Blog

CLASSIC LIST

Lazaro-Ramos.jpg

Veja a carta do ator sobre as emoções da paternidade

“Agosto, mês dos pais. Assim como em aniversários e São João, fico ansioso pelo beijo matinal, doido para ganhar alguma coisa, nem que seja uma meia – mas escolhida por eles. O que os meus filhos dizem nesse dia guardo para o ano inteiro como alimento.

Fico até tímido em contar, afinal, está na cartilha que nós, homens, não temos este tipo de conversa. Será? Certa vez, inspirado pelo grupo de mães da escola, resolvi criar um grupo de pais. Durante um tempo, talvez três horas, falamos de paternidade, dúvidas e comemorações, mas… rapidamente, o assunto mudou para piadas, esporte e trabalho. E em uma semana o grupo mudou de nome e definhou.

Por que será que a gente não conseguia falar mais sobre isso? Naquele grupo, pouco compartilhamos experiências emotivas. Pois é, ainda somos cercados pelo velho conceito de como um pai deve se comportar. É quase como se fossemos auxiliares e não responsáveis pela criação, assim como as mães.

Essa experiência me fez questionar: como é que me dei conta do que era ser pai? Quando recebi a notícia, naquele clássico momento em que se abre o exame, chorei, emocionado. Comecei a fazer planos, ter medos, pensar na escola que escolheria, antecipei situações trazidas por aquele pedaço de papel onde se lia “positivo”. Para minha surpresa, uma semana depois, a intensidade do sentimento diminuiu. A verdade é que, naquele momento, tudo o que eu pensava sobre ser pai vinha do meu racional. O coração ainda não entendia o que significava ter essa responsabilidade e esse prazer. Passei quase os nove meses me cobrando silenciosamente para sentir algo mais.

Como numa piada de sitcom, na véspera do nascimento de João, minha coluna travou e comecei a sentir dores fortes. Tomei uma injeção que aliviou a dor, mas não o incômodo físico.

Quando meu primeiro filho nasceu e troquei olhares com ele, a dor sumiu. Foi como se, junto com ele, tivesse nascido um pai aqui. E ao olhar para a Taís, vi que o amor se multiplicava em dois seres além de mim. Agora eu entendia. Da razão, ser pai passou ao coração.

Cresci a partir do momento em que meus filhos vieram ao mundo. Eles provocaram transformações, novos compromissos e prazeres. A gente cresce junto. E algo se acrescenta à minha identidade: agora sou também “o pai de”. Nessa caminhada, encontro um novo estímulo, que é a necessidade de rever o nosso modelo de masculinidade.

Falar sobre esse tipo de emoção pode ser natural, sim. Percebemos em casa, tanto em mim, quanto na minha companheira e nos filhos, o impacto positivo de saber que somos corresponsáveis nas tarefas do lar e na gestão familiar. Isso muda a história e já vejo as crianças pensando diferente.

Não temos um formato exato, mas vamos seguindo, com erros e acertos. Com estímulos mútuos, dividimos a carga; com a consciência de que não dá para ser perfeito, mas dá para ser presente.

E assim vamos nascendo pais, a cada decisão. Feliz dia dos pais.”

Fonte: revista Crescer


Células-que-envelhecem-1200x600.jpg

Os resultados têm enormes implicações para o câncer e condições de saúde relacionadas à idade

Uma nova pesquisa da Escola de Engenharia da USC Viterbi pode ser fundamental para o entendimento de como funciona o processo de envelhecimento. As descobertas potencialmente preparam o caminho para melhores tratamentos contra o câncer e novas drogas revolucionárias que poderiam melhorar muito a saúde humana.

O trabalho, do professor assistente de Engenharia Química e Ciência dos Materiais, Nick Graham, do professor de Ciências Biológicas e Engenharia Biomédica, Scott Fraser, e uma ampla equipe foi publicado no Journal de Química Biológica .

“Estamos estudando as razões pelas quais as células envelhecem, para que possamos criar tratamentos para um melhor envelhecimento”, disse Graham.

O que faz com que as células envelheçam?

Para conseguir isso, Alireza Delfarah, um estudante de pós-graduação no laboratório de Graham, focou na senescência, um processo natural no qual as células param permanentemente de criar novas células. Esse processo é uma das principais causas do declínio relacionado à idade, manifestando-se em doenças como artrite, osteoporose e doenças cardíacas.

