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O inverno está chegando e, apesar da parte gostosa de sentar para ver um filme debaixo das cobertas, precisamos ficar atentos ao aumento de casos de doenças respiratórias nessa época do ano. Isso acontece porque nesse período as pessoas costumam se aglomerar em espaços fechados, o que facilita a circulação de vírus e bactérias que podem causar gripe e resfriados.

É nessa hora que a limpeza e a hidratação entram como hábitos superpoderosos. A limpeza remove as impurezas do nariz, enquanto a hidratação umidifica a mucosa. Maura Neves, filha de Manuel e Maria Lucia e otorrinolaringologista do Hospital Universitário da USP, explica como a prática pode ajudar a sua família: “A principal porta de entrada dos agentes infecciosos é o nariz. Quando realizamos a limpeza, o soro remove esses agentes de maneira mecânica e reduz o tempo de contato dos agressores com a mucosa nasal”. Ela também esclarece que esse hábito ajuda os mecanismos de defesa do nosso organismo e diminui a ocorrência de infecções e crises de alergia.

A limpeza nasal diária, aliada à hidratação, é eficaz tanto na prevenção, quanto no tratamento das doenças. Segundo a médica, seus filhos podem (e devem) realizar a limpeza nasal também! “Crianças de 1 a 3 anos, por exemplo, podem apresentar até 11 infecções respiratórias ao ano”, aponta.

Dra. Maura afirma que o hábito contínuo da limpeza é muito mais do que recomendado, principalmente nas crianças que passam bastante tempo na escola, em ambientes fechados e com muita gente. “Para prevenir qualquer sintoma, o ideal é realizar a limpeza nasal diária nas crianças de 2 a 3 vezes por dia. Mas, em crises de rinite ou resfriados, devemos aumentar para 4 a 6 vezes ao dia”, afirma. Para complementar o cuidado diário, a hidratação nasal, realizada com solução salina em gel, umidifica a mucosa do nariz por mais tempo e ajuda a manter tudo funcionando direitinho.

Ou seja, você já sabe: não precisa esperar os vírus e as bactérias baterem na sua porta para inserir esse hábito no dia a dia da sua família. Comece a se preparar para receber o frio o quanto antes!

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Os seres humanos continuam a produzir novos neurônios em uma parte de seu cérebro envolvida na aprendizagem, memória e emoção durante toda a vida adulta, conforme recente pesquisa. A afirmação contraria as teorias anteriores, que na adolescência a produção paralisava. As descobertas podem ajudar no desenvolvimento de tratamentos para condições neurológicas, como a demência.

Muitos novos neurônios são produzidos no hipocampo em bebês, mas tem sido uma questão de debate se isso continua na idade adulta, e se essa taxa cai com a idade, como visto em ratos e primatas. A pesquisa revela que os novos neurônios são produzidos nessa região do cérebro em adultos humanos e não diminuem com a idade. Os resultados, dizem eles, podem ajudar na busca de maneiras de tratar condições que vão desde a doença de Alzheimer a problemas psiquiátricos.

“A parte interessante é que os neurônios estão lá por toda a vida”, disse Maura Boldrini, da Universidade de Columbia, em Nova York, e primeira autora do novo estudo publicado na revista Cell Stem Cell . “Parece que, na verdade, os humanos são diferentes dos camundongos – onde a produção de neurônios diminui com a idade muito rapidamente – e isso pode significar que precisamos desses neurônios para nossas habilidades complexas de aprendizado e respostas comportamentais cognitivas às emoções”, disse ela.

Boldrini e seus colegas analisaram o hipocampo em 28 homens e mulheres com idades entre 14 e 79 anos, colhidos apenas algumas horas depois de terem morrido. Importante, observa Boldrini, todos os indivíduos eram saudáveis antes da morte, ao contrário de muitos estudos anteriores.

Usando várias técnicas, a equipe examinou o grau de formação de novos vasos sangüíneos, o volume e o número de células de diferentes estágios de maturidade, em uma área conhecida como giro dentado – a região do hipocampo onde novos neurônios são produzidos.

Fonte: Revista Stem Cell


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Lá o seu filho corre, brinca, pula, dá risada, se diverte… A escola de educação infantil tem bastante brincadeira mesmo, o que é incrível. Mas não é só isso. Ela é muito importante – até mais que a universidade, acredite! Acha exagero ou está se perguntando o porquê? Essa fase escolar, que atende a crianças de 0 a 6 anos, acontece na primeira infância, um período riquíssimo para o desenvolvimento humano. Cada nova experiência que elas encaram naquele ambiente traz uma série de descobertas diárias.

