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Um estudo liderado por cientistas da Universidade de Monash mostrou que uma nova terapia desenvolvida através da tecnologia de células-tronco é promissora como um tratamento para a asma crônica.

Os cientistas observaram que na indução de células-tronco mesenquimais (MSCs) pluripotentes  podem ser geradas diretamente células adultas, pois elas têm a capacidade de serem diferenciadas em uma variedade de tipos de tecido e, neste caso, as mesenquimais podem regenerar o tecido pulmonar danificado.

A pesquisa testou a eficácia das células-tronco em três componentes chave da asma crônica: inflamação, remodelamento das vias aéreas (mudanças estruturais que ocorrem nos pulmões como resultado de inflamação prolongada) e hiperatividade das vias aéreas (o sintoma clínico da asma).

O estudo, publicado no FASEB Journal , descobriu que as células podem efetivamente reduzir a inflamação, reverter sinais de remodelação das vias aéreas e fibrose respiratória e afirmou que eles podem fornecer uma nova terapia autônoma ou uma terapia adjuvante para grupos de pacientes com asma que não respondem à terapia atual (corticosteróide).

“Mais importante ainda, o que encontramos foi que é possível tratar a fibrose (endurecimento ou cicatrização do pulmão) de forma muito eficaz”, disse o professor associado Samuel, que dirige o Laboratório de Fibrose de Monash BDI.

De acordo com a pesquisa, 2,5 milhões de australianos têm asma.

Fonte – Science Daily


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Uma equipe de pesquisadores liderada por Cedars-Sinai, conseguiu reparar fraturas severas em membros de animais de laboratório com uma técnica inovadora que sugere ossos para regenerar seu próprio tecido. Se for considerado seguro e eficaz em seres humanos, o método pioneiro em combinar ecografia, células-tronco e terapias genéticas, poderá eventualmente substituir o enxerto como forma de consertar ossos severamente quebrados.

“Estamos combinando uma abordagem de engenharia com uma abordagem biológica para avançar engenharia regenerativa, que acreditamos ser o futuro da medicina”, disse Dan Gazit, PhD, DMD e co-diretor do Programa de Regeneração Esquelética e Terapia de Têmulas. A pesquisa foi publicada na revista Science Translational Medicine.

Os pesquisadores construíram uma matriz de colágeno, uma proteína que o corpo usa para construir ossos, e implantou-a no espaço entre os dois lados de um osso fraturado na perna dos animais. Esta matriz recrutou as próprias células-tronco da perna fraturada no espaço durante um período de duas semanas. Para iniciar o processo de reparo ósseo, a equipe entregou um gene que induziu os ossos diretamente nas células-tronco, usando um pulso ultra-sônico e microbolhas que facilitaram a entrada do gene nas células.

Oito semanas após a cirurgia, o fosso ósseo foi fechado e a fratura da perna foi curada em todos os animais de laboratório que receberam o tratamento. Os testes mostraram que o osso crescido na lacuna era tão forte como o produzido por enxertos ósseos cirúrgicos. 

Fonte – Portal Science Daily


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Os resultados de uma tentativa clínica para lesão cerebral traumática (TBI) usando as células-tronco do próprio paciente mostrou que a terapia parece diminuir a resposta neuroinflamatória do corpo ao trauma e preservar o tecido cerebral, de acordo com pesquisadores da University of Texas Health Science Center at Houston (UTHealth). Os resultados foram publicados no site da STEM CELLS.

Os dados derivados desta tentativa vão além de apenas testar a segurança desta abordagem “, disse Charles S. Cox Jr., M.D., principal investigador, professor do Department of Pediatric Surgery e co-diretor do Memorial Hermann Red Duke Trauma Institute.

O novo estudo mostra que a terapia com células-tronco autólogas após o TBI é segura e reduz os requisitos de intensidade terapêutica dos cuidados neurocríticos. A teoria é de que as células-tronco no cérebro aliviam as inflamações do corpo geradas como resposta do trauma.

A pesquisa foi feita com 25 pacientes e a colheita da medula óssea, o processamento celular e a reinfusão ocorreram dentro de 48 horas após a lesão. O processamento celular foi feito no Laboratório de Investigação Terapêutica de Células-Tronco de Evelyn H. Griffin na McGovern Medical School.