“As células senescentes são efetivamente o oposto das células-tronco, que têm um potencial ilimitado de auto-renovação ou divisão. Elas nunca podem se dividir novamente, é um estado irreversível de parada do ciclo celular”, disse Graham.

A equipe de pesquisa descobriu que as células envelhecidas e senescentes pararam de produzir uma classe de substâncias químicas chamadas nucleotídeos, que são os blocos de construção do DNA. Quando tomaram células jovens e as forçaram a parar de produzir nucleotídeos, elas se tornaram senescentes ou envelhecidas.

“Isso significa que a produção de nucleotídeos é essencial para manter as células jovens”, disse Delfarah. “Isso também significa que se pudéssemos impedir que as células perdessem a síntese de nucleotídeos, elas poderiam envelhecer mais lentamente”.

A equipe de Graham examinou células jovens que estavam proliferando de forma robusta e as alimentou com moléculas marcadas com isótopos de carbono estáveis, a fim de traçar como os nutrientes consumidos por uma célula foram processados em diferentes vias bioquímicas.

Graham disse que a senescência é mais amplamente conhecida como a barreira protetora do corpo contra o câncer: quando as células sofrem danos que podem estar em risco de se tornarem cancerosas, elas entram em senescência e param de proliferar para que o câncer não se desenvolva e se espalhe.

Fonte: Journal Science Daily


Infecção-de-urina-bebê.jpg

A limpeza correta dos órgãos genitais evita a infecção

Pais de primeira viagem mergulham em um novo universo. Quando o bebê chora é preciso identificar o que ele está precisando. Fome? Sono? Fralda suja? Nos primeiros meses, tudo é mistério. E uma das dúvidas é em relação a higiene correta dos bebês.

Por exemplo: você sabe identificar a infecção urinária em bebê? E como prevenir? A limpeza correta dos órgãos genitais evita a infecção. A pediatra Ana Escobar explicou como deve ser feita a higienização. “As fezes não pode entrar em contato com a uretra. Por isso, limpe primeiro o bumbum, sempre no sentido da região genital para o ânus e tenha certeza que não sobrou nenhum resíduo”. Lembre-se de limpar o bumbum do bebê antes do banho para evitar levar sujeira para a água da banheira.

A infecção urinária em bebês tem alguns sinais. Febre, diminuição do apetite e estabilidade no peso (deixar de ganhar peso) podem indicar a infecção. Sempre que um recém-nascido tem febre, a primeira indicação do pediatra é fazer exame de urina. A partir de um ano, os sintomas ficam mais definidos: dor para fazer xixi, necessidade urgente de fazer xixi com frequência, febre e desconforto.

Fonte: Portal G1


Dieta-de-mãe.jpg

Quanto mais saudável for a alimentação da mãe, mais rico e nutritivo será o leite materno. Mas será que existem alimentos que ajudam ou que devem ser evitados durante a amamentação? Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, veja o que dizem especialistas

“Não coma chocolate, vai dar cólica no bebê” ou “Feijão pode dar gases na criança!”. Quem nunca ouviu algo parecido? Aliás, palpites, infelizmente ainda fazem parte da rotina das mães. Mas saiba que muitos deles não passam de mito. Manter uma alimentação variada e balanceada é fundamental para produzir um leite nutritivo e saudável para o seu bebê. Mas, afinal, existem alimentos que ajudam ou atrapalham na amamentação?

O QUE É MITO?

“Sempre brinco que a alimentação da mãe durante o aleitamento materno tem mais mitos do que verdades”, afirma a nutricionista Luciana da Costa, da Maternidade Pro Matre Paulista.  Ela explica que, durante a gestação, a mãe precisa de um acréscimo de 300 calorias por mês. Já durante a amamentação, esse adicional aumenta para 800. Isso quer dizer que ela deve sentir mais fome e uma maior necessidade de nutrientes para produzir leite para o bebê. Por isso, é importante não cortar alimentos, sem ter certeza de que eles possam estar causando algum incômodo. O puerpério já é um momento muito delicado, a mulher está com o humor alterado, dorme pouco, a dedicação é intensa. Imagina, então, ainda restringir uma série de alimentos?”, completa.

