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Vamos por partes, primeiro é importante entender o que é menopausa. De acordo com o ginecologista Dr. Dirceu Henrique Mendes Pereira, menopausa é a interrupção da ovulação, o que influencia diretamente na gravidez. “Se você tiver uma pausa sem menstruar igual ou superior a 12 meses podemos dizer que está entrando nesse processo”, explica. Agora, se ela acontecer antes dos 40 anos, é considerada menopausa precoce, já que a idade fisiológica normal é entre 45 e 55 anos.

“Na verdade estamos chamando esse processo de mulheres mais novas que não menstruam mais de ‘falência ovariana precoce’”, comenta Dirceu. Segundo o médico, cada vez mais mulheres com idade entre 30 e 32 anos estão aparecendo na clínica que estão nessa situação. “Elas pararam completamente de menstruar ou menstruam menos”. Mas a pergunta que não quer calar é: por quê?

Hábitos inadequados como tabagismo, uso de drogas e até mesmo um sono bastante conturbado estão no topo da lista de possíveis causas da menopausa precoce. “Além disso, nós, médicos, acreditamos que o meio ambiente com a presença de poluentes e os alimentos com agrotóxicos também influenciam na mudança do organismo”, afirma Dirceu.

Tenha hábitos alimentares saudáveis. Se você quer evitar uma menopausa precoce, principalmente se engravidar estiver nos seus planos, procure ter uma alimentação balanceada rica em frutas, verduras e legumes da estação. Quanto mais alimentos naturais e orgânicos você ingerir, melhor para a sua saúde!

Xô estresse! Viver estressada também influencia na sua produção hormonal, parece besteira, mas manter uma vida tranquila e fugir de situações estressantes pode ajudar. E não se esqueça de dormir bem. “7 a 8 horas por dia é uma necessidade”, explica o ginecologista. Então não tem negociação, comece a ter a noite de sono que você merece.

O que fazer?

Para identificar que a mulher está nesse processo de falência de óvulos, os médicos fazem um exame que se chama hormônio antimulleriano. “Através dele é possível contar os óvulos e também a dosagem de hormônios da paciente”, conta Dirceu. A partir desse diagnóstico o próximo passo é pensar nas alternativas, caso ela esteja na menopausa precoce. “Podemos tentar uma reversão, mas dependendo do grau, a doação de óvulos é o mais aconselhável”, explica. Na segunda opção citada pelo especialista, o óvulo é fertilizado in-vitro, tornando possível a gravidez. “É um procedimento bastante efetivo”, assegura.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Condição está ligada a um desarranjo hormonal da mulher

Mulheres que estão sofrendo alterações no ciclo menstrual como, excesso de peso, muitas vezes acompanhados de acne e aumento da quantidade de pelos, podem ser vítimas da chamada Síndrome dos Ovários Policísticos. A doença costuma afetar cerca de 20% das mulheres em idade fértil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A condição é caracterizada por anormalidades hormonais que são, ao mesmo tempo, causa e consequência da doença. Segundo a ginecologista e obstetra Cláudia Navarro, o estado constante de amenorreia (ausência da menstruação) e oligomenorreia (irregularidade de ciclo) acabam gerando um desarranjo no padrão endócrino. “Algumas pacientes apresentam elevação dos níveis de insulina, aumentando o risco de diabetes, e a grande maioria delas tem aumento na produção de hormônios androgênios que dificultam a ocorrência da ovulação e, consequente, da gravidez”, comenta a médica.

De acordo com a especialista, a alteração nas taxas de insulina promove danos não apenas na área ginecológica, mas está relacionada também à incidência de obesidade e elevação da pressão arterial. A anovulação, característica nas mulheres que têm a síndrome, pode gerar quadros de infertilidade. Mas, ela explica que os resultados de uma fertilização in vitro pouco sofrem com a interferência da Síndrome dos Ovários Policísticos.

A ginecologista destaca que o tratamento pode ser feito com ênfase em três objetivos: a regularização do ciclo menstrual; o tratamento da infertilidade; ou a melhora da pele e do hirsutismo (excesso de pelos, com características masculinas).

