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Filhos pequenos vivem debruçados em smartphones e tablets antes mesmo de aprender a ler, ao contrário da recomendação da OMS. Como reagir a isso?

“Baby shark doo doo doo doo doo doo doo doo.” E, quando parece estar acabando o sofrimento, o refrão sofre ligeira adaptação, e dá-lhe “Mommy shark doo doo doo doo doo doo doo doo”. Chega? Não, porque… “Daddy shark doo doo doo doo doo doo doo doo.” Os pais encaram o martírio, ouvido a distância segura, porque os filhos, alguns pequenos mesmo, de 3 anos, talvez 4, estão hipnotizados, quietinhos. Baby Shark, eis o nome do vídeo, composto por uma dupla de educadores americanos, já passou dos 3,9 bilhões de visualizações no YouTube desde que foi lançado, em 2016. É uma espécie de Galinha Pintadinha — talvez mais entorpecente. E onde é que a meninada vê os tubarões coloridos e estridentes? Preferencialmente em smartphones. Some-se a proliferação dos aparelhos ao conteúdo magnético e temos um dos grandes fenômenos de nosso tempo: o crescente número de crianças que, cada vez mais cedo, estão conectadas à internet.

No Brasil, três em cada dez meninos ou meninas com idade entre 4 e 6 anos têm um celular para chamar de seu. A frequência do uso aumenta exponencialmente. Segundo pesquisa da Common Sense Media, organização americana sem fins lucrativos destinada a rastrear os hábitos tecnológicos da juventude, mais que dobrou o tempo da petizada diante dos vídeos, chegando à média diária (média!) de uma hora. Um detalhe: no YouTube, menores de 13 anos não poderiam ver vídeos (o correto é acessar a versão Kids), e, no entanto, os cliques não param. O Facebook também restringe o acesso a maiores de 13 anos, no entanto, segundo pesquisas recentes, 50% dos menores de 12 anos no Brasil estão lá. Há, enfim, uma avalanche de consumo precoce de conteúdo emitido pelas telas pequenas, à mão.

Mas, afinal, o que seria excessivo? A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que menores de 2 anos não tenham contato algum com telas, nem mesmo de televisores. Depois dessa idade, a TV pode ser liberada, mas no máximo durante uma hora por dia. Smartphone próprio, ou tablet, tão ­somente depois dos 8 anos, e sempre com vigilância. Antes disso, a prematuridade implica problemas de aprendizado (é preciso ler mais), de visão (há uma epidemia de miopia entre os pequenos) e até de isolamento social (avalia-se que o abuso da internet é o que fez aumentar os índices de depressão entre jovens na faixa dos 10 aos 14 anos).

“Não adianta os pais simplesmente proibirem a utilização dessas tecnologias, porque os filhos encontrarão formas de chegar a elas”, diz a psicóloga Sylvia van Enck, do Núcleo de Dependências Tecnológicas da Universidade de São Paulo (USP). “Em vez de lutarem contra a maré virtual, o fundamental é os pais assumirem a responsabilidade de educar as crianças para lidar com o mundo virtual.” Na prática, trata-se de dosar o acesso, tornando-o benéfico. O universo on-line não é um mal em si. Para a psicóloga da USP, “há adolescentes que, mesmo quando se sentem isolados, têm facilidade para conversar com amigos em redes sociais, por exemplo. Também se podem utilizar o smartphone, os sites, os aplicativos como forma de criar um senso de responsabilidade em crianças, ensinando limites e apontando as consequências do exagero”.

Fonte: Revista Veja

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Fazer compras de Natal ou simplesmente dar uma passada em lojas de departamento ou até em supermercados com as crianças junto pode ser desafiador, mas uma mãe americana conseguiu encontrar uma fórmula para resolver a situação

Você é daqueles que evita, ao máximo, passar perto do corredor de brinquedos no supermercado? Ou em frente à loja de brinquedos no shopping? Fazer compras com as crianças junto nem sempre é fácil. Ao olhar algo de que gostam, elas começam a pedir e, diante das negativas, iniciam aquelas birras dignas de estatueta do Oscar, com direito a se jogar no chão e chorar gritando, chamando a atenção de todos em volta. Já viveu algo parecido? Se respondeu ‘sim’, saiba que não está sozinho.