A pediatra e neonatologista Thais Bustamante, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), concorda. “O feijão, o chocolate e todas esses alimentos são mitos. Não existe comprovação cientifica alguma no momento”, afirma. “É importante observar. Por exemplo, se ela comeu chocolate hoje e acha que o bebê não ficou bem, espera uns dias e testa novamente. Você não deve parar de comer algo porque simplesmente causa cólica em outras crianças”, reforça Cinthia. A consultora explica ainda que o feijão, por exemplo, que fermenta e pode causar gases na mãe, não chega na mesma proporção para bebê. “Couve-flor, brócolis, carne de porco, refrigerante… Muitas mulheres comem todos esses alimentos e não têm nada”, diz.

DE OLHO NO EXCESSO

A maioria dos alimentos não costuma causar problemas. No entanto, as especialistas chamam atenção para o excesso. “Por exemplo, aqui no consultório, eu costumo observar que na Páscoa pioram as cólicas dos bebês, e a principal suspeita é o consumo excessivo de chocolate. Então, às vezes, realmente pode causar um incômodo, mas antes de cortar qualquer alimento, é fundamental fazer testes”, explica a pediatra Thais.

Além do chocolate, o café e o chá em excesso também não é recomendado. “Assim como o café, eles também são estimulantes e podem passar para o leite materno. Duas xícaras por dia, no máximo, não tem problema. Caso contrário, a criança pode ficar agitada e chorosa”, completa a pediatra.

O QUE DEVE SER EVITADO?

Mas existe sim, algumas restrições para o período. “É bom evitar alimentos ultraprocessados, a mãe também não deve ficar muito tempo sem se alimentar ou fazer restrições alimentares ou dietas radicais. Já o álcool é um dos alimentos que a gente proíbe. Álcool e amamentação são duas coisas que não combinam. Não sabemos quanto tempo depois ele vai estar presente na corrente sanguínea, pois é algo muito pessoal. Algumas mulheres tem uma absorção mais rápida do que as outras, então não recomendo nenhuma quantidade”, avisa a nutricionista.

Já Luciana também alerta que alguns bebês podem apresentar alergia, por exemplo, a proteína do leite. Por isso, é importante sempre estar atenta aos sinais. “Muita diarréia, alergias na pele, problemas respiratórios importantes podem ser indicativos. Nesse caso, a mãe terá que fazer algumas restrições. Mas é importante lembrar que o diagnóstico é sempre médico”, afirma.

QUAIS ALIMENTOS AJUDAM?

Enquanto alguns alimentos devem ser consumidos com cuidado, existem outros que estão “liberados”, pois estimulam a produção de leite. O principal deles é a água! “O primordial que vai ajudar na produção de leite é a hidratação da mãe. Ela deve aumentar o consumo de água durante o aleitamento materno. É o mais importante”, orienta Luciana.

“Já a dieta deve ser a mais variada possível, com grãos, frutas, legumes… Quanto mais colorido, melhor. Na dúvida, também é importante não consumir alimentos muito diferentes do que ela gosta e está acostumada”, diz a consultora em aleitamento materno, Cinthia.

“Na dúvida, a orientação é buscar informações com o pediatra ou nutricionistas. Algumas mulheres saem da maternidade com uma barriguinha e já ficam preocupadas, pensando em como emagrecer. Mas elas não devem se preocupar com isso, pois vão perder peso naturalmente. A própria amamentação ajuda”, finaliza Luciana.

Fonte: revista Crescer


bebe-dormir-mamando-faz-mal-1200x670.jpg

A ação teve início em 1992 e acontece anualmente, durante a primeira semana de agosto, para promover e defender a amamentação

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) de 2019 tem o tema “Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!”. Ela acontece de 1º a 7 de agosto e é celebrada por mais de 120 países, que se unem para relembrar a importância da lactação.

A ação é um movimento estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em 1992, em defesa da amamentação. Sua criação teve como foco promover a “Declaração de Innocenti”, de 1990, estabelecendo metas pelo direito da mulher em amamentar de forma segura, encorajando também a participação da sociedade, profissionais da saúde e profissionais da educação a se envolverem nessa questão, tanto durante o período da amamentação, quanto ao longo de toda a maternidade.

De acordo com a WABA, aliança global pela amamentação que coordena a campanha da semana, o tema de 2019 tem como objetivo incluir todos os tipos de pais da sociedade atual, ultrapassando as barreiras de gênero e incentivando a integração de todos.

