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A lista de doenças infecciosas, causadas por micro-organismos como vírus, bactérias, protozoários e fungos, é enorme. Para muitas existem vacinas, mas uma parte significativa não conta com proteção – apenas medidas paliativas de prevenção.

Entre as principais, ainda com alta incidência no Brasil, estão Aids, hanseníase, hepatite C, malária e sífilis. A boa notícia é que elas têm tratamento e com os prognósticos podem ser acompanhadas a evolução da doença e do quadro clínico.

A seguir, saiba o que são exatamente essas patologias e formas de evitá-las.

Aids

O que é: trata-se de uma infecção sexualmente transmissível (IST) provocada pelo HIV, um retrovírus que ataca o sistema imunológico. Ele é transmitido pelo sexo vaginal, anal e oral sem camisinha, uso de seringa e instrumentos perfurocortantes contagiados, transfusão de sangue contaminado e de mãe infectada para o filho durante a gravidez, no parto ou na amamentação.

É importante destacar que ter HIV não é o mesmo que ter Aids – há muitas pessoas soropositivas (que possuem o vírus em seu corpo) e que passam anos sem apresentar qualquer sintoma e sem desenvolver a doença. A sigla “Aids” significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, e refere-se à doença criada pelo vírus.

Prevenção: uso de preservativos (feminino ou masculino) em todas as relações sexuais, realização de pré-natal no caso das gestantes, e utilização de seringas e agulhas descartáveis e luvas para manipular feridas e líquidos corporais.

Hanseníase

O que é: antigamente conhecida como lepra, é uma doença crônica, infectocontagiosa, curável e que acomete, principalmente, pele e nervos periféricos. Ela é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão ocorre pelo contato com a tosse e o espirro, e pelo contato próximo e prolongado com pessoas infectadas.

Prevenção: para não contrair hanseníase é fundamental evitar o contato com pessoas infectadas. Fora isso, quando a doença já está presente, a melhor forma de prevenir a instalação de deficiências e incapacidades físicas é o diagnóstico precoce.

Hepatite C

O que é: causada por vírus (HCV), a hepatite C provoca inflamação no fígado. Sua transmissão se dá pelo contato com sangue, por meio de compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos contaminados. Também pode ocorrer em procedimentos cirúrgicos, odontológicos, hemodiálise, transfusão e endoscopia quando as normas de biossegurança não são aplicadas e, menos comumente, no parto e durante o sexo desprotegido.

Prevenção: evitar a doença é até fácil: basta não compartilhar itens pessoais, como escova de dente, aparelho de barbear, alicate, seringa e agulha; certificar-se de que os objetos que serão utilizados em salões de beleza e de tatuagem, por exemplo, foram devidamente esterilizados e usar preservativo. Fora isso, toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar a patologia.

Malária

O que é: trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, não contagiosa, causada por protozoários Plasmodium – há mais de 100 tipos –, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles.

Prevenção: ainda não existe vacina contra a malária, mas um grupo de pesquisadores do Centro de Terapia Celular e Molecular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) está desenvolvendo uma para combater a forma com maior distribuição geográfica e maior prevalência nas Américas, a vivax.

Enquanto ela não é lançada, o importante é evitar a todo custo ser picado pelo mosquito transmissor – sobretudo na região da Amazônia, onde são registrados 99% dos casos no Brasil. As recomendações pessoais são não se expor no fim da tarde sem proteção; usar roupas de cores claras e que cubram a maior extensão possível do corpo; não passar perfume; aplicar repelente de ação prolongada e instalar mosquiteiro para dormir e telas nas janelas e nas portas. Fora isso, é fundamental desmantelar os locais com água parada, que são os criadouros dos mosquitos.

Sífilis

O que é: Infecção Sexualmente Transmissível (IST) exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. A patologia tem diferentes estágios (primário, secundário, latente e terciário) e dois tipos: adquirida, quando é transmitida pelo sexo sem camisinha com uma pessoa infectada, e congênita, quando é passada para o bebê durante a gestação ou o parto.

Prevenção: a sífilis é prevenida com o uso regular de camisinha (feminina ou masculina) e acompanhamento das gestantes.

