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Febre e falta de ar são sintomas que devem ser levados em consideração para buscar ajuda médica

O novo coronavírus (Covid-19) tem preocupado muitas grávidas, principalmente porque a transmissão está aumentando a cada dia entre as pessoas no Brasil. Com isso, as dúvidas são cada vez mais frequentes. Conversamos com uma especialista para esclarecer as questões que giram em torno desse assunto. Afinal, as grávidas são grupo de risco?

De acordo com a infectologista Camila Almeida, especialista do Hospital e Maternidade Santa Joana, grupo de risco são pessoas com maior chance de morrer por conta da doença em questão. No caso do Covid-19, a grávida não está inclusa nesse grupo.

No geral, as gestantes no atual cenário da pandemia de coronavírus responderam melhor do que em outras infecções virais como, por exemplo, o H1N1. O mais importante neste momento é seguir as orientações das autoridades de saúde e não entrar em pânico.

Entretanto, isso não anula o fato de que é essencial ter uma atenção maior com as grávidas, principalmente na fase final da gestação. “No fim da gravidez, a mulher fica com o útero naturalmente maior e por isso comprime o pulmão, o que acaba fazendo com que ela tenha mais cansaço”, afirma a infectologista. Ou seja, essas alterações causadas pela própria gravidez fazem com que ela se sinta pior caso tenha um quadro viral de infecção.

Dessa forma, no grupo de risco ainda estão os idosos, diabéticos, hipertensos, asmáticos, doentes renais, pessoas com doença cardíaca e fumantes.

A grávida pode transmitir o vírus para o bebê?

Um estudo publicado no jornal científico The Lancet sugere que o vírus não é passado de mãe para filho durante a gestação. A pesquisa analisou nove grávidas da cidade de Wuhan (China).

Todas as mães tiveram parto cesárea e após o nascimento foram coletadas amostras do sangue do cordão umbilical, do líquido amniótico, da garganta dos bebês, assim como o leite materno de seis mães. Os exames deram negativo para o vírus.

Em contrapartida, o jornal britânico The Guardian publicou um caso de um bebê em Londres – cuja mãe estava com coronavírus -, que testou positivo minutos depois do nascimento. No entanto, ainda não há provas de que o recém-nascido foi contaminado durante a gestação ou depois que nasceu.

Por isso, até o momento não existem estudos suficientes que provem a possibilidade da transmissão do coronavírus para o bebê pela via uterina.

Como as grávidas devem se prevenir do coronavírus?

As gestantes devem seguir as mesmas orientações que o restante da população, são elas:

  • Lavar as mãos com água e sabão
  • Usar álcool em gel para higienizar as mãos
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Quando a grávida deve procurar um hospital?

A grávida só deve procurar um hospital caso sinta febre, porque além de ser um sintoma de coronavírus também é de H1N1. “A nossa maior preocupação hoje é com o vírus da gripe, que realmente tem alta mortalidade para grávida”, explica a infectologista Camila Almeida.

Além disso, a falta de ar também é um sintoma que deve ser levado em consideração para buscar ajuda médica. Afinal, pode indicar infecção por coronavírus.

Portanto, a orientação é que, se possível, a grávida entre em contato primeiro com o seu obstetra antes de procurar um hospital, porque se forem sintomas leves de resfriado e ela for no pronto-socorro, pode pegar infecção de quem realmente está com o coronavírus.

Como prevenir o coronavírus no puerpério?

Se a mãe souber que está positiva para o vírus, o ideal é que ela não fique tão próxima do bebê. A infectologista recomenda que a mãe higienize bem as mãos e a bombinha de tirar leite e peça ajuda de uma pessoa que não esteja contaminada para alimentar o recém-nascido.

Vale também usar máscara para amamentar o bebê, já que o coronavírus pode ser transmitido por gotículas. Assim como não se deve ficar beijando o pequeno.