“Como sabemos pela ciência, a arquitetura do cérebro se forma nos primeiros anos de vida. É por isso que o trabalho educacional é extremamente importante e ajuda a definir o futuro desenvolvimento da criança. Na escola, ela ganha habilidades, conhecimento, sensibilidade, valores, capacidade de percepção e de relacionamento”, explica o sociólogo Cesar Callegari, diretor da Faculdade Sesi-SP de Educação.

Por mais que as atividades e os jogos propostos pelos professores pareçam despretensiosos, eles trazem várias lições que são levadas por toda a vida. Provas científicas para comprovar tudo isso não faltam, como um estudo recente realizado com 1 milhão de crianças no estado da Carolina do Norte (EUA). Segundo a pesquisa, alunos que tiveram uma boa educação infantil precisam de menos reforço escolar e apresentam melhor desempenho no ensino fundamental.

Em Harvard (EUA), cientistas já apontaram que, quanto mais a criança se desenvolve na escola nessa fase da vida, maiores são as chances de chegar ao ensino superior e ganhar bons salários quando adulta. Se desenvolver bem na educação infantil, porém, não é sinônimo de utilizar apostilas, fazer provas e ter infindáveis deveres de casa. Muito pelo contrário: o aluno deve brincar e se relacionar para aprender.

Fonte: Revista Crescer


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Pesquisa afirma que aprimora o fluxo sanguíneo e a chegada de oxigênio à região

Percorrer a nado o canal vaginal, escalar o útero e, nas trompas de Falópio, ainda ter gás para um sprint final antes de penetrar o óvulo… Ufa! É um enorme desafio para a menor das células do homem cumprir sua prova de fogo. Só de preparo para o triatlo intrauterino, o espermatozóide malha por dois meses no testículo, do seu nascimento à ejaculação – o tiro de largada, por assim dizer. Como você pode ajudá-lo a vencer a corrida e, nove meses depois, receber um prêmio de valor inestimado? Ora, sirva de modelo e comece a suar a camisa.

As evidências a favor dos exercícios nasceram com os esforços de cientistas da Universidade Justus-Liebig, na Alemanha, e de instituições iranianas. Eles coletaram o sêmen (ou seja, espermatozoides mais o fluido que os transporta; também chamado de esperma) de 261 marmanjos e, então, mandaram 193 fazerem exercícios aeróbicos.

Após um semestre, novas amostras foram analisadas. Aí os resultados saltaram aos olhos: nos ativos, a mobilidade e o formato dos espermatozóides haviam melhorado, o que não aconteceu com os 68 sedentários. Em resumo, os gametas masculinos estavam fortes e passaram a nadar mais rapidamente. “Nossas descobertas mostram que a atividade física pode ser uma estratégia simples, barata e eficiente de incrementar a qualidade do esperma”, conclui o fisiologista Behzad Maleki.

Mas os pesquisadores foram além. Entre os participantes que saíram do marasmo, 66 treinaram em intensidade moderada, 62 em ritmo vigoroso e 65 de maneira intervalada – alguns minutos de canseira extrema intercalados com outros mais leves.

Embora as três modalidades tenham gerado efeitos positivos, a primeira sagrou-se campeã. “Não estamos falando de uma caminhada devagar. Porém, é uma prática condizente com iniciantes dentro do peso adequado e sem doenças associadas”, interpreta o educador físico Tony Meireles, professor da Universidade Federal de Pernambuco.

Fonte: Revista Saúde


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Disciplinar com empatia é a chave para contornar os momentos explosivos das crianças, fazendo-as ter desejo de mostrar seu melhor aos pais, segundo estudo

Ao sermos desafiados por nossos filhos é difícil não perder a cabeça e cair na tentação de responder as provocações à altura. No entanto, fazer o caminho inverso, ou seja, demonstrar uma dose extra de amor e tranquilizá-los nos momentos de fúria funciona mais do que as medidas corretivas. Foi o que demonstrou uma análise de mais de 150 estudos, que envolveu mais de 15 mil famílias de 20 países, publicada na revista Child Development.