“É preciso reduzir a produção e a circulação de hormônios androgênios. Quando necessário, há indicação de medicamentos que diminuam a resistência à insulina. O objetivo é proteger o endométrio dos efeitos da constante exposição de estrógenos, evitar os efeitos da superinsulinemia para o organismo, induzir a ovulação para alcançar e manter a gravidez e ainda oferecer suporte para controle do peso ideal”, afirma Cláudia Navarro.

Fonte: O Encontro


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Poliana participou de uma série especial na TV Globo chamada “Fertilidade – Um Projeto de Vida” que, além de contar a história pessoal dela, traz a realidade de casais que passaram pelas mesmas angústias para conseguir a tão sonhada gravidez. Durante os episódios são esclarecidas as principais dúvidas sobre o assunto: a busca por um diagnóstico, as causas de infertilidade de homens e mulheres, os tratamentos e os desfechos.

“Eu casei nova e tinha na minha cabeça que até os 27 anos seria mãe”, comenta Poliana. O tempo passou e chegaram os 27, 28, 29 e ela percebeu que alguma coisa estava errada. “Como eu não fazia nada para evitar a gravidez, vi que tinha algo estranho ali”, relembra. A apresentadora chegou a consultar alguns especialistas em Brasília, onde morava na época, mas todos disseram que não havia problema de saúde “era só relaxar que a gravidez viria”.

“Aos 30 anos, mais ou menos, eu procurei o dr. Drauzio Varella que me encaminhou para um especialista e enfim tive o diagnóstico: endometriose“, explica Poliana. Foi feita uma laparoscopia para solucionar o problema e após a cirurgia, ela decidiu continuar tentando a gestação naturalmente por mais um período. “Não consegui novamente e corri para tentar por outros recursos”, conta.

A primeira tentativa foi com inseminação artificial, na qual a ideia é facilitar a chegada do espermatozoide até o óvulo. “O primeiro passo dos médicos é estimular a ovulação na mulher através de uma medicação à base de hormônios”, explica a jornalista. Depois o sêmen do parceiro (ou de um banco de espermatozoides) é coletado e introduzido diretamente no útero da para que ele encontre o óvulo e fecunde. Essa alternativa não funcionou.

A segunda tentativa foi com fertilização in-vitro, também conhecida como FIV ou “bebê de proveta”. Neste caso o processo é todo feito em laboratório. O embriologista pega o óvulo e o espermatozoide e faz a fecundação fora do corpo da mulher, depois esse embrião é inserido no útero. “No meu caso, três embriões foram transferidos para o meu útero e todos vingaram!”, relembra a mãe.

“Era um sonho tão desejado, eu pedi por isso tantas vezes que vieram três”, brinca Poliana. A apresentadora abriu o coração e contou que ser mãe sempre foi seu maior sonho e quando conseguiu engravidar surgiu um enorme agradecimento por ter alcançado essa dádiva. “A batalha é muito sofrida para o casal que está tentando, toda a vez que ouço a história de alguém que passou pelo mesmo processo tento contar minha história para incentivar a pessoa”, conta.

Assim como todas as mães, Poliana também não se imagina sem os filhos. “Eles são a razão da minha existência”. Perguntamos se ela se lembra de como era a vida sem as crianças e a resposta foi: “Com certeza, eu viveria se eles não existissem, mas a maternidade muda o sentido e o formato da vida. O que acontece é que diariamente você tenta ser melhor, porque tem uma pessoa se formando e te usando como espelho“.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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O pediatra do Hospital Albert Einstein, Dr. Claudio Len, esclareceu dúvidas das mães sobre um problema comum: dor de garganta. “Doutor, meu filho está com a garganta doendo de novo!”, ele comentou que escuta essa frase várias vezes por dia.

A boca é a principal porta de entrada de vírus e bactérias, causadores de infecções de diferentes intensidades. Felizmente, a garganta é a primeira “barreira” do organismo e conta com estruturas ricas em células de defesa, como as amígdalas.

Andar descalço pode causar a inflamação? – Lilian Oliveira, mãe de Augusto.

Os vírus e bactérias são os causadores de infecções de garganta. Andar descalço não influência. E o mesmo vale para outras lendas da Pediatria, como “golpe de vento” ou entrar na água fria. Tudo mito!

– Quando meu filho estiver com o sintoma, posso oferecer sucos, chás, etc? – Maria Marques, mãe de Gael.

