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Fenilcetonúria foi a primeira doença identificada no teste do pezinho

28 de junho é o dia Internacional de Conscientização da Fenilcetonúria, também conhecida como PKU (sigla da doença em inglês). “Fenilcetonúria foi a primeira doença identificada através da triagem neonatal”, afirma Helena Pimentel, geneticista e presidente da União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal (UNISERT). Por causa dela nasceu o famoso Teste do Pezinho. Realizado nas primeiras 48 horas de vida da criança, o exame hoje detecta até 50 diferentes tipos de doenças genéticas, metabólicas e infecciosas.

Quando o teste é feito no SUS e dá positivo, o próprio hospital entra em contato com a família para dar segmento ao tratamento, já no sistema privado a família precisa voltar para recolher o resultado do exame. “As pessoas nem sempre compreendem a urgência do tratamento da fenilcetonúria para prevenir doença mental “, afirma Helena.

Os dados apresentados pela geneticista, são de que uma a cada 16 mil crianças nascem com a patologia.”Essa doença rara, causa uma deficiência na quebra de aminoácidos que é a fenilalanina. Esse elemento, em altas concentrações no organismo, pode causar danos cerebrais graves”, explica a geneticista.

Fonte – Revista Pais e Filhos


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Para que o sistema reprodutivo de homens e mulheres funcione bem, é necessário existir um equilíbrio hormonal, além dos órgãos reprodutores desempenharem adequadamente seus papéis.

Porém, doenças crônicas como o diabetes podem comprometer a fertilidade, resultando na dificuldade para engravidar. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo.

Segundo o ginecologista Renato de Oliveira, responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis, o fato de ter diabetes nem sempre interfere na fertilidade, mas o diabético deve tomar certos cuidados. “Controlar a doença é importante para evitar complicações que poderiam, inclusive, diminuir as chances de gravidez. No caso de mulheres diabéticas que já estão grávidas, não controlar o índice glicêmico nas primeiras semanas de gestação pode gerar má formação do embrião. Além disso, as futuras mamães estão mais sujeitas a partos prematuros”, alerta.

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Para evitar que a fertilidade seja afetada pela doença, é necessário acompanhamento médico e controle dos índices glicêmicos

No caso das mulheres, o diabetes pode comprometer a fertilidade na medida em que aumenta a intolerância à insulina. “O diabetes tipo 2 geralmente está associado à obesidade e resistência à insulina. Essas duas condições podem causar deficiência hormonal, assim como ciclo menstrual irregular e infertilidade”, explica. Já o diabetes tipo 1 ocorre quando as células no pâncreas, que produzem insulina, são destruídas por anticorpos. “Esse processo também pode afetar outros órgãos endócrinos, incluindo os ovários, e impossibilitar a gravidez”, complementa o especialista.

Mas engana-se quem pensa que apenas mulheres diabéticas têm problemas com relação à fertilidade. Os homens também podem ser afetados. “Devido à alta taxa de glicose, a produção de radicais livres aumenta, o que pode resultar em problemas no material genético. No caso de diabetes tipo 2,  os pacientes podem desenvolver ejaculação retrógrada, que ocorre quando o sêmen, que normalmente sai através da uretra, flui em direção à bexiga urinária. Dessa forma, não há espermatozoides para fecundar o óvulo”, diz Renato.

Para evitar que a fertilidade seja afetada pela doença, é necessário acompanhamento médico e controle dos índices glicêmicos. “Geralmente, com a doença controlada, os diabéticos têm as mesmas chances de engravidar que uma pessoa que não tenha a doença. Vale lembrar que nem sempre o diabetes é a causa de infertilidade. Por isso, sempre consulte um especialista”, finaliza.


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Uma equipe de pesquisadores liderada por Cedars-Sinai, conseguiu reparar fraturas severas em membros de animais de laboratório com uma técnica inovadora que sugere ossos para regenerar seu próprio tecido. Se for considerado seguro e eficaz em seres humanos, o método pioneiro em combinar ecografia, células-tronco e terapias genéticas, poderá eventualmente substituir o enxerto como forma de consertar ossos severamente quebrados.

“Estamos combinando uma abordagem de engenharia com uma abordagem biológica para avançar engenharia regenerativa, que acreditamos ser o futuro da medicina”, disse Dan Gazit, PhD, DMD e co-diretor do Programa de Regeneração Esquelética e Terapia de Têmulas. A pesquisa foi publicada na revista Science Translational Medicine.

