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O bebê é considerado recém-nascido até o 28º dia de nascimento. Neste período, é comum mães e pais ficarem preocupados com a fragilidade e saúde de seus filhos. Por isso, reunimos 17  dicas que fazem parte desta nova rotina.

  1. Quando esperamos um bebê, começamos a imaginar como ele será. As mãozinhas, os pezinhos, a cor do cabelo e, é claro, a cor dos olhos. Muito bebês costumam nascer com os olhos claros e, depois, mudam de cor.
  2. O cabelo do bebê tem a mesma função dos pelos do braço de um adulto: serve para mantê-lo aquecido, já que é o maior órgão do corpo e também o que mais dispersa calor. É por isso também que os prematuros costumam ter mais pelos no corpo. É importante, porém, saber que o cabelo do seu recém-nascido pode cair e isso é completamente normal.
  3. Quando o bebêchora ao tomar vacinas, ficamos com dó, mas é preciso ter consciência de que elas são muito importantes para evitar o desenvolvimento de doenças que podem se tornar grave.
  4. Um dos maiores dilemas para os pais de recém-nascidos têm são as cólicas. Sim, a palavra vai no plural, porque ela não acontece por um único motivo! Infelizmente, essa dor é normal e costuma ocorrer entre duas e três semanas de vida e parar por volta dos três ou quatro meses.
  5. Falando em cólica, quando o bebê começa a chorar e nada resolve, alguns pais recorrem a alguns métodos para minimizar as dores. Algo que pode resolver e ainda é gostoso de fazer, é uma massagem caseira!
  6. Cuidar do umbigo do recém-nascido é algo essencial, mas muitos pais sentem medo! O coto umbilical não é esse terror todo, não precisa ter tanto receio. Ele não dói, porque não tem nervos, é só um pedaço da pele da mãe.
  7. Um dos hábitos que as mães de recém-nascidos precisam adotar com os bebês é o famoso banho de sol. Ele é essencial para ativar a vitamina D, recebida pelo leite materno, no corpo da criança.
  8. Se você é mãe de uma menina, provavelmente já deve ter tido alguma dúvida em relação a brincos: Furar ou não a orelha do bebê? Se optar por colocar o brinco enquanto bebê, não se esqueça de limpar a orelha da criança usando cotonete e álcool 70%, sempre depois do banho, até cicatrizar. É recomendável também girar o acessório uma vez por dia e se atentar na hora de tirar e colocar a roupa, para não enroscar na peça. Caso os cuidados não sejam tomados, a orelha pode infeccionar. Ao observar qualquer um dos sintomas, não tire o brinco por conta própria. Antes disso, é melhor consultar o pediatra para que ele avalie o caso.
  9. Toda grávida já deve ter ouvido falar sobre o famoso teste do pezinho. Mas, afinal, por que ele é tão relevante? Esse exame diagnostica doenças que costumam causar consequências graves à saúde do recém nascido. “O teste é importante, porque é feito numa fase precoce, quando o bebê ainda não apresenta manifestações evidentes ao exame físico que ajudem na detecção da doença”, explica a endocrinologista, professora de medicina da USP, Tânia Sanchez Bachega.
  10. Não precisa se preocupar: a moleira não é tão frágil assim. Mesmo não sendo tão frágil quanto parece, é preciso ficar atenta às mudanças na moleira do bebê até que elas se fechem.
  11. É normal que o recém-nascido tenha gases. A frequência dos gases não é necessariamente motivo de preocupação e  um bebê agitado pode ser perfeitamente comum
  12. Seu bebê parece muito frágil, mas conforme as semanas passam ele te dará algumas dicas de que tudo está bem, como quando ele se acalma com seu toque e o som da sua voz, você troca as fraldas de 8 a 10 vezes por dia e seu filho continua ganhando peso, etc.
  13. Ainda na maternidade seu bebê passa por 5 exames tradicionais que são importantes para diagnosticar precocemente doenças que podem ser tratadas. São eles, teste do pezinho, teste da orelhinha, teste do coração, olhinho e linguinha.
  14. Você sabia que alimentar ou balançar seu bebê para dormir é uma das armadilhas que você deve evitar na hora de treinar o sono do bebê?Ele pode se acostumar e depender do hábito em todas as horas do soninho.
  15. Os bebês recém-nascidos chegam a nos deixar ansiosas. Eles são tão pequenininhos, acabaram de nascer, são frágeis e dependem de nós para tudo. Quanto mais nos sentirmos seguras, melhor. Por isso, o cueiro pode ajudar bastante na hora de colocar para dormir os bebês mais agitados. Além de deixar o corpinho seguro, controla a ansiedade, porque embrulha como um abraço de mãe.
  16. O choro começa desde o nascimento do bebê e costuma fazer parte do dia a dia do bebê por muito tempo. Com o passar dos dias você vai conhecendo mais o bebê e ele também vai se acostumando mais com os adultos que o cercam. Durante essa fase, preste atenção nos gestos, posições, músicas que ele gosta e mais se acalma.
  17. “Os 10 primeiros dias são dias de caos! Não tem regras, tudo que facilitar a vida dos pais é permitido. É a fase da livre demanda na qual o bebê mama quando quiser e dorme quando quiser”, diz Stéphanie Sapin-Lignières, que escreveu um manual para os pais cuidarem do bebê no primeiro ano de vida.