Além disso, mesmo se a mãe não estiver doente, é necessário seguir as mesmas orientações de quarentena. “Sabe-se que nessa época todo mundo quer ir conhecer o bebê, mas é importante que ela adie as visitas e deixar esse momento somente para as pessoas mais próxima e que tenham certeza que não estão com coronavírus. Opte por fazer videoconferência com a família para mostrar o recém-nascido”, indica a especialista Camila Almeida, do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Fonte: portal Minha Vida


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Crianças com atrasos no desenvolvimento, como Transtorno do Espectro Autista e síndrome de Down, costumam ficar ainda mais agitadas no isolamento. Saiba como distraí-las (e diverti-las)

Está todo mundo em casa: avós, pais, crianças… famílias inteiras! No entanto, o período de isolamento social por conta do novo coronavírus pode ser particularmente difícil para algumas pessoas. Segundo a neuropsicóloga Bárbara Calmeto, especialista em Educação Especial e diretora do Autonomia Instituto (RJ), é normal as crianças com necessidades especiais ficarem mais ansiosas. “Além de ser um período difícil, pois não têm como brincar em espaços abertos ou com muitas pessoas, as crianças com atrasos no desenvolvimento, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Síndrome de Down (T21), costumam ficar ainda mais agitadas. Por isso, é importante que os pais ou responsáveis mesclem atividades e brincadeiras”, esclarece.

“Aproveite também para ensinar e conversar com seu filho sobre o novo coronavírus. Fale de maneira lúdica, mas bem prática e concreta, sobre os cuidados que precisamos ter e a importâncias dos hábitos de higiene. É uma ótima oportunidade de treinar novas habilidades”, completa.

Confira 10 dicas da especialista para alegrar e distrair os pequenos dentro de casa:

1 – Massa de modelar caseira: toda criança ama massinha de modelar e fazer o processo em casa para depois brincar é uma atividade super legal. Deixe-a sujar, misturar e faça passo a passo para ela participar. Depois da massinha pronta, brinque à vontade! Faça bichinhos, modele, corte com tesoura sem ponta e use a criatividade.

Como fazer: numa tigela, misture bem todos os ingredientes (4 xícaras de farinha de trigo, 1 xícara de sal, 1 ¹/² xícara de água, 1 colher de chá de óleo), separe em porções e coloque algumas gotas de corante para fazer cores diferentes. Lembre-se de guardar em saco plástico para não endurecer.

2 – Tinta caseira: você pode fazer e pintar na folha, no azulejo do banheiro e deixar a criança se sujar à vontade. É diversão garantida e com uma estimulação bem sensorial!

Como fazer: misture 1 xícara de farinha de trigo, 1 xícara de sal, 1 xícara de água. Coloque a mistura em copos ou potes separados e pingue gotas de corante. Misture bem e pode usar com muita criatividade.

3 – Quebra-cabeça: comece com quebra-cabeça de uma peça e vá acrescentando peças. Você mesmo pode criar quebra-cabeças de metade correspondente, onde você coloca metade da imagem e seu filho precisará encontrar a outra metade. Use imagens conhecidas por ele como formas geométricas, letras, números, animais, frutas, dentre outros.

4 – Circuito de obstáculos: lembre-se que a decoração da sua casa são os brinquedos e as brincadeiras do seu filho. Pegue almofadas, bambolês, cadeiras, puffs e outros objetos que você possa usar e monte um circuito com obstáculos. Pense comigo: a criança precisará pisar nas almofadas com 2 pés juntos, passar por cima do puff, embaixo da cadeira, pular dentro dos bambolês e pisar com 1 pé só nas almofadas. Essa atividade desenvolve a coordenação motora ampla, reconhecimento do corpo, controle do esquema corporal, lateralidade e muito mais.

5 – Labirinto no corredor: pegue uma fita grossa e cole de uma ponta a outra na parede formando um labirinto no corredor. Depois, peça para seu filho passar pelo labirinto sem encostar na fita. Será diversão para muito tempo, não é?

6 – Acampamento: pegue um lençol, pendure em um canto da sala ou do quarto e faça uma cabana. Aproveite para acender uma lanterna, ler livros, fazer atividades, criar histórias, fazer lanches e muito mais dentro do acampamento. Mas um alerta importante: as crianças com autismo e Síndrome de Down às vezes demonstram dificuldades nas brincadeiras mais lúdicas de imaginação e de criatividade. Nesse caso, você precisará ser mais criativo e saber que o tempo de concentração dele será menor. Então, deixe o acampamento montado e brinque um pouco a cada dia.

7 – Blocos de montar: vocês podem montar torres, castelos, carrinhos, pessoas e até aproveitar para fazer treino de imitação, onde você crie uma sequência e peça para seu filho fazer igual. Para crianças menores ou com dificuldades motoras, use peças maiores de encaixe.

