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É inevitável, uma hora seu filho vai começar a mentir para você. E, acredite ou não, isso começa cedo! “As crianças entram no mundo da mentira por volta dos 2 e 3 anos de idade”, explica a educadora Camila Queres, formada em letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mas existe explicação, nessa fase a mentira vêm para substituir aquilo que elas não conseguem lembrar ou por uma falha de interpretação. Por exemplo, você pergunta sobre como foi o dia e elas inventam uma história para contar algo que não se lembram ou não compreendem direito.

Camila contou pra gente que nesse exemplo a mentira faz parte do faz de conta, “é uma narrativa inventada, fantasiosa, que coloca seu filho em destaque”. A educadora também deu cinco dicas para você enxergar essa fase de uma outra forma:

  1. Não se preocupe tanto

“Calma. A mentira nesse período do desenvolvimento da criança não está associada a uma questão de caráter”, acalma Camila. Segundo a especialista, isso não significa que seu filho será um mentiroso para todo o sempre. Na primeira infância a mentira é algo natural. Deixe para discutir questões morais e éticas mais tarde, caso o hábito continue.

  1. Não dê tanta importância

Quanto mais você coloca a prática em destaque, mais seu filho consegue o que quer: atenção de uma maneira negativa. “Também não comente a situação perto da criança, porque ela percebe”, comenta Camila.

  1. Regras e consequências

Aplique consequências relacionadas diretamente a situação da mentira. Exemplo: “Não foi você que sujou a parede? Mas você vai me ajudar a limpar mesmo assim”; “não foi você que bateu no seu irmão? Mas você vai pedir desculpa mesmo assim”. A ideia é que seu filho entenda que mentira sempre tem consequência.

  1. Reforce os comportamentos positivos

“Elogie sempre que seu filho usar da verdade, for honesto e contar exatamente o que aconteceu”, aconselha Camila.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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John Bracht, professor assistente de biologia da Universidade Americana, e seus alunos, descobriram um novo tipo de estado celular que poderia ajudar a garantir que sempre tenha a capacidade de gerar células de gordura saudáveis. A descoberta envolve células-tronco, que geralmente são consideradas como células replicadoras.

Para se transformar em uma célula especializada, uma célula-tronco deve receber instruções. À medida que a equipe cresceu células-tronco na placa de Petri, eles notaram que algumas células-tronco não seguiam ordens.

Se as células-tronco não se transformassem em células de gordura, então o que elas se tornariam? Eventualmente, a equipe descobriu que as células nocivas poderiam se diferenciar e se tornar células de gordura.

Enquanto a equipe examinava as células perigosas, eles encontraram uma mistura de características. As células invasoras não estavam replicando nem diferenciando. Curiosamente, sua expressão gênica foi semelhante às células de gordura.

Com todas essas pistas apontando para as células desgarradas sendo semelhantes a um tronco, a equipe deu continuidade ao trabalho. Finalmente, a equipe descobriu que as células dormentes poderiam despertar, se tornar células-tronco ativas e se transformar em gordura útil, osso ou cartilagem – preenchendo uma definição de células-tronco verdadeiras, apesar de seu comportamento incomum e expressão gênica.

“Os resultados da pesquisa nos dizem que as células-tronco não são tudo o que pensamos que são. Uma célula-tronco pode parecer muito diferente, molecularmente, do que pensávamos anteriormente”, disse Bracht. “Talvez as células-tronco estejam residindo em lugares inesperados”.

Fonte: Science Daily


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O remédio pode atingir a produção de hormônios masculinos nos testículos, alterando a quantidade e a mobilidade de espermatozoides

Os antialérgicos anti-histamínicos podem afetar a fertilidade do homem, se consumidos em excesso. É o que revela um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Biologia e Medicina Experimental da Argentina e publicado na revista científica Reproduction. Isso ocorre porque o medicamento atinge a produção de hormônios masculinos nos testículos, alterando a quantidade e a mobilidade de espermatozoides. O trabalho revisou a literatura científica sobre o assunto, incluindo pesquisas com humanos e animais.

“É preciso ter mais estudos para confirmar em definitivo o mecanismo, mas nosso achado já é capaz de avaliar os possíveis efeitos negativos dos anti-histamínicos na saúde sexual e reprodutiva”, disse Carolina Mondillo, coordenadora do estudo. “Há o envolvimento importante do remédio na orquestração das funções testiculares, mas ainda há o que aprender sobre os mecanismos implicados.”

