tecidos neutros, ou epicenos, eram capazes de discernir o sexo do organismo no qual residem era “uma questão fundamental que não foi explorada”, reconhecem em Nature Dena Leeman e Anne Brunet, da Universidade de Stanford.

As células pluripotentes são capazes de converter em qualquer tecido ou órgão 

O dimorfismo sexual do sangue não tinha sido descoberto anteriormente porque a medula óssea de machos e fêmeas contém uma proporção muito similar de células-tronco hematopoiéticas. Não é sua proporção, mas sim sua taxa de divisão a que responde aos estrógenos. Estas divisões são assimétricas: uma célula-tronco se divide para dar outra célula-tronco idêntica a primeira e uma célula diferente, mais diferenciada (ou especializada).

As altas taxas de proliferação não costumam ser gratuitas na biologia. Parte da preservação das células-tronco em sua condição original, imatura ou virginal, deve-se precisamente às baixas taxas de divisão: formam uma população celular quiescente, pouco ativa. Cada ronda de divisão implica em replicar o genoma inteiro, e o processo acumula erros seqüenciais. Além disso, quantas mais células-tronco num organismo gasta durante sua juventude, menos células sobrarão para a maturidade. Os cientistas examinarão agora se estes problemas podem ter também um componente sexual.

Fonte: Jornal El País


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O sarampo é uma doença infecciosa, viral e contagiosa, transmitida pela fala, tosse e espirro. Os sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele e brancas na mucosa bucal. O agravamento da doença pode levar à morte de crianças e adultos. A vacinação é a única maneira de prevenir a doença.

Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados 83 casos de sarampo no Brasil, sendo 27 só em São Paulo. Ano passado nosso país enfrentou a reintrodução do vírus do sarampo, com a ocorrência de surtos em onze estados, com um total de 10.326 casos confirmados. Por conta desses novos perigos o Governo Federal estabeleceu a cobertura vacinal como meta prioritária para a gestão de Saúde no país.

O Ministério está produzindo uma campanha de vacinação contra o sarampo, prevista para iniciar no dia 10 de junho. Ela tem o objetivo de vacinar ainda mais pessoas do que já foi contabilizado de vacinas dadas. Os detalhes da campanha serão divulgados em coletiva de imprensa, ainda sem data definida. Fiquem atentos!

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Os testes se baseiam na análise do cromossomo Y, um conjunto de material genético que é passado sem alterações (a não ser que haja mutações) de pai para filho. Por causa desse padrão de herança, homens com o mesmo sobrenome podem também compartilhar marcas genéticas no cromossomo Y.

Segundo o presidente da empresa americana especializada em testes genéticos Family Tree DNA, Bennett Greenspan, pelo menos 30 homens já encontraram seus “sobrenomes biológicos” dessa maneira com a ajuda da companhia.

A Family Tree DNA, com sede em Houston tem um banco de dados online chamado Ysearch contendo informações genéticas de 125 mil homens, juntamente com sobrenomes e dados genealógicos.

“Há várias pessoas que são filhos adotivos, realizaram testes conosco, encontraram semelhanças genéticas com vários indivíduos do mesmo sobrenome e, provavelmente, não conseguiram encontrar semelhanças com nenhuma outra pessoa com um sobrenome diferente”, explicou Greenspan.

“A partir daí, eles sabem que pelo menos encontraram o sobrenome (da família de origem) e podem começar a procurar (pelo pai) na cidade em que nasceram”, afirma.

Na opinião de Greenspan, para algumas pessoas seria praticamente impossível descobrir o sobrenome de seu pai biológico de qualquer outra maneira.

“Prova concreta”

Chandler Barber, um americano de 37 anos de Dallas, que foi adotado ao nascer, disse que ficou sabendo sobre essa possibilidade de descobrir o seu sobrenome verdadeiro por meio de uma reportagem em uma revista. Das seis pessoas encontradas em Ysearch que tinham marcas genéticas semelhantes à do cromossomo Y dele, todas tinham variantes do sobrenome Ritchie.

“Era uma prova bem concreta. É uma maneira rápida e pouco trabalhosa de descobrir pelo menos alguma coisa sobre sua história. Eu tenho certeza que há pessoas que têm procurado por seus pais a pé e com lápis e papel na mão por anos e não encontraram nada”, disse Barber à BBC.