8 – Atividades sensoriais: essa é uma ótima pedida, já que a maioria das crianças com atrasos no desenvolvimento tem déficits sensoriais. Faça caixas com bolinhas de gel, sagu ou arroz colorido, feijão, areia lunar, dentre outros materiais, e coloque dentro da caixa objetos que seu filho gosta. Pode usar animais, letras, números e frutas, e esconda os objetos no material da caixa sensorial. Peça para seu filho encontrar os objetos usando as mãos ou uma pinça.

9 – Cozinha divertida: muitas crianças com TEA e T21 têm seletividade alimentar e déficits sensoriais, por isso, incluí-las no preparo de alimentos gostosos é uma ótima opção. Faça biscoitinhos, bolos, sanduíches, brigadeiro, pão de queijo, dentre outras receitas fáceis. Escreva a receita e vá fazendo o passo a passo com seu filho. Depois, monte uma mesa bonita, chame a família e compartilhem o resultado do esforço do seu filho.

10 – Brincadeiras manuais: essas sempre agradam e as crianças com atraso no desenvolvimento, muitas vezes, têm dificuldades em realizar. Por isso, é um ótimo momento para estimular. Pode fazer recorte e colagem com encartes de mercado ou farmácia, pintura com hastes flexíveis e tinta, colagem de bolinhas de papel crepom, brinquedos com material reciclável, dobraduras, mosaico com EVA, dentre outros. As atividades artísticas manuais ajudam a estimular as mãos através da coordenação motora e coordenação olho-mão. Além de estimular a parte sensorial e de criatividade também.

Fonte: revista Crescer



 

Enquanto cientistas do mundo todo estão trabalhando em uma vacina que seria eficaz contra o novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, um grupo de pesquisadores chineses vem explorando uma abordagem terapêutica com células-tronco para o tratamento da doença.

De acordo com o Science and Technology Daily, jornal oficial do Ministério da Ciência e Tecnologia da China, sete pacientes gravemente doentes com a nova doença do coronavírus (Covid-19), foram tratados com células-tronco mesenquimais e apresentaram melhora significativa em apenas dois dias após o transplante do material. Os pesquisadores documentaram um declínio acentuado nos níveis de um importante marcador de inflamação, a proteína C reativa. O número de células imunológicas super-reativas despencou e os níveis de TNF-α – citocina envolvida na inflamação sistêmica, também caíram, enquanto os níveis da citocina anti-inflamatória interleucina-10 (IL-10) aumentaram. Nenhuma reação adversa foi observada, reforçando a reputação de segurança das células-tronco mesenquimais.

De acordo com Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, as células-tronco mesenquimais podem se renovar ou se multiplicar, mantendo o potencial de se desenvolver em outros tipos de células. “As células-tronco mesenquimais são multipotentes capazes de se diferenciar em vários tipos de células, como osso, cartilagem e gordura. O material também possui habilidades imunorreguladoras, promovendo a formação de novos vasos sanguíneos, a proliferação e diferenciação celular e inibindo a resposta inflamatória”, explica.

Apesar desses resultados serem extremamente positivos e levarem a novas abordagens para o tratamento da doença, Dr. Nelson pondera: “é importante ressaltar que essas pesquisas ainda são experimentais. Portanto, é necessária uma avaliação mais ampla, sempre seguindo os protocolos de segurança e eficácia definido por entidades de pesquisa e ética reconhecidas”, finaliza.

 

Fonte:

https://www.lifespan.io/news/stem-cell-therapy-successful-in-7-covid-19-cases/

http://www.aginganddisease.org/EN/10.14336/AD.2020.0228

https://www.thestar.com.my/news/regional/2020/03/06/stem-cell-therapy-used-to-treat-severe-cases

https://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT04288102?term=covid&cond=mesenchymal+stem+cell&draw=2&rank=3

 

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 17 anos de experiência com células-tronco, é acreditada pela AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue) e certificada pela IQNet NBR ISO 9001:2015. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br.   

 


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Anticorpos no sangue podem ser usados para aumentar a imunidade de pessoas recém-infectadas ou de maior risco de contrair o vírus

Em março de 2020, após 4 meses dos primeiros casos que apresentaram uma pneumonia de causa desconhecida em Wuhan, na China, o mundo está enfrentando o novo coronavírus, recentemente identificado e denominado SARS-CoV-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2).