Os pesquisadores construíram uma matriz de colágeno, uma proteína que o corpo usa para construir ossos, e implantou-a no espaço entre os dois lados de um osso fraturado na perna dos animais. Esta matriz recrutou as próprias células-tronco da perna fraturada no espaço durante um período de duas semanas. Para iniciar o processo de reparo ósseo, a equipe entregou um gene que induziu os ossos diretamente nas células-tronco, usando um pulso ultra-sônico e microbolhas que facilitaram a entrada do gene nas células.

Oito semanas após a cirurgia, o fosso ósseo foi fechado e a fratura da perna foi curada em todos os animais de laboratório que receberam o tratamento. Os testes mostraram que o osso crescido na lacuna era tão forte como o produzido por enxertos ósseos cirúrgicos. 

Fonte – Portal Science Daily


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O resultado do teste de farmácia e o exame de sangue deram positivo e descobriu que está grávida? Eis o momento em que a futura mãe costuma se perguntar: “Será que o meu bebê está bem? O que eu faço agora?”. Bom, procurar um obstetra é o primeiro passo. É ele quem estará com você acompanhando tudo o que acontecer em sua barriga pelo menos até o momento do tão esperado parto.

O acompanhamento gestacional é imprescindível e ajuda a identificar problemas que possam vir a assolar a mãe e o feto. A ação preventiva é a melhor maneira de evitar o desenvolvimento de doenças que possam prejudicar a gravidez. Os exames pré-natais devem ser feitos por todas as mulheres gestantes, apresentem elas gravidez de risco ou não.

Segue abaixo uma lista básica de exames que a futura mãe deve se submeter antes de o bebê nascer.

Na 1ª primeira bateria haverá diversos tipos de exames como, diabetes, sífilis, toxoplasmose, rubéola, hepatite, HIV 1 e 2, urina e exame de fezes. Pouco tempo depois, será feito um ultrassom transvaginal para verificar se o embrião está bem implantado no útero e também para delimitar o tempo de gestação e se ela é múltipla.

Até a 12ª semana de gravidez será realizada a biópsia de Vilocorial, para examinar fragmentos da placenta. Da 15ª até a 24ª semana de gestação haverá coleta do líquido amniótico.

Entre a 14ª e 16ª semanas de gravidez será feito o ultrassom morfológico. Esta análise é chamada de Translucência Nucal e irá verificar as chances do bebê ter alterações cromossômicas e más-formações.

Perto do 5º mês de gestação, será feito o ultrassom morfológico de 2º trimestre para que se observe o feto em detalhes e o ecocardiograma fetal.

No 6º mês de gestação, há o exame de sobrecarga de glicose para avaliar a incidência de diabetes gestacional.

A gravidez está chegando ao final e nos 7º e 8º meses de gestação a futura mãe fará ultrassom morfológico com Dopler, que analisa ossos, órgãos e fluxo de sangue do bebê no cordão umbilical e artérias uterinas.

O último ultrassom geralmente ocorre entre a 36ª e a 39ª semanas de gravidez, fase em que é essencial acompanhar a movimentação do bebê no útero, pois o momento do parto não está distante.

Além de tudo isso, há outros exames adicionais que seu obstetra poderá lhe pedir em casos específicos. E, vale lembrar: em cada consulta pré-natal devem ser avaliados o peso da futura mãe, sua pressão arterial e altura do útero.

 

Fonte – Revista Pais e Filhos

Exames que você precisa fazer antes de se tornar mãe

 


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É natural que os primeiros dias após a chegada do bebê sejam confusos, repletos de sentimentos. Afinal, os hormônios são os principais responsáveis pelas oscilações emocionais das mães.

Mas, a família deve ficar atenta quando perceber algo mais que angústia e/ou medo de não dar conta do recado.

Quando o comportamento feminino no puerpério demonstra depressão, é preciso tomar providências e buscar acompanhamento médico. Algumas mamães, em vez de contexto positivo, passam por tristeza e melancolia. Na maioria das vezes, é o que chamamos de Baby Blues.

No Baby Blues, aquele momento de felicidade extrema, o da chegada do bebê ao mundo depois de longos meses de espera, não causa brilho no olhar ou sorriso largo. Em vez de alegria em meio às roupinhas fofas, cheirinho de bebê e bichos de pelúcia, o que se vê é bem diferente.