Fonte: Portal Pais e Filhos

 


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No Brasil cerca de 15 mil pessoas morrem por ano em decorrência da doença 

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) lançou em novembro sua campanha global para a mobilização da sociedade em torno do Dia Mundial contra a AIDS, celebrado a cada 1º de dezembro. A campanha este ano “Minha saúde, meu direito” busca explorar os desafios que as pessoas em todo o mundo enfrentam no exercício de seus direitos à saúde e no combate ao preconceito.

Segundo Michel Sidibé, diretor executivo da UNAIDS, “todas as pessoas, independentemente de idade, gênero, de onde vivem ou de quem amam têm direito à saúde. Não importa quais são suas necessidades de saúde, todos precisam de soluções de saúde disponíveis e acessíveis, de boa qualidade e sem discriminação”.

O direito à saúde está consagrado no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966, o que inclui o direito de todos à prevenção e ao tratamento da saúde debilitada, à tomada de decisões sobre a própria saúde e ao tratamento com respeito e dignidade.

Por isso, a campanha deste ano alerta que todos nós temos o direito à saúde destacando a importância de se acabar com as desigualdades.

Os materiais produzidos para a campanha incluem sugestões de tweets, cartazes e cards para redes sociais.

No Brasil, números preocupantes

O número de contaminação do vírus HIV entre adultos tem aumentado. Essa constatação da Unaids foi divulgada recentemente, alertando que a prevenção à Aids precisa urgentemente ser mais eficaz.

O Brasil foi pioneiro na década de 1990 no fornecimento de tratamento gratuito para pessoas com HIV, tendo se tornado, por isso, referência mundial. Por causa dessa política de acesso universal ao tratamento, o país viu uma queda acentuada na taxa de mortalidade associada à Aids, devido à abrangente cobertura de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de média e baixa renda: mais da metade (64%) dos brasileiros que tem o HIV recebe TARV, enquanto a média global em 2015 foi de 46%, segundo dados da revista Veja.

Entretanto, dados da Unaids  indicam um aumento no número de casos de Aids no Brasil. Os registros de 2010 apontavam aproximadamente 43 mil novos casos da doença, enquanto em 2015 o número subiu para 44 mil.  Além disso, o problema continua. Entre 2010 e 2015, a população infectada também aumentou: de 700 mil para 830 mil pessoas – um aumento de 18%. No país, anualmente cerca de 15 mil pessoas morrem em decorrência da doença.