Resultados funcionais e neurocognitivos foram medidos e correlacionados com dados prognosticados, incluindo ressonância magnética (RM) e tensor de difusão da matéria branca do cérebro.

Fonte: IPCT (Instituto de Pesquisa com Células-tronco)

Terapia com células-tronco parece ter efeito na lesão cerebral traumática


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diabetes_lowA primeira descrição do diabetes melitus está no papiro Ebers, descoberto pelo alemão Gerg Ebers em 1872, no Egito, provavelmente compilado em torno de 1500 aC. É a primeira descrição de uma doença que se caracterizava por urina abundante. Acredite se quiser, mas até o século XX, um dos tratamentos difundidos era a reposição maciça do açúcar perdido na urina por meio da compensação da ingesta forçada de nutrientes e açúcar. Foram necessários mais de 3500 anos de história para que, somente no início do século XX, os pesquisadores Frederick Banting, JJR MacLeod, Charles Best e JB Collip mudassem a qualidade de vida dos pacientes com esta enfermidade secular após a descoberta da insulina.

Há cem anos, houve uma grande euforia com a descoberta da insulina, contudo, a cura do diabetes ainda está por vir, seja pela melhora constante do seu controle ou pela tão almejada área da medicina denominada “terapia celular com células-tronco”. Neste caso, há um crescente desenvolvimento de protocolos clínicos mostrando uma resposta favorável dos pacientes com diabetes melitus recebendo a própria célula-tronco, ou por meio de um preparo imunossupressor tal como realizado no campo do transplante de medula-óssea¹ ou pela simples transfusão ou infusão das células². É muito interessante ressaltar que, independentemente do modelo de utilização da célula-tronco, há uma tendência mundial de utilização da célula autóloga, ou seja, do próprio paciente.

O fato é que o ser humano contém dezenas de milhares de diferentes proteínas, gorduras, açúcares e outros compostos interagindo de maneira extraordinariamente complexa. Essa complexidade torna desafiadoras as pesquisa clínicas que buscam comprovar o real benefício da terapia celular. Por enquanto, as principais agências de saúde do mundo (FDA/EUA, ANVISA/BR) pedem cautela aos pacientes, apesar de compreenderem que os resultados iniciais são otimistas.

Acreditamos que a pesquisa clínica é o principal caminho, se não o único, para assegurar segurança e eficácia no tratamento dos pacientes com diabetes.

Fontes:

1.  link acessado em 12/06/2017: http://www.diabetes.co.uk/news/2017/mar/stem-cell-transplant-findings-could-lead-to-personalised-type-1-diabetes-treatments-94434380.html

2.  link acessado em 12/06/2017: http://www.diabetes.co.uk/news/2017/jan/australian-toddler-infused-with-umbilical-cord-blood-to-prevent-onset-of-type-1-diabetes-99422233.html


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Durante toda a história da humanidade, no momento em que o bebê nascia seu cordão umbilical era cortado e jogado no lixo. Fazer isso hoje em dia é quase que cometer um crime. Com o avanço da ciência está comprovado que o armazenamento deste pequeno pedaço do corpo que liga o feto a mãe pode evitar doenças e salvar vidas no futuro.

O congelamento do cordão é tão importante porque em seu sangue estão localizadas células-tronco, consideradas muito especiais. Elas surgem no ser humano, ainda na fase embrionária. Após o nascimento, alguns órgãos mantêm dentro de si uma pequena porção delas, que são responsáveis pela renovação constante desse órgão específico. Essas células têm duas características distintas: elas conseguem se reproduzir, duplicando-se, gerando duas células com iguais características e conseguem diferenciar-se, ou seja, transformar-se em diversas outras células de seus respectivos tecidos e órgãos. E por isso elas podem ser usadas na cura da leucemia, no transplante de medula, por exemplo.

Atualmente existem duas maneiras para não descartar o cordão da criança. No Brasil, ou os pais doam para o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário- BSCUP, que é público, criado pelo INCA em 2001, ou eles armazenam em bancos privados. Porém não é tão fácil assim optar por uma dessas possibilidades. Cada uma tem seus prós e contras. E por detrás da novidade que mais parece filme de ficção científica, surgem divergências e discussões políticas homéricas por parte do governo, cientistas, médicos e laboratórios.