Cansada de passar por isso, Kristina Watts, uma mãe norte-americana, conseguiu desenvolver uma técnica simples, mas que, segundo ela, tem funcionado, até nesses tempos de Natal, quando as lojas parecem estar decoradas para chamar ainda mais a atenção das crianças para tudo. Ela compartilhou o truque em um post no seu perfil no facebook e a ideia viralizou, com mais de 50 mil compartilhamentos. “Tire uma foto. Simples assim”, ela recomenda.

Uma foto? Sim. Ela explica: “Nossas idas à lojas costumavam ser bem mais difíceis nessa época do ano. Os brinquedos estão a mil e é claro que meus filhos querem todos. Óbcvimente, eu adoraria ter crianças doces, bem comportadas, tranquilas, que não pedem tudo, mas não tenho (…). Então, quando eles pedem algo, eu para um segundo, comento sobre o brinquedo que eles estão apontando e digo: ‘Vamos tirar uma foto e mandar para o Papai Noel, assim ele vai saber o que você quer’. Nota: você pode mandar para o Papai Noel, para a vovó ou para qualquer pessoa. Fica totalmente a seu critério e pode ser diferente a cada vez. Magicamente, Emmie [a filha dela, de 4 anos] sorri, fala ‘xis’, pede para ver a foto e COLOCA O BRINQUEDO DE VOLTA NA PRATELEIRA E VAI EMBORA. É mágico, sem lágrimas, sem birras (de nenhuma de nós). E ela esquece em minutos”, relata Kristina.

Além disso, quando você tem fotos do que as crianças gostam, fica mais fácil na hora em que precisa, de fato, escolher os presentes para elas em qualquer ocasião: Natal, dia das crianças, aniversário, etc. Também dá para mandar para amigos e familiares, qiuando eles pergujntam o que seuj filho gostaria de ganhar.

E aí? O que você acha? Esse truque daria certo com o seu filho?

Fonte: Revista Crescer


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Isso cria a possibilidade de os cientistas algum dia desenvolverem terapias para lidar com excessos

Você está de dieta, mas o aroma de pipoca no saguão do cinema provoca um desejo aparentemente irresistível e em segundos, você pediu um balde e comeu vários punhados?

A impulsividade, ou responder sem pensar nas consequências de uma ação, tem sido associada à ingestão excessiva de alimentos, compulsão alimentar, ganho de peso e obesidade, juntamente com vários distúrbios psiquiátricos, incluindo dependência de drogas e jogo excessivo.

Uma equipe de pesquisadores que inclui um membro do corpo docente da Universidade da Geórgia agora identificou um circuito específico no cérebro que altera a impulsividade alimentar, criando a possibilidade de os cientistas algum dia desenvolverem terapêuticas para lidar com excessos.

As descobertas da equipe foram publicadas recentemente na revista Nature Communications .

“Existe uma fisiologia subjacente em seu cérebro que está regulando sua capacidade de dizer não (comer impulsivamente)”, disse Emily Noble, professora assistente da Faculdade de Ciências da Família e do Consumidor da UGA, que atuou como principal autora do artigo. “Em modelos experimentais, você pode ativar esse circuito e obter uma resposta comportamental específica.”

Usando um modelo de rato, os pesquisadores se concentraram em um subconjunto de células cerebrais que produzem um tipo de transmissor no hipotálamo chamado hormônio concentrador de melanina (MCH).

Enquanto pesquisas anteriores mostraram que elevar os níveis de MCH no cérebro pode aumentar a ingestão de alimentos, este estudo é o primeiro a mostrar que a MCH também desempenha um papel no comportamento impulsivo, disse Noble.

“Descobrimos que quando ativamos as células do cérebro que produzem MCH, os animais se tornam mais impulsivos em seu comportamento em relação à comida”, disse Noble.

Para testar a impulsividade, os pesquisadores treinaram ratos para pressionar uma alavanca para receber uma pastilha “deliciosa, com alto teor de gordura e alto teor de açúcar”, disse Noble. No entanto, o rato teve que esperar 20 segundos entre os pressionamentos da alavanca. Se o rato pressionasse a alavanca muito cedo, ele teria que esperar mais 20 segundos.