Neste momento, não há tratamento específico, especialistas indicam que a droga mais promissora no momento é o remdesivir e o corticoide para controlar o avanço da destruição pulmonar. No entanto, em meio a tantas incertezas, pesquisadores tem indicado o tratamento com o plasma convalescente, método usado durante a epidemia por coronavírus em 2002. Na ocasião, vários grupos utilizaram o plasma convalescente de pacientes recuperados da infecção pelo SARS-CoV-1. Soo e colaboradores analisaram retrospectivamente 40 pacientes com doença progressiva de SARS-CoV-1 após o uso de ribavirina e corticoide, que receberam posteriormente plasma convalescente (n=19) ou complementação da corticoterapia (n=21). Pacientes que receberam o plasma convalescente apresentaram alta hospitalar mais precoce (p=0,001) e menor mortalidade (p= 0,049).

De acordo com Nelson Tatsui, Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, o plasma convalescente é uma terapia alternativa que deve ser considerada neste momento de possível pandemia, com 2-3% de letalidade, e sem tratamento específico. “Pacientes que se recuperaram de uma doença têm anticorpos permanentes gerados pelo sistema imunológico que ficam no plasma sanguíneo, o componente líquido do sangue. Para transformar isso em medicamento, o plasma é coletado e devidamente testado para assegurar que tenha um bom nível de anti-SARS-CoV-2. Quando injetado em um novo paciente, o plasma convalescente – fornece “imunidade passiva” até que o sistema imunológico do paciente possa gerar seus próprios anticorpos”, explica.

O especialista ainda ressalta que um dos melhores métodos de coleta de plasma destes indivíduos convalescentes é a tecnologia de aférese. “A aférese é um procedimento no qual um componente sanguíneo é separado e removido do organismo através da utilização de um equipamento automatizado. Essa tecnologia está presente nos melhores bancos de sangue do mundo, inclusive na Criogênesis”, comenta.

No caso do novo coronavírus, Nelson acredita que é possível atender até 3 pacientes com apenas uma coleta: “ a maior vantagem da Aférese é a possibilidade de retirar de um único doador uma quantidade suficiente para atender 2 a 3 pacientes graves de COVID-19. Portanto, considerando a gravidade da situação e ausência de um tratamento específico, estes dados preliminares demonstram um grau aceitável de racionalidade para o uso de plasma convalescente”, finaliza.


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O processo de adoção é demorado e delicado, e requer que os pais participem de cursos preparatórios para adotar uma criança, além de estarem cientes do motivo que os dispõe a isso
Antes de mais nada, cada pessoa, deve ter bem claro para si mesma, as razões pelas quais deseja realizar a adoção. E são muitos os motivos que podem levar uma pessoa a querer adotar uma criança, pois sempre podem estar relacionados ao desejo de constituir uma família, seja ela formada por casais de sexos opostos ou não e também de pessoas que vivem sozinhas.
O desejo de formar uma família sempre encabeça a lista dessas causas. Entretanto, as questões individuais de cada envolvido permeiam a adoção, e é ai que vemos a culpa, o desejo de fazer o bem, o medo de não ter alguém para servir de amparo na velhice, entre outros tantos motivos, agregarem essa lista. Por isso, é fundamental que as pessoas entrem em contato com suas questões para que tenham muito claros os diversos aspectos, bem como suas limitações relacionadas à adoção.
Adotar uma criança não é um processo tão simples quanto se possa acreditar, e demora um tempo indefinido que não depende dos envolvidos nesse desejo, mas sim de um processo lento, que quando é iniciado, o casal já sabe de antemão que não terá prazo estipulado para ser concluído. Além do mais, os envolvidos devem estar cientes de que a qualquer momento pode aparecer uma criança, que talvez corresponda ou não às suas expectativas, mas que mudará toda a sua rotina de vida e inevitavelmente os remeterá a questões conscientes ou não, mas que serão determinantes na relação com ela.
A partir desse momento, se ao menos algumas questões relacionadas à adoção estiverem esclarecidas internamente, poderá tornar-se mais fácil lidar com tudo, pois a clareza e a segurança em relação aos aspectos envolvidos farão uma diferença bastante significativa.
Quando contar a verdade para a criança? Antes de mais nada, essa verdade precisa estar muito clara e segura para os pais, sem que se esqueçam de que o filho adotivo tem uma história de vida pregressa, conhecida ou não por ela, mas que em algum momento de sua vida, virá à tona. Além do mais, isso varia de criança para criança, e depende também da idade em que foi adotada, da situação em que se encontrava e do contexto em que atualmente se encontra.
O acompanhamento psicológico, mesmo que seja por poucas sessões, pode ser fundamental para o esclarecimento de várias questões, bem como para a colaboração da configuração da nova família que se forma ou se formará.