Os jovens brasileiros são os que mais se infectam com o vírus HIV, parcela da população que ainda não era nascida quando o Brasil se tornou modelo no combate à Aids. Outros casos de doenças sexualmente transmissíveis também têm aumentando entre os mais jovens, como sífilis e gonorreia.

Fonte: Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids)


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Em estudo feito pela Unicamp, sobre obesidade, foi constatado que danos no cérebro podem fazer a pessoa ganhar peso
A ciência tem conhecimento que o intestino de um obeso absorve os alimentos de forma diferente, acumulando mais calorias. Mas antes desse processo existe um dano no cérebro. A pesquisa comprovou que o excesso de gordura saturada, encontrada principalmente na carne, provoca a morte de neurônios responsáveis pela saciedade. É como se os sensores de limite, parassem de funcionar.
A pesquisa da Unicamp concluiu que o consumo de gordura saturada em excesso provoca inflamações na região do cérebro, conhecida como hipotálamo, onde estão os neurônios que regulam a fome.
“Os neurônios são células muito sensíveis, então se elas ficam expostas a esse ambiente inflamatório por muito tempo, em um primeiro momento, elas passam a não funcionar muito bem. Mas se isso persistir por muito tempo elas acabam morrendo”, explicou o orientador da pesquisa, Lício Augusto Velloso, que contou com a parceria da Universidade de Cambridge.
De acordo com Velloso, seriam necessários dois ou três anos, com uma alimentação muito ruim, muito rica em gordura saturada para que finalmente tenha um dano irreversível no hipotálamo e esses danos podem ocorrer ainda na infância e adolescência. Após a análise em camundongos, a pesquisadora Daniela Razolli foi até a Inglaterra produzir neurônios humanos a partir de células-tronco.
“São células-tronco provenientes de pele humana. Elas são transformadas em neurônios do tipo que controlam a fome e o gasto energético. Tratamos esses neurônios com gorduras, com ácidos graxos e então analisamos os efeitos que essas gorduras têm em neurônios humanos”, explicou Daniela.
A partir da descoberta, novas pesquisas podem apontar caminhos para repovoar o cérebro com os neurônios da saciedade, através de medicamentos ou células-tronco.

 

Fonte: Portal O Globo


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Segundo a Fundação Pró-Sangue, uma bolsa pode salvar 4 vidas

Doar sangue não faz parte da cultura brasileira e esse pode ser um dos principais motivos para os baixos estoques do País. A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que de 3% a 5% da população seja doadora, mas no Brasil, a porcentagem é de apenas 1,8%. No último sábado (25/11), foi celebrado o Dia Nacional da Doação de Sangue, com o objetivo de conscientizar a população sobre o gesto que pode salvar quatro vidas com apenas uma bolsa, segundo a diretora da Fundação Pró-Sangue, Susana Lambert.

Em São Paulo, a taxa é de 2,3%, considerando a alta complexidade no sistema de saúde do Estado, pois o consumo é alto. Ainda de acordo com a Fundação, se alcançássemos a porcentagem da OMS, o problema estaria resolvido.

O primeiro motivo para a baixa porcentagem é a falta de histórico de doação. “Em alguns países que passaram por guerras, por exemplo, a população foi sensibilizada e, em algum momento, foi convocada a doar sangue para os demais. Sistematicamente, transfere-se essa cultura”, explica Susana.

O brasileiro também não associa a doação de sangue com o sistema de saúde. Ele não sabe que uma cirurgia cardíaca ou de próteses, como exemplos, podem precisar de bolsas reservas de sangue. Imagina uma pessoa na espera por uma cirurgia eletiva — que não é urgente — descobrir que o procedimento foi adiado porque não tem sangue, sendo que já é tão difícil conseguir cirurgias pelo sistema público de saúde.

Segundo Susana, geralmente, as pessoas ouvem falar em doação de sangue quando algum familiar ou amigo está internado. “Não ouvimos isso nas escolas. A doação de sangue tem que entrar no nosso cotidiano como um hábito”.