Crianças com esse tipo de infecção costumam aceitar menos os alimentos de um modo geral, devido ao incômodo e à falta de apetite causada pela própria dor. Nesses casos, você pode, sim, oferecer uma comida mais calórica na forma líquida, como sucos e leite, que também ajudam na hidratação.

– Por que a garganta inflamada causa muita dor de cabeça? – Débora Seixas, mãe de Sarah.

Os germes produzem toxinas que agem em diversos locais do organismo, incluindo o cérebro, causando a dor. Além disso, o nosso corpo produz sustâncias que coordenam a defesa, chamadas citocinas. Elas agem nos centros de dor do cérebro e desencadeiam a febre e outros incômodos. Felizmente, analgésicos e anti-inflamatórios conseguem aliviar os sintomas que causam desconforto.

– Já ouvi dizer para colocar um pano com álcool em volta do pescoço para melhorar. Isso realmente ajuda? – Renata Chiarello, do blog @mamaenow, mãe de Betina.

Não ajuda em nada colocar pano com algo em volta da garganta. Esse hábito antigo não tem fundamento na medicina atual.

– Esse tipo de inflamação só melhora com antibióticos? – Maria Fernanda Nevola, mãe de Maria Luiza.

Depende. Se a infecção foi causada por vírus, os antibióticos não funcionam. Portanto, o medicamento só deve ser usado no caso de infecção bacteriana.

– Tomar sorvete e coisas geladas pode ajudar a aliviar a dor? – Daniella Bugni, mãe de Isabella e Phillip.

O consumo de alimentos frios ou gelados não têm a capacidade de melhorar a dor. É possível causar uma discreta anestesia local, mas é bem leve e não costuma ajudar.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Dr. Broxmeyer, cientista reconhecido internacionalmente, recebeu uma doação de US$ 5,4 milhões por sete anos para continuar sua pesquisa sobre como maximizar o uso de células formadoras de sangue adaptáveis no sangue do cordão para transplante para certos tipos de câncer, doenças metabólicas e do sangue.

O Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue criou o programa de prêmios em 2016 para fornecer aos principais pesquisadores mais flexibilidade e segurança financeira para realizar pesquisas inovadoras ou expandir as descobertas anteriores.

O pesquisador premiado concentrou-se em expandir a eficácia do sangue do cordão desde 1983, quando ele e seus colegas propuseram pela primeira vez o conceito de uso do sangue do cordão umbilical como uma fonte alternativa de células-tronco hematopoiéticas para transplante. Em 1988, seu laboratório processou o sangue usado no primeiro transplante bem-sucedido de sangue de cordão umbilical em Paris e o sangue do cordão utilizado em transplantes subseqüentes em Baltimore, Cincinnati e Minneapolis. O primeiro tratamento para um menino de cinco anos de idade com anemia de Fanconi com distúrbio do sangue foi um sucesso, e cinco dos seis transplantes subseqüentes de sangue do cordão foram bem sucedidos.

Ao longo dos anos, o laboratório Broxmeyer trabalhou na busca de soluções para problemas que limitavam o uso do sangue do cordão umbilical para transplante. Um problema fundamental que restringiu seu uso para transplante em crianças grandes ou adultos foi o número limitado de células-tronco coletadas de um cordão umbilical. No entanto, sua equipe publicou uma descoberta notável na revista Cell em 2015 que descobriu que o número de células-tronco na medula óssea e no sangue do cordão umbilical tinha sido subestimado porque elas são tipicamente coletadas em ar ambiente com um nível de oxigênio de cerca de 21%. Ao coletar sangue em um ambiente mais controlado com níveis mais baixos de oxigênio, eles determinaram que muito mais células-tronco utilizáveis poderiam ser colhidas.

Dr. Broxmeyer também tem estado na vanguarda da pesquisa que identificou uma enzima, dipeptidil peptidase-4, que pode reduzir a produção de células sangüíneas. A pesquisa sobre esta enzima para aumentar a produção de células sanguíneas continua a ser um dos seus interesses.

O pesquisador é professor de microbiologia e imunologia, professor emérito Mary Margaret Walther e presidente emérito do Departamento de Microbiologia e Imunologia da IU School of Medicine. Ele também é co-líder do programa de pesquisa de hematopoiese e hematologia maligna da Universidade de Indiana Melvin e Bren Simon Câncer Center.