Vacina

De acordo com o Ministério da Saúde, neste momento não há perspectiva de oferta de vacina para qualquer uma dessas doenças pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pois ainda não existem no país produtos devidamente registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota, o MS explica que as estratégias de vacinação no Brasil, bem como a inclusão de novas vacinas no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o estabelecimento de grupos populacionais a serem cobertos, são decisões respaldadas em “bases técnicas, científicas e logísticas, evidência epidemiológica, eficácia e segurança”, somadas à garantia da sustentabilidade da estratégia adotada para a vacinação e de custo-benefício econômico.

Fonte: Portal G1


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Segundo estudo, as respostas mais comuns entre os pequenos são orgulho, alegria e alívio

Orgulho, alegria e alívio – essas são as reações mais comuns entre as crianças ao perderem o primeiro dente de leite, de acordo com estudo da Universidade de Zurique (Suíça). Os pesquisadores entrevistaram 1.270 pais sobre o sentimento dos filhos em relação à “janelinha” e concluíram que 80% dos pequenos tiveram uma resposta positiva.

Para garantir que esse marco no desenvolvimento se torne uma lembrança querida para seu filho, a psicóloga e colaboradora do Instituto de Psicologia da USP, Elaine Di Sarno, recomenda que, quando o dente começar a amolecer, os pais apontem a renovação como algo positivo.

“Além do diálogo, a fada do dente pode ajudar bastante, já que é uma maneira divertida de abordar o assunto. As crianças ficam tão animadas com a visita desse ser mágico que esquecem dos aspectos negativos, como a dor e a mudança na aparência”, explica.

Independentemente de como você decida abordar o tema com os pequenos, o importante é participar do momento com leveza e, claro, curtir a fofura que é ter um sorriso banguela em casa.

Fonte: Revista Crescer


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Enquanto o governo de Palau proíbe protetores solares para proteger os recifes de coral, há diversos outros produtos de uso muito difundido que causam danos ambientais

Palau, um pequeno país insular da Micronésia, no Oceano Pacífico, entre os mares das Filipinas, Indonésia e Papua-Nova Guiné se tornou o primeiro país a proibir o uso de protetores solares para proteger seus vulneráveis recifes de coral. Para muitos consumidores, os efeitos nocivos do produto talvez sejam uma novidade.

Mas pesquisadores acreditam que os 10 ingredientes químicos encontrados na composição dele são altamente tóxicos para a vida marinha e podem tornar os corais mais suscetíveis à descoloração. O protetor solar, porém, está longe de ser o único produto do cotidiano com impactos negativos sobre o meio ambiente.

A seguir, confira outros cinco, que poderão lhe surpreender. Alguns deles, com riscos inclusive à saúde:

As pílulas anticoncepcionais

Um estudo realizado em 2016 na Suécia encontrou evidências de uma desvantagem incomum nas pílulas anticoncepcionais. Lina Nikoleris, autora do estudo, descobriu que o hormônio etinilestadiol (EE2), uma versão sintética do estrogênio encontrado em algumas pílulas, estava mudando o comportamento e a genética de alguns peixes. Quando liberado na água como um resíduo, o EE2 demonstrou ser a causa de mudanças no equilíbrio genético de peixes como o salmão e a truta, que têm mais receptores de estrogênio que os humanos.

O estudo também identificou que esse hormônio torna mais difícil para os peixes capturar alimentos. “Estudos anteriores mostraram que os peixes também desenvolvem problemas para procriar”, disse Nikoleris. “Isso pode levar à extinção de toda uma população de peixes, assim como a outras consequências para ecossistemas inteiros.”

Abacates

Também há más notícias para os amantes do abacate. Este alimento também é prejudicial ao meio ambiente. A organização holandesa Water Footprint Network, que faz campanha pelo uso mais eficiente da água, calculou que, para cultivar um único abacate, são necessários cerca de 272 litros de água.

Os efeitos disso são devastadores para as regiões onde a fruta é cultivada.

Em 2011, uma investigação conduzida pelas autoridades de água no Chile encontrou pelo menos 65 plantações de abacate que desviam ilegalmente rios e outras fontes de água para irrigação. Há quem culpe esses agricultores por uma forte seca que atingiu a região e forçou moradores a escolherem entre usar a água para beber ou tomar banho.