Nomes comuns

A ligação entre o sobrenome e a semelhança das características genéticas do cromossomo Y fica mais forte à medida que o sobrenome é mais raro. “Se você tem um sobrenome que é relativamente raro, mas não tão raro que as chances de outra pessoa ter o mesmo sobrenome sejam muitos pequenas, então você pode ter sorte”, disse Mark Jobling, professor de genética da Universidade de Leicester, na Inglaterra.

Mas Jobling diz que, mesmo com sobrenomes relativamente comuns, é possível encontrar pistas genéticas associando a pessoa a “dinastias”.

“Em um sobrenome como Jefferson, por exemplo, que é bastante comum, você encontra vários desses pequenos grupos de dinastias. Há identidade entre esses grupos, mas há muitos deles”, explica.

Ele afirma que esses padrões gerais podem variar de um país para o outro e que algumas “marcas genéticas” podem estar presentes em dois ou mais sobrenomes, o que pode levar a conclusões erradas.

Segundo o geneticista Sérgio Danilo Pena, professor titular de bioquímica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor do Laboratório Gene, é possível fazer no Brasil o teste do DNA do cromossomo Y, mas não há bancos de dados genéticos com sobrenomes que permitam fazer o teste oferecido pela Family Tree DNA.

Fonte: Revista Materlife


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Dr. Thiago Sheguti, da Criogênesis, participou da “2ª Conferência Internacional sobre Células-Tronco e Medicina Regenerativa”, de 20 a 21 de maio, em Roma, na Itália.

Durante esses dias no congresso, foi possível aprofundar seus conhecimentos em medicina regenerativa, que é uma aplicação da célula-tronco para engenharia de tecidos, transplantes e em regenerações de órgãos.

Estudar o desenvolvimento de terapias celulares e tratamentos específicos de doenças, paralelamente explorar as propriedades notáveis das células-tronco, traz esperança de melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças crônicas.

Porque a vida merece todas as chances!


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O FDA aprova o primeiro medicamento desenvolvido especificamente para tratar a doença

O primeiro medicamento específico para tratar a depressão pós-parto (DDP), uma sensação de tristeza profunda,  irritação e ansiedade após o nascimento do bebê, foi aprovado em março pelo FDA (órgão que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos). A droga, brexanolona, vai estar disponível no mercado norte-americano a partir de junho, com o nome comercial da Zulresso (não há previsão para a chegada ao Brasil).

A DPP é um problema de saúde mais comum do que se imagina: acomete entre 10 e 20% das mulheres após o nascimento dos bebês, segundo Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Clínica Criogênesis, em São Paulo. “Na maioria dos casos, surge nas primeiras quatro semanas após o parto afetando, principalmente, a mãe, mas com potencial de interferir no desenvolvimento do bebê e no bem-estar da família”, fala o médico.

As mães que sofrem com a DDP recebem os mesmos antidepressivos que são usados no tratamento da população em geral, que podem levar meses para fazer efeito — deixando-as desprotegidas nessa fase em que, entre outros aspectos importantes, estabelece-se o vínculo entre elas e os filhos. Já a nova droga, em estudos clínicos feitos com mulheres com DPP moderada a grave,  ofereceu resultados muito rápidos: a maioria delas apresentou melhora 24 horas após receberem o medicamento.

Diferentemente dos antidepressivos tradicionais, que atuam no equilíbrio da dopamina/serotonina, neurotransmissores que regulam o bem-estar e humor, a nova droga tem foco na progesterona, hormônio feminino essencial para a gravidez, mas que cai abruptamente após o parto. “O medicamento leva em conta as mudanças hormonais que a mulher passa durante e após a gravidez — alterações que estão relacionadas à DPP”, fala Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra do Hospital São Paulo, da UNIFESP.

Apesar dos benefícios, que faz do medicamento um marco para tratar a DPP, ele não deve se popularizar tão cedo. Não se trata de uma pílula: deve ser aplicado na veia continuamente por 60 horas em ambiente hospitalar, já que pode causar sonolência e tontura, e o preço é alto, cerca de 34 mil dólares. “Mesmo não sendo viável financeiramente para as maiorias das mulheres agora, o medicamento abre uma perspectiva otimista para futuras mamães”, conclui Ana Carolina Lúcio Pereira, médica ginecologista e obstetra de São Paulo.