Fonte: Revista Veja


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Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) que desenvolveram uma terapia pioneira para tratar diabete tipo 1 sem insulina, constataram que a técnica também impede sequelas graves da doença por um tempo ainda indeterminado. O método combina quimioterapia com o transplante de células-tronco e já era conhecido mundialmente por ter livrado grande parte dos pacientes das injeções por mais de dez anos – um feito sem precedentes.

No novo estudo, os pesquisadores dizem que o tratamento também reduziu a zero algumas complicações como cegueira, insuficiência renal e amputação. A diabete tipo 1 é uma doença autoimune que leva o sistema imunológico a atacar o pâncreas do paciente, destruindo as células beta, que produzem insulina – hormônio responsável pelo controle do glicose – um tipo de açúcar – no sangue.

“Com esse tratamento, conseguimos suspender a insulina de pessoas, algo que ninguém imaginava ser possível. Mas ainda não havia sido feita uma comparação da evolução dos nossos pacientes com um grande número de diabéticos que fazem o tratamento convencional. Foi esse o objetivo do estudo”, disse o coordenador da pesquisa, endocrinologista e pesquisador da Unidade de Terapia Celular do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Carlos Barra Couri.

Segundo o cientista, o resultado revela um enorme impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes submetidos ao transplante de células-tronco – mesmo entre os que voltaram a tomar insulina algum tempo depois do transplante. “A maioria dos que voltaram a usar precisam de apenas uma injeção diária, em vez das três ou quatro que precisariam tomar se não tivessem feito o tratamento – o que já é importante na qualidade de vida. Mas o principal é que todos os transplantados ficaram livres de sequelas graves – e é isso o que queremos para o paciente. Eu diria que parar de usar insulina é um bônus.”

Fonte: Revista Exame


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Pode parecer que seu bebê passa muito tempo deitado, mas ele realmente faz um treino pesado todos os dias. Se ele está batendo em um objeto, chutando ou se contorcendo durante uma troca de fralda, ele está exercitando seus pequenos músculos. E toda essa força é essencial para o desenvolvimento. Além disso, a atividade física compensa na forma de um sono mais tranquilo e em uma criança menos agitada. Por isso, separamos quatro exercícios fáceis para você fazer com seu bebê:

Deitar de bruços

Seu bebê passa a maior parte do tempo de costas. Virá-lo de barriga para baixo ajuda a construir os músculos do pescoço, dos braços, dos ombros, das costas e do estômago. Comece deixando-o de três a cinco minutos. Envolva seu bebê para que ele queira olhar em volta, alcançar e chutar. No início, ele pode ficar preocupado por estar de bruços, mas com a prática e com os músculos mais fortes, ele deve começar a se divertir.

Abdominais

Puxar o bebê para cima em uma posição sentada é outra boa maneira de fortalecer os músculos dos ombros, nuca, braços e costas. Mesmo que você esteja puxando, seu bebê irá naturalmente flexionar os músculos abdominais e trabalhar para manter a cabeça alinhada com o corpo, o que ajuda a fortalecer os músculos e a construir o equilíbrio.  Você só pode puxar seu bebê um centímetro ou dois a princípio, mas à medida que ele fica mais velho, ele vai mais longe, eventualmente avançando para uma posição sentada. Este exercício é divertido para o seu bebê, uma vez que ele está se aproximando do seu rosto, mas você pode torná-lo ainda mais divertido interagindo com ele.

Hora da bike

Sua mãe já lhe disse para pedalar as pernas do seu bebê para ajudar a aliviar o gás? Bem, não é apenas um método natural para empurrar o ar para fora, também é uma boa maneira de trabalhar as pernas, os quadris, os joelhos e o abdome. Esse movimento ajuda a aumentar a flexibilidade e a amplitude de movimento.

Levantamento de peso

Pegar objetos é uma ótima maneira de construir a capacidade de agarrar do seu bebê, melhorar a coordenação e ajudar a desenvolver os músculos dos seus ombros, braços e mãos. Assim que ele começar a pegar os itens, geralmente em torno de três ou quatro meses, use o que você tem na casa – chocalhos, pequenos brinquedos e outros objetos de tamanhos e formas variados – como seus pesos pessoais. Sente seu bebê em sua cadeira e coloque uma pequena variedade desses itens na frente dele. Você pode ter que demonstrar como levantar esses objetos nas primeiras vezes, mas ele entenderá rapidamente, especialmente se esses “pesos” fizerem sons, acenderem ou algo do tipo.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Um sistema automatizado que usa robôs foi projetado para produzir mini-órgãos humanos derivados de células-tronco. Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Seattle, desenvolveram o novo sistema.