Abacaxis

Outro alimento popular também engrossa a lista dos que impactam o meio ambiente: o abacaxi. A chamada “rainha das frutas” é cultivada a um ritmo que em algumas partes do mundo está afetando negativamente o planeta. Na Costa Rica, um dos maiores produtores mundiais de abacaxis, milhares de hectares de florestas foram desmatados para dar lugar a essas frutas.

Federação de Conservação da Costa Rica diz que florestas inteiras desapareceram da noite para o dia, causando danos irreversíveis. Os abacaxis são produzidos em grandes monoculturas – a produção intensiva de um único cultivo – e exigem uma grande quantidade de pesticidas, que também podem ser prejudiciais ao meio ambiente.

Xampus

O óleo de palma é um dos óleos vegetais mais eficientes e versáteis do planeta, mas seu uso generalizado levou a um desmatamento expressivo. Em um relatório de 2018, o grupo de conservação WWF alertou que a transformação de florestas tropicais e turfeiras em plantações de óleo de palma liberou “enormes quantidades de dióxido de carbono, alimentando mudanças climáticas e destruindo o habitat de espécies como os orangotangos”.

Enquanto muitos estão cientes da presença de óleo de palma em produtos comestíveis, como chocolate, margarina, sorvete, pão e biscoitos, menos gente conhece o seu papel em diversos produtos para o lar. No xampu, por exemplo, o óleo de palma é usado como uma forma de condicionador. O mesmo óleo é encontrado em produtos como batons, detergentes para a roupa, sabonetes e pastas de dente.

Aromatizantes

Não é apenas com a poluição do ar que as pessoas devem tomar cuidado.

A má qualidade do ar dentro de casa, causada por produtos domésticos do dia-a-dia, como os aromatizantes, é tão ou mais preocupante. Os aromatizantes muitas vezes contêm uma substância química chamada limoneno, comumente usada para dar um perfume cítrico ao ambiente, e também é usado em alimentos.

Não é o fato de conter um produto químico, por si só, que faz dele um grande perigo para a saúde. Mas uma vez liberado no ar ele pode se tornar um problema. Um experimento realizado pela BBC identificou que quando o limoneno reage com o ozônio presente no ar, produz formaldeído – um dos produtos químicos de uso atual mais comuns e cercados de riscos.

De acordo com informações publicadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a exposição a altas concentrações desse produto pode causar falta de ar, salivação excessiva, espasmos musculares, coma e eventualmente a morte.

Fonte: Portal G1


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Já há algum tempo, cientistas do mundo todo têm chamado a atenção para o impacto das mudanças climáticas no meio ambiente. Em novembro, um relatório publicado pela revista científica britânica The Lancet fez um alerta para as graves conseqüências das ondas de calor também para a saúde humana.

O dossiê, chamado The Lancet Countdown: Tracking Progress on Health and Climate Change (Contagem regressiva: Saúde e Mudanças Climáticas, Acompanhando a Evolução), é publicado anualmente desde 2016.

A publicação cita problemas gerados pelo aumento das temperaturas como o estresse por calor, insuficiência cardíaca e lesão renal aguda por desidratação. Afirma ainda que, no ano passado, cerca de 157 milhões de pessoas em todo o mundo estiveram em situação de vulnerabilidade por conta das ondas de calor, um aumento de 18 milhões de indivíduos em relação a 2016.

Confira abaixo os principais males para a saúde decorrentes das altas temperaturas.

Estresse por calor

São vários os males provocados ou agravados pelo clima quente. Muitos deles, inclusive, são citados no documento da Lancet, como o estresse por calor (ou estresse térmico).

Quando exposto a temperaturas elevadas, o corpo humano sente dificuldade para se adaptar, e aí precisa promover algumas alterações para se defender. O calor produzido dentro do corpo é transferido para a superfície da pele através do sistema circulatório e do contato interno dos tecidos. Ocorre, por exemplo, a dilatação dos vasos para aumentar o fluxo de sangue e a eliminação de suor para equilibrar a temperatura. O corpo também pode perder água e sais minerais e desidratar. Há também casos de insolação com pessoas expostas ao sol. O importante para evitar o estresse por calor e seus agravantes é se manter bem hidratado, com a ingestão de água e isotônicos; evitar a exposição solar entre 10h e 16h, evitar excesso de álcool e os exercícios extremos; usar roupas leves e soltas e passar o máximo de tempo possível em ambientes frescos.