Às vezes, uma parte dessas mães experimenta um problema ainda mais grave, a depressão pós-parto. O que, segundo a literatura científica mundial, seria enfrentado por cerca de 10% a 15% das novas mães.

Mas, como diferenciar o Baby Blues da depressão pós-parto? Bem, em geral, é assim: o primeiro é mais breve, passageiro, causado apenas pelas mudanças hormonais bruscas típicas do período. E mais: não precisa de qualquer tratamento.

Já a depressão tem antecedentes, ou seja, não é provocada pela gestação ou pelo parto em si – e necessita de acompanhamento especializado, inclusive com tratamento químico.

Como acontece o Baby Blues?

É uma sensação estranha perceber que todos ao redor estão radiantes, a família inteira, mas a própria mulher não sabe o que está acontecendo com ela.

Mulheres que vivenciaram o Baby Blues relatam que a turbulência emocional é agravada pelo fato de estar tudo bem, o bebê estar saudável, tudo estar perfeito, mas a mamãe não consegue se sentir bem. Como se estivesse ficando louca ou coisa parecida.

Mas não está. E a primeira medida a ser tomada por todos é ter a compreensão de que a reação fora do normal não é fraqueza ou frescura. É algo que não depende da vontade da mãe. É o chamado comportamento involuntário.

Do mesmo jeito que chega, o Baby Blues vai embora sozinho, geralmente depois de 15 ou 20 dias. É preciso ter paciência, esperar o organismo feminino retomar o prumo.

Para isso, o suporte familiar deve incluir medidas práticas: alguém para segurar o bebê enquanto a mãe dorme um pouco mais; que possa cuidar do recém-nascido para ela tomar um banho e se alimentar, etc.

Conselhos apenas não resolvem, pois o Baby Blues é uma condição física, na qual a própria “vítima” dela precisa ser mais compreensiva consigo mesma, deixando de lado a autocrítica.

Em comparação à depressão pós-parto, o Baby Blues é mais comum e menos grave. Porém, requer cuidados também, como os que já citei. Os sintomas podem ser parecidos para muita gente, mas os dois quadros são bastante diferentes.

A depressão é um problema que normalmente acomete mães que possuíam antecedentes, ou seja:

• Manifestação de alguma doença mental prévia;
• Traumas vividos antes ou durante a gestação, tais como acidentes, assaltos, separações ou perdas;
• Falta de estrutura emocional para tratar possíveis dificuldades na gestação – doença congênita do filho, por exemplo.

Quando o caso é de depressão, a pessoa manifesta vontade de se matar, fala ou pensa em agredir a si mesma ou a criança. São indícios de que ela está, realmente, precisando de acompanhamento psiquiátrico e, provavelmente, de remédios.

Muitas vezes, o próprio obstetra identifica os primeiros sinais e conduz a mãe para o tratamento. Quando a paciente tem histórico de doença mental, como a própria depressão ou síndrome do pânico, é preciso ficar atento ainda na gravidez.

O médico também poderá ter boa chance de perceber o real estado de saúde psíquica da mulher logo na consulta pós-parto, nas primeiras semanas de vida do bebê.

 

Baby Blues: o que é e como diferenciá-lo da depressão pós-parto?


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Com alimentação certa, a gente aumenta os músculos, o rendimento no trabalho ou escola, a qualidade de vida e muito mais. Mas você sabia que alguns produtos turbinam a fertilidade? É a dieta para engravidar!

Basicamente, alimentos para estimular a fertilidade são os que favorecem a produção dos chamados hormônios sexuais, assim como a formação de óvulos e espermatozoides.

Portanto, se você e o seu parceiro estão contando os dias para encomendar um herdeiro à cegonha, confira o que não pode faltar no menu para engravidar:

  • Ostras, frutas secas, carnes, gemas de ovo, aveia e centeio – são alimentos ricos em um mineral essencial à saúde reprodutiva do homem e da mulher, o zinco.
  • Couve-flor, agrião, brócolis e banana – fontes importantes de vitamina B6 que, por sua vez, trabalha em conjunto com o zinco, produzindo níveis adequados dos chamados hormônios sexuais.
  • Sementes e peixes gordos – trazem em sua composição ácidos graxos ômegas 3 e 6, itens necessários para que o funcionamento dos hormônios seja satisfatório.
  • Sementes de girassol – especialmente ricas em vitamina E, aumentam a fertilidade porque melhoram a saúde dos óvulos e espermatozoides.