Fonte: Psicóloga clínica e psicanalista Cynthia Boscovich, revista Materlife


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E mais: em 25% dos casos, os pequenos não apresentam sintomas da doença

Após a coletiva em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, pela primeira vez, que crianças já morreram por causa do coronavírus, o assunto voltou a ser discutido pelo Ministério da Saúde. Dessa vez, o pronunciamento foi um reforço sobre os pequenos não serem os mais propícios a contraírem a doença, ainda que o caso citado tenha acontecido.

“Não falamos de morte, mas de que as crianças ficam doentes.94% dos sintomas em crianças são leves e 25% não têm sintomatologia. E no único estudo que está documentado e publicado sobre o surto da China, somente uma criança, de sete anos, não sabemos se tinha alguma doença ou comorbidade de base, morreu. As crianças e as grávidas sempre vão ser um grupo para priorizar em uma pandemia. Mas os dados dessa nos mostram que os adultos e os idosos são mais vulneráveis.”, enfatizou a médica Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil.

A especialista ainda esclareceu que isso não significa que os pequenos não fiquem doentes. Mas que a probabilidade de eles terem um quadro que evolua ao ponto de precisarem de internação e faleçam em decorrência do coronavírus é menor. Questionado pelos jornalistas, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, respondeu sobre o quão viável é realizar testes em todos os casos suspeitos da doença, como havia sido pedido pela OMS.

“O nosso compromisso é continuar fazendo a pesquisa em todos os pacientes que tiverem síndrome respiratória aguda grave (SARS) e forem para o hospital, portanto, todos que internarem está garantido a investigação laboratorial. O mesmo vale para pacientes que forem atendidos nas unidades ambulatoriais sentinelas. Também continuaremos testando em locais em que temos a dúvida sobre a forma de circulação – obviamente não é São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal”.

João Gabbardo também explicou que o pedido por mais testes para que um número maior de pessoas seja atendido está em debate. “É possível que o Ministério da Saúde faça uma aquisição e importação de testes rápidos, que não dependem do envio de material para o laboratório, para ampliar a quantidade de pessoas que serão testadas. Isso ainda está em fase de discussão interna no Ministério da Saúde e com os nossos técnicos, especialistas que estão nos assessorando e nos ajudando nas tomadas de decisões”.

Fonte: portal www.bebe.com.br


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Veja dicas para conciliar o home office com diversão e rotina para os pequenos

Aulas suspensas, pais trabalhando de casa… Como conciliar essa equação em um ambiente tranquilo para as crianças e para os adultos?

O primeiro passo é entender que, sim, as telas provavelmente estarão em mais horas do dia que o habitual. “Isso é natural. É importante não se culpar e nem crucificar os pais por conta disso. Mas claro que é possível fazer coisas para se organizar e recorrer o mínimo possível a esse recurso”, diz Patrícia Camargo, produtora do site Tempo Junto.

Depois, hora de organizar a rotina. A dica da Patrícia é manter as atividades diárias nos horários de sempre, para que a criança entenda que o período não é de férias. Sono, alimentação, banho… Nada disso deve mudar! O que entra no calendário agora são as horas de brincadeira, com os pais e sozinho. “O ideal é construir esse calendário junto com as crianças, com desenhos, para que os tempos e as pausas deixem o campo do abstrato e se tornem palpáveis aos pequenos.

Hora de brincar – Qual é o melhor período para reservar para as brincadeiras? Segundo Patrícia, o ideal é brincar junto com a criança logo no começo do dia. “Aquelas frases ‘daqui a pouco’, ‘espera um pouco’ geram uma falta de paciência geral, das crianças e dos adultos. Quando reservamos um tempo de qualidade para as crianças logo no começo do dia, elas conseguem entender melhor quando for a hora de esperar”, explica.

Ajuda com a casa – Incluir as crianças nas tarefas de casa é mais uma forma de entretê-las, e ainda ajuda a desenvolver a consciência de que todos os moradores da casa devem ajudar a mantê-la limpa e arrumada. “A partir dos 2 anos, a criança já consegue tirar a mesa, passar um pano… E é possível fazer essas coisas brincando”.

Ligue uma música e mão na massa. Para limpar o tapete, vale até fazer uma botinha de fita adesiva nos seus pés e da criança e emplacar uma dança. Use e abuse da criatividade. E ao completar com a criança cada uma das tarefas, crie um ritual de celebração, um toque, um abraço, uma dança. “A rotina fica mais legal e o clima, mais leve”.