Mosquitos transmissores de doenças

Outra grande preocupação no verão são as enfermidades como dengue, chikungunya, zika e febre amarela, transmitidas por mosquitos vetores.

Só para se ter uma idéia, de acordo com um dado publicado no The Lancet Countdown, a capacidade de transmissão do vírus da dengue global em 2016, levando em conta que ela é influenciada por umidade, chuva e temperatura, foi a mais alta já registrada: subiu 9,1% para o Aedes aegypti e 11,1% para o Aedes albopictus (tipo silvestre) em relação ao ano anterior.

Problemas vasculares e de pele

“Como o calor provoca vasodilatação, há sobrecarga da circulação, principalmente nas pessoas que já possuem histórico de varizes, trombose e insuficiência venosa. Isso pode causar edemas (inchaços) nas pernas, devido ao acúmulo de líquido fora dos vasos, bem como dores, sensação de peso, ardência e coceiras”, relata o médico.

As altas temperaturas ainda aumentam o risco de alergias e erisipela, infecção na derme e no tecido subcutâneo, ocasionada pela proliferação de bactérias e que pode provocar alterações dos vasos linfáticos (vasos auxiliares na drenagem dos membros inferiores).

Mais uma preocupação que vem com os dias quentes é o câncer de pele, doença que, pelos dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, representa um terço de todos os diagnósticos de câncer no Brasil.

Fonte: Portal G1


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Segundo estudo realizado no Reino Unido, homens que tem filhas meninas são menos machistas! O fenômeno foi estudado na London School of Economics and Political Science (LSE), no Reino Unido, e ganhou até nome: “The Mighty Girl Effect”, o poderoso efeito feminino!

A pesquisa foi publicada na revista Oxford Economic Papers e analisou crianças nascidas entre 1991 e 2012. Pais e mães são afetados de formas diferentes depois do nascimento de uma menina, mas o impacto nos homens é maior. Essa mudança acontece logo que a meninas nasce, mas cresce quando ela entra em idade escolar, pois passa a sofrer com os padrões de gênero da sociedade.

Com isso, os pais tendem a mudar seus pensamentos e ações, passando a acreditar cada vez menos em “papéis tradicionais” de cada gênero e outros conceitos sexistas. Segundo a análise, na escola primária, 8% dos pais de meninas já acreditam que não são os meninos que comandam a casa. Na escola secundária, esse número cresce para 11%.

Segundo Joan Costa-Font, do Departamento de Política de Saúde da LSE (London School of Economics), “o estudo mostra que as atitudes, em vez de fixas ao longo do tempo, podem mudar mais tarde na vida.” Segundo ela explicou a Revista Galileu, a exposição a novas circunstâncias pode mudar comportamentos que antes acreditava-se serem permanentes.


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As crianças precisam diversificar na escolha das atividades físicas como caminhar, brincar, correr, nadar, dançar, pular. A realização dessas práticas, a partir dos cinco anos, ajuda a desenvolver um repertório de movimentos e habilidades que serão úteis no futuro.

A escolha de um único esporte muito cedo pode ser estressante, o que pode levar a criança a desistir da atividade. A partir dos 12 anos dá para começar a definir apenas um único esporte para fazer, o exercício que a criança mais se identifica. Aos 16 pode ser iniciada a especialização, de forma mais aprofundada.

Além da socialização, a atividade física na infância pode trazer inúmeros benefícios psicológicos, de convivência, de relacionamento e também os físicos, que é a melhora da composição corporal, controle de gordura e açúcar no sangue e melhora na função cardiorrespiratória, contou o pediatra Carlos da Silva.

Ele destacou, entretanto, que os exercícios físicos devem ser feitos em locais adequados e com equipamentos apropriados. Segundo o pediatra, o profissional também deve ser qualificado e atencioso.