Os pesquisadores usaram técnicas avançadas para ativar uma via neural específica da MCH, do hipotálamo ao hipocampo, uma parte do cérebro envolvida nas funções de aprendizado e memória.

Os resultados indicaram que a MCH não afeta o quanto os animais gostaram da comida ou o quanto eles estavam dispostos a trabalhar para a comida. Em vez disso, o circuito agia sobre o controle inibitório dos animais ou sua capacidade de impedir a tentativa de obter a comida. “A ativação desse caminho específico dos neurônios da MCH aumentava o comportamento impulsivo sem afetar a alimentação normal por necessidade calórica ou motivação para consumir alimentos deliciosos”, disse Noble.

“Entender que esse circuito, que afeta seletivamente a impulsividade alimentar, abre a porta para a possibilidade de que um dia possamos desenvolver terapêuticas para comer demais que ajudam as pessoas a seguir uma dieta sem reduzir o apetite normal ou tornar os alimentos deliciosos menos deliciosos”.

Fonte: Portal Science Daily


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A banana é utilizada in natura, cozida, assada, em doces, compotas ou bolos. De fácil consumo, basta descascá-la para ter acesso a seus benefícios. É como fala a conhecida marchinha carnavalesca de Braguinha e Alberto Ribeiro: “banana, menina, tem vitamina, banana engorda e faz crescer”.

Trata-se de um alimento rico em carboidratos, que fornece energia de forma rápida ao organismo; em potássio, mineral importante para o bom funcionamento dos músculos, inclusive o cardíaco; e em vitamina B6, essencial para a formação de células do sangue e de substâncias para o cérebro. A fruta ainda é indicada para portadores de pressão alta que usam medicamentos diuréticos. A esses pacientes recomenda-se o consumo de duas bananas por dia, para ajudar na reposição do potássio eliminado na urina.

Versátil como ela só, imagine que a fruta pode ainda se tornar uma ‘vacina comestível’. É o que busca o cientista norte-americano Charles Arntzen, que trabalha no desenvolvimento de uma variedade de banana geneticamente modificada, que servirá de imunização contra a hepatite B. No futuro, a técnica levará a uma grande redução de riscos e custos em comparação com a vacinação tradicional. Além disso, é bem melhor saborear o alimento do que levar uma picadinha, não?

Não é para todos?

Apesar das vantagens da fruta, alguns grupos devem ingeri-la com muita moderação. Entre eles estão os obesos e os diabéticos. A banana possui elevado índice glicêmico (IG), ou seja, faz o corpo produzir grande quantidade de insulina. Isso deve ser levado em conta porque a insulina é um hormônio que tem o poder de carregar o açúcar para dentro dos músculos na forma de glicogênio. Só que esses depósitos possuem capacidade limitada, o que faz com que todo o excesso de glicose no sangue seja convertido em ácidos graxos e triglicérides, que serão armazenados na forma de gordura. Quem sofre de insuficiência renal também precisa evitar o alimento, devido à grande quantidade de potássio existente nele e que, em excesso, é muito perigoso a esses pacientes.

Benefícios
Contendo três açúcares naturais: sacarose, frutose e glicose, combinados com fibras, a banana dá uma reserva instantânea de energia. Pesquisas provam que somente o consumo de duas bananas dão energia para 90 minutos de trabalho pesado.

Não admira que a banana seja o fruto mais consumido entre os atletas.
Mas esse não é seu único benefício, elas nos ajudam a prevenir algumas doenças:

Depressão: De acordo com recentes estudos, a maioria das pessoas que habitualmente sofrem com depressões sentiram-se substancialmente melhor depois de comerem uma banana. Isto acontece porque a banana contém um tipo de proteína que o corpo converte em serotonina, substância que se sabe ajuda a relaxar e faz sentir melhor.

Pressão Arterial: Este fruto tropical é muito rico em potássio e pobre em sal sendo perfeito para descer a pressão arterial.

Cérebro: Em uma pesquisa realizada, foi comprovado que o potássio presente no fruto ajuda a melhorar a concentração.