Mas não basta só fazer a dieta para engravidar. É preciso também evitar certos comportamentos e produtos, se você quer mesmo ver o seu sonho se tornar realidade.
Ou seja, não adianta caprichar no prato com alimentos acima se você e o futuro papai não deixarem de lado:

  • Bebidas alcoólicas – elas são capazes de reduzir a fertilidade pela metade.
  • Café e bebidas com cafeína – uma xícara de café por dia pode diminuir também pela metade as possibilidades de engravidar.
  • Alimentos com farinha e açúcar refinados (bolos, pães e biscoitos, entre outros) – precisam de grandes quantidades de vitaminas e minerais para serem processados pelo organismo. Com isso, a quantidade desses nutrientes destinada à produção de hormônios é prejudicada.

Dieta para ficar grávida

Além dos alimentos descritos anteriormente, para impulsionar a fertilidade feminina é preciso investir nos antioxidantes. Eles turbinam a capacidade reprodutiva e são necessários para a formação e o desenvolvimento dos óvulos.

Os alimentos antioxidantes são ricos em:

  • Vitamina A (betacaroteno) – cenouras, batata-doce, abóbora e agrião.
  • Vitamina C – vegetais verdes, pimentões, kiwi, tomates e frutas cítricas.
  • Vitamina E – abacate, frutas secas, sementes, peixes gordos, feijões e batata-doce.
  • Selênio – castanha-do-pará, atum, couve e cereais integrais.
  • Zinco – carne de boi, vegetais verdes folhosos, peixe, ostras, sementes, frutos secos e ovos.
  • Fitonutrientes – beterraba vermelha, mirtilos, toranjas rosadas, vegetais folhosos etc. São encontrados nas frutas e vegetais de todas as cores.

O ideal é que a mulher possa consumir pelo menos cinco porções de vegetais e frutas de variadas cores por dia para potencializar sua fertilidade. Além disso, a dieta para engravidar deve conter frutas secas e sementes uma vez ao dia.

Quanto aos homens, a primeira lista, do início deste artigo, também vale. E é necessário ingerir ainda: pão integral ou de centeio, pimentão verde, batatas, ovos e frango. Eles são ricos em cromo, mineral importante na produção dos espermatozoides.

Fontes de vitamina C precisam estar na rotina alimentar dos futuros papais. A vitamina protege o gameta masculino e ajuda aumentar sua quantidade.

Cuide da qualidade das células reprodutivas investindo na dieta para engravidar. Depois, é só torcer para a menstruação não aparecer. Então, capriche no prato…

Com a combinação perfeita de amor, cumplicidade, união e os alimentos que aumentam a fertilidade, a dieta para engravidar não tem como não dar certo. Agora é com vocês!

 

http://www.mae.blog.br/alimentos-pro-fertilidade/


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Os resultados de uma tentativa clínica para lesão cerebral traumática (TBI) usando as células-tronco do próprio paciente mostrou que a terapia parece diminuir a resposta neuroinflamatória do corpo ao trauma e preservar o tecido cerebral, de acordo com pesquisadores da University of Texas Health Science Center at Houston (UTHealth). Os resultados foram publicados no site da STEM CELLS.

Os dados derivados desta tentativa vão além de apenas testar a segurança desta abordagem “, disse Charles S. Cox Jr., M.D., principal investigador, professor do Department of Pediatric Surgery e co-diretor do Memorial Hermann Red Duke Trauma Institute.

O novo estudo mostra que a terapia com células-tronco autólogas após o TBI é segura e reduz os requisitos de intensidade terapêutica dos cuidados neurocríticos. A teoria é de que as células-tronco no cérebro aliviam as inflamações do corpo geradas como resposta do trauma.

A pesquisa foi feita com 25 pacientes e a colheita da medula óssea, o processamento celular e a reinfusão ocorreram dentro de 48 horas após a lesão. O processamento celular foi feito no Laboratório de Investigação Terapêutica de Células-Tronco de Evelyn H. Griffin na McGovern Medical School.

Resultados funcionais e neurocognitivos foram medidos e correlacionados com dados prognosticados, incluindo ressonância magnética (RM) e tensor de difusão da matéria branca do cérebro.