Fonte: Universidade de Indiana


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A Fertilização in vitro é o tratamento mais abrangente para casos de infertilidade, indicado para casais com problemas como alterações tubárias, endometriose, alterações no sêmen (quantidade/qualidade dos espermatozoides), idade materna avançada e falha de tratamentos mais simples, como coito programado e inseminação intrauterina.

1) A mulher precisa usar alguma medicação especial?

No início do tratamento, utilizam-se medicações para aumentar o número de óvulos maduros disponíveis no ovário no ciclo menstrual. “Esta etapa é controlada com exames frequentes de ultrassonografia e às vezes de sangue, para avaliar a resposta às medicações e decidir o momento ideal de coleta dos óvulos”, explica o ginecologista Paulo Bianchi, coordenador da Unidade Huntington do Hospital Samaritano.

2) Posso fazer o tratamento na menopausa?

Não. “Após a menopausa, a mulher já não tem mais óvulos ou ovários para serem fertilizados”, declara Paulo. De acordo com o médico, há uma alternativa de tratamento chamada ovodoação anônima, que é basicamente uma fertilização in vitro na qual utilizam-se óvulos de outra pessoa. “A doação é feita de forma anônima e sem fins lucrativos”, esclarece o especialista.

3) Quanto tempo sem obter sucesso para engravidar do modo tradicional é preciso esperar para cogitar esse tipo de tratamento?

Antes de procurar qualquer tratamento, é necessário identificar o que possa estar dificultando a gravidez. Os especialistas recomendam que se espere cerca de um ano de tentativas de gravidez sem sucesso para começar a busca pelo problema.

Fonte: Portal Minha Vida


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Os baixos índices de imunização de crianças no Brasil acenderam o alerta em especialistas. Mas afinal, quais os motivos por trás da decisão de pais que não vacinaram os filhos? Para Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, um dos motivos que explicam o menor índice em 16 anos de cobertura de vacinação em crianças menores de um ano é o fato de que as vacinas estão culturalmente vinculadas à percepção de risco da doença.

Para a pediatra Ana Escobar, muitos pais mais jovens ficaram muito longe da realidade de ter uma criança com poliomelite ou sarampo, por exemplo.

“Não conhecem e nem nunca viram crianças com estas doenças. Por isso, não há um estímulo vigoroso para que compareçam aos postos de saúde com a frequência necessária para vacinar seus filhos. Há pouca informação na mídia sobre a gravidade destas doenças, que de fato diminuíram sensivelmente sua incidência”, analisa.

Na campanha de vacinação contra a gripe de 2018, as crianças de seis meses a cinco anos e as gestantes registram o menor índice de vacinação contra a gripe. A três dias do fim da campanha, apenas 65,92% das crianças tinham sido vacinadas.

Mas por que os pais deixam de vacinar os filhos?

Para Kfouri um impeditivo para a vacinação é o fato de muitas vezes a população e até os profissionais da área da saúde não conhecem a doença para qual precisam se imunizar e consequentemente não entendem seus riscos.

Há outros motivos para que as pessoas deixem de se vacinar?

Além da percepção do risco da doença, fatores como o horário de funcionamento dos postos de saúde, além da falta sazonal de uma determinada vacina podem ser motivos para a falta de vacinação, segundo Kfouri. Ele lembra que os postos funcionam em horário comercial e nem sempre atendem as necessidades das famílias, cujo os pais trabalham fora.

“Os horários nem sempre são os mais adequados, é preciso repensar isso.”

Fonte: Portal G1


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Cientistas do Instituto Salk combinaram a edição do gene CRISPR-Cas9 com tecnologia de células-tronco para gerar uma terapia celular autóloga única para o distúrbio genético de coagulação do sangue, a hemofilia B. Os testes mostraram que as células hepáticas derivadas de células-tronco permaneceu viável e funcional em camundongos hemofílicos por quase um ano, após apenas uma única injeção.

Chefiado por Suvasini Ramaswamy, e Inder M. Verma, ambas Ph.D., os resultados oferecem uma prova de conceito para o uso potencial de terapia celular autóloga no tratamento da hemofilia B e potencialmente outras doenças do fígado que são similarmente causados por defeitos em um único gene. “O apelo de uma abordagem baseada em células é que você minimize o número de tratamentos que um paciente precisa”, diz o Dr. Ramaswamy.