Dor de cabeça: Uma das maneiras mais rápidas de curar uma dor de cabeça é fazer uma batida de banana com mel. A banana acalma o estômago e com a ajuda do mel aumenta os níveis de açúcar no sangue enquanto o leite acalma e hidrata todo o teu sistema.

Cansaço matinal: Comer uma banana entre as refeições ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue elevados, combatendo o cansaço.

Úlceras: A banana é usada nas dietas contra as desordens intestinais pela sua textura suave e por causa de ser um fruto muito macio. É o único fruto que pode ser comido sem causar distúrbios mesmo nos casos mais graves. Ela também neutraliza a acidez excessiva e reduz a irritabilidade criando uma camada nas paredes do estômago. Controle de temperatura: Muitas culturas vêem à banana como um fruto ‘calmante’ porque consegue baixar a temperatura, quer física quer emocional. Na Tailândia, por exemplo, é hábito as mulheres grávidas comerem bananas para se assegurarem de que o seu filho nasça com a temperatura correta.

Stress: O potássio é um mineral vital que ajuda a normalizar o batimento cardíaco, que auxilia a ida do oxigênio para o cérebro e que regula a repartição de água pelo corpo. Quando estamos estressados o nosso metabolismo altera-se reduzindo os níveis de potássio. Podemos ajustá-los com a ajuda deste fruto, rico em potássio.

Agora, se você não se enquadra nas categorias que têm restrições à deliciosa fruta, saboreie e desfrute de seus benefícios.

Fonte: Revista Materlife


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Para evitar a azia na gravidez, recomenda-se seguir algumas mudanças simples na alimentação, como evitar frituras, alimentos ricos em pimenta ou muito condimentados e evitar beber líquidos durante as refeições, que devem ser feitas em pequenas quantidades. Para aliviar rapidamente a queimação, pode-se tentar tomar 1 copo de leite, de preferência desnatado, pois a gordura do leite integral demora mais tempo no estômago e pode não ajudar.
Azia é uma sensação de queimação que inicia final do osso do meio das costelas e vai até a garganta, e é comum surgir no segundo ou terceiro trimestre da gestação, mas algumas mulheres podem sentir os sintomas mais cedo.
O que fazer para evitar azia na gravidez
Apesar da azia ser uma alteração típica da gravidez, existem alguns cuidados que ajudam a combater este problema:
  • Evitar alimentos como mostarda, maionese, pimenta, café, chocolate, refrigerante, bebidas alcoólicas e sucos industrializados;
  • Evitar beber líquidos durante as refeições;
  • Consumir regularmente frutas como pera, maçã, manga, pêssego bem maduro, mamão, banana e uvas;
  • Mastigar bem todos os alimentos, para facilitar a digestão;
  • Ficar sentada pelo menos 30 minutos após comer, evitando deitar-se;
  • Não usar roupas apertadas na barriga e no estômago;
  • Comer pequenas porções de cada vez, várias vezes por dia;
  • Colocar um calço de 10 cm na cabeceira da cama, para evitar que o corpo fique completamente deitado na horizontal, favorecendo o refluxo e a azia;
  • Não fumar e evitar a exposição ao cigarro;
  • Evitar comer de 2 a 3 horas antes de dormir.
Acredita-se popularmente que quando a grávida sente muita azia seu bebe terá muito cabelo, mas não existe nenhuma comprovação científica de que isso realmente possa acontecer.
Remédios para azia na gravidez
Na maior parte dos casos, a azia melhora com mudanças na alimentação e no estilo de vida, mas em casos de azia constante e severa, o médico poderá indicar remédios à base de magnésio ou de cálcio, como as pastilhas de Magnésia Bisurada ou Leite de Magnésia, ou remédios como Mylanta Plus, por exemplo. No entanto, é importante lembrar que qualquer medicamento só deve ser tomado sob orientação médica, pois pode ser prejudicial para o desenvolvimento do bebê.
Outras opções são os remédios caseiros que aliviam a azia, como descascar um pedacinho de batata e comer crua mesmo. Outras opções incluem comer 1 maçã com casca, um pedacinho de pão ou 1 biscoito cream cracker porque eles ajudam a empurram o conteúdo gástrico de volta para o estômago combatendo a azia naturalmente.
Porque a azia surge durante a gravidez
A azia surge na gravidez devido ao excesso de progesterona, um hormônio que relaxa a musculatura do útero para permitir que ele cresça e comporte o bebê. No entanto, a progesterona acaba diminuindo o fluxo intestinal e relaxando também o esfíncter esofágico, que é o músculo responsável por fechar a divisão entre o estômago e o esôfago, o que acaba permitindo que o ácido gástrico retorne para o esôfago e garganta com maior facilidade.
Além disso, com o crescimento do bebê, os órgãos acabam ficando com menos espaço no abdômen e o estômago é comprimido para cima, o que também facilita o retorno do alimento e do suco gástrico.
Quando a azia vai passar
Em geral, a azia passa após o parto, quando o estômago volta a ter mais espaço no abdômen e os hormônios femininos voltam ao normal. No entanto, mulheres que ganharam muito peso durante a gestação podem ainda ter sintomas de azia por até 1 ano após o parto.
Fonte: Portal Tua Saúde