No estudo, as respostas dos pais de crianças entre 2 a 10 anos com comportamento explosivo, foram definidas em duas categorias: o que tinham como objetivo “melhorar” o relacionamento (sendo mais sensível às necessidades da criança, por exemplo), ou “administrar” o comportamento (com disciplina por mau comportamento e/ou elogios ao comportamento positivo).

A pesquisa mostrou que quando esses dois comportamentos eram aliados, ou seja, quando os pais disciplinavam as crianças levando em conta a empatia, e respeitando as necessidades dos filhos, as crianças, especialmente as que já demonstravam sinais de explosão, tinham comportamentos melhores. O professor sênior de ciências sociais e saúde da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, G.J. Melendez-Torres, que foi co-autor do estudo, diz que “para as crianças que já desenvolveram um comportamento severamente perturbador, associar a construção de relacionamentos ao gerenciamento do comportamento é fundamental para reduzir esses problemas.”

Na prática isso significa mostrar ao seu filho que você o compreende, mas que as ações dele têm consequências, sempre se colocando em seu lugar, em vez de competir com ele, seja no tom de voz ou no nível de desgaste emocional. É como se você enxergasse o seu filho além daquela raiva ou estresse momentâneo, reduzindo assim o potencial daquele comportamento negativo.

A psicoterapeuta Mônica Pessanha, mestre em psicologia clínica pela PUC/SP, e professora de psicanalise infantil no Instituto Cinco de Desenvolvimento Humano (SP), está acostumada a lidar com esse tipo de situação e concorda com o estudo. Segundo ela, chamar a atenção da criança com amor é uma estratégia que a torna mais receptiva, já que percebe que é amada. “Por isso, quando um ‘não’ ou uma correção é feita carregada de empatia o resultado sempre será melhor, já que ela se sentirá respeitada. Consequentemente, passará a ter o desejo de sempre mostrar seu melhor para os pais”, diz.

Fonte: Revista Crescer


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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em seu site oficial um alerta sobre a inseminação artificial feita fora das clínicas e hospitais – também chamada de caseira. Essa prática diz respeito à coleta do sêmen de um doador e sua inseminação imediata na mulher receptora, usando seringa ou outros instrumentos, incluindo cateter.

“A prática é normalmente feita entre pessoas leigas e em ambientes domésticos e hotéis, ou seja, fora dos serviços de saúde e sem assistência de um profissional de saúde”, comenta a Anvisa.

O problema é que as mulheres que se submetem a esse tipo de procedimento, na tentativa de engravidar, devem ter cuidado porque existem vários riscos envolvidos nessa prática amadora. “Como são atividades feitas fora de um serviço de saúde e o sêmen utilizado não provém de um banco de espermas, as vigilâncias sanitárias e a Anvisa não têm poder de fiscalização”, alerta a agência.

O principal risco da isneminação artificial caseira é a possiblidade de transmissão de doenças graves que poderão afetar a saúde da mãe e do bebê. “Isso se dá devido à introdução no corpo da mulher de um material biológico sem triagem clínica ou social, que avalia os comportamentos de risco, viagens a áreas endêmicas e doenças pré-existentes no doador, bem como a ausência de triagem laboratorial para agentes infecciosos, como HIV, hepatites B e C, zika vírus e outros”, esclarece a Anvisa.

Além disso, a Vigilância Sanitária lembra que o uso de um instrumento como o espéculo, para abrir as paredes da vagina, e a introdução de cateteres ou outros aparelhos na região genital podem trazer riscos a mais quando feitos por um leigo.

“A contaminação por bactérias e fungos presentes no ambiente também pode ocorrer quando a manipulação do sêmen é feita em ambientes abertos”, informa o texto publicado no site da agência.

No Brasil, é proibido todo tipo de comercialização de material biológico humano de acordo com o Art. 199 da Constituição Federal de 1988. Toda doação de substâncias ou partes do corpo humanos, tais como sangue, órgãos, tecidos, assim como o esperma, deve ser realizada de forma voluntária e altruísta.

A Anvisa adverte que, apesar de ser uma escolha individual, é importante que as pessoas que estão cogitando esse tipo de procedimento para engravidar avaliem o risco e conversem com um profissional médico especializado em reprodução humana.

(com portal da Anvisa)


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Há muitos anos se pensa que as células-tronco poderão curar doenças regenerando órgãos danificados pelo Alzheimer, a diabetes ou o infarto. Por enquanto esses objetivos continuam impossíveis, mas um estudo traz agora um dos primeiros exemplos de como as células-tronco podem reverter uma doença incurável.