Semana Mundial do Aleitamento Materno: no Brasil

Para Márcia Guerreiro, membro do IBFAN (Rede Internacional de Ação para Alimentos para Bebês), o tema proposto em 2019 encoraja a amamentação e dialoga com a evolução dos modelos familiares. “O tema deste ano tem a ver com aprendizado e apoio dos diferentes setores para as famílias que estão amamentando. Quanto mais informações, conhecimento e apoio para os familiares, mais empoderados eles ficam em relação à amamentação. Tanto o sucesso como o fracasso do aleitamento não é só de responsabilidade da mãe”, defende.

Os grupos e organizações de cada cidade conversam entre si, juntamente com o Ministério da Saúde, para combinar ações de âmbito nacional, como o “Mamaço”, evento em que mães em vários lugares do Brasil se reúnem para amamentar e trocar idéias e experiências. “O tema de 2019 vem ao encontro de uma necessidade antiga, pois o aleitamento existe como algo instintivo quando, na verdade, ele demanda aprendizado pela mãe, pelo bebê e até pela própria família. Não é fácil. Por isso, a mãe precisa se sentir apoiada, acolhida e empoderada”, explica Lilian Pimenta, coordenadora do Programa de Aleitamento Materno de Ribeirão Preto (SP).

Fonte: Revista Crescer


mao-de-bebe-1200x1003.jpg

A fertilização in vitro (FIV), conhecida como o método do “bebê de proveta”, é um procedimento considerado de alta complexidade, mas bastante seguro e eficiente

Conhecida como o método do “bebê de proveta”, a FIV é um procedimento considerado de alta complexidade, mas bastante seguro e eficiente. É o médico especialista quem deve escolher a técnica de auxílio a ser utilizada no caso de casais com problemas para engravidar. Para chegar ao diagnóstico e ao melhor tratamento, pedirá uma série de exames, que vão mostrar ao especialista a gravidade do caso.

Explicamos passo a passo sobre como é a técnica de fertilização:

1) Os exames

O tratamento se inicia com os exames para o diagnóstico da infertilidade. Depois de analisar os resultados, o médico vai constatar se de fato o melhor caminho para o casal é o procedimento de fertilização. Primeiramente, ela vai à clínica para ser submetida a uma ultrassonografia. Durante o exame, o médico vai identificar se tudo está em ordem com o útero, as trompas e os ovários.

2) Medicação 

Feita a ultrassonografia, a paciente é submetida à medicação. A estimulação ovariana é feita diariamente por meio de injeções subcutâneas. Em média, são de oito a nove dias de medicação. Paralelamente, a cada três ou quatro dias, são feitas ultrassonografias para medir o número e tamanho dos folículos e quando estiverem maduros é feita a retirada dos óvulos. Em seguida, a paciente é medicada para obter completa maturação do óvulo e a coleta do óvulo é feita 36 horas após a tomada deste medicamento.

3) Retirada dos óvulos

Para retirar os óvulos da paciente, ela é submetida a uma punção. Antes do procedimento, ela será sedada com um anestésico para que não sinta a leve picada da agulha da punção. Depois de retirado os óvulos, eles vão para as mãos do biólogo e para a fertilização no laboratório. A paciente fica de repouso por aproximadamente 30 minutos até passar o efeito anestésico.

4) Os espermatozóides

O marido vai até a clínica para fazer a coleta dos espermatozoides. Após a coleta, o sêmen passa por um processo de “limpeza” e é feita a seleção dos melhores espermatozoides.

5) Fecundação

Quando a fertilização in vitro é a da modalidade “clássica” (a mais comum), depois de colhido os óvulos e os espermatozoides, o biólogo coloca ambos em um mesmo espaço e espera que um dos espermatozoides selecionados alcance o óvulo. No caso na FIV por inseção introplásmatica, o espermatozoide é colocado diretamente dentro do óvulo pelo biólogo. Feita a fecundação, o biólogo observa diariamente a evolução dos embriões.

6) Transferência dos embriões

De acordo com o especialista, os embriões são transferidos para o útero da mulher cinco dias após a retirada dos óvulos. Os embriões são transferidos por meio de um cateter que é inserido no colo do útero da mulher. Uma resolução de 2010 do Conselho Federal de Medicina determina o número máximo de embriões que podem ser transferidos: dois, para mulheres com até 35 anos; três, para mulheres entre 36 e 39 anos; e quatro, para aquelas com 40 anos ou mais.