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A saúde das células é mantida, em parte, por dois tipos de movimento de seus nucléolos, segundo uma equipe de cientistas. Esse movimento duplo no fluido circundante, ele relata, contribui para a nossa compreensão do que contribui para a função celular saudável e aponta para como sua perturbação pode afetar a saúde humana.

“O mau funcionamento nuclear pode levar a doenças, incluindo câncer”, explica Alexandra Zidovska, professora assistente do Departamento de Física da Universidade de Nova York e principal autora do estudo, publicado na revista eLife . “Assim, entender os processos responsáveis pela manutenção da forma e do movimento nucleolar pode ajudar na criação de novos diagnósticos e terapias para certas aflições humanas”.

Descobertas recentes mostraram que alguns compartimentos celulares não possuem membranas, que antes eram consideradas necessárias para manter uma célula unida. Desde então, os pesquisadores procuraram entender as forças que mantêm a integridade desses elementos essenciais da vida, ausentes nessas membranas.

O que foi observado é a natureza desse comportamento. Especificamente, esses compartimentos atuam como gotículas líquidas feitas de um material que não se mistura com o fluido ao seu redor – semelhante ao óleo e à água. Esse processo, conhecido como separação de fases líquido-líquido, agora foi estabelecido como um dos principais princípios organizadores celulares.

Em seu estudo, os pesquisadores se concentraram no exemplo mais conhecido dessa gota de líquido celular: o nucléolo, que reside dentro do núcleo da célula e é vital para a síntese protéica da célula.

“Embora a natureza líquida do nucléolo tenha sido estudada antes, sua relação com o líquido circundante não é conhecida”, explica Zidovska, co-autor do estudo com Christina Caragine, uma estudante de doutorado da NYU, e Shannon Haley, uma estudante de graduação. na Faculdade de Artes e Ciências da NYU na época do trabalho e agora é doutorando na Universidade da Califórnia em Berkeley. “Essa relação é particularmente intrigante, considerando que o líquido circundante – o nucleoplasma – contém todo o genoma humano”.

No entanto, não está claro como os dois fluidos interagem entre si.

Para entender melhor essa dinâmica, os cientistas examinaram o movimento e a fusão dos nucléolos humanos nas células humanas vivas, enquanto monitoravam sua forma, tamanho e suavidade de sua superfície. O método para estudar a fusão das gotículas nucleolares foi criado pela equipe em 2018 e publicado na revista Physical Review Letters .

O último estudo mostrou dois tipos de movimentos de pares nucleolares ou “danças”: um movimento correlato inesperado antes da fusão e um movimento independente separado. Além disso, eles descobriram que a suavidade da interface nucleolar é suscetível a alterações na expressão gênica e no estado de empacotamento do genoma, que circunda os nucléolos.

“O núcleo, a maior gota encontrada dentro do núcleo celular, desempenha um papel muito importante no envelhecimento humano, na resposta ao estresse e na síntese geral de proteínas enquanto existe neste estado especial”, observa Zidovska. “Como os nucléolos são cercados por fluido que contém nosso genoma, seu movimento agita os genes ao seu redor. Consequentemente, como o genoma no fluido e nos nucléolos circundantes existe em um equilíbrio sensível, uma mudança em um pode influenciar o outro. A interrupção desse estado pode potencialmente levar a doença “.