O avanço promete expandir enormemente o uso de mini-órgãos na pesquisa básica e na descoberta de medicamentos, de acordo com Benjamin Freedman, professor assistente de medicina da Divisão de Nefrologia da UW School of Medicine, que liderou a pesquisa.

“Esta é uma nova ‘arma secreta’ em nossa luta contra as doenças”, disse Freedman, cientista do Instituto UW para Células-Tronco e Medicina Regenerativa.

A maneira tradicional de cultivar células para pesquisa biomédica, explicou Freeman, é cultivá-las como folhas planas e bidimensionais, que são excessivamente simplistas. Nos últimos anos, os pesquisadores têm crescido com sucesso no crescimento de células-tronco em estruturas tridimensionais mais complexas, chamadas de mini-órgãos ou organoides.

Estes se assemelham a órgãos rudimentares e de muitas maneiras se comportam de maneira semelhante. Embora essas propriedades tornem os organoides ideais para a pesquisa biomédica, elas também representam um desafio para a produção em massa. A capacidade de produzir organoides em massa é a aplicação potencial mais excitante da nova tecnologia robótica, de acordo com os desenvolvedores.

No novo estudo, os pesquisadores usaram um sistema robótico para automatizar o procedimento de crescimento de células-tronco em organoides. Embora abordagens semelhantes tenham sido bem sucedidas em células-tronco adultas, este é o primeiro relato de sucesso na automação da fabricação de organoides a partir de células-tronco pluripotentes. Esse tipo de célula é versátil e capaz de se tornar qualquer tipo de órgão.

Nesse processo, os robôs de manuseio de líquidos introduziram as células-tronco em placas que continham até 384 poços em miniatura cada, e depois as persuadiram a transformar-se em organoides renais ao longo de 21 dias. Cada pequeno micropoço continha dez ou mais organoides, e cada placa continha milhares de organoides. Com uma velocidade que teria impressionado a linha de montagem de carros de Henry Ford, os robôs poderiam produzir muitas placas em uma fração do tempo.

“Normalmente, apenas montar um experimento dessa magnitude levaria um pesquisador o dia todo, enquanto o robô pode fazer isso em 20 minutos”, disse Freedman.

Fonte: Science Daily


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Famosa por ser uma musa fitness e digital influencer, a mineira Bella Falconi, de 33 anos, fez uma publicação em sua conta oficial no Instagram (onde possui mais de 3,3 milhões de seguidores) para revelar aos fãs que sua gravidez precisa ser monitorada, já que corre o risco de contrair o Diabetes mellitus gestacional.

“Hoje resolvi dividir com vocês um pouco do que estou vivendo e lembrá-los que absolutamente ninguém está isento de riscos, embora eles possam ser sempre diminuídos. Minha falta de rotina está tão intensa que esperei até o limite [28 semanas] para fazer meus exames e só agora constatei que minha curva glicêmica para diabetes gestacional está alta. Justo eu? Tão saudável? Sim. Todas nós gestantes corremos alguns riscos, principalmente porque durante a gestação os hormônios que são produzidos pela placenta acabam atrapalhando a secreção de insulina pelo pâncreas, aumentando a chance de diabetes durante esse período”, diz Bella Falconi, que está grávida de sete meses, no post que já foi visto mais de 239 mil vezes.

Apesar de ser conhecida por manter uma rotina de treinos e ter uma dieta saudável, sempre regrada, a musa fitness lembra que não recebeu o diagnóstico de diabetes gestacional, mas que seus exames demonstram que está “no limite”. “Agora estou ainda mais atenta na alimentação, consumindo apenas carboidratos de baixo IG [índice glicêmico] e absolutamente nada de doces, nem no final de semana”, diz Falconi, que já é mãe da pequena Victória, de 2 anos, e está esperando mais uma menina, chamada Stella.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, essa doença é o problema metabólico mais comum na gravidez e pode afetar de 3% a 25% das mulheres gestantes, dependendo do grupo étnico, da população e do critério diagnóstico utilizado. “Na primeira consulta pré-natal deve ser solicitada glicemia de jejum. Caso o valor encontrado seja maior ou igual a 126 mg de açúcar por decilitro de sangue, é feito o diagnóstico de diabetes mellitus pré-gestacional”, informa um texto disponibilizado no site da entidade médica.