Fonte: Revista Vogue


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Especialista da Criogênesis esclarece as principais dúvidas sobre o tema

Antigo tabu social, a menstruação pode ser uma caixinha de surpresas com seus efeitos variando de mulher para mulher. Para algumas, ela não passa de um incômodo sangramento mensal. Para outras, contudo, pode representar algo muito maior. E pior.

A combinação de cólicas intensas, dores no resto do corpo, inchaços e toda a montanha-russa de humores da TPM contribui para que o período se torne um pesadelo para algumas mulheres. Assim, já não é incomum que muitas optem por interromper a menstruação. É fundamental, no entanto, que quem opte por isso tenha um acompanhamento médico. 

Por outro lado, há ainda uma certa nebulosidade quanto aos benefícios e riscos dessa escolha. Para sanar essas dúvidas, confira os esclarecimentos de Renato de Oliveira, ginecologista e infertileuta da Criogênesis:

Todas as mulheres podem suspender a menstruação?

Sim, porém qualquer método que possua estrogênio não deve ser utilizado por mulheres com hipertensão não controlada, que tenham passado por cirurgia de grande porte com imobilização prolongada, que tenham antecedente de acidente vascular cerebral, doenças cardíacas isquêmicas, enxaquecas severas, tumores hepáticos ou hepatites agudas.

Quem tem mioma e/ou endometriose pode se beneficiar com a suspensão?

Sim, suspender a menstruação também pode ser tratamento para algumas doenças como mioma e/ou endometriose. Para o mioma, por exemplo, o possível sangramento intenso pode ser controlado pela suspensão da menstruação.

No caso da endometriose, que caracteriza-se pela presença de tecido endometrial implantado fora da cavidade uterina, pode causar, para algumas pacientes durante sua menstruação, intensas dores, diarreia e até mesmo sangue na urina. Nesta situação, a suspensão seria uma excelente alternativa para diminuir esses sintomas, porém lembrando que essa técnica pode tornar a chance de gravidez praticamente nula.

Parar de menstruar causa infertilidade?

Não, os métodos hormonais não causam infertilidade permanente. A interrupção do método e o retorno aos ciclos menstruais sugere o retorno à fertilidade. No entanto, há outros fatores que podem associar-se à dificuldade de engravidar, como a idade, por exemplo. Dessa forma, não é o fato de ter usado 10 a 15 anos de anticoncepcional que dificulta a gravidez, mas sim o fato de a paciente ter perdido esses anos de vida reprodutiva.

Quais são os métodos para suspender a menstruação?

O método mais comum é o uso contínuo da pílula anticoncepcional. Neste caso, a paciente toma o medicamento, que pode ser uma combinação dos hormônios estrogênio e progesterona, ou somente a progesterona, sem interrupções.

Dentre os outros métodos estão o DIU liberador de levonorgestrel, opção que pode evitar a menstruação e a gravidez, sendo aconselhado mantê-lo por até cinco anos; o Implante subcutâneo – um pequeno bastão flexível, mais fino que um palito de dente, é fabricado à base de progesterona e deve ser colocado sob a pele no antebraço; e a injeção trimestral de acetato de medroxiprogesterona.

Como escolher o melhor método?

A suspensão da menstruação deve ser indicada por um especialista. A prescrição de qualquer método deve considerar a segurança para cada paciente conforme os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, a consulta médica é fundamental para evitar os riscos da automedicação.

Fonte: Revista Cláudia


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O bebê bem estimulado reconhece a voz ao nascimento, associando-a ao rosto, o cheiro e ao tato

O ventre materno contém barulhos, pois a veia cava passa logo atrás do útero e o bebê escuta o sangue passando. Além disso, o intestino faz ruídos, assim como o fluxo da urina, o batimento cardíaco da mãe e a própria movimentação corporal. “Existem ainda os ruídos do meio externo e as vozes humanas são os mais interessantes”, confirma Teles. E, entre essas vozes, uma que causa bastante impacto ao bebê, é a voz paterna. “Uma voz mais grave, que fala, canta e brinca bem pertinho da barriga. Em algumas situações, se manifesta sempre no mesmo horário, quando o pai volta do trabalho, por exemplo. E quando o bebê está maiorzinho, pode provocar toque e brincadeiras mesmo dentro do útero”, afirma o especialista.