Um dos fatores mais importantes na hora da escolha da atividade é que a criança opine e concorde. Os exercícios devem ser realizados em local adequado, com equipamentos apropriados e com um bom profissional.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Ela é pequena, com um tamanho que varia de 0,6mm a 2cm, mas pode causar um estrago considerável. Todos os anos, a aranha-marrom pica cerca de 7 mil pessoas no Brasil, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

O veneno dela pode causar necrose da pele, falência renal e até a morte das vítimas. Para diminuir esses problemas, cientistas do Instituto Butantan (IB) desenvolveram uma pomada, cujos efeitos curativos já foram comprovados em testes realizados em cultura celular e animais.

Segundo a pesquisadora do IB, Denise Tambourgi, principal responsável pelo trabalho, a pomada desenvolvida é feita à base de tetraciclina, substância conhecida e já usada como antibiótico. “Utilizamos numa concentração abaixo da que seria microbicida, no entanto”, explica.

“Ou seja, menor do que a necessária para ser considerado antibiótico. Mas a empregamos em uma dosagem capaz de interferir na atividade da esfingomielinase D, proteína que é o componente principal do veneno da aranha e que está envolvida no processo de inflamação e de destruição do tecido (necrose) e outros efeitos.”

Além de lesão cutânea — que ocorre em 80% dos casos e pode levar meses para ser curada —, a picada da Loxosceles também pode provocar, nos outros 20% das vítimas, efeitos sistêmicos, como hemólise (alteração, dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue), agregação plaquetária (que causa coágulos nos vasos sanguíneos, que dificultam ou impedem a circulação), inflamação e falência renal, que podem levar à morte.

Origem da pomada

A história das pesquisas de Denise que levaram à criação da pomada é longa. Ela começou o trabalho para decifrar os principais componentes da toxina da aranha-marrom em 1994. Para isso, ela e sua equipe lançaram mão da engenharia genética. Como cada Loxosceles produz muito pouco veneno — apenas cerca de 30 microgramas — seria muito difícil conseguir a quantidade necessária para os estudos. Então, os pesquisadores inseriram um gene dela na bactéria Escherichia coli, criando assim uma biofábrica da esfingomielinase D, passando a produzi-la em volume suficiente para as pesquisas.

Ao longo do trabalho, Denise e sua equipem descobriram que o veneno da aranha-marrom pode causar, além de efeitos já conhecidos, reações secundárias, que são desencadeadas principalmente pela proteína esfingomielinase D.

“Costumo dizer que o veneno só dá o ‘start’ e a proteína altera as células”, explica. “Depois, ocorre uma desregulação do organismo, que leva à produção de proteases — enzimas cuja função é quebrar as ligações químicas de outras proteínas, o que, por sua vez, causa a morte celular e a necrose. São essas proteases, portanto, que devem ser inibidas pela pomada.”

Resumindo, o estudo coordenado por Denise decifrou o mecanismo de ação do veneno lançado pela aranha-marrom e também a forma sistêmica e cutânea da doença.

Fonte: Portal G1


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Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, desenvolveram uma nova tecnologia que permite a criação de implantes de tecido totalmente personalizados usando células e biomateriais do próprio paciente. A grande vantagem do método é evitar a rejeição dos implantes pelo sistema imunológico, que ataca o que pensa ser um corpo estranho no organismo. A descoberta tem aplicações em potencial para transplantes cardíacos, medulares e corticais.

O artigo, publicado na revista Advanced Materials, afirma que a tecnologia permite a produção dos tecidos com uso de reprogramação celular e hidrogel 3D. Segundo a equipe, os tecidos criados com o novo método não são rejeitados pelo paciente, uma vez que são feitos com células do seu próprio organismo.

“Como as células e o material usado são derivados do paciente, o implante não provoca uma resposta imunológica, garantindo a regeneração adequada do órgão defeituoso”, explica o professor Tal Dvir, do Centro de Nanociência da Universidade de Tel Aviv.

 Gorduras que salvam

O método utiliza uma pequena biópsia do tecido adiposo, responsável por armazenar a gordura ingerida na alimentação, no processo de reprogramação celular, transformando-o em células-tronco pluripotentes. As novas células têm a capacidade de se desenvolver em todas as células de tecidos do corpo humano.