A hemofilia B é um distúrbio de coagulação ligado ao cromossomo X que afeta 1 em 30.000 nascimentos do sexo masculino, explicam os pesquisadores. O distúrbio de coagulação do sangue é causado pela falta de fator IX de coagulação (FIX), devido a mutações no gene FIX, e pode se manifestar como leve, moderada ou grave, dependendo da extensão da atividade de FIX remanescente nos pacientes. O tratamento atual envolve administrar aos pacientes doses intravenosas frequentes de suplementos FIX recombinantes.

Dado que a hemofilia B é um distúrbio monogênico e tem ampla janela terapêutica, a doença é “um candidato ideal para terapia genética e/ou celular”, observam os autores. A terapia mostrou ser promissora para terapia a longo prazo, mas abordagens baseadas em vectores virais acarretam problemas, incluindo possel dano tecidular e imunogenicidade. O FIX é produzido no fígado, portanto, o transplante de fígado é uma opção terapêutica alternativa de longo prazo. No entanto, como aponta a equipe, há uma escassez de fígados de doadores e a necessidade de imunossupressão constante representa uma grande desvantagem.

Outra abordagem potencial é desenvolver uma terapia celular, usando células retiradas de fígados de doadores ou derivadas de células-tronco autólogas. Existem três fontes principais de hepatócitos, apontam os pesquisadores – hepatócitos cadavéricos heterólogos, células semelhantes a hepáticas derivadas de células-tronco pluripotentes (HLCs) derivadas de células-tronco embrionárias (CTEs) ou células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) e HLCs (Heps) induzidos derivados por reprogramação direta de fibroblastos em HLCs. Cada fonte potencial tem suas próprias vantagens e desvantagens.

Fonte: Genetic Engineering e Biotechnology News


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As crianças de hoje já convivem com a chamada “era da tecnologia”, tendo facilidade para lidar com computadores, smartphones e tablets. Desde pequenos são estimulados a usar dispositivos eletrônicos. Mas os oftalmologistas advertem: o excesso de contato com telas iluminadas pode acelerar o aparecimento da miopia – quando a criança se esforça em focar de perto e perde a capacidade de enxergar ao longe.

De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, de São Paulo (SP), o acesso facilitado às novas tecnologias vem reforçando uma tendência averiguada nos últimos 15 ou 20 anos. “A miopia entre crianças já vinha aumentando consideravelmente por uma questão de mudança de comportamento de pais e filhos. Não é de hoje que, por questões de segurança e comodidade, as crianças passam a maior parte do tempo brincando dentro de casa. Sendo assim, a televisão e depois o videogame já eram um entretenimento que limitava a visão ao que estava próximo. Nos últimos anos, como ficou mais fácil o acesso a dispositivos eletrônicos, o aumento da miopia passou a ser sentido com mais frequência. Mas não só isso: o uso prolongado de tablets e smartphones também tem mostrado aumento na incidência de casos de estrabismo [desvio dos olhos]”, comenta o médico.

Em relação à miopia, o especialista lembra que a dificuldade de enxergar o que está distante pode impactar significativamente o desempenho escolar da criança, já que ela terá dificuldade para acompanhar o que o professor escreve no quadro, ainda mais se não estiver nas primeiras fileiras. “Algumas crianças com baixo desempenho escolar, que foram diagnosticadas com miopia e passaram a usar óculos, mudaram completamente o comportamento em relação aos estudos, se mostrando muito mais interessadas”, diz o oftalmologista.

Renato Neves recomenda que seja feito um acompanhamento profissional desde cedo. “Embora os bebês não possam cooperar, um exame oftalmológico é necessário por volta dos 6 meses de idade. Neste caso, a retinoscopia é usada para diagnosticar erros de refração, como hipermetropia, miopia e ambliopia [síndrome do olho preguiçoso]. Depois, por volta dos 3 aos 5 anos de idade, a criança já pode ser examinada dentro dos padrões convencionais. A próxima consulta deve acontecer assim que a criança começa o processo de alfabetização, para justamente oferecer tratamento em caso de alguma necessidade apresentada em sala de aula. Depois disso, a cada três anos vale a pena fazer um exame clínico, intensificando as consultas com o oftalmologista no ensino médio, quando o preparo para o vestibular pode impactar significativamente a acuidade visual”, afirma o especialista.