Fonte: IPCT (Instituto de Pesquisa com Células-tronco)

Terapia com células-tronco parece ter efeito na lesão cerebral traumática


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1-3341-634x0-c-defaultEstá em trâmite no Senado Federal o projeto de Lei nº 151, que busca aumentar a licença-maternidade para 180 dias e permitir que a mãe compartilhe até 60 dias com o cônjuge. Isso significa que a mulher teria os 180 dias de licença para si ou poderia ceder de 1 até 60 dias para que o pai do bebê fique com o recém-nascido. O projeto também estabelece um prazo dobrado (360 dias) para mães de portadores de deficiências.

Atualmente no Brasil, com a chegada de um novo bebê, o pai pode tirar cinco dias e, a mãe, 120 (quatro meses). No final de 2016, a presidente Dilma Rousseff sancionou o Marco Legal da Primeira Infância, cujo principal avanço é a ampliação da licença paternidade para 20 dias, mas o benefício não é obrigatório para todas as empresas, e sim apenas àquelas que participam do programa Empresa Cidadã. Esse programa também já oferece a possibilidade de 6 meses de licença para as mulheres, em vez dos 4 garantidos pela CLT.

Fonte: Revista Crescer

http://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2017/06/projeto-de-lei-aumenta-licenca-maternidade-e-permite-que-pai-tenha-ate-60-dias-com-o-bebe.html


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diabetes_lowA primeira descrição do diabetes melitus está no papiro Ebers, descoberto pelo alemão Gerg Ebers em 1872, no Egito, provavelmente compilado em torno de 1500 aC. É a primeira descrição de uma doença que se caracterizava por urina abundante. Acredite se quiser, mas até o século XX, um dos tratamentos difundidos era a reposição maciça do açúcar perdido na urina por meio da compensação da ingesta forçada de nutrientes e açúcar. Foram necessários mais de 3500 anos de história para que, somente no início do século XX, os pesquisadores Frederick Banting, JJR MacLeod, Charles Best e JB Collip mudassem a qualidade de vida dos pacientes com esta enfermidade secular após a descoberta da insulina.

Há cem anos, houve uma grande euforia com a descoberta da insulina, contudo, a cura do diabetes ainda está por vir, seja pela melhora constante do seu controle ou pela tão almejada área da medicina denominada “terapia celular com células-tronco”. Neste caso, há um crescente desenvolvimento de protocolos clínicos mostrando uma resposta favorável dos pacientes com diabetes melitus recebendo a própria célula-tronco, ou por meio de um preparo imunossupressor tal como realizado no campo do transplante de medula-óssea¹ ou pela simples transfusão ou infusão das células². É muito interessante ressaltar que, independentemente do modelo de utilização da célula-tronco, há uma tendência mundial de utilização da célula autóloga, ou seja, do próprio paciente.

O fato é que o ser humano contém dezenas de milhares de diferentes proteínas, gorduras, açúcares e outros compostos interagindo de maneira extraordinariamente complexa. Essa complexidade torna desafiadoras as pesquisa clínicas que buscam comprovar o real benefício da terapia celular. Por enquanto, as principais agências de saúde do mundo (FDA/EUA, ANVISA/BR) pedem cautela aos pacientes, apesar de compreenderem que os resultados iniciais são otimistas.

Acreditamos que a pesquisa clínica é o principal caminho, se não o único, para assegurar segurança e eficácia no tratamento dos pacientes com diabetes.

Fontes:

1.  link acessado em 12/06/2017: http://www.diabetes.co.uk/news/2017/mar/stem-cell-transplant-findings-could-lead-to-personalised-type-1-diabetes-treatments-94434380.html

2.  link acessado em 12/06/2017: http://www.diabetes.co.uk/news/2017/jan/australian-toddler-infused-with-umbilical-cord-blood-to-prevent-onset-of-type-1-diabetes-99422233.html


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A condição que resultou no afastamento da apresentadora de seu programa no SBT é comum a partir da 20ª de gestação. Entenda:

Nesta última semana, a apresentadora Eliana, grávida de 4 meses, usou suas redes sociais para anunciar aos fãs o afastamento do programa homônimo que apresenta aos domingos no SBT. O motivo? Uma indicação médica de repouso devido à condição chamada de “descolamento de placenta”, que pode ocorrer a partir da 20ª de gestação.