Para o Ministério da Saúde, por exemplo, guardar o cordão da criança para a própria criança num banco particular pode ser inútil. Em primeiro lugar porque se a criança tem uma doença no gene, em sua célula-tronco provavelmente ela também terá e em segundo é possível encontrar doadores compatíveis no resto do país. Porém, por outro lado, o hematologista Nelson Tatsui, pesquisador das células e diretor técnico da Clínica Criogênesis explica que a maioria das doenças é desenvolvida por critérios ambientais e mesmo que tenha um defeito de gene, no futuro a célula poderá ser manipulada, inclusive já há registro de um transplante com alteração do gene.

“Além disso, os pais guardam o cordão para toda a família. É a possibilidade única de se ter uma célula-tronco compatível com a de um irmão. Apenas 30% das famílias que buscam a compatibilidade em bancos públicos conseguem encontrar. É sabido hoje em dia que a célula- tronco de um irmão é melhor do que a de uma pessoa desconhecida. O fator torna o transplante mais seguro.”

O grande problema de armazenar o cordão num banco particular é o custo. Ainda é um serviço muito caro que pouquíssimas pessoas podem pagar. Para guardá-lo, os pais desembolsam cerca de R$ 4,000 e a partir do segundo ano devem pagar uma taxa anual de mais ou menos R$570,00 para mantê-lo em conservação. Esse preço varia dependendo da clínica. Segundo doutor Nelson, faz dois anos que o preço não aumenta e ele tende a cair com as novidades tecnológicas.

O laboratório da clínica Criogênesis, por exemplo, congela o cordão em mais ou menos 190º negativos dentro de uma caixa metálica. Ele fica guardado em nitrogênio e é identificado por um código de barra memorizado no sistema da clínica. Mesmo em caso de incêndio, ele é conservado e nao existe nenhuma possibilidade de perda.

Para quem ainda não tem condição de pagar pelo serviço, é importante doar o cordão umbilical para o banco do INCA, pois ele servirá de estudo e pode salvar outras vidas no resto do país.

https://www.guiadasemana.com.br/filhos/noticia/doar-ou-armazenar-o-cordao-do-seu-filho



Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estimam que, entre 2016 e 2017, vão ocorrer, por ano, cerca de 12,6 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), o diagnóstico precoce e tratamento rápido elevam a taxa de cura do câncer infantil em torno de 50%.

Diante deste cenário, um dos caminhos promissores para o encontro da cura da doença tem sido o congelamento das células-tronco, que podem ser usadas para reparar tecidos tratando enfermidades como o câncer (leucemias, linfomas) e algumas doenças imunológicas, como explica Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP: “as células-tronco são usadas para recuperar o sistema hematopoiético (sistema que produz as células sanguíneas) de pacientes submetidos à quimioterapia ou à radioterapia. Nessas situações, a infusão é vital, uma vez que esses tratamentos também destroem o tecido que produz sangue (células-tronco) do paciente”.

Para Tatsui, ter as células-tronco armazenadas é uma forma de prevenção. Além disso, nos casos de família com histórico de doenças graves, sobretudo câncer, é recomendável fazer o congelamento.

“É importante destacar que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento e diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante”, esclarece.

COLETA E ARMAZENAMENTO

Após a separação do bebê da mãe, a coleta ocorre de forma rápida. Por meio de uma punção na veia umbilical é feito a drenagem do sangue e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Todo o processo de coleta deve ser concretizado com cuidados de esterilidade. O tempo de transporte entre a coleta e o processamento deve ser no máximo de 48 horas. “O procedimento de coleta é totalmente seguro, pois o sangue é retirado da placenta e cordão umbilical após a separação do bebê e da mãe, durante o parto”, esclarece o especialista.