O bebê bem estimulado conhece a voz do pai e reconhece essa voz ao nascimento, associando-a ao rosto, o cheiro, o tato. Este vínculo estabelecido durante a gestação é fundamental para o elo psicoafetivo que será amadurecido durante o desenvolvimento.

Muitas mães notam que, quando o pai fala com o bebê, este reage, fica mais agitado e se mexe mais. “Em outros casos , quando o bebê não para quieto, a voz do pai pode acalmá-lo. Ou seja, existe uma mudança de comportamento e estabelecimento de vínculo baseado no reconhecimento vocal”, destaca o médico.

Por isso, é altamente recomendado que o pai estabeleça esse contato o quanto antes, desde o primeiro trimestre. “Converse com o bebê, e por mais que ele ainda não entenda a linguagem, já é capaz de reconhecer padrões de oscilação tonal e de altura”, incentiva Teles. E acrescenta: “Fale perto da barriga, sem gritar, cante, mude abruptamente a voz, toque essa barriga, crie estes vínculos”.

A vez do pai 

Cabe aos pais, buscarem uma aproximação do bebê. Afinal, o vínculo materno já está consagrado por natureza. “O bebê mora dentro da mãe por nove meses, escuta quase tudo que ela fala, ouve até seu coração batendo. E quando o bebê nasce, é amamentado pela mãe que lhe dedica cuidados intensivos, aumentando ainda mais este vínculo”, ressalta o médico. Por isso, o pai tem de buscar alternativas para compensar isso e mostrar-se presente, iniciando isso com a voz enquanto o bebê está sendo gerado e, dando sequencia, na fase pós-nascimento. Dessa maneira, irá garantir seu papel importante no desenvolvimento afetivo, intelectual e social do bebê.

Durante a gravidez, os pais também devem evitar discussões desnecessárias, gritaria dentro de casa, ruídos agudos próximos à barriga. “O bebê sente, em parte o que a mãe sente. Se ele percebe (após uma discussão, por exemplo) que a voz do pai esteve associada à tristeza, alteração cardíaca e movimentos bruscos da mãe, irá realizar associações mais negativas”, alerta. Porém, se percebe que a voz do pai associa-se à tranquilidade, bem estar materno e harmonia, certamente fará associações positivas. Por isso, é importante evitar discussões, e a voz paterna deve transmitir sempre proteção, acolhimento, segurança e carinho.

Como se vê, o papel do pai começa muito antes do parto. “E o tipo de vínculo que o pai busca para seu filho deve ser estimulado e ensinado desde o princípio da gravidez”, diz Teles. E, com tais cuidados, certamente é mais fácil gerar crianças mais saudáveis, sociáveis e felizes.

Fonte – Neurologista Leandro Teles


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Entender a biologia básica de como uma célula funciona pode ser crucial para poder entender melhor uma doença e desvendar uma abordagem potencial para um tratamento. As células-tronco são únicas porque dão aos cientistas a oportunidade de criar um ambiente controlado de células que poderiam ser difíceis de estudar. A Dra. Eva Hedlund e uma equipe de pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, utilizam uma abordagem de modelo de células-tronco para descobrir novidades relacionadas à Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também conhecida como Doença de Lou Gehrig.

A ALS é uma doença neurodegenerativa progressiva que destrói os neurônios motores, um tipo de célula nervosa, que são importantes para o movimento muscular voluntário. Quando os neurônios motores não podem mais enviar sinais para os músculos, eles começam a se deteriorar, um processo formalmente conhecido como atrofia, que é progressiva, leva à paralisia muscular, incluindo aquelas nas pernas e pés, braços e mãos, e aquelas que controlam a deglutição e a respiração. Afeta cerca de 30.000 pessoas somente nos Estados Unidos, com 5.000 novos casos diagnosticados a cada ano. Atualmente não há cura.

Em um estudo anterior, pesquisadores do Instituto Karolinska conseguiram criar com sucesso neurônios oculomotores a partir de células-tronco embrionárias. Por razões ainda não totalmente compreendidas, os neurônios oculomotores são “resistentes a ELA” e podem sobreviver a todos os estágios da doença.