Esta pesquisa foi financiada por doações dos Institutos Nacionais de Saúde (R00-GM104152) e da National Science Foundation (CAREER PHY-1554880, CMMI-1762506).

Fonte: Portal Science Daily


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Novo estudo canadense revela que a proteção contra o sarampo passada de mãe para filho dura muito menos do que se acreditava. Entenda!

 Até agora, acreditava-se que os bebes permaneciam imunes ao sarampo durante a maior parte do primeiro ano de vida, por conta da imunidade da mãe, passada para o bebê durante a gestação. No entanto, um novo estudo revela que essa proteção diminui muito mais cedo do que se pensava. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, analisaram amostras de sangue de quase 200 bebês atendidos em um hospital de Toronto, medindo os níveis de anticorpos protetores contra o sarampo, que indicam a imunidade da criança.

Durante o estudo, publicado na revista Pediatrics, os cientistas constataram níveis insuficientes em 20% dos recém-nascidos. No entanto, 3 meses após o nascimento, esse número aumentou para 92% e, aos 6 meses, nenhuma das crianças tinha anticorpos protetores contra o sarampo. “Ficamos surpresos com nossas descobertas”, disse Shelly Bolotin, cientista da Public Health Ontario e professora assistente da Universidade de Toronto. “Antes desta pesquisa, presumíamos que, em geral, os bebês eram imunes ao sarampo pelo menos durante os primeiros 6 meses de idade”, completa.

Pesquisas anteriores que analisaram a imunidade ao sarampo em bebês foram realizadas em comunidades onde o sarampo era mais comum, disse a pesquisadora à NBC News. As mães do novo estudo estavam em Ontário, uma área onde há altas taxas de vacinação contra o sarampo e as pessoas não são expostas regularmente à doença. Essas mulheres, embora provavelmente ainda estejam protegidas pela vacinação, podem, no entanto, ter perdido parte de sua imunidade porque não foram expostas regularmente ao sarampo no ambiente, o que tem o efeito de estimular o sistema imunológico. Como resultado, essas mães não transmitem tanta imunidade a seus bebês. “Anticorpos baixos na mãe significam baixos anticorpos no bebê e, por consequência, a proteção dura menos”, explicou.

“Isso pode deixar os bebês vulneráveis à infecção pelo sarampo durante a maior parte de sua infância, até que sejam vacinados a partir dos 12 meses”, disse ela, destacando a importância da vacinação em toda a comunidade, o que fornece “imunidade ao rebanho”, aos bebês vulneráveis. “Existe uma lacuna de suscetibilidade muito grande entre o tempo em que os bebês perdem sua proteção e o momento em que os bebês são vacinados. Portanto, isso realmente ressalta a necessidade de proteger todos os participantes deste grupo, porque os bebês correm maior risco de complicações do sarampo”, finalizou.

VACINAÇÃO CONTRA O SARAMPO NO BRASIL

O único jeito de evitar a doença é tomando a vacina tríplice-viral (sarampo, caxumba e rubéola), disponibilizada pelo Ministério da Saúde gratuitamente nos postos de saúde. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que a primeira dose deve ser tomada aos 12 meses; a segunda, entre 4 e 6 anos de idade — ou até os 29 anos, caso a pessoa tenha pulado o reforço. Dos 29 aos 49, a vacina também existe nos postos, gratuitamente, mas em dose única. A partir dos 50 anos, a pasta considera que a pessoa já foi exposta ao vírus.

Neste ano, por conta do número elevado de casos de sarampo em algumas cidades do país, o governo resolveu antecipar a chamada “dose zero”. Nos bebês, em vez de 12 meses, a vacina foi aplicada aos 6 meses. Vale lembrar que a vacina vale para vida toda. Mas se você tem dúvida se está imunizado ou não, vale a pena tomar de novo. Não podem receber a vacina: gestantes, casos suspeitos da doença, crianças com menos de 6 meses e pacientes imunodeprimidos.