No Brasil, quem opta por armazenar o material em um Banco Público está doando sangue do cordão umbilical. Este material poderá ser utilizado por qualquer pessoa que necessitar. A doação corre sob sigilo e a família não poderá reivindicar a qualquer tempo o próprio sangue de cordão doado. No caso do Banco Privado, somente a família terá acesso às células-tronco congeladas. “Armazenar no Banco Privado é como ter um seguro biológico da sua família. Este procedimento é pago e custa, inicialmente, cerca de R$ 3 mil. Anualmente, também é cobrada uma taxa de manutenção da estocagem, que gira em torno de R$ 600,00. Obviamente, estes valores podem variar entre os bancos privados e aumentar devido aos custos relacionados a transporte”, finaliza o especialista.



Material pode recuperar as células sanguíneas de pacientes submetidos à quimioterapia ou radioterapia.

Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estimam que, entre 2016 e 2017, vão ocorrer, por ano, cerca de 12,6 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), o diagnóstico precoce e tratamento rápido elevam a taxa de cura do câncer infantil em torno de 50%.

Diante deste cenário, um dos caminhos promissores para o encontro da cura da doença tem sido o congelamento das células-tronco, que podem ser usadas para reparar tecidos tratando enfermidades como o câncer (leucemias, linfomas) e algumas doenças imunológicas, como explica Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP: “as células-tronco são usadas para recuperar o sistema hematopoiético (sistema que produz as células sanguíneas) de pacientes submetidos à quimioterapia ou à radioterapia. Nessas situações, a infusão é vital, uma vez que esses tratamentos também destroem o tecido que produz sangue (células-tronco) do paciente”.

Para Tatsui, ter as células-tronco armazenadas é uma forma de prevenção. Além disso, nos casos de família com histórico de doenças graves, sobretudo câncer, é recomendável fazer o congelamento. “É importante destacar que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento e diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante”, esclarece.

COLETA E ARMAZENAMENTO – Após a separação do bebê da mãe, a coleta ocorre de forma rápida. Por meio de uma punção na veia umbilical é feito a drenagem do sangue e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Todo o processo de coleta deve ser concretizado com cuidados de esterilidade. O tempo de transporte entre a coleta e o processamento deve ser no máximo de 48 horas. “O procedimento de coleta é totalmente seguro, pois o sangue é retirado da placenta e cordão umbilical após a separação do bebê e da mãe, durante o parto”, esclarece o especialista.

No Brasil, quem opta por armazenar o material em um Banco Público está doando sangue do cordão umbilical. Este material poderá ser utilizado por qualquer pessoa que necessitar. A doação corre sob sigilo e a família não poderá reivindicar a qualquer tempo o próprio sangue de cordão doado. No caso do Banco Privado, somente a família terá acesso às células-tronco congeladas. “Armazenar no Banco Privado é como ter um seguro biológico da sua família. Este procedimento é pago e custa, inicialmente, cerca de R$ 3 mil. Anualmente, também é cobrada uma taxa de manutenção da estocagem, que gira em torno de R$ 600,00. Obviamente, estes valores podem variar entre os bancos privados e aumentar devido aos custos relacionados a transporte”, finaliza o especialista.



A IMPORTÂNCIA DE REALIZAR O PROCEDIMENTO

Rico em células-tronco, o sangue do cordão umbilical pode ser usado no tratamento de doenças graves

Nos últimos anos, o campo da medicina regenerativa tem crescido de forma significativa. Um exemplo claro é a utilização do sangue presente no cordão umbilical para o tratamento de mais de 80 doenças graves. Apesar do sucesso da técnica ser comprovado há pelo menos 30 anos, no Brasil, mais de 90% dos cordões são descartados, o que representa a perda de milhões de células capazes de gerar todos os tipos de tecidos e órgãos do corpo.

De acordo com Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, o sangue do cordão umbilical, assim como a medula óssea, é rico em células-tronco, que podem originar diversos tipos de tecidos. “As células-tronco são células “mães”, capazes de criar os componentes principais do sangue humano e do sistema imunológico do corpo. A partir dessas células, formam-se glóbulos vermelhos, que levam o oxigênio aos tecidos; glóbulos brancos, que combatem infecções; e plaquetas, que atuam na coagulação”, afirma.