O médico diz ainda que, nos primeiros anos de vida, a correção da miopia é realizada por meio dos óculos. Ainda assim, o uso de lentes de grau nessa idade não impede a progressão do problema, que deve ser reavaliado periodicamente. Quando a criança atinge a adolescência é possível migrar dos óculos para as lentes de contato – pais devem estar atentos aos cuidados que as lentes necessitam. Depois dos 18 anos, a cirurgia refrativa surge como opção para quem quer se livrar de óculos ou das lentes de contato. Com uso do laser, a córnea é remodelada para fazer com que a luz seja focada corretamente na retina.

Fonte: Revista Encontro


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Um aumento de defeitos congênitos associado à epidemia do zika vírus de 2015/2016 no Brasil causou preocupação generalizada, medo e, em alguns casos, histeria em todas as Américas. Agora, a pesquisa sugere que as transmissões da epidemia, juntamente com advertências terríveis de saúde, inspiraram uma resposta muito real da população.

Cerca de 120.000 bebês a menos do que o esperado nasceram do final de 2015 até 2016, após o início do surto de zika no Brasil, de acordo com um estudo publicado na revista científica PNAS. Os resultados sugerem que, devido aos receios dos efeitos potenciais de uma infecção pelo zika vírus durante a gravidez, os brasileiros adiaram a gravidez ou possivelmente tiveram um aumento no número de abortos, dizem os autores.

‘Adiamento da gravidez e abortos’

O vírus Zika foi identificado pela primeira vez há 70 anos. É transmitido principalmente através da picada de uma fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Embora surtos isolados e de pequena escala tenham ocorrido em várias partes do mundo, incluindo a África, o Sudeste Asiático e as ilhas do Pacífico, nenhuma complicação importante foi associada ao vírus até sua chegada ao Brasil, que relatou um extenso surto para a Organização Mundial de Saúde.

Durante o surto na América do Sul, médicos e cientistas observaram que a infecção pelo vírus Zika durante a gravidez estava associada à microcefalia e outros efeitos negativos à saúde. Na época, o governo brasileiro aconselhava mulheres a adiar a gravidez.

A microcefalia, um distúrbio neurológico no qual o crânio e o cérebro do feto não se desenvolvem adequadamente, pode causar sérios problemas de desenvolvimento. Outros efeitos possíveis da infecção pelo zika durante a gravidez incluem defeitos congênitos alternativos, como problemas oculares ou perda auditiva ou aborto espontâneo.

Direitos reprodutivos das mulheres

O Dr. Albert Ko, professor de epidemiologia na Escola de Saúde Pública de Yale, disse que este é “um estudo muito importante que realmente destaca um fenômeno sobre como o comportamento humano se adapta ou responde a uma epidemia”.

O aborto é ilegal no Brasil, exceto em casos de estupro, incesto ou quando a vida da mãe está em perigo. Ko disse que o Brasil já teve uma tragédia que vem “acontecendo há décadas”. Essa tragédia, de acordo com Ko: uma alta taxa de abortos clandestinos com altas taxas de complicações , resultando em um grande número de hospitalizações. Os autores do novo estudo usam hospitalizações de complicações do aborto como evidência para o número de abortos durante o período do estudo.

Ko publicou um estudo este ano com foco na cidade brasileira de São José do Rio Preto, que teve um período posterior ao surto de zika do que São Paulo. Tendo tido um “salto inicial”, disse ele, “as mulheres daquela cidade estavam cientes da epidemia do Zika”, e isso resultou em uma redução de 30% nos nascimentos, ele e seus coautores estimaram.

Uma das duas questões importantes levantadas pelo novo estudo, Ko disse, é: Quanto o Zika ainda vai acontecer nas Américas e no Caribe?

Quantas pessoas suficientes foram infectadas ou vacinadas contra uma doença e provavelmente não desenvolverão uma infecção? Quantas pessoas, incluindo mulheres grávidas, nunca foram expostas ao vírus porque diminui a probabilidade de transmissão viral de mosquito para humano.

Fonte: Genetic Engineering e Biotechnlogy News