Idéias para brincar – Na hora de planejar as brincadeiras, é importante dividir o tempo entre atividades de concentração e outras que exijam movimentação.

Para gastar energia, há opções muito além da bola. Patinação de meia, guerra de papel ou algodão ao alvo. Todas fazem bagunça, e a arrumação pode ser mais uma desculpa pra continuar a diversão.

Para as brincadeiras mais “tranquilas”, opte por atividades de criação, como criar um brinquedo de sucata, fazer um desenho ou uma carta para os avós. Para os maiores, vale propor um quebra-cabeças, por exemplo, ou até sugerir que a criança crie um jogo que será jogado pela família no dia seguinte. Outros aliados são os livros. “Peça para seu filho contar a história para você no fim do dia, ou até montar uma peça de teatro sobre um conto curto”, sugere Patrícia.

Para os menores, a proximidade física dos pais faz muita diferença. Então, a solução é criar um cantinho de brincar perto do local os pais estão trabalhando. “Reúna materiais que você tenha em casa, combinações improváveis, como peças de roupas suas pra vestir bonecos, ou massinha com lego… E deixe que eles explorem livremente. Mas fique visível. O pulo do gato é você se mostrar perto”.

Outra dica: a cada 2 ou 3 dias, inclua uma brincadeira inusitada, algo que vocês nunca tenham feito juntos, para que a criança perceba esse tempo de diversão e compreenda o tempo sem brincar, para que os pais consigam trabalhar. E por último: se tiver mais de um filho e a fase for de interação entre os irmãos, vale propor brincadeiras juntos. Já se eles estiverem em uma fase de brigas, evite competições e crie espaços separados para as brincadeiras de cada um.

Com mais sujeira – Mãe de 2 meninos e criadora do Oficinas Verderosa, Cynthia Arcangelo criou um kit de brincadeiras de bolso, que funcionam muito bem em casa. Um dos itens é uma lanterna. Junto com papel celofane colorido e objetos da própria casa, é possível brincar de luz e sombra, já a partir dos 6 meses de idade. Adesivos, que podem ser colados no corpo ou pela casa, também são uma boa opção.

Para quem tem um quintal ou espaço que permita mais sujeira, tintas comestíveis ou massinha caseira podem ser ótimos aliados.

Fonte: revista Crescer


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A hérnia umbilical acontece quando os músculos abdominais extravasam pelo umbigo, formando, em alguns casos, um abaulamento na região. Além do incômodo estético, o quadro pode gerar dor e complicações que colocam a vida do paciente em risco. Para tratá-lo, geralmente é preciso que uma cirurgia seja feita. Saiba mais:

O que é?

A parede abdominal é formada por músculos e por uma capa que os recobre, camada de aponeurose. No caso das hérnias umbilicais, há uma falha ocasionada por fraqueza na região que se inseriu o cordão umbilical na fase intra útero.

Segundo o cirurgião gastroenterologista Iuri Tamasauskas, do Centro Médico Consulta Aqui, com o aumento da hérnia, o conteúdo intra-abdominal (gordura ou partes do intestino) pode passar pelo defeito e se projetar pelo músculo, sendo contido pela pele.

Causas – As causas de hérnias estão relacionadas ao aumento de pressão na região, o que gera fraqueza e motiva o extravasamento do tecido.

Fatores de risco – As hérnias umbilicais acometem 10% a 25% da população e são mais frequentes nos seguintes grupos:

  • Mulheres
  • Bebês com baixo peso ao nascer
  • Crianças com ascendência africana
  • Portadores de síndromes específicas, como a mucopolissacaridose e a síndrome de Down
  • Pessoas obesas
  • Indivíduos que fazem intenso esforço abdominal, como trabalhadores da construção civil e halterofilistas
  • Tossidores crônicos
  • Pacientes hepáticos
  • Pessoas com desnutrição

Diagnóstico – O diagnóstico geralmente é obtido por meio de anamnese – entrevista que o profissional de saúde submete o paciente – e exame físico. No segundo, o médico pode pressionar o abdômen a fim de procurar pontos de dor ou protuberâncias.

Em caso de dúvidas, pode ser solicitado ultrassom de parede abdominal para confirmação do quadro.

Qual profissional procurar?