7) O teste de gravidez

Depois de cerca de 12 dias da transferência dos embriões para o útero, a paciente retorna à clínica para fazer um exame de sangue que vai constatar se ela está grávida ou não. Caso a gravidez seja diagnosticada, uma semana após o teste a mulher vai fazer uma ultrassonografia para uma segunda confirmação. Daí em diante, fará todo o acompanhamento médico previsto em uma gravidez normal.

Fonte: Portal Terra


Bebe-cardiaco-2.jpg

Uma recente pesquisa feita pela Food and Drug Administration constatou uma potencial terapia regenerativa para síndrome do coração esquerdo hipoplásico (SHCE) através da coleta, processamento e injeção de células-tronco de um bebê diretamente no coração no momento da cirurgia. O artigo foi publicado no Journal of Thoracic and Cardiovascular Surgery .

A síndrome do coração esquerdo hipoplásico afeta aproximadamente mil crianças nos Estados Unidos a cada ano. Nesses bebês, o lado esquerdo do coração é criticamente subdesenvolvido, exigindo intervenção cirúrgica para suportar a função remanescente no lado direito do coração. Pacientes com síndrome do coração esquerdo hipoplásico são submetidos a três cirurgias reconstrutivas em estágios. A cirurgia de Norwood é tipicamente realizada nos primeiros dias de vida. A cirurgia de Glenn ocorre nos primeiros meses de idade. E a operação Fontan é realizada aos 2 a 4 anos de idade.

O ensaio clínico estudou 10 bebês diagnosticados com síndrome do coração esquerdo hipoplásico antes do nascimento e um mínimo de 35 mililitros de sangue do cordão umbilical foi coletado no momento do nascimento usando um kit de coleta especializado. Cada paciente foi submetido à primeira cirurgia e depois recebeu suas células-tronco processadas durante a segunda operação. Este estudo foi o primeiro a usar uma terapia baseada em células por injeção direta durante a cirurgia cardíaca em crianças. Todos os 10 pacientes foram submetidos com sucesso à segunda cirurgia, não houve mortes e nenhuma das crianças teve quaisquer preocupações de segurança significativas ao longo de seis meses após a cirurgia.

“Agora temos um protocolo reproduzível para utilizar a terapia com células-tronco em bebês com HLHS. Nossas esperanças são de que essa pesquisa inovadora leve à terapia com células-tronco fortalecendo os corações desses bebês, ao mesmo tempo em que adia ou até impede a necessidade de transplante cardíaco em alguns”, disse Harold Burkhart, cirurgião cardiotorácico pediátrico na OU Medicine em Oklahoma e um dos pesquisadores.

O Consórcio HLHS está agora conduzindo um estudo maior de fase IIb com 50 bebês. Este estudo se concentra em testar a capacidade das células-tronco para melhorar a função cardíaca.

Fonte: Science Daily News


tratamento-cancer-20161022-001.jpg

Novas pesquisas em ratos ajudam a entender os riscos em torno da exposição a baixas doses de radiação, como tomografia computadorizada e raios-X

Baixas doses de radiação equivalente a três tomografias computadorizadas, que são consideradas seguras, dão às células capazes de câncer uma vantagem competitiva sobre as células normais em tecidos saudáveis. Pesquisadores do Wellcome Sanger Institute e da Universidade de Cambridge estudaram os efeitos de baixas doses de radiação no esôfago de camundongos.

A equipe descobriu que baixas doses de radiação aumentam o número de células com mutações em p53, uma mudança genética bem conhecida associada ao câncer. No entanto, dar aos camundongos um antioxidante antes da radiação promoveu o crescimento de células saudáveis, que compuseram e substituíram as células mutantes do p53.

Os resultados, publicados na Cell Stem Cell, mostram que baixas doses de radiação promovem a disseminação de células capazes de câncer em tecidos saudáveis. Os pesquisadores recomendam que esse risco seja considerado na avaliação da segurança da radiação. O estudo também oferece a possibilidade de desenvolver medidas preventivas não-tóxicas para reduzir o risco de desenvolver câncer, reforçando nossas células saudáveis para superar e erradicar células capazes de câncer.

Todos os dias as pessoas estão expostas a várias fontes de radiação ionizante, incluindo radiação natural no solo e na rocha, e importantes procedimentos médicos, como tomografia computadorizada e raios-x.