Mitos atrapalham

Alguns mitos atrapalham ainda mais esse quadro. Os mais famosos são: que doar sangue engorda, se doar uma vez vai ter que doar sempre ou que vai ficar com anemia. Veja mais mitos desmistificados abaixo:

– O doador não perde nem ganha peso

– O doador não corre risco de contrair doenças

– Mulheres podem doar mesmo no período menstrual

– O sangue não engrossa nem afina

– A retirada do sangue demora apenas entre cinco e oito minutos

– Doar sangue não vicia

– Homens repõem ferro em oito semanas e podem doar a cada 60 dias

– Mulheres levam 12 semanas para repor ferro e só podem doar a cada 90 dias

Ainda segundo a especialista, outras pessoas também fogem da doação por medo de agulha. “Por isso, é importante divulgar informações para conscientizar a população de que existe uma pessoa na outra ponta que precisa de sangue”.

“Uma bolsa de sangue pode ajudar pelo menos quatro vidas porque separamos os componentes deste sangue para doar apenas o que o paciente precisa, seja hemácia, plaqueta etc. E não há nada que substitua o sangue, não existe medicamento ou qualquer outro produto que possa ser colocado no lugar”, disse Susana, diretora da Fundação Pró-Sangue.

Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS)

Fundação Pró-Sangue


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Muitos futuros papais tem essa dúvida. Faz diferença coletar as células-tronco após a cesárea ou o parto normal? A medicina confirma que não há diferença e o processo de coleta é viável em ambos os casos.

O tipo de parto é uma importante escolha dos pais e os dois tem prós e contras, mas independente qual for o escolhido, a coleta de sangue e do tecido do cordão umbilical pode ser feita normalmente.

Caso o parto ocorra de maneira inesperada, a coleta ainda será possível. O importante é que a empresa contratada seja informada imediatamente e que o médico que está realizando o parto tenha conhecimento da escolha que os futuros papais fizeram. Portanto é importante planejar-se e contatar a empresa com antecedência.

O cordão umbilical é muito rico em células-tronco em sua fase mais primitiva, quando há maior potencial de formação de outros tipos celulares e, consequentemente, diversas opções de terapias.

As células-tronco encontradas no sangue e no tecido do cordão umbilical apresentam menos chances de terem sido contaminadas por exposição a vírus e bactérias.  Comprovado cientificamente, as células-tronco do sangue de cordão são utilizadas para tratamento de diversas doenças como, leucemia, anemia, paralisia cerebral e perda de audição.

Já as células-tronco encontradas no tecido do cordão são usadas para tratamento terapêutico de doenças como, diabetes (tipo I e II), Alzheimer e doenças cardíacas.

Em caso de dúvidas, a Criogênesis está disponível pelo telefone (24 horas) 0800-773-2166 e fica à rua Rua Luisiânia, 147, Brooklin.

Fonte: Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo)


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Os pais de Louise tentavam ter um bebê há 9 anos

Há quase quatro décadas nascia, em Oldham — uma cidadezinha do interior da Inglaterra —, o primeiro bebê de proveta do mundo. Em 25 de julho de 1978, Louise Joy Brown nasceu e foi recebida com grande felicidade por seus pais, Lesley e John Brown, que tentavam ter um bebê há mais de 9 anos.

Atualmente os tratamentos para engravidar e as técnicas de fertilização são conhecidas, porém, quando Louise Brown nasceu, a notícia de que ela era um bebê fertilizado in vitro revolucionou a medicina e a vida de quem há muito tentava ter um filho.

O sonho do casal Lesley e John Brown era conseguir ter um filho, mas a mãe, com 29 anos na época, possuía uma obstrução tubária que impedia que seus óvulos encontrassem os espermatozoides do seu marido.

Devido a tantas tentativas frustradas, o casal decidiu conversar com o embriologista Robert Edwards e o ginecologista Patrick Steptoe, pesquisadores que estavam desenvolvendo um novo método de fertilização.