“Por conta desses acontecimentos que não podemos controlar, estou em repouso por ordens médicas. Tive um descolamento na placenta. Sei que não depende só da minha vontade, do meu esforço, mas farei o impossível para trazer o meu fruto da melhor maneira que Deus permitir. Preciso salvar minha filha de um parto extremamente prematuro. Tenho fé que, em breve, trarei boas notícias”, disse em um vídeo publicado em seu Instagram.

O descolamento acontece quando porção da placenta, órgão onde o feto permanece até seu nascimento, se desprende da porção uterina endometrial. Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, explica que se trata de uma alteração da segunda metade da gestação e que a gravidade varia de acordo com cada paciente.”

“Há descolamentos menores que geram dor e desconforto e os maiores, que podem causar sangramentos intensos. Em ambos os casos o repouso é fundamental para minimizar os riscos, tanto para a mãe quanto para o bebê. O uso de medicações cujo princípio ativo é a progesterona, geralmente, é indicado para que o útero diminua seu estado de contração visando a uma maior permanência do bebê na barriga da mãe até o período considerado “termo”, o qual corresponde a idade gestacional entre 37 a 40 semanas”.

Ele completa: “Nos casos mais graves que podem ser identificados por sangramento vaginal ativo e útero contraído anormalmente, por exemplo, pode evoluir para uma perda sanguínea importante com risco de choque hipovolêmico. Essa situação de emergência pode representar risco de morte tanto para a mãe quanto para o bebê. Geralmente, nessa situação de emergência, o médico precisa avaliar se é possível controlar ou se é necessário interromper a gestação.”

Em relação aos riscos do descolamento, a prematuridade merece destaque. “Cada semana a mais na barriga da mãe diminui os riscos de prematuridade do bebê, que caso nasça antes do previsto, pode apresentar problemas respiratórios e neurológicos não somente no pós-parto, mas também depois de completar um ano de idade”, elucida o Dr. Renato.

O obstetra e ginecologista Dr. Ricardo Luba acredita que a orientação de resguardo no caso da apresentadora foi prudente: “Essa é a parte mais importante, e a orientação pode permanecer até o fim da gestação para evitar movimentações que minimizem o risco de sangramento abundante e parto prematuro. Além das queixas da paciente, neste caso, a maneira mais efetiva de descobrir o problema é através do ultrassom obstétrico.”

As causas podem variar: traumas como quedas e acidentes de carro, excesso de exercício físico ou esforço, condições como estresse, obesidade e problemas de saúde como deficiência na coagulação, infecções, má cicatrização de cesáreas anteriores e, principalmente, hipertensão, conforme expõe o Dr. Renato.

“Uma das principais motivações é a doença hipertensiva específica da gestação, caracterizada pela pré-eclampsia e eclampsia. A pré-eclampsia consiste no aumento da pressão arterial e ocorre em pacientes gestantes, ou seja, que adquiriram essa condição devido às alterações sofridas pelo corpo decorrentes da gravidez. A eclampsia em si ocorre quando essa elevação do nível pressórico é tão significativo que a paciente convulsiona, podendo acarretar sérios riscos para a saúde da mãe e do bebê. Quando esses sinais se tornam aparentes, os médicos já fazem o diagnóstico clínico e laboratorial e então passam a realizar um pré-natal mais rigoroso, com uma frequência maior de exames e consultas.”

Outra medida tomada pelos especialistas em casos como o da Eliana é a aceleração da maturidade do pulmão do bebê. “O procedimento consiste na aplicação de duas injeções de corticóide com o intervalo de 24h. O uso dessa medicação é feito em qualquer situação em que a paciente possua um risco de trabalho de parto prematuro para minimizar os riscos, afinal, o pulmão do bebê só atinge a maturidade, geralmente, a partir da 34ª semana”, justifica o Dr. Renato.

Mulheres com idade inferior a 18 anos ou superior a 35 anos costumam enfrentar um pré-natal de risco. Outro fator que também pode ser levado em consideração no caso do descolamento de placenta é o tamanho do cordão umbilical, que caso seja muito pequeno, pode gerar uma tração maior com a placenta, onde é fixado, resultando num desprendimento do órgão com relação ao útero.

http://claudia.abril.com.br/saude/descolamento-placenta-eliana-gravidez/