Em seguida, o material extracelular, igualmente importante para a construção dos tecidos do organismo, é moldado com um hidrogel 3D específico para cada paciente. “Fomos capazes de criar um hidrogel personalizado a partir dos materiais da biópsia para diferenciar as células de gordura em diferentes tipos de células e para projetar implantes cardíacos, medulares, corticais e de outros tecidos para tratar diferentes doenças”, acrescentou Dvir.

Driblando a rejeição

Atualmente, os métodos disponíveis de criação de tecidos para transplante utilizam materiais sintéticos ou células derivadas de animais e plantas, o que obriga os pacientes a serem medicados com remédios imunossupressores (inibidores da atividade do sistema imunológico), que oferecem certo risco à saúde, além da possibilidade de uma resposta imune levar à rejeição do tecido implantado.

Embora a equipe ainda não tenha transplantado os tecidos personalizados para um corpo humano, seus primeiros experimentos com animais e amostras humanas in vitro sugerem que a resposta imunológica do organismo será mínima.

Segundo o site de divulgação científica IFL Science, a equipe já conseguiu regenerar com sucesso o tecido funcional cardíaco, medular, cortical e adipogênico. Mais adiante, eles esperam regenerar outros órgãos usando as próprias células do paciente, como intestinos e olhos.

A descoberta traz esperanças à medicina, que projeta um cenário em que qualquer tipo de tecido ou órgão humano possa ser construído a partir das células do próprio corpo, substituindo órgãos doentes ou lesionados e tornando o processo de recuperação muito mais tranqüilo para os pacientes.

Fonte: Revista Exame


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Um brigadeiro em festa de aniversário, açúcar no morango ou um gole de refrigerante… Pode parecer inofensivo, mas não é nada indicado para crianças – principalmente as que são muito novas, mas nem sempre essa recomendação é seguida. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 32,3% dos bebês com menos de 2 anos já consomem refrigerantes ou sucos artificiais.

Fabricantes começaram a substituir gorduras por açúcares em 1990, quando surgiu a tendência de consumir alimentos sem ou com baixo teor de gordura. Ou seja, é possível encontrá-lo até em molhos de saladas, pães de hambúrguer e batatas fritas. Nem mesmo as comidas feitas especialmente para bebês estão de fora dessa lista: uma pesquisa feita pela Universidade de Calgary, no Canadá, mostrou que alguns alimentos como iogurte cereais específicos para essa faixa etária continham pelo menos 20% de açúcar em sua composição. O ideal é que crianças de até 2 anos não consumam nada com esse ingrediente.

Essa contra-indicação foi recomendada pela American Heart Association, em uma pesquisa feita em 2016. A partir do segundo ano de vida, o ideal é limitar a ingestão total de açúcar a 25g por dia – o equivalente a 5 colheres de chá. Para completar, a Organização Mundial de Saúde recomendou que seu consumo máximo deve ser de 10% das calorias encontradas nas refeições diárias (lembrando que esse valor serve também para adultos). É importante reforçar que o contato com açúcares e doces industrializados nos primeiros anos de vida afeta o organismo da criança causando obesidade e outros problemas de saúde.

READAPTANDO O CARDÁPIO

De acordo com uma pesquisa feita pela Publich Health England, crianças entre 4 e 10 anos consomem mais de 10g de açúcar todas as manhãs.

NADA DEMAIS É BOM

Além de sobrecarregar crianças com problemas de saúde geralmente encontrados em adultos, o excesso de açúcar está colocando o corpo delas sob um estresse enorme, de acordo com David Ludwig, diretor do Centro de Prevenção de Obesidade no Hospital Infantil de Boston. Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, quase 40% das crianças de 5 a 9 anos na região Sudeste do país estão com sobrepeso, diretamente atrelado a problemas de saúde como hipertensão e diabetes – um número muito alto e preocupante.