Para o casal essa era a última tentativa para conseguir engravidar, e mesmo sem entender perfeitamente a técnica inovadora e sem qualquer histórico de sucesso do método, decidiram aproveitar a oportunidade.

Não foi fácil e nem rápido, pois diversas tentativas de vingar o embrião foram mal sucedidas. Porém, depois de 50 tentativas falhas, enfim no mês de dezembro de 1977, Lesley estava grávida de Louise.

Embora a novidade tenha sido uma feliz notícia para o casal e também um grande passo científico para a medicina por meio das mãos de Robert Edwards e Patrick Steptoe, nem todos viram com bons olhos a nova técnica. Os pesquisadores foram alvos de críticas e os pais de Louise estavam na mira da mídia e de curiosos.

O nascimento de Louise causou grande alvoroço e diversas manchetes foram veiculadas em jornais impressos e telejornais de todo o mundo. Os questionamentos giravam em torno da ética e também do cunho legal da técnica de fertilização in vitro utilizada pelos pesquisadores. Ao mesmo tempo, era questionado se os bebês nascidos por meio dessa técnica poderiam ser saudáveis e questionava-se se os bebês do sexo feminino poderiam gerar uma nova vida por meio dos métodos naturais. E o tempo foi o responsável por responder a essa pergunta.

Em 2006, no mês de dezembro, Louise Brown deu à luz o seu primeiro filho, concebido por vias naturais. Porém, ela não foi a pioneira nisso, porque antes dela, em 1999, sua irmã Natalie, também fertilizada in vitro, teve seu primeiro filho por vias naturais, o que acabou com as dúvidas sobre a reprodução dos bebês gerados por essa técnica.

Fonte: Portal Pró Criar


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Na última quarta-feira (15) aconteceu o Dia Mundial do Sangue de Cordão Umbilical 
Você tem conhecimento da importância do sangue de cordão umbilical? Sabe quantas doenças podem ser tratadas por conta dele? Pensando nisso, no dia 15 de novembro foi criado o Dia Mundial de Sangue do Cordão Umbilical com o intuito de conscientizar a população sobre os benefícios do armazenamento do material, que é rico em células-tronco, e na sua quase totalidade é descartado no momento do parto.
No Brasil, assim como em todo o mundo, centros de pesquisa desenvolvem constantemente estudos sobre células-tronco. Para o médico hematologista da Criogênesis, Dr. Nelson Tatsui, a terapia celular é uma realidade e tem um futuro promissor: “em 1988, o professor Hal Broxmeyer fez o primeiro transplante usando o sangue de cordão umbilical e provou, já naquele ano, que pode ser usado com segurança em doenças oncohematológicas. Nos últimos anos, o campo da medicina regenerativa tem crescido de forma importante. Em virtude da falta de doador compatível, é imprescindível que a mãe considere a coleta de sangue de cordão umbilical para doação ou para guardar para própria família”, alerta o especialista.

Apesar do tema ser recorrente, muitos questionamentos ainda surgem. Abaixo, Dr. Nelson esclarece as principais dúvidas que cercam o assunto.

 Quais doenças podem ser tratadas com o sangue do cordão umbilical?
Segundo a Fundação Parent’s Guide to Cord Blood, o sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de 80 tipos de doenças. Dentre as principais estão a Leucemia, Talessemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo avançando, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids.
  Quanto tempo o cordão pode ficar congelado?
Não há tempo máximo definido pela literatura. Há relatos que indicam unidades congeladas há aproximadamente 25 anos, que ainda demonstram viabilidade celular adequada.
 Como sei que meu cordão continua viável durante o armazenamento?
Há criopreservadas amostras de sangue de cordão umbilical,que foram estocadas no mesmo ambiente físico (temperatura, umidade e pressão atmosférica) que as amostras de nossos clientes. Anualmente as amostras são descongeladas e avaliadas quanto a viabilidade celular.
 Como os pacientes receberão as células-tronco?
Após o tratamento quimioterápico e/ou radioterápico ou no preparo do paciente para o transplante, o sangue de cordão umbilical é descongelado e infundido na veia como se fosse uma transfusão de sangue.