O especialista que diagnostica e cuida de hérnias é o cirurgião geral ou, mais especificamente, o cirurgião do aparelho digestivo.

Sinais e sintomas de hérnia umbilical – Muitas vezes, as hérnias umbilicais são assintomáticas e a única queixa é um nódulo ou abaulamento no centro do abdômen. Contudo, há casos nos quais pode ocorrer dor local.

Como saber se o bebê tem?

Nos bebês, a hérnia umbilical geralmente é assintomática e tem remissão espontânea, não necessitando de intervenções médicas. Todavia, caso haja um grande abaulamento, a cirurgia pode ser uma opção.

Adultos também podem ter?

Adultos também podem ter hérnia de umbigo e a incidência é maior entre mulheres.

Complicações – Existem duas complicações principais das hérnias no umbigo:

Encarceramento – O encarceramento ocorre quando um segmento do intestino fica preso na hérnia, de modo que o trânsito fecal é interrompido e o paciente cursa com constipação ou obstrução intestinal.

Estrangulamento – O estrangulamento é uma complicação grave que acontece quando o suprimento sanguíneo para segmento intestinal que ficou encarcerado é interrompido ou significativamente diminuído. Em consequência, há necrose intestinal dentro do saco herniado.

Tem cura?

Em alguns casos, a hérnia umbilical pode se curar sozinha, o que é mais comum no caso dos bebês. Em outros, é necessário que o paciente seja submetido à cirurgia, que visa reforçar os pontos fracos do abdômen e corrigir a hérnia.

Mesmo após o tratamento pode haver recidiva da hérnia no umbigo, a depender do rigor técnico e do controle dos fatores de risco, sendo necessário uma nova cirurgia.

Tratamentos – O tratamento das hérnias de umbigo são predominantemente cirúrgicos. Medicamentos são usados apenas para controlar os sintomas, como é o caso dos analgésicos.

Cirurgia de hérnia umbilical – A cirurgia se baseia na correção do defeito na parede abdominal, por meio de pontos e, em alguns casos, reforço por uso de tela de polipropileno.

Indicação – No caso dos adultos, o tratamento para as hérnias é eminentemente cirúrgico, visto que ajuda a prevenir complicações.

Já no caso de bebês e crianças, a operação fica reservada para quando houver sintomas ou abaulamento no umbigo.

Tem algum risco?

Os riscos relacionados à cirurgia de hérnia umbilical são os mesmos de qualquer procedimento cirúrgico, como sangramento, infecções, trombose e reações à anestesia.

Como é o pré-operatório?

No pré-operatório é necessário fazer os exames solicitados pelo médico, como hemograma e coagulograma, para identificar o estado de saúde do paciente para a operação.

Como é feita?

Por meio de uma incisão feita na região umbilical, o cirurgião recoloca o tecido extravasado na cavidade abdominal e reforça os pontos de fraqueza para impedir novas hérnias.

Em adultos, costuma ser colocada uma tela de material cirúrgico na região. O item permanece no corpo do paciente para dar mais suporte e impedir novas passagens de conteúdo intra-abdominal pelos locais frouxos.

Fonte: Portal Ativo Saúde


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Antes mesmo de pronunciar as primeiras palavras, os bebês dominam os conceitos gramaticais da língua materna. A novidade foi constatada em uma pesquisa feita com crianças francesas de oito meses de idade que distinguiram palavras funcionais, por exemplo, artigos (o), pronomes pessoais (ela) ou preposições (on) – de palavras de conteúdo – por exemplo, substantivos (arco-íris), verbos (para unidade) ou adjetivos (verde).

A pesquisa foi feita pelo Centro Integrado de Neurociência e Cognição (CNRS/Université de Paris) com 175 bebês, usando uma linguagem artificial simples. Esses bebês entenderam que os funcionadores eram mais freqüentes, antes mesmo das palavras de língua materna (francês).

Os jovens participantes rapidamente se adaptaram às novas palavras de conteúdo, mas mostraram pouco interesse pelos novos professores introduzidos – como se já estivessem cientes de que havia apenas um número limitado de preposições, determinantes e outras palavras nesta categoria. As preferências dos bebês foram avaliadas observando por quanto tempo eles observaram as exibições visuais associadas às palavras gramaticais. O estudo foi publicado na Current Biology, em 12 de março de 2020.