Fonte: Revista Crescer


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Por mais trabalho que dê para os pais, a birra significa que seu filho é capaz de expressar o que está sentindo

Sim, você leu certo. Inúmeros especialistas acreditam que a birra é, na verdade, positiva. Talvez não aparentemente para os pais, mas com certeza para os pequenos. Um sinal de que eles são saudáveis, capazes de sentir emoções, e que se sentem seguros para expressar o que estão sentindo diante dos pais. E, por mais que seja trabalhoso aceitar uma criança cheia de “vontades”, acredite, vale o esforço. “Na educação tradicional, os pais repetem ‘você não tem que querer nada’, e depois que a criança cresce procuram ajuda profissional e falam que o filho não quer nada com nada”, diz a psicopedagoga Isa Minatel, autora do livro Crianças Sem Limites (Editora Chiado Brasil) e diretora pedagógica da escola de pais MundoemCores.com. Uma oportunidade para pensarmos no nosso padrão comportamental como adultos, não?

É importante observar, por outro lado, quando as birras passam do limite normal e alcançam o patológico. Em alguns casos, talvez sejam um alerta de que aquela criança tem uma dificuldade adicional, como TDAH ou autismo, e precisa de outros cuidados. “Se o seu filho se mostra muito agressivo, muito desatento, muito agitado, é hora de buscar especialista, que inicialmente pode ser o próprio pediatra”, indica o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. E caso seja necessário, ele vai solicitar a ajuda de outros profissionais, como um psicólogo e/ou psiquiatra. De modo geral, a própria escola costuma sinalizar quando o comportamento está indo longe demais. Se piorar em vez de melhorar ao longo dos anos, ou quando as reações da criança são tão fortes a ponto de ela ficar triste ou assustada com a maneira como ela própria agiu, é sinal de atenção.

Mas essas situações são raras. Como você vai descobrir, a tendência é que as crises se tornem cada vez mais espaçadas até desaparecerem por completo. O papel dos pais, além de compreender esses mecanismos e as necessidades por trás da birra, é oferecer meios de a criança aprender a se expressar de outras maneiras. Sempre se colocando no lugar dela, principalmente para evitar que esses momentos de estresse, com o tempo, atrapalhem o vínculo entre vocês. “Uma criança bem conectada (com a família) é uma criança que coopera”, resume Kate Orson, autora do recém-lançado livro Tears Heal – How to Listen to Our Children (“Lágrimas curam – como ouvir nossos filhos”). Pense nisso!


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A descoberta pode ser um divisor de águas no tratamento de lesões tendíneas, evitando a cirurgia

O acúmulo de tecido cicatricial torna a recuperação de manguitos rotadores rasgados, joelho de saltador e outras lesões tendíneas um processo doloroso e desafiador, muitas vezes levando a rupturas secundárias. Uma nova pesquisa liderada por Chen-Ming Fan, de Carnegie, revela a existência de células-tronco tendíneas que poderiam ser potencialmente aproveitadas para melhorar a cicatrização e até evitar a cirurgia.

“Tendões são tecidos conjuntivos que amarram nossos músculos aos ossos, eles melhoram nossa estabilidade e facilitam a transferência de força que nos permite avançar. Mas eles também são particularmente suscetíveis a ferimentos e danos”, explicou Fan.

Infelizmente, uma vez que os tendões são lesionados, eles raramente se recuperam completamente, o que pode resultar em mobilidade limitada e exigir manejo da dor a longo prazo ou até cirurgia. O culpado são as cicatrizes fibrosas, que perturbam a estrutura do tecido do tendão.

Trabalhando com Tyler Harvey e Sara Flamenco, de Carnegie, Fan revelou todos os tipos de células presentes no tendão patelar, encontrados abaixo da rótula, incluindo células-tronco tendíneas indefinidas.

“Como as lesões nos tendões raramente se curam completamente, pensava-se que as células-tronco tendíneas talvez não existissem. Muitos os procuraram sem sucesso, mas nosso trabalho os definiu pela primeira vez”, disse o principal autor Harvey.

As células-tronco são células “em branco” associadas a quase todos os tipos de tecido, que não se diferenciaram totalmente em uma funcionalidade específica. Eles também podem se auto-renovar, criando um pool a partir do qual tipos celulares diferenciados podem se formar para apoiar a função de um tecido específico. Por exemplo, as células-tronco musculares podem se diferenciar em células musculares. Mas até agora, as células-tronco do tendão eram desconhecidas.