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Doença pode ser tratada com células-tronco

  1. O que é Lúpus?

Trata-se de uma doença inflamatória crônica de origem autoimune – isto é, ocorre uma produção excessiva de anticorpos contra as próprias células do organismo ou contra proteínas existentes no núcleo celular. Há dois tipos principais: o lúpus cutâneo, que se restringe à pele, e o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que também atinge outros órgãos.

  1. É uma doença rara?

Pesquisas apontam que a prevalência do lúpus varia entre 1 a cada 2 mil pessoas e 1 a cada 10 mil. Não há estudos epidemiológicos feitos no Brasil, mas especialistas acreditam que os números sejam os mesmos de outros países.

  1. O lúpus atinge mais o sexo masculino ou feminino?

“90% dos casos são em mulheres, principalmente naquelas entre 15 e 45 anos de idade”, informa a médica Emilia Inoue Sato, professora titular de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isso porque é nessa faixa etária que os hormônios estão mais atuantes. E, nesse caso, o estrógeno chama a atenção. “Ele é um facilitador de linfócitos, células produtoras de anticorpos”, explica a reumatologista.

  1. O que pode desencadear o lúpus?

Fatores genéticos, hormonais e também ambientais – a exposição ao sol, por exemplo, é um deles. “É que a luz ultravioleta pode ativar o lúpus”, conta Emilia. Além disso, outros elementos podem servir de pontapé para o aparecimento do problema, como infecções virais e até medicamentos.

  1. Quais são os sintomas?

Nem todas as pessoas manifestam o lúpus da mesma maneira, pois os sintomas variam de acordo com a fase em que a enfermidade se encontra (atividade ou remissão) e o local onde ocorre a inflamação. Mas é comum que pacientes com LES apresentem cansaço, desânimo, febre e perda de peso nos períodos em que a doença está ativa. Além disso, são comuns:

  • Dor e inchaço nas articulações (principalmente nas mãos);
  • Manchas vermelhas na pele, em especial nas maçãs do rosto e que pioram ao tomar sol;
  • Inchaço ou dificuldade para urinar devido à inflamação nos rins;
  • Dores no peito ou para respirar decorrentes de inflamações nas membranas que recobrem os pulmões e o coração;
  • Problemas neurológicos, como convulsão e psicose -, em virtude de comprometimento do sistema nervoso central.
  1. Como é feito o diagnóstico?

A identificação do lúpus é baseada em manifestações clínicas e alterações notadas em testes laboratoriais, principalmente os de sangue. Não há um exame que tenha alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico do LES.

  1. Existe um tratamento?

Por ser uma doença crônica, o lúpus não tem cura. No entanto, é possível controlá-lo não só com medicamentos, mas também com a adoção de certos hábitos. “Entre eles, evitar exposição ao sol, prevenir-se de infecções e praticar atividade física nas fases em que a doença não estiver ativa”, recomenda a reumatologista Lilian Tereza Lavras Costallat, professora titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

Quanto aos remédios usados no tratamento, os pacientes devem tomar hidroxicloroquina, substância que previne a doença de entrar em atividade. Já os corticoesteroides são indicados para a fase inflamatória aguda do lúpus. Se mesmo assim não houver controle, a indicação é associar outro medicamento que ajude a atenuar o processo inflamatório ou a reduzir a resposta imunológica do organismo. “Mas o tratamento depende muito das manifestações que o paciente apresenta”, pondera Lilian Costallat.

Se afetar o rim, por exemplo, é possível que a pessoa tenha de passar por um transplante. Foi o que aconteceu com a cantora americana Selena Gomez, para citar um caso famoso.

  1. A pessoa com lúpus precisa de cuidados especiais?

Sim. Entre eles estão evitar exposição ao sol; parar de fumar, já que o cigarro reduz a ação da hidroxicloroquina; fazer exercícios; adotar uma dieta rica em cálcio para prevenir a osteoporose, associada ao uso de corticoesteroides; e não consumir alimentos ricos em gordura e açúcar, afastando, assim, os picos de colesterol e triglicérides e o risco de aumento da glicemia, também ligado a esses medicamentos.