O especialista ainda explica que a coleta deve ser incluída nos preparativos que antecedem a chegada do bebê. “A retirada do sangue do cordão umbilical deve ser realizada imediatamente após o parto. Depois, as células-tronco são separadas em um laboratório e podem ser armazenadas por muitos anos em tanques refrigerados com nitrogênio, a uma temperatura próxima de -190°C”, diz Tatsui. “o procedimento é rápido, leva em torno de cinco minutos, é indolor e não apresenta nenhum risco para a mãe ou para o bebê”, complementa.

Dentre as principais doenças para as quais as células-tronco tem se mostrado benéficas, estão a Leucemia, Talassemia e Linfomas. Atualmente, há mais de uma centena de doenças que poderão ser tratadas com este material. “A expectativa é que pesquisas também comprovem a eficiência do material no controle de Diabetes Tipo 1, AIDS, AVC,  enfarte e até lesões na coluna e doenças degenerativas (como mal de Alzheimer e mal de Parkinson), além de problemas pulmonares”, avalia.

Como funciona o armazenamento no Brasil – Atualmente existem dois sistemas de armazenamento de sangue de cordão umbilical no país: o público e o privado. No caso de doação para o sistema público, a unidade fica armazenada em um dos bancos públicos da rede BrasilCord para ser usado em pesquisas ou à espera de um paciente compatível, habitualmente portador de uma doença hematológica grave. “Vale ressaltar que a partir do momento que doa as células-tronco do cordão umbilical para um Banco Público, você não terá mais acesso a elas e, caso alguém da família apresente algum tipo de doença que possa ser tratada por meio de células-tronco, ele ficará na fila de espera até encontrar um doador compatível”.

No caso da contratação do serviço por meio do sistema privado, o armazenamento é pago, ficando assim, o material genético disponível para uso exclusivo do próprio bebê ou da família. “Quem armazena nos Bancos Privados tem acesso imediato ao material genético armazenado, ao contrário dos Bancos Públicos, em que é preciso aguardar por uma compatibilidade em uma fila de espera. Além disso, o sistema privado apoia o tratamento de mais de diversas doenças, dentre elas anemias, doenças do metabolismo, osteoporose, linfomas, mieloma e deficiências imunológicas, enquanto os bancos públicos direcionam o material, na maioria das vezes, apenas para o tratamento de casos de leucemia”, explica o especialista.

 



De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama que forma um tumor. Esse tipo é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, e responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano.

Para o ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato Oliveira, a detecção precoce com o autoexame e a realização de exames como a mamografia permite o diagnóstico prévio e, desta forma, evita-se uma maior mortalidade pela doença.

“Um dos sintomas é o surgimento do nódulo no seio que pode ou não ser palpável. Por isso, é importante que a mulher fique atenta também a outros sinais como inchaço, alterações na coloração, tamanho, formato, textura da pele das mamas e secreções que saem dos mamilos”, complementa o médico.

O ginecologista lembra que o câncer de mama possui componente genético, sendo assim, mulheres com histórico familiar são mais suscetíveis a desenvolvê-lo. Porém, ainda que não existam casos na família, a pessoa pode adquirir a doença, sobretudo, por fatores de risco como obesidade, fumo, ingestão regular de álcool, primeira menstruação em uma idade precoce, menopausa após os 55 anos, primeira gravidez após os 30 anos, ausência de gravidez, além da própria predisposição genética.

Faça o autoexame. Se toque!

De acordo com Dr. Renato, mulheres a partir dos 40 anos devem fazer mamografia uma vez ao ano. Caso tenham algum parente próximo com câncer de mama, o início da investigação é antecipado. A ultrassonografia pode ser indicada como exame complementar, assim como há indicações específicas para o rastreamento com a ressonância nuclear magnética. As mulheres com fatores de risco devem ter atenção especial e não postergar a procura de uma orientação especializada com seu ginecologista.

“O câncer de mama é mais comum a partir dos 50 anos e, à medida que a idade avança, maior o risco de ter a doença. No entanto, mulheres com histórico familiar, independentemente da idade,  são mais suscetíveis a desenvolvê-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de um centímetro (estágio inicial) e, dependendo do tipo do câncer, as chances de cura chegam a 95%. Portanto, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores serão as chances”, finaliza o ginecologista.