Baixas doses de radiação, como a exposição de imagens médicas, são consideradas seguras, pois causam pouco dano ao DNA e, aparentemente, um efeito mínimo na saúde a longo prazo. Até agora, outros efeitos da exposição a baixos níveis de radiação permaneceram ocultos, o que significa que a compreensão do verdadeiro risco associado a baixas doses de radiação tem sido difícil.

Neste novo estudo, os pesquisadores mostram que baixas doses de radiação pesam as chances em favor de células mutantes capazes de câncer no esôfago. Os pesquisadores do Instituto Sanger e seus colaboradores deram aos ratos uma dose de 50 miligramas de radiação, equivalente a três ou quatro tomografias computadorizadas. Como resultado, as células mutantes p53 se espalharam e superaram as células saudáveis.

A equipe sugere que esta pesquisa também destaca a possibilidade de desenvolver terapias para prevenir o câncer. Ao tornar saudáveis as células saudáveis, elas eliminam células capazes de câncer, sem nenhum efeito colateral tóxico para o paciente.

Fonte: Wellcome Trust Sanger Institute


sarampo_semmarca-1200x709.jpg

Infectologista pediátrico fala sobre os três surtos no Brasil e explica quais sintomas devem chamar a atenção dos pais. Saiba como reconhecer e prevenir

Mães e pais estão – compreensivelmente – em alerta depois da notícia de que três estados brasileiros têm surtos confirmados de sarampo. Juntos, Amazonas e Roraima contabilizavam, em 2018, mais de 470 casos confirmados e mais de 1,5 mil em investigação. No Rio Grande do Sul, seis casos da doença foram confirmados neste ano. O Rio de Janeiro investiga quatro casos – dois deles com resultado positivo para sarampo. Agora, São Paulo. Os dados são do Ministério da Saúde.

“O ano de 2018 foi marcado pela volta dessa doença comum da infância, porém considerada erradicada e que deixa sequelas importantes, além de ser letal para bebês que ainda não foram vacinados”, diz Victor Horácio, infectologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe. Em 2016 o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, mas perdeu em março deste ano por causa dos milhares casos da doença registrados no ano passado, principalmente no estado do Amazonas. Para perdê-lo, é preciso haver transmissão sustentada por mais de 12 meses. Seu reaparecimento é uma consequência que condiz com as baixas coberturas vacinais registradas no país.

No último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em 1º de julho havia 142 casos de sarampo confirmados no Brasil desde janeiro. Desse total, 66 em São Paulo, 53 no Pará, 11 no Rio de Janeiro, 4 em Minas Gerais, 4 no Amazonas, 3 em Santa Catarina, e 1 em Roraima. Ao ser questionado sobre a diferença entre os dados da Secretaria de Saúde do Estado e do governo federal, o Ministério público afirmou que, quando o boletim foi produzido, os novos dados ainda não tinham sido contabilizados.

Com a ajuda do especialista, explicamos a seguir tudo o que você precisa saber sobre os sintomas, o esquema de vacinação e o tratamento do sarampo.

Como o sarampo é transmitido?
– Sarampo é uma doença infecciosa e extremamente contagiosa. A transmissão se dá pelo vírus expelido na tosse, no espirro, durante a fala ou a respiração. A fase mais crítica para o contágio é dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

O que fazer em caso de suspeita de sarampo?
– É uma doença de notificação; portanto, se houver suspeita, leve a criança ao posto de saúde ou ao pronto-socorro.

Sintomas de sarampo
– Os sintomas: o doente apresenta febre alta, acompanhada de tosse persistente, irritação no olho, secreção no nariz e manchas brancas na mucosa bucal. Em seguida, podem vir manchas avermelhadas no rosto, que podem se disseminar até o pé, e que duram 3 dias – é o vírus agindo.

Como tratar o sarampo?
– É necessário isolar o doente para evitar transmissão – nada de levar à escola. Ou melhor: nada de sair de casa nem receber visita. No mais, ele fica prostrado, com febre alta.

– O tratamento, orientado por um médico, é sintomático; recebe-se medicação contra a febre e intensifica-se a hidratação

Sarampo deixa sequelas?
– O sarampo pode levar à morte, principalmente de bebês não vacinados.