Nos Estados Unidos, um transplante com células-tronco embrionárias, capazes de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo, devolveu a visão a pessoas cegas. O procedimento também melhorou a vista de pacientes que tinham uma vida limitada por graves deficiências visuais. No total, foram tratados 18 pacientes que sofriam de duas doenças da retina, ambas incuráveis, e que são a causa mais comum de cegueira entre jovens e adultos nos países desenvolvidos. Uma delas, sozinha, chega a atingir cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de nem todos os pacientes terem se beneficiado do tratamento, a maioria envolvida no estudo teve sua visão melhorada – algum deles, de maneira espetacular.

“Um dos pacientes era um criador de cavalos de 75 anos, cego de um olho”, conta o diretor científico da Advanced Cell Technology (ACT), empresa norte-americana que financiou o estudo. Segundo Lanza, um mês depois do tratamento, a visão do paciente tinha melhorado tanto que ele pôde voltar a montar a cavalo e até perceber um fio de arame farpado em seu caminho e que poderia ter-lhe derrubado do animal. Tecnicamente, o olho tratado deixou de ser cego para ter uma acuidade visual de 20/40, ou seja, suficiente para a pessoa dirigir e equivalente a 50% da capacidade total normal.

“Outra de nossas pacientes acordou uma manhã e, ao abrir os olhos, viu pela primeira vez que os móveis de seu quarto eram decorados com um relevo que ela nunca tinha notado antes”, exemplifica o médico, que há décadas pesquisa esse tipo de terapia biotecnológica.

Para substituir as células perdidas, a equipe colheu células-tronco de embriões e as transformou em epitélio pigmentado da retina, o tipo de célula que estava causando os problemas de visão dos pacientes. Todos eles receberam injeções de células na retina do olho mais comprometido, enquanto o outro não foi tratado. Dos 18 pacientes testados, 10 experimentaram melhoras significativas na visão, sete melhoraram moderadamente ou mantiveram o quadro estável, e apenas um sofreu perda de visão. Os olhos não tratados não melhoraram, o que, segundo o estudo, reforça os indícios de que o transplante funciona.

Fonte: Jornal El País


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Ela e Justin Timberlake tinham programado um “sereno parto normal” quando a atriz precisou ser transferida para o hospital e passar por uma cirurgia

Muitos casais programam os menores detalhes para o nascimento dos filhos, mas, quando os planos do bebê são outros, não há muito o que fazer. Essa situação pode acabar trazendo uma sensação de impotência para os pais. Foi o caso da atriz norte-americana Jessica Biel, que precisou passar por uma cesárea de emergência para dar à luz o filho Silas.

Quase 3 anos depois, a estrela compartilhou os planos que tinha traçado junto do marido, o astro pop Justin Timberlake. “Tínhamos duas parteiras, uma doula, uma aula de meditação, uma tonelada de livros infantis hippies e uma linda casa em Hollywood Hills que havíamos transformado em uma instalação de treinamento de trabalho de parto que chamamos de O Octágono. Então, não era algo exatamente normal”, conta no livro The Nanny Connie Way: Secrets to Mastering the First Four Months of Parenthood.

Compreensivelmente, o casal ficou abalado por perder esse momento idealizado por tantos meses. “Quando todos os nossos planos desmoronaram e o sereno parto normalque planejamos acabou em uma transferência para o hospital e uma cesária de emergência, chegamos em casa exaustos, desiludidos e totalmente em choque”, conta Jess, que relata que isso se refletiu na maternidade. “Eu fiquei obcecada em dar tudo orgânico, livre de toxinas, homeopático para nosssa criança, que veio ao mundo em uma sala de cirurgia por meio de uma incisão. Eu era uma ditadora, deixando eu e meu marido malucos”.

Foi então que o casal decidiu procurar uma especialista, Connie Simpson. Babá de diversas celebridades, em 30 anos de carreira, ela já cuidou de pelo menos 250 crianças, incluindo os filhos de Emily Blunt, Broke Shields, Jessica Alba e Matt Damon. Agora, ela resolveu dividir seus truques através do livro citado anteriormente. “A babá Connie foi nossa salvação. Ela nos deu as ferramentas que precisávamos para prosperar como pais e fez isso com senso de humor”, admite Jessica Biel.