Fonte: Portal Science Daily


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“O que é coronavírus?”, “Por que as pessoas estão usando máscaras?”, “Posso ficar doente?”. Com a propagação do coronavírus (COVID19), muitos pais já devem ter sido confrontados com essas perguntas pelos seus filhos. Para não causar pânico nos pequenos, é preciso manter a calma e entrar no assunto com muito cuidado. 

A especialista, neuropsicóloga e mestre em psicologia do desenvolvimento pela USP, Deborah Moss, deu seis dicas para os pais falarem sobre o coronavírus sem assustar os pequenos:

1. ESPERE A CRIANÇA PERGUNTAR – O coronavírus se tornou um dos principais personagens dos noticiários. E por ser o assunto do momento, alguns pais acabam se precipitando e falando sobre o tema em excesso. Para a especialista, o recomendado é só comentar sobre a epidemia, quando as crianças perguntarem. 

Se os pequenos vierem com essa demanda, é importante que os pais tentem entender o que eles já sabem sobre o coronavírus e especificamente o que querem saber. Assim, o primeiro passo é ouvi-los para não antecipar respostas desnecessárias. “Às vezes, você acaba comentando que algumas pessoas morreram, mas a criança nem sabia que o vírus poderia matar, só estava preocupada sobre ter ou não que ir para a escola”, explica Deborah. 

2. TRAGA O ASSUNTO PARA A REALIDADE DA CRIANÇA – As pessoas infectadas com coronavírus possuem sintomas semelhantes ao de uma gripe ou um resfriado, como tosse e febre. Por isso, uma estratégia interessante e falar sobre o COVID19 o comparando com a uma gripe, que é uma doença que as crianças já conhecem e, muitas vezes, já tiveram. “Os pais também precisam passar tranquilidade e principalmente mostrar que existem muitas pessoas trabalhando para criar a vacina para proteger as pessoas”, diz. 

3. USE UMA LINGUAGEM FÁCIL – Tratar de um assunto como o coronavírus com as crianças mais novas nem sempre é fácil. Utilizar uma linguagem lúdica pode ser uma saída para os pais entrarem nesse assunto mais espinhoso, se forem questionados. “Uma ideia interessante é utilizar o desenho como forma de comunicação”, explica a pesquisadora. Os pais, assim, podem desenhar uma bolinha representando a doença e alguns soldadinhos para explicar o papel dos remédios e vacinas na luta contra essa espécie de “vilão”, que é o COVID19. 

4. SEJA HONESTO – “Não crie um mundo de faz de conta”. Esse é um dos principais conselhos de Deborah. “Para tranquilizar os filhos, às vezes, os pais dizem: ‘Eu vou te dar um beijinho e você não vai pegar o vírus’, isso não é indicado”, diz a especialista. Segundo ela, é importante tratar das informações com honestidade, mesmo que se tenha que recorrer a uma linguagem mais lúdica. 

Tentar evitar o assunto também não é a melhor solução. Deborah explica que os pais são a fortaleza das crianças e elas buscam neles uma forma segura de obter suas informações. Por isso, é importante não ignorar suas perguntas, pois os pequenos podem recorrer a meios não confiáveis para obter suas respostas. Caso os filhos tenham acesso as famosas fake news, os pais devem questioná-los sobre a fonte das informações e se necessário pesquisar junto com eles, se a notícia é verdadeira ou falsa.  

5. CUIDADO COM OS NOTICIÁRIOS – Ver o coronavírus na mídia se tornou frequente no cotidiano das pessoas. Todos os dias, esse assunto é abordado, principalmente nos noticiários televisivos. De acordo com a neuropsicóloga, como é muita informação para ser absorvida, o recomendado é evitar que as crianças assistam a esses programas. “O ideal é que elas cheguem com dúvidas que ouviram dos seus amigos em uma linguagem que elas entendam e não algo que ela escutou no rádio”, afirma. 

6. LAVAR A MÃO SEMPRE – E NÃO SÓ POR CAUSA DO CORONAVÍRUS – O coronavírus colocou em pauta um assunto importante que a higienização correta das mãos. Essa atitude, que às vezes é deixada de lado, não previne só a infecção pelo COVID19, mas também outras viroses.

Por isso, para a especialista, é importante aproveitar esse momento que as pessoas estão mais preocupadas com a saúde, devido à epidemia e tratar da prevenção de forma geral. “É possível também aproveitar o gancho e falar sobre outros temas como alimentação e vacina, ressaltando que eles são importantes para fortalecer seu sistema imunológico”, afirma. 

Fonte: Revista Crescer