– A doença pode ocasionar diarreia, pneumonia, otite e meningite, ou deixar sequelas importantes, como olho lesionado (úlcera de córnea).

Como se proteger do sarampo? Tudo sobre a vacina
– O único jeito de evitar a doença é tomando a vacina tríplice-viral (sarampo, caxumba e rubéola), disponibilizada pelo Ministério da Saúde gratuitamente nos postos de saúde.

– A primeira dose da vacina deve ser tomada aos 12 meses; a segunda, entre 4 e 6 anos de idade – ou até os 29 anos, caso a pessoa tenha pulado o reforço (confira a caderneta de vacinação).

– Dos 29 aos 49, a vacina também existe nos postos, gratuitamente, mas em dose única.A partir dos 50 anos, a pasta considera que a pessoa já foi exposta ao vírus.

– A vacina vale para vida toda. Mas se você tem dúvida se está imunizado ou não, vale a pena tomar de novo.

– Não podem receber a vacina: gestantes, casos suspeitos da doença, crianças com menos de 6 meses e pacientes imunodeprimidos.

– As grávidas devem esperar parir para tomar a vacina. O ideal é checar, antes de engravidar, via exame de sangue, se a gestante está ou não imunizada. Os obstetras costumam pedir esse exame nas primeiras consultas.

– A vacina é o vírus atenuado. Os registros, raros, de reação são de alergia a algum componente.

– Importante: se você já teve a doença, tranquilize-se, pois já está imunizado.

Fonte: Revista Crescer


baby-boy-girl.jpg

Um estudo da Universidade de Newcastle envolvendo milhares de famílias está ajudando os futuros pais a descobrir se eles provavelmente terão filhos ou filhas.

O trabalho de Corry Gellatly, pesquisadora da universidade, mostrou que os homens herdam a tendência de ter mais filhos ou mais filhas de seus pais. Isso significa que um homem com muitos irmãos é mais propenso a ter filhos, enquanto um homem com muitas irmãs tem mais probabilidade de ter filhas.

A pesquisa envolveu um estudo de 927 árvores genealógicas contendo informações sobre 556.387 pessoas da América do Norte e Europa que remontam a 1600.

“O estudo da árvore genealógica mostrou que é provável que você tenha um menino ou uma menina herdados. Agora sabemos que os homens têm mais probabilidade de ter filhos se tiverem mais irmãos, mas têm mais probabilidade de ter filhas se tiverem mais irmãs. No entanto, nas mulheres, você simplesmente não pode prever ”, explica Gellatly.

Os homens determinam o sexo de um bebê dependendo se o espermatozóide está portando um cromossomo X ou Y. Um cromossomo X combina-se com o cromossomo X da mãe para fazer uma menina (XX) e um cromossomo Y combinará com a mãe para fazer um menino (XY).

O estudo da Universidade de Newcastle sugere que um gene ainda não descoberto controla se o esperma de um homem contém mais X ou mais cromossomos Y, o que afeta o sexo de seus filhos. Em uma escala maior, o número de homens com mais espermatozóides X em comparação com o número de homens com mais espermatozóides Y afeta a razão sexual de crianças nascidas a cada ano.

Filhos ou filhas?

Um gene consiste em duas partes, conhecidas como alelos, uma herdada de cada pai. Em seu artigo, Gellatly demonstra que é provável que os homens tenham dois tipos diferentes de alelos, o que resulta em três combinações possíveis em um gene que controla a proporção de espermatozóides X e Y;

  • Homens com a primeira combinação, conhecida como mm, produzem mais espermatozóides e têm mais filhos.
  • O segundo, conhecido como mf, produz um número aproximadamente igual de espermatozóides X e Y e tem um número aproximadamente igual de filhos e filhas.
  • O terceiro, conhecido como ff, produz mais X espermatozoides e tem mais filhas.

“O gene que é passado de ambos os pais, o que faz com que alguns homens tenham mais filhos e outros tenham mais filhas, pode explicar por que vemos o número de homens e mulheres aproximadamente equilibrados em uma população. Se há muitos homens na população, por exemplo, as fêmeas encontrarão mais facilmente um parceiro, então os homens que têm mais filhas transmitem mais genes, fazendo com que mais mulheres nasçam em gerações posteriores”, diz o pesquisador da Universidade de Newcastle. Sr. Gellatly.

Fonte: Science Daily