 


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Foi o que mostrou um estudo feito nos Estados Unidos, após analisarem sentimentos e hábitos de sono de mulheres ao longo do primeiro ano de vida das crianças

Por quanto tempo seu filho dormiu no mesmo quarto (ou na mesma cama) que você? Um estudo publicado em fevereiro deste ano pela revista Infant and Child Development mostrou que mães que compartilham o quarto com as crianças têm mais chances de se sentirem julgadas e deprimidas.

Para chegar à conclusão, os especialistas da Penn Satate University, nos Estados Unidos, analisaram os sentimentos e os hábitos de sono de 103 mulheres. Depois de acompanhá-las ao longo de um ano, constataram que – após seis meses – as mães que ainda dormiam no mesmo quarto ou na mesma cama de seus filhos se sentiam até 76% mais deprimidas e até 16% mais julgadas que aquelas que colocavam as crianças para passar a noite em um outro ambiente.

Apesar dos resultados, o artigo não sugere medidas radicais. Douglas Teti, um dos especialistas responsáveis pela publicação, considera que o objetivo do estudo não é julgar se o hábito é bom ou ruim, mas sim alertar sobre a importância de uma rotina de sono que seja positiva para toda a família. “Se num primeiro momento a mulher se sentir mais segura colocando o berço no seu próprio quarto, não tem problema nenhum. É imprescindível que mãe e bebê construam um vínculo, mas é preciso ter cuidado para que esse vínculo não se torne uma dependência”, disse Ângela Bley, doutora em psicologia clínica e chefe do serviço de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

Cama compartilhada

No caso das crianças que dormem na mesma cama dos pais, a atenção precisa ser ainda maior, já que esse hábito pode causar acidentes, atrapalhar o sono dos adultos e ainda prejudicar o relacionamento a dois.

Vale lembrar que há profissionais que vão por outro caminho e defendem a cama compartilhada. Estudos anteriores já mostraram que mães que dormem com seus bebês conseguem manter a amamentação por um período maior.

“Os estudos mais recentes provam que o risco só é significante em situações específicas. Ou seja, as pessoas têm direito de se organizar para dormir como acharem apropriado, sem ter de sucumbir a normas absurdas”, diz o pediatra espanhol Carlos González.

Ângela Bley também reforça que, antes pensar em formas de solucionar a questão, é preciso considerar a realidade social de cada família. No caso daquelas que não podem oferecer um quarto separado apenas para o bebê, por exemplo, existem outras maneiras de evitar que essa situação leve a problemas de autoestima. Segundo Àngela, o importante é que nesses casos tanto a mãe quanto a criança construam sua autonomia: “É como cortar o cordão umbilical: o bebê não deve ser superprotegido e a mulher precisa ter momentos do dia para se cuidar e aproveitar a própria companhia”.

Fonte: Revista Crescer

 


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Pesquisadores de todo o mundo desenvolvem estudos em busca de um tratamento para o “transtorno do espectro autista”, denominação que deriva do autismo, quadro clínico que está associado a uma falha na regulação da maturação e capacidade de diferenciação dos neurônios. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a patologia atinge 80 milhões de pessoas no mundo (2 milhões delas no Brasil), sendo maior a incidência no sexo masculino, em uma proporção de quatro meninos para uma menina.

A boa notícia é que diversos estudos clínicos têm indicado que o transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical pode trazer melhorias dos sintomas comportamentais de indivíduos com autismo. Foram monitorados itens como relacionamento com outras pessoas, retraimento social, consciência corporal, letargia, hiperatividade, irritabilidade e dificuldades de fala. Uma pesquisa com pacientes do Shandong Jiaotong Hospital e do Shandong Rehabilitation Therapy Center, na China, incluiu 37 crianças de 3 a 12 anos com autismo. Quando comparados ao grupo controle, os pacientes submetidos à terapia obtiveram melhora nos parâmetros medidos 24 semanas após a infusão de células-tronco.

Nelson Tatsui, hematologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), acredita que essa pesquisa vai abrir portas para futuros estudos sobre o autismo. “Os protocolos de tratamentos com células-tronco estão cada vez mais frequentes, pois se trata de células adultas e livres de impurezas, o que garante maior eficiência em seu uso terapêutico”, explica. Após a coleta, as células-tronco são avaliadas e armazenadas e podem ficar congeladas por tempo indeterminado sem que haja a perda de suas propriedades. O sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de diversos tipos de patologias. Dentre as principais estão a Leucemia, Talessemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo avançando, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids”, acrescenta Tatsui.

Fonte: Portal NSC Total