FIQUE DE OLHO

Mesmo procurando por opções que não sejam processadas, ainda assim a substância responsável por adoçar passa por algum tipo de industrialização, como a cana-de-açúcar e a beterraba, matérias-primas para a sacarose. Por isso, é importante ficar de olho no rótulo das embalagens. “Se olhar a lista do que seu filho mais gosta verá que, em quase 100% dos casos, o ingrediente com maior quantidade é o açúcar. Mas nem sempre ele vem com o nome mais famoso, muitas vezes vem disfarçado”, avisa a médica endocrinologista Giulianna Pansera, do G-Realfit.

Por outro lado, as frutoses encontradas em frutas e vegetais não são problema, já que têm fibras e saciam bem mais do que qualquer outro doce e, por isso, não costumamos comê-las em grandes quantidades. Além disso, o processo de digestão é mais lento por conta das fibras, o que não sobrecarrega o fígado. E para completar: não existe limite no consumo desses alimentos. Na verdade, o ideal é que as crianças comam bastante frutas e vegetais, assim como cereais e grãos integrais – mas nada processado! E pode ficar tranquila em relação ao açúcar nas frutas: você teria que comer três maçãs pequenas para obter a mesma quantidade de frutose que existe em 600ml de refrigerante.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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A fertilidade masculina pode ser verificada por meio de exames laboratoriais que têm como objetivo verificar a capacidade de produção de espermatozóides e suas características.

Além da solicitação dos exames, o médico normalmente verifica o estado de saúde geral do homem, avaliando-o fisicamente e realizando a investigação de doenças e possíveis infecções do trato urinário e nos testículos, por exemplo. Pode ainda questionar sobre o uso de medicamentos, drogas ilícitas e consumo frequente de bebidas alcoólicas, pois esses fatores podem alterar a qualidade e quantidade de espermatozóides e, assim, interferir na fertilidade masculina.

  1. Espermograma

O espermograma é o principal exame realizado para verificar a fertilidade masculina, pois tem como objetivo avaliar as características do sêmen, como viscosidade, pH e cor, além de quantidade de espermatozóides por ml de sêmen, motilidade, formato, mobilidade e concentração de espermatozóides vivos.

Assim, esse exame é capaz de indicar se está havendo produção adequada e se aqueles produzidos são viáveis, ou seja, se são capazes de fecundar um óvulo.

O material para a realização do exame é obtido no laboratório e é indicado o homem não ter relações sexuais entre 2 e 5 dias antes da coleta, além de lavar bem as mãos e o órgão genital antes da coleta.

  1. Dosagem hormonal

Os exames de sangue para a dosagem hormonal são também indicados para verificar a fertilidade masculina, uma vez que a testosterona estimula a produção de espermatozóides, além de garantir as características secundárias masculinas.

Apesar de ser um hormônio diretamente relacionado com a capacidade reprodutiva do homem, a avaliação da fertilidade não deve ser baseada apenas nos níveis de testosterona, uma vez que a concentração desse hormônio diminui naturalmente ao longo do tempo, comprometendo a produção de espermatozóides.

  1. Teste pós-coito

Esse exame tem como objetivo verificar a capacidade do espermatozóide de viver e nadar pelo muco cervical, que é o muco responsável pela lubrificação da mulher. Apesar de o exame ter como objetivo avaliar a fertilidade masculina, é feita a coleta do muco cervical na mulher 2 a 12 horas após o contato íntimo para verificar a motilidade do espermatozóide.

  1. Outros exames

Alguns outros exames laboratoriais podem ser solicitados pelo urologista para verificar a fertilidade do homem, como o exame de fragmentação do DNA e o exame de anticorpos contra os espermatozóides.

No exame de fragmentação do DNA é verificada a quantidade de DNA que é liberado dos espermatozóides e que fica no sêmen, sendo possível detectar problemas de fertilidade de acordo com a concentração verificada. Já o exame de anticorpos tem como objetivo avaliar se há anticorpos produzidos pela mulher que atuem contra os espermatozóides, promovendo a sua imobilização ou morte, por exemplo.

Além disso, o médico pode solicitar uma ultrassonografia de testículos, para verificar a integridade do órgão e identificar qualquer alteração que possa estar interferindo na fertilidade masculina ou exame de toque retal com o objetivo de avaliar a próstata.

Fonte: Portal Tua Saúde