  1. A mulher com lúpus pode ter filhos?

Sim, desde que a doença esteja controlada por, no mínimo, seis meses e a paciente não faça uso de medicamentos que possam fazer mal ao feto. Mesmo assim, a gravidez precisa de cuidados e acompanhamento médico mais rigorosos. “Pessoas que ficaram com disfunções importantes em órgãos como rim, coração ou pulmão não devem engravidar”, alerta Emilia Inoue Sato.

Fonte: Portal Saúde


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Saiba a diferença entre o aumento da próstata e o câncer

Neste mês de “Novembro Azul”, dedicado ao combate do câncer de próstata, discute-se bastante o número de mortes registradas por conta da doença. Para evitá-la, os homens a partir dos 45 anos devem ir ao médico regularmente e é importante alertar a população sobre a diferença entre o aumento da próstata e o câncer. Segundo o médico urologista Diego Miranda, as pessoas costumam fazer confusão. “É muito comum o aumento benigno da próstata, que não é o câncer, e acontece quando a glândula aumenta e fecha o canal urinário. Já o câncer de próstata surge nas extremidades, sem relação com o canal urinário”, explicou.

No estágio inicial o paciente não tem sintomas, por isso é importante ir ao médico com frequência, pois somente através de exames é que a doença pode ser detectada. A dificuldade dos homens está na necessidade do exame de toque retal, que é a única forma de sentir o nódulo. Segundo o médico, muitos pacientes chegam ao consultório com certo receio de serem tocados, e muitas vezes terminam a consulta sem realizar o exame.

De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha “Novembro Azul” incentiva os homens a procurarem os médicos urologistas e quanto antes saberem o diagnóstico positivo, há mais chances de cura.

O que é a próstata

A próstata é uma pequena glândula localizada entre a bexiga e a pélvis do homem, responsável por produzir parte do líquido que forma o esperma, também ajuda a alimentar e proteger os espermatozoides.

Fonte: Estadão


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12 crianças, todas com menos de dois anos e com catarata desde que nasceram, tiveram a vista recuperada após uma terapia radical utilizando o transplante de células tronco. A pesquisa em bebês e crianças foi aprovada após os testes em animais constatarem que a terapia deveria funcionar e produzir melhores resultados do que a cirurgia convencional.

“A lente regenerou-se muito bem. Restauramos a função visual e isso implica que uma lente clara pode ser recuperada”, disse Kang Zhag, líder do estudo no Shiley Eye Institute, da Universidade da Califórnia, em San Diego.

Após as cirurgias, as crianças receberam acompanhamento médico para analisar a recuperação e a possibilidade de serem desenvolvidas novas cataratas. Na pesquisa, os cirurgiões fizeram incisões superiores a 1,5mm em ambos os olhos e removeram as lentes nebulosas. As incisões curaram em um mês e, dentro de três meses, todas as crianças tinham lentes de trabalho vermelhas. Comparadas com 25 crianças que tiveram cirurgia convencional, a crianças da pesquisa apresentaram lentes mais claras, menos inflamação e cicatrização mais rápida.

A pesquisa foi aplaudida por especialistas no campo como, Dusko Ilic, cientista de células-tronco do King’s College London, chamando o trabalho de “uma das melhores conquistas no campo da medicina regenerativa”.

O pesquisador Graham McGeown da Queen’s University, em Belfast, disse que o trabalho foi uma “prova” clara para um novo e importante tratamento para as cataratas em crianças. “Esta nova abordagem reduziu drasticamente o risco de efeitos colaterais prejudiciais à visão quando comparado com o atual tratamento de melhores práticas, que envolve uma cirurgia mais destrutiva seguida de implantação de uma lente artificial”, disse ele.

Fonte: The Guardian Journal