Principais fatores de risco para o diabetes gestacional, conforme a Sociedade Brasileira de Diabetes:

  • Idade superior a 35 anos
  • Sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez
  • Gordura abdominal excessiva
  • História familiar de diabetes em parentes de primeiro grau
  • Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio (líquido amniótico aumentado), hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez
  • Ter tido abortos, malformações, morte fetal ou neonatal, macrossomia (feto com dimensões exageradas) e diabetes em outras gestações
  • Síndrome de ovários policísticos
  • Baixa estatura (menos de 1,5 m)

A entidade médica explica que o tratamento inicial do diabetes egstacional consiste na correção da alimentação, permitindo o ganho de peso adequado e o controle metabólico, além da recomendação da prática de atividade física, respeitando as contra-indicações médicas. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de insulina.

Fonte: Revista Encontro


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Estudo mostra que qualidade do sêmen dos homens vem caindo nas últimas décadas

Sabe-se que cerca de 15% dos casais que tentam engravidar são inférteis, ou seja, não conseguem por pelo menos um ano de tentativa. Há diversas causas para dificuldade em engravidar, desde disfunções de ovulação, alterações nas trompas uterinas, no útero, endometriose, baixa qualidade do óvulo e baixa qualidade do sêmen, entre outros.

Em cerca de 10% dos casos a causa da infertilidade permanece desconhecida e cada vez mais, há estudos estão mostrando o impacto da vida moderna e dos hábitos de vida nas causas de infertilidade.

Uma pesquisa recente mostrou que a qualidade média do sêmen dos homens vem caindo nas últimas quatro décadas. Houve queda na concentração, motilidade e a piora da morfologia dos espermatozóides. Em relação a mulher, há também uma queda do estoque de óvulos e a idade média em que as mulheres entram na menopausa caiu em dois anos. Sabemos que ela nasce com todo o estoque de óvulos e esses óvulos vão sendo consumidos ao longo da vida reprodutiva, mas nas últimas décadas esse consumo está mais intenso e as mulheres tem menor tempo de vida reprodutiva.

Mas o que mudou nas últimas décadas para a fertilidade cair tanto em homens e mulheres? É justamente os hábitos de vida que interferem nas chances de gravidez de um casal.

Observou-se que quanto maior a exposição à poluição do ar, maior a incidência de infertilidade. Por exemplo, homens e mulheres que trabalham ao ar livre em cidades grandes tem maior dificuldade em engravidar (agentes de trânsito, taxistas, motoristas de ônibus, etc). Um outro estudo mostrou a relação de um componente chamado Bisfenol- A,  presente nas garrafas plásticas com a infertilidade. Essa substância causa alterações nos genes de óvulos e espermatozóides.

Dentre todos os vilões da fertilidade tanto no homem quanto na mulher, destacam-se o tabagismo e a dieta inadequada, independente do peso.

O tabagismo com consumo acima de cinco cigarros ao dia diminui a fertilidade em 40%, aumenta em três vezes o risco de aborto (mesmo quando o homem é o tabagista) e está relacionado a óbito fetal e bebês com baixo peso quando consumido na gestação.  O cigarro afeta o DNA do espermatozóide e na mulher, aumenta o risco de alterações genéticas nos óvulos além de interferir no útero, diminuindo a implantação do embrião.

Um outro estudo mostrou que a ingestão de bebidas açucaradas diminui a chance de gravidez em até 25%, tanto em homens quanto em mulheres. Pessoas que ingerem refrigerantes diariamente tinham até 40% menor chance de concepção.

A obesidade feminina diminui a fertilidade em 60% e a masculina em 50%. O excesso de gordura corpórea interfere na produção adequada de hormônios e no homem, interfere também com um aquecimento maior da região genital, prejudicando a produção de espermatozóides.

Já o consumo de legumes, verduras,  frutas e alimentos ricos em gordura saudáveis ( salmão, sardinha) aumentam a chance de gravidez em até 30%.

Todos esses dados reforçam ainda mais que a nossos hábitos interferem na nossa saúde geral e também na saúde reprodutiva.