No estudo atual, publicado na Stem Cell Reports, Hedlund e sua equipe descobriram que os neurônios oculomotores que geraram pareciam mais resistentes à degeneração semelhante à da ALS quando comparados aos neurônios motores da medula espinhal, algo comumente observado em humanos. Além disso, eles descobriram que seus neurônios “resilientes a ALS” gerados a partir de células-tronco ativam um sinal de aumento da sobrevivência conhecido como Akt, que é comum em neurônios oculomotores em humanos e poderia explicar sua resiliência. Estes resultados podem ajudar na identificação de alvos genéticos para tratamentos que protegem os neurônios sensíveis da doença.

Em um comunicado de imprensa, o Dr. Hedlund é citado dizendo:

“Esse sistema de cultura celular pode ajudar a identificar novos genes que contribuem para a resiliência em neurônios oculomotores que poderiam ser usados em terapia genética para fortalecer os neurônios motores sensíveis.”

Fonte: Site The Stem Cellar


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Produzida pelo próprio corpo, a substância é responsável pelas contrações que preparam a expulsão do bebê, por fazer o leite sair na hora certa e por fazer o coração da mamãe se derreter por aquele ser pequenino que nunca viu antes. Conheça a ocitocina, o hormônio do amor.

Você olha para o seu bebê, ele olha de volta e a intensidade do que você sente aí dentro do peito é inexplicável? Uma palavra pode ajudar a entender essa emoção: ocitocina. Ainda que nunca tenha ouvido falar nela, você certamente já experimentou a sensação de estar “ocitocinado”. E não é só com o seu filho, não.

A ocitocina tem um papel fundamental nas relações e, por isso, ficou conhecida como o hormônio do amor. É ela a responsável pela atração e pelo prazer nas relações sexuais, por exemplo, pelas contrações no trabalho de parto, pela formação do vínculo com o bebê depois que ele nasce e até pela descida do leite materno. E a função dessa substância, produzida naturalmente pelo corpo humano, vai além: ela é também um neurotransmissor, ou seja, age como mensageira, levando informações para diversas áreas do organismo.

A cada ano, mais descobertas sobre o hormônio vêm à tona, já que ele chama a atenção da ciência há décadas. Diversas pesquisas já demonstraram que a ocitocina influencia comportamentos, é capaz de reduzir o estresse e a ansiedade e tem o poder de fortalecer vínculos a curto e longo prazos. Uma delas, publicada em 2018 nos Estados Unidos pelo Journal of the National Association of Neonatal Nurses, sugeriu, por exemplo, que o contato pele a pele entre pais e bebês prematuros aumenta os níveis de ocitocina e, assim, fortalece o vínculo, o que ajuda a diminuir o risco de atrasos no desenvolvimento neurológico associados à prematuridade. Outro estudo, realizado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, em 2017, comprovou que a presença do hormônio melhora a cooperação e a confiança nos relacionamentos, habilidades fundamentais para a convivência em grupo, que deixa os humanos em vantagem na evolução.

Mas vamos à raiz da ocitocina? Ela é produzida por uma área do cérebro primitiva e comum aos mamíferos, no hipotálamo e na neuro-hipófise. Atua no sistema límbico, relacionado às emoções, e é entendida como o hormônio do afeto e do altruísmo. Segundo a obstetra Andrea Campos, todas as pessoas têm capacidade de liberar ocitocina. “O que varia é o estímulo e a resposta de cada um. E isso pode ser exercitado com o convívio social”, diz. Algumas situações, como contato físico, abraços, massagens, música, leitura, sexo, atividade física e alimentação balanceada, incitam a produção do hormônio. Por outro lado, solidão, ansiedade, depressão, estresse, sedentarismo e hábitos como fumar, ingerir bebida alcoólica, açúcar e carboidratos em excesso, a inibem.

Aquele empurrãozinho

No trabalho de parto, é a ocitocina que faz o útero se contrair, o que desencadeia a dilatação e promove a expulsão do bebê. Ao chegar em sua maturidade, os pulmões enviam um “aviso” de que seu filho está pronto para nascer por meio de uma substância chamada surfactante, responsável pela capacidade do órgão para receber ar. “A presença dela modifica a consistência do líquido amniótico e essa informação química é percebida pelo corpo materno e inicia o processo hormonal, que desencadeará o parto”, explica o obstetra Braulio Zorzella.