Surpreendentemente, a pesquisa da equipe mostrou que tanto as células fibrosas do tecido cicatricial quanto as células-tronco tendíneas se originam no mesmo espaço – as células protetoras que circundam um tendão. Além disso, essas células-tronco dos tendões fazem parte de um sistema competitivo com precursores de cicatrizes fibrosas, o que explica por que a cura dos tendões é um desafio.

A equipe demonstrou que as células-tronco dos tendões e as células precursoras do tecido cicatricial são estimuladas a agir por uma proteína chamada fator de crescimento A derivado de plaquetas. Quando as células-tronco tendíneas são alteradas para não responderem a esse fator de crescimento, apenas o tecido cicatricial e nenhuma nova célula tendínea se formam após uma lesão.

“As células-tronco tendíneas existem, mas precisam superar os precursores do tecido cicatricial para impedir a formação de cicatrizes fibrosas e difíceis. Encontrar uma maneira terapêutica de bloquear as células formadoras de cicatrizes e melhorar as células-tronco tendíneas pode ser um divisor de águas quando se trata de tratar lesões nos tendões”, explicou Fan.

Este trabalho foi apoiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

Fonte: Portal Science Daily


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Quatro em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros entre 11 e 17 anos realizam menos atividade física do que a uma hora diária recomendada. A porcentagem constatada no país (83,6%) é maior que a média mundial de 81%, de acordo com estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na revista científica The Lancet, e realizado em parceria com Imperial College London e Universidade da Austrália Ocidental. Para a OMS, ações urgentes são necessárias, como políticas voltadas ao aumento da atividade física, principalmente para garotas.

Os dados mostram que em 15 anos, entre 2001 e 2016, a realidade brasileira pouco se alterou, passando de 84,6% para os atuais 83,6% de jovens sem a frequência de exercícios recomendada. Entre os meninos, as atividades físicas são mais frequentes, mas 78% ainda não as realizam dentro do padrão recomendado. Entre as meninas, esse número chega a 89,1%, seguindo uma tendência mundial que a OMS pretende combater. Para isso, a organização pede políticas específicas para promover, atrair e manter garotas ligadas a essas atividades.

No mundo, a variação ao longo das duas últimas décadas foi mais significativa entre os garotos do que entre as garotas. No sexo masculino, a falta de atividade passou de 80,1% para 77,6%, enquanto que no sexo feminino a queda foi de 85,1% para 84,7%. O estudo alerta que, se a tendência continuar, a meta estabelecida de se reduzir 15% não será alcançada até 2030.

Os pesquisadores destacam que os benefícios de um estilo de vida fisicamente ativo são bem conhecidos. Eles incluem a melhora cardiorrespiratória e muscular, além de efeitos sobre os ossos e o metabolismo. Os benefícios para a saúde se estendem da adolescência para a vida adulta, com impacto ainda sobre a atividade cognitiva e a sociabilidade comportamental.

Preste atenção

  1. Exercício mínimo

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que adolescentes pratiquem um mínimo de 60 minutos de atividade física por dia em uma intensidade de moderada a vigorosa.

  1. Efeitos sobre a saúde

O sedentarismo tem efeitos já reconhecidos sobre a deterioração da saúde, como o desencadeamento de processos de sobrepeso e obesidade e consequências relacionadas à hipertensão e diabete, por exemplo. No lado oposto, a atividade física tem efeitos positivos sobre o metabolismo e o desenvolvimento cognitivo que se estendem da infância e adolescência para a idade adulta.

3.Em frente a telas

Um dos principais fatores relacionados ao sedentarismo de crianças e adolescentes são telas de televisão, computadores e videogames, apontam especialistas. Estudos mostraram que o tempo excessivo gasto em frente a esses aparelhos pode ter efeito sobre o desenvolvimento dos jovens.

4.Políticas e soluções

A OMS diz que alterar essa realidade exige esforços em diversas frentes, de políticas de incentivo à prática esportiva ao engajamento de líderes comunitários e profissionais em escolas. Identificar, entender e intervir nas causas culturais, sociais e econômicas são passos necessários.

Fonte: Jornal Estadão