Por isso, um dos pilares para aumentar as chances de gravidez é a mudança do padrão alimentar. Comer fast-food, tomar refrigerantes e consumir alimentos ricos em gordura saturada não combinam com fertilidade.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Acidente vascular cerebral é uma das principais causas de morte e incapacidade a longo prazo, afetando uma em cada seis pessoas em todo o mundo. O único tratamento farmacológico aprovado atualmente para o AVC isquêmico é o ativador do plasminogênio tecidual; porém, poucos pacientes podem fazer este tipo de terapia.

Após nova pesquisa, foi constatado que a infusão endovenosa (IV) de sangue de cordão umbilical alogênico (SCU) não associado melhora os resultados funcionais em pacientes com AVC isquêmico. Para investigar isso, foi feito um ensaio clínico de fase 1 aberto para avaliar a segurança e a viabilidade de uma única infusão intravenosa de SCU alogênico não relacionado a um antígeno leucocitário humano (HLA) e ABO homogêneo pareado com ABO em pacientes adultos com AVC.

O estudo foi feito com 10 participantes com AVC isquêmico de artéria cerebral média aguda e unidades UCB foram combinados para antígenos de grupo sanguíneo e raça e infundidos de três a nove dias pós-acidente vascular cerebral. O perfil de eventos adversos (EA) durante um período de 12 meses após a infusão indicou que o tratamento foi bem tolerado nesses pacientes.

Os participantes do estudo também foram avaliados por meio de avaliações neurológicas e funcionais, incluindo o Rankin Score modificado (mRS) e o National Institute of Health Stroke Scale (NIHSS). Aos três meses pós-tratamento, todos os participantes melhoraram em pelo menos um grau na média (2,8 ± 0,9) e em pelo menos 4 pontos no NIHSS (média de 5,9 ± 1,4), em relação à linha de base.

Esses dados sugerem que uma única infusão endovenosa de células UCB humanas homogêneas é segura em adultos com acidente vascular cerebral isquêmico e apoia a realização de um estudo randomizado, controlado por placebo, de fase 2.

Fonte: Stem Cells Journals


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Estudo descobriu qual a rotina mais indicada para quem quer evitar doenças cardíacas

Segundo um estudo publicado no periódico científico Journal of Physiology, da Sociedade Fisiológica do Reino Unido, a melhor maneira de manter o coração saudável e jovem é fazer exercícios físicos durante pelo menos 30 minutos de quatro a cinco dias por semana. A pesquisa, elaborada por cientistas do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, examinou 102 pessoas com mais de 60 anos que se identificaram como fisicamente ativas ao longo de suas vidas.

À medida que as pessoas envelhecem, as artérias começam a endurecer. Os pesquisadores americanos mediram a rigidez arterial dos participantes e os dividiram em quatro grupos diferentes com base na quantidade de tempo que dedicavam aos exercícios físicos. Os grupos foram definidos como sedentários (se exercitavam menos de duas vezes por semana); praticantes casuais (exercícios de duas a três vezes por semana); praticante empenhado (de quatro a cinco treinos por semana); e atletas “profissionais” (de seis a sete sessões semanais).

Com base nas observações, os cientistas determinaram que aqueles que relataram exercícios de duas a três vezes por semana tinham artérias jovens de tamanho médio, que são importantes para o fluxo sanguíneo na cabeça e no pescoço. Os “praticantes empenhados”, que iam à academia de quatro a cinco dias por semana foram ainda mais saudáveis, com artérias de tamanho médio e grandes artérias centrais, o que facilitava ainda mais o fluxo sanguíneo para o tórax e para o abdômen. Atletas “profissionais” e comprometidos tinham corações mais jovens e saudáveis do que o grupo sedentário.

Embora várias formas de atividades físicas possam ajudar a reduzir as mortes relacionadas a doenças cardiovasculares, os pesquisadores sugerem que as novas descobertas podem ajudar no “desenvolvimento de programas de exercícios para manter o coração jovem e até mesmo retardar os danos em corações e vasos sanguíneos mais ‘antigos'”, conforme relatam no artigo científico.

Ainda segundo Levine, levando em conta sua própria experiência, a recomendação é que as pessoas façam exercícios de alta intensidade pelo menos uma vez por semana e menos intensos de duas a três vezes. Nos fins de semana, é bom relaxar com uma atividade física divertida, sugere o especialista.

Embora as autoridades alertem que esperar até os 70 anos de idade não é ideal para prevenir o envelhecimento cardíaco, eles revelam que iniciar a prática de diferentes exercícios antes dos 65 anos pode ter um impacto muito positivo para o sistema cardiovascular.

Fonte: Agência Sputnik