É aí que entra em ação a prostaglandina, que funciona como um motor de arranque e faz tudo engrenar, para logo a ocitocina começar a agir. Segundo a obstetra Andrea, esse hormônio faz com que as contrações uterinas aconteçam de forma harmônica e regular. “Ela está diretamente ligada ao reflexo da mãe de empurrar o bebê para nascer quando o colo está completamente dilatado e atua também como uma espécie de calmante com analgésico, já que reduz o medo e promove calma e conexão”, explica.

Relaxe e deixe acontecer

Por isso, o trabalho da equipe médica tem menos a ver com “fazer o parto” e mais com “deixar o parto acontecer”, respeitando as escolhas da mãe, amparadas pelo profissional. “É preciso permitir que ela tenha a privacidade que busca”, diz Zorzella. O ideal é que o ambiente seja relaxante, deixando que o corpo faça o que precisa (e sabe!) fazer. Intervenções médicas? Só quando necessário ou a mulher quiser. “Isolar a mulher, mantê-la deitada contra a sua vontade, obrigá-la a ficar em posição ginecológica, forçá-la ao jejum, realizar exame de toque sem necessidade são ações que podem inibir a ocitocina e provocar a necessidade de outras intervenções”, explica. Situações que provocam medo e insegurança aumentam a liberação de adrenalina, que antagoniza a produção da ocitocina nas primeiras fases do trabalho de parto, quando acontece a dilatação.

Fonte: Revista Crescer


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Análise de genes alterados pela doença pode fornecer alvos para novos tratamentos

Pesquisadores do Broad Institute of MIT realizaram a primeira análise abrangente dos genes que são expressos em células cerebrais individuais de pacientes com doença de Alzheimer. Os resultados permitiram que a equipe identificasse vias celulares distintas que são afetadas em neurônios e outros tipos de células cerebrais.

Essa análise poderia oferecer muitos alvos potenciais para novas drogas para a doença de Alzheimer, que aflige mais de 5 milhões de pessoas nos Estados Unidos.

“Acredito que este estudo fornece o primeiro mapa para ir atrás de todos os processos moleculares que estão alterados na doença de Alzheimer em cada tipo de célula que agora podemos caracterizar de forma confiável”, diz Manolis Kellis, professor de ciência da computação e membro do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT e do Broad Institute of MIT e Harvard. “Isso abre uma era completamente nova para entender a doença de Alzheimer”.

O estudo revelou que um processo chamado mielinização de axônios é significativamente interrompido em pacientes com Alzheimer. Os pesquisadores também descobriram que as células cerebrais de homens e mulheres variam significativamente em como seus genes respondem à doença.

Kellis e Li-Huei Tsai, diretor do Instituto Picower de Aprendizado e Memória do MIT, são os principais autores do estudo, que aparece na edição on-line de 01 de maio da Nature . MIT postdocs Hansruedi Mathys e Jose Davila-Velderrain são os principais autores do artigo.

Análise unicelular

Os pesquisadores analisaram amostras cerebrais post-mortem de 24 pessoas que exibiram altos níveis de patologia da doença de Alzheimer e 24 pessoas de idade semelhante que não apresentavam esses sinais de doença. Todos os sujeitos faziam parte do Religious Orders Study, um estudo longitudinal do envelhecimento e da doença de Alzheimer. Os pesquisadores também tiveram dados sobre o desempenho dos sujeitos em testes cognitivos.

A equipe do MIT realizou sequenciamento de RNA unicelular em cerca de 80.000 células desses sujeitos. Estudos prévios da expressão gênica em pacientes de Alzheimer mediram os níveis gerais de RNA de uma seção do tecido cerebral, mas esses estudos não distinguem entre tipos de células, que podem mascarar mudanças que ocorrem em tipos celulares menos abundantes, diz Tsai.

“Queríamos saber se poderíamos distinguir se cada tipo de célula tem padrões diferenciais de expressão gênica entre tecidos cerebrais saudáveis e doentes”, diz ela. “Este é o poder da análise em nível de célula única: você tem a resolução de realmente ver as diferenças entre todos os diferentes tipos de células no cérebro”.

